(Hum, desculpe) Eu Reencarnei! NovelCAPÍTULO 28 - Capítulo 022 – John Sensei e o menino
Capítulo 28022 – Sensei John e o Menino
Publicada em 23 de julho de 2016 por crazypumkin
Editor: Poor_Hero e Lazaruz22
TN: Na verdade, planejei escrever dois capítulos ontem, já que era meu dia de folga, mas… fiquei tão imerso em Gyakuten Saiban / Ace Attorney 6 que nem liguei… É viciante demais!
O menino vinha de uma família de mãe solteira.
O menino vinha de uma família de mãe solteira.
A mãe dele trabalhava horas extras todos os dias. As dificuldades de criar uma criança sozinha e ainda assim cumprir o seu trabalho mostraram ser mais complicadas do que ela imaginava, desgastando seu espírito a cada dia.
A mãe do menino era linda.
Mas ………
Naquele dia, a mãe do menino voltou para casa tarde, após fazer hora extra.
" Bem-vindo de volta. "
O menino, que completava 8 anos, esperava sinceramente que sua mãe chegasse em casa todas as noites.
Para poder oferecer uma comida quente para ela, depois de trabalhar duro todos os dias, pensando nela.
" ….. Cheguei. "
O jantar preparado pelo menino era maravilhoso. Tão bom que poderia abrir um restaurante com aquilo.
Desde pequeno, o menino sempre se esforçava com as tarefas domésticas.
Para aliviar a carga da mãe.
Para ganhar um sorriso dela.
Para ser elogiado por ela.
Para obter sua aprovação.
Mas, por mais que se esforçasse, sua mãe nunca sorria para ele. Nunca o elogiava. Ela até o tratava como se ele nem estivesse ali.
Hoje não foi diferente. Sua mãe não sorriu, não disse que a comida estava deliciosa e simplesmente foi dormir de rosto sério.
Mesmo assim, o menino nunca culpou sua mãe.
Porque ele sabia quantas dificuldades ela tinha enfrentado.
O menino teve um pensamento.
Qualquer pessoa podia fazer tarefas domésticas. O que o menino não tinha feito era o seu esforço.
E assim, o menino se esforçou mais ainda.
Nos estudos. Nos esportes.
Ele se esforçou como sempre fazia. Sempre tirava notas perfeitas. Antes que percebesse, já estudava até o nível universitário.
Sem slack na rotina de casa.
Dobria as roupas cuidadosamente, limpava cada canto, cozinhava jantar delicioso todas as noites, obtinha nota máxima em todas as provas.
E tudo o que recebia era um "Certo.".
Uma resposta cansada, curta.
Uma resposta que não reconhecia o esforço que o menino colocava.
E mesmo assim, o menino nunca culpou sua mãe.
Foi numa determinada manhã.
A mãe do menino desmaiou.
Ela foi internada, mas nenhuma causa foi encontrada. Ela já era magra, e ficava cada vez mais magra dia após dia.
O menino dedicava seu tempo a cuidar dela.
E mesmo assim, sua mãe nunca o olhou.
Chegou o dia final.
Foi um dia raro em que sua mãe sorriu de forma autodepreciativa, fazendo o menino involuntariamente perguntar.
" Mãe, por que você me odeia? "
Ele sabia, no fundo do coração.
Por que sua mãe nunca olhava para ele, não importando o quanto ele se esforçasse.
A mãe do menino sorriu com uma expressão gentil e autodepreciativa.
" Eu odeio essa sua carinha. "
A mãe do menino sabia, dentro de si, que ele não estava errado.
Na verdade, ela até se sentia grata a ele. Se ela algum dia tivesse coragem de ser sincera com ele…
No final, a raiva a dominou.
Toda vez que olhava para o rosto dele, lembrava do marido separado.
E agora ela olhava nos olhos dessa pessoa.
" Desculpe."
A voz rouca da mãe do menino não chegou até ele, pois ele já tinha saído do quarto hospitalar.
No dia seguinte, era a primeira vez que o menino não estava no quarto do hospital.
Então, como se fosse a sua própria decisão, a mãe do menino deu seu último suspiro.
Com um sorriso gracioso, que nem mesmo o menino tinha visto antes em seu rosto.
" Então era por causa dessa face."
O menino fechou o punho.
