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Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto! — Capítulo 113: Vol 3 – Capítulo 27 – Capítulo 27: O Fantasma da Hora Extra

Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto!
Cap. 113
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Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto!

Vol 3 – Capítulo 27 – Capítulo 27: O Fantasma da Hora Extra

Capítulo 113

1.816 palavras~8 min de leitura

“Por que... por que temos que fazer hora extra, mesmo no seminário...?!” Alina engasgou, sua voz baixa.

Elas estavam em seus alojamentos designados no alojamento de treinamento. A antiga sala de pedra tinha várias camas e deve ter sido usada como dormitório no passado. Os únicos outros móveis eram uma mesa simples com algumas cadeiras e um pequeno armário — o mínimo necessário para passar alguns dias.

Sim, este era um quarto para dormir. Qualquer outro uso era impensável. Além disso, elas estavam no meio de um seminário agora, e tinham que ir para a cama cedo e restaurar suas energias para as palestras do dia seguinte.

E ainda assim, deitadas diante delas, como se as impedissem de dormir por mais algumas horas, estavam pilhas enormes de formulários de missão não processados.

Diante dessa visão tão familiar, Alina mostrou os dentes como uma fera, seus olhos ardendo com ímpeto assassino. “Droga... Droga, seu Chefe do Balcão...!!”

“A-Alina...! Sua aura de ressentimento é ainda mais assustadora que a de um fantasma! Por favor, pare...!” Laila, que estava sentada em frente a ela do outro lado da pilha de papéis, tremia de medo.

Despreocupada, Alina pegou alguns documentos próximos e uivou para os céus. “Eu nunca ouvi falar de hora extra durante um seminaaario!!”

Terminado seu ataque de gritos, Alina caiu de bruços sobre a mesa e começou a soluçar.

“Não era para nossa segurança estar garantida se fôssemos ao seminário...?”, ela lamentou. “Eu deveria sair do trabalho na hora... Eu deveria—...!”

“Alina...” Vendo Alina naquele estado, Laila baixou as sobrancelhas com ar de desculpas. “Mas—mas temos que lidar com isso, ou as coisas só vão piorar...”

“...Eu sei.”

Arrastando a cabeça para fora da mesa, Alina se preparou.

A nova masmorra supergrande só havia sido descoberta naquele dia, e o escritório já estava inundado de pedidos além de sua capacidade. Isso significava que quando Alina e Laila terminassem o seminário e voltassem ao Balcão de Iffole, ainda mais aventureiros teriam ouvido a notícia e viriam correndo, criando um inferno total. Elas não tinham escolha a não ser processar esses formulários agora para mitigar a situação o máximo possível.

“Chorar não vai fazer esses documentos não processados desaparecerem...! Vamos fazer isso, Laila!” Alina preparou sua pena e encarou corajosamente a mesa.

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Do outro lado, uma montanha de formulários empilhados se erguia — soldados inimigos que foram impiedosamente enviados a ela do Balcão de Iffole.

“Ok, Alina...!”

Laila endireitou as costas solenemente, como se fosse uma cavaleira indo para a batalha.

“Assim que o seminário terminar e voltarmos ao Balcão de Iffole, a carnificina nos espera... Então precisamos derrotar esses formulários de missão não processados aqui e agora!! Vamos fazer isso!!”

“Entendido, Alina!” Laila gritou. “Por favor, não vá para a cama antes de mim!” E com isso, ela puxou um conjunto de pequenos pratos.

“Uh, o que são esses?”

“Pratos para colocar sal. Eu os trouxe comigo!”

“Hã?”

Assim que terminou de falar, Laila começou a colocar os pratos — um em cada canto da mesa — e a enchê-los avidamente com sal que ela tinha conseguido sabe-se lá de onde.

“Você não sabia, Alina? Sal protege contra espíritos malignos. Isso é senso comum!”

