O Coadjuvante Aposentado Quer Viver em Silêncio NovelCAPÍTULO 136 - A Visita da Academia de Lormane
Capítulo 136[Tradutor - Peptobismol]
[Revisor - Demon God]
Capítulo 136 - A Visita da Academia de Lormane (2)
Maya, encostada na parede, espiou cautelosamente para observar a Diretora e a Vice-Diretora.
Considerando a distância dos dormitórios dos professores até aqui, você pensaria que elas teriam puxado conversa no caminho.
No entanto, por alguma razão, as duas elfas permaneceram em silêncio, criando uma atmosfera estranha.
Afinal, as duas nunca se deram bem.
Sempre foi demais para Ismera, uma elfa puro-sangue, tolerar servir sob uma Diretora menos competente.
Mesmo tendo sido promovida a Vice-Diretora, os antigos ressentimentos não eram algo que pudesse desaparecer facilmente.
Maya tinha observado e mapeado silenciosamente os principais relacionamentos na Academia desde que começou aqui.
Mas por que as elfas vieram aqui hoje?
Enquanto continuava a espioná-las, a porta logo se abriu, e Olysia saiu.
— Bem-vindas!
Vendo isso, Maya percebeu que havia um acordo que ela não conhecia.
Devia ser algum tipo de encontro noturno de fim de semana para a liderança da Academia.
Isso era algo novo.
Olhando para a parede, alta demais para escalar sem suas pedras de apoio, Maya hesitou antes de se mover rapidamente em direção ao portão da frente.
No momento em que Olysia, a Diretora e a Vice-Diretora entraram na casa, Maya correu e pegou o portão antes que ele fechasse.
As três já tinham atravessado o pequeno jardim e entrado.
Maya silenciosamente passou pelo portão e entrou no jardim, esgueirando-se entre as árvores.
Ela rastejou de uma árvore para outra, aproximando-se da casa, e eventualmente agachou-se sob as grandes janelas da sala de estar.
De lá, ela podia ver dentro e ouvir a conversa delas. Perfeito.
Maya se encolheu, pegando seu registro de pacientes, algo que sempre carregava consigo.
Naquela noite, Kirrin e Ismera vieram à casa.
— Bem-vindas!
Olysia, vestida elegantemente, correu para receber as duas elfas com entusiasmo.
— Uau! Olysia, o que é tudo isso?!
Os olhos de Kirrin quase saltaram ao ver o banquete espalhado na mesa.
Rosbife, gratinado de batata crocante, peito de frango com molho de cogumelos, macarrão com frutos do mar picante, legumes mistos grelhados, crème brûlée, tortas de frutas frescas, saladas – a lista continuava.
Era uma variedade colorida de pratos, até mesmo acomodando a vegetariana Ismera.
E, como toque final, havia uma garrafa de Armand de Brignac, um presente de Linus.
Isso era mais do que suficiente para impressionar a alta cúpula da Academia.
Até Ismera discretamente engoliu a saliva, incapaz de esconder seu apetite.
— Bem, entrem. Vamos pular as formalidades e atacar.
Por minha sugestão, as duas elfas correram para seus lugares.
Eu destampei o Armand de Brignac e servi em cada um de seus copos. Kirrin soltou um gemido satisfeito.
— Uau, o aroma é incrível... O que é essa bebida?
— É Armand de Brignac.
— Que nome comprido.
Se elas tivessem o menor conhecimento de vinhos finos, seus olhos já teriam saltado agora.
Mas Kirrin e Ismera não estavam familiarizadas com tais coisas, então simplesmente acenaram com uma expressão indiferente.
— Primeiro, vamos parabenizar oficialmente a Vice-Diretora Ismera por sua promoção. Você aguentou muito até agora.
— Obrigada, Diretora.
Ismera levantou seu copo com um leve sorriso nos olhos.
— Agora que me tornei Vice-Diretora, dedicarei ainda mais a mim mesma ao progresso da Academia.
— Eu também vou trabalhar duro!
Kirrin, cheia de energia, levantou seu copo e festejou.
— Vamos brindar! À Ismera!
— Diretora, isso é um pouco repentino demais. Você deveria fazer seus comentários com mais calma.
— Ah, é mesmo? Esta é a minha primeira vez em algo assim.
Kirrin coçou a cabeça com um riso envergonhado e então pigarreou.
— Er, então, esta reunião hoje à noite... é uma ocasião significativa para celebrar a promoção de Ismera, a Chefe do Departamento de Teoria, a Vice-Diretora. Uh, hmm... Ismera sempre trabalhou diligentemente para a Academia, e, uh...
Kirrin começou a divagar, tornando o brinde mais longo do que o necessário.
— Então, como Diretora, eu... sinceramente a parabenizo... e, uh, sempre que o novo Chefe Professor Teórico for nomeado, trabalhe com ele de perto... sabe, e assim por diante...
Por respeito à sua posição, esperamos pacientemente enquanto Kirrin encerrava desajeitadamente seu longo discurso.
— Uh, de qualquer forma, parabéns...! Vamos brindar!
Nós tilintamos nossos copos e tomamos um gole do Armand de Brignac.
— Paaaah, delicioso!
— Ugh! Cof cof!
Kirrin estalou os lábios com prazer, enquanto Ismera fez uma careta e tossiu alto.
Olysia rapidamente lhe entregou um guardanapo, e Ismera limpou a boca, balançando a cabeça.
— Acho que álcool não é muito a minha praia.
— É uma pena. Isso é realmente bom.
— Quão bom exatamente?
— Bem, se você tivesse cerca de dez garrafas disso, você poderia comprar um navio de guerra Imperial.
— O quê?!
Kirrin ficou tão chocada que virou seu copo vazio de cabeça para baixo e tentou sacudir cada última gota em sua boca.