" Essa face…"
E ele decidiu.
Viver com força.
Que, mesmo com esse rosto, não haveria problema.
◆
" ….. É um sonho."
Ele despertou com a respiração acelerada.
Olhando pela janela, o céu ainda estava meio escuro, como se fosse pouco antes do amanhecer.
Mas já fazia algum tempo que tinha tido aquele sonho.
…..Ele achou que tinha conseguido esquecer dele.
Rindo de si mesmo, levantou-se.
Com cuidado para não acordar os pais que dormiam dos dois lados, saiu da cama e foi caminhando pelo corredor.
" Fuwaaaa "
Soltou um grande bocejo ao seguir em direção ao seu próprio quarto.
Deve ter sido por causa da conversa de ontem que teve aquele sonho.
Em um momento raro de baixa energia, Will virou a maçaneta da porta.
◆
" Você não vai perguntar? "
Com um sorriso feliz enquanto ria, John-sensei perguntou. Com só essa frase, eu logo entendi o que ele queria perguntar.
Quando eu disse que queria aprender mais sobre o Sensei, ele mostrou uma expressão de dúvida, que agora compreendia.
Para dizer a verdade, eu tinha interesse.
Enquanto pensava nisso, John-sensei achou que eu estava paralisado com a pergunta e começou a falar.
" …Will deveria saber da minha situação familiar. Você deve querer saber mais."
John-sensei, que sempre transmitia uma aura divertida, começou a exalar uma pressão profunda. Com seu olhar afiado e expressão séria, ele olhava direto para mim.
Meu instinto dizia para não desviar o olhar dessa situação.
" Não há necessidade de perguntar, certo? John-sensei é John-sensei."
Inibindo minha voz trêmula, olhei de volta.
E John-sensei trocou seu olhar penetrante por um sorriso autodepreciativo.
" Eu posso ensinar, mas só aquilo que eu não posso fazer."
[1] - Acho que ele quis dizer que não pode responder perguntas sobre sua família.
Com só isso, eu entendi.
Não, talvez eu já tivesse previsto isso de alguma forma.
Apesar de nossa idade ser parecida ou de sentir uma certa proximidade, com uma pessoa que acabou de conhecer…
John-sensei continuou.
" Sou o segundo filho, por isso não posso herdar o título de duque do meu pai. E o Will também devia saber que meu pai é um homem tolo."
Com isso, por um momento, os olhos de John-sensei exibiram uma expressão de dor familiar.
" Quando eu era mais novo, tentava demais chamar a atenção dos meus pais indiferentes. Caligrafia, matemática, magia, espada."
Ele riu, levantando os ombros.
" Mas, por mais que tentasse, meu pai nunca demonstrou afeto. No fim, isso tudo virou contra mim."
Com um suspiro profundo, Sensei, por algum motivo, sorriu.
" …E assim, ao aprender tudo isso, passei a entender. Que família mais idiota e estúpida eu tenho. Seguir agarrado a algo assim, só me tornaria um idiota."
Sensei sorriu, com uma dor evidente no rosto.
" Mas, mesmo querendo mudar isso, não posso. Sou fraco demais. Tudo que posso fazer agora é conquistar mais poder."
Poder ―‖ Status.
Era por isso que havia deixado a casa para servir na Corte Real.
" Percebi que, para evitar ostentação vazia, e para proteger os cidadãos, é preciso o mesmo status."
E o Sensei John, que se autodenominava autodepreciativo, agora sorria de forma brilhante.
" Por isso, Will, vamos estudar com rigor a partir de agora."
◆
Nisso, ele me entregou um livro grosso.
Parecia ser um livro sobre as conexões dos nobres neste país. Nome da família, território, quem eram — tudo detalhado.
…….Devo memorizá-lo inteiro?……..
Ele definitivamente era um super "S"!!!!
Ao exclamar isso, continuei lendo. Ter essa pessoa como meu Sensei, talvez fosse uma sorte minha. Sorri discretamente com esse pensamento.
Mãe, talvez seja melhor eu ter reencarnado mesmo.
Obs.: A razão pela qual Will não consegue reconhecer sua aparência vem daqui.
…É difícil escrever na terceira pessoa.
Obrigado por ler.
TN: Hm… Eu tinha que ter feito isso ontem. Metade é cópia e cola!
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