“Uh, não foi isso que eu quis perguntar... E espera, você não coloca o sal normalmente nos quatro cantos do quarto? Por que está na mesa...? Está atrapalhando.”

“Por favor, não diga isso! Estou colocando perto para poder alcançá-lo rapidamente na remota possibilidade de um fantasma atacar!”

“...”

Alina teve a sensação de que Laila não sabia bem do que estava falando, mas decidiu deixá-la fazer o que a deixasse mais confortável. Desistindo, Alina voltou sua atenção para os formulários de missão.

“Então foi isso que aconteceu no Festival Centenário. Foi uma experiência realmente maravilhosa, e— Espera, Alina?”

Laila, que vinha tagarelando para se distrair do medo, de repente percebeu que não estava recebendo resposta de Alina.

A outra garota vinha respondendo até pouco antes, embora com comentários monótonos como “uh-huh” e “ohhh”, o que significava que ela não estava prestando atenção em 120 por cento. Confusa com o silêncio repentino, Laila ergueu a cabeça e viu que Alina estava, bastante incomumente, deitada de bruços na mesa, dormindo.

Laila instantaneamente empalideceu. “E-e-e-ei, eu pedi para você não dormir primeeiiiro!”

Ela desistiu do formulário de missão que estava processando, gemeu e sacudiu os ombros de Alina. Mas Alina devia estar muito cansada, porque continuou dormindo pacificamente sem nenhum sinal de que acordaria.

“U-uaaah! Por que hoje, logo hoje...?! Normalmente, sou eu quem fica sem forças primeiro—” No meio da frase, Laila percebeu algo com um suspiro. “Ah, claro. É porque dormi a tarde toda...”

Durante as palestras, e especialmente quando estava cheia logo após o almoço, Laila não conseguira suportar o conteúdo chato e dormira bastante. Por causa disso, ela não estava com sono nenhum, apesar da hora tardia.

“Eu nunca pensei que uma soneca da tarde fosse acabar sendo tão prejudicial... Não, não, esse não é o problema— Alina, vamos, Alina...”

O quarto não a incomodara enquanto Alina estava acordada, mas agora a aterrorizava. Tudo o que ela tinha para iluminar o quarto escuro era uma lanterna pouco confiável, e seus arredores estavam envoltos em escuridão. Havia sombras debaixo da cama e dentro do armário, que havia sido deixado aberto apenas uma fresta...

“A-Alina, Alina...!”

Praticamente em lágrimas agora, Laila batia nos ombros de sua sênior, mas Alina dormia como uma pedra.

Foi quando aconteceu. Laila ouviu algo.

Tup.

Era claramente um passo. E soava estranho, como alguém andando descalço por um corredor de pedra fria.

“...!”

A respiração de Laila ficou presa em sua garganta. Arrepios se formaram por todo o seu corpo.

Tup, tup.

Os passos estavam diminuindo, se aproximando. Laila parou de respirar. Seus instintos estavam tocando sinos de alarme, dizendo-lhe que ela não devia deixar o que quer que estivesse fazendo aqueles passos a notar. Ela manteve as mãos paradas e prendeu a respiração, rezando para que quem quer que fosse passasse.

Mas...

Tup.

Os passos pararam — bem em frente ao quarto delas.

“...Ah...”

Ela soltou um pequeno grito, incapaz de se conter. Ela não queria olhar, mas seu olhar foi atraído para a porta. A maçaneta girou lentamente.

“Ah...!”

Gachak.

A porta, que ela pensava estar trancada, se abriu sozinha. Isso não podia ser real. O olhar de Laila se fixou no local. Ela era incapaz de desviar os olhos ou fechá-los.

Kreee...

Eventualmente, do outro lado da porta aberta, ela viu—ninguém.

“Hein?”

Novos arrepios explodiram em sua pele. E então—

“Eu te odeio.”

Ela ouviu uma voz baixa perto de seu ouvido.

“Ngh!”

“Eu te odeio. Eu te odeio. Euteodeioeuteodeioeuteodeioeuteodeio—”

“Nghaaaaaaaaaaaagh!!”

Seu terror finalmente atingindo o limite, Laila gritou. Seus olhos girando em pânico, ela agarrou desesperadamente algo... e pegou uma pilha de sal de um dos pratos na mesa. Sem olhar para seu alvo, ela o jogou para trás.

“Espírito maligno, vá embora! Espírito maligno, vá embora! Espírito maligno, vá embora!!!”

N/T: O ritual de jogar sal para afastar espíritos malignos é uma tradição japonesa chamada shubatsu (purificação com sal). O sal é considerado purificador e usado em cerimônias xintoístas para afastar más energias.

“...Que barulheira...”

Algo farfalhou no canto da visão de Laila. Alina finalmente havia acordado e estava erguendo a cabeça. “Urk. Droga, eu dormi...? Espera, que diabos é tão salgado? ...Isso é sal?”

Notando a coisa em sua cabeça, Alina franziu a testa. Ao mesmo tempo, Laila viu a coisa atrás dela e gritou.

“Alina... A-trás—atrás de você...!”

“Atrás de mim?” Alina se virou e finalmente viu a coisa.

Era o fantasma de um homem, parado imóvel.

“Um intruso...?”

Laila estava paralisada de medo, mas a força do hábito permitiu que ela desse uma resposta em força total: “Uh, isso é claramente um fantasma!!!”

Em algum momento, os formulários de missão empilhados ao redor delas se levantaram no ar, e estalos desagradáveis como ar estourando ecoaram pela sala.

Em meio a todo o caos, Alina encarou o homem em transe, e ele olhou de volta para ela. Eventualmente, seus lábios se curvaram em um sorriso malicioso. “Entendo. Então não são apenas os aventureiros e deuses sombrios que me impedem de terminar meu trabalho. Agora também são os fantasmas...”

Alina imediatamente cerrou os punhos e assumiu uma postura agachada.

“A-Alina? Ei, você ainda está meio dormindo?”

“Se eu tivesse medo de fantasmas...”

“Ei, ei, ei—”

“...como eu poderia fazer tanta hora extra, tão tarde da noooite—?!!!”

Com isso, Alina enfiou o punho no estômago do homem fantasma. A figura instantaneamente se dobrou no meio e bateu na parede atrás dele. Uma sombra branca voou para fora da nuca da figura e se dispersou como névoa. Os formulários de missão flutuantes caíram do ar, e os estalos altos pararam de repente.

“Impossível!!” Laila arregalou os olhos.

Será que Alina conseguira exorcizar o fantasma? E com um ataque físico ainda por cima?

Enquanto Laila olhava, confusa sobre todos os tipos de coisas, Alina cuspiu com ódio: “Você está atrapalhando minha hora extra...” Resmungando incoerentemente, ela se sentou educadamente de volta em sua cadeira, deixou o rosto cair sobre a mesa e adormeceu novamente.

“...N-não pode... Um soco resolveu? Será que era realmente um fantasma...?”

Laila afundou no chão e ficou ali por um tempo, ouvindo atordoada os sons de sua colega dormindo. Depois de testemunhar Alina exorcizar o fantasma com seu punho, Laila começou a duvidar que o que quer que tivessem visto fosse realmente um fantasma.

Laila permaneceu atordoada por um tempo até se recuperar com um sobressalto. “...! Alina, por favor, acorde!” Ela sacudiu o ombro de Alina em pânico enquanto sua colega dormitava.

“Hnah?” Finalmente abrindo os olhos, Alina ergueu a cabeça confusa. No momento em que sua visão instável se moveu de Laila para os documentos ao lado de sua mão, ela saltou como se tivesse sido atingida por um raio. “Ah não, eu dormi! As horas extras!”

“Agora não é hora para isso! Olhe!