— Isso é tão caro assim?! Dian, você é rico ou algo assim?
— Meu amigo é. Foi ele quem me deu.
— Huh, entendo. Deve ser bom ter amigos ricos...
Kirrin olhou ansiosamente para a garrafa.
Sorrindo, eu a estendi, e ela avidamente a pegou com as duas mãos como se fosse um tesouro valioso.
— Hyaaaaaang!!
Depois de engolir um segundo copo, Kirrin soltou um grito bizarro e lambeu os lábios com uma língua estranhamente longa.
Vendo isso, o rosto de Ismera lentamente começou a mostrar sinais de desgosto e pena.
Embora sua atitude em relação a Kirrin tivesse se suavizado um pouco desde o incidente da Grande Floresta, seu desprezo e irritação fundamentais não desapareceram completamente.
— Foi a Olysia quem fez tudo isso?
Com o rosto levemente corado, Kirrin se maravilhou com a mesa mais uma vez.
— Vamos provar!
Ela deu uma mordida enorme, e todo o seu corpo estremeceu de prazer.
— Isso é incrível! É muito melhor do que a comida na cafeteria da Academia! Tão delicioso!! Incrível!
— Hehe, obrigada.
Dominada pelo elogio não filtrado da mais alta autoridade da Academia, Olysia se contorceu timidamente e sorriu envergonhada.
Kirrin então ficou tão absorvida em provar tudo que praticamente esqueceu que Ismera e eu existíamos.
Ela sempre comeu fartamente quando visitávamos cafés de sobremesa para comer bolo, então isso não foi uma surpresa.
Enquanto isso, Ismera elegantemente pegou seu garfo, revisando os pratos vegetarianos preparados para ela com cuidadoso escrutínio.
— Eu senti isso durante os preparativos da competição, mas Olysia realmente tem um talento natural para cozinhar.
Limpando a boca com um guardanapo, Ismera fez seu elogio.
— Magnífico. Esta é a melhor refeição que tive em muito tempo.
— Obrigada, Diretora, Vice-Diretora! Estou tão feliz que vocês estejam gostando!
Olysia se curvou profundamente para expressar sua gratidão, então de repente se lembrou de algo e levantou um novo tópico.
— Na verdade, eu tenho um pequeno pedido.
Será que ela realmente vai dizer?
— Eu ouvi ontem que Sir Dian lutou contra um dragão.
— O-o quê?!
— Um dragão?!
Tanto Kirrin quanto Ismera gritaram chocadas ao mesmo tempo.
— Vocês não sabiam...?
— O que é isso, Dian? Um dragão?! Explique!
Com Kirrin tremendo, eu não tive escolha a não ser recontar brevemente os eventos do dia anterior.
— Isso é inacreditável... Um dragão em forma polimórfica?
— Verdadeiramente chocante...
Olysia se dirigiu às elfas atordoadas.
— E então, eu estava esperando que vocês pudessem ficar de olho em Sir Dian para mim. Se não for controlado, ele certamente causará problemas aonde quer que vá.
Ela então começou a recontar as histórias de Brunswell – de como Dian lutou com a guilda local, os piratas que atracaram para reabastecer, e a marinha de um país estrangeiro que ele espancou sempre que teve a chance.
— Ele tem se comportado relativamente bem desde que veio para a Academia, mas primeiro, ele traz um troll, e agora ele está lutando contra um dragão. Neste ritmo, eu posso não sobreviver por muito mais tempo.
Olysia agarrou seu peito dramaticamente, e Kirrin cerrou seus punhos com determinação.
— Não se preocupe, Olysia. Eu vou me certificar de que Dian não faça nada imprudente de agora em diante. Você pode contar comigo!
— É um alívio ouvir isso.
Satisfeita, Olysia serviu a Kirrin uma grande porção de carne perfeitamente assada.
— Ah, certo. Agora que estamos no assunto, eu também tenho um favor a pedir.
— O que é?
Kirrin piscou seus olhos vermelho-rubi e olhou para mim com expectativa.
— Vocês acham que Olysia poderia estudar na Academia?
— Olysia?
— Huhhh?! Eu?!
Já que não era algo que tínhamos falado antes, Olysia gritou surpresa.
— Ela está completando dezesseis ou dezessete anos este ano. Eu acho que está na hora de ela ir para a escola.
— Isso faz sentido. O que você acha, Ismera?
Kirrin se virou para Ismera, que assentiu lentamente.
— Se for o nível de educação pública padrão, ela poderia lidar apenas com o currículo teórico. No entanto, já que ela estaria começando no meio do caminho, pode ser difícil acompanhar. Pode ser melhor para ela começar como uma nova aluna no próximo ano. Se ela estiver disposta, eu acho que é mais do que possível.
— Parece um bom plano!
Tanto Ismera quanto Kirrin pareceram aprovar.
— O que você acha, Olysia?
— Uh, eu... hmm...
Olysia hesitou, então de repente virou a cabeça em direção à janela.
Ela correu e se debruçou na janela.
— O que foi?
— Eu pensei ter ouvido algo estranho, mas devo ter me enganado.
Quando Olysia apareceu de repente na janela, Maya rapidamente rastejou para dentro dos arbustos para se esconder.
— Que barulho foi esse...
Espiando Olysia, que olhava ao redor como uma predadora procurando por sua presa, Maya silenciosamente agarrou seu estômago.
O som que Olysia tinha ouvido não era outro senão o estômago de Maya roncando.
O cheiro da comida que saía pela janela tinha feito a boca de Maya salivar tanto que seu estômago tinha roncado involuntariamente.
— Devo ter ouvido mal.
Felizmente, Olysia não encontrou nada e retornou para dentro, enquanto Maya silenciosamente retomou a escrita em seu registro de pacientes.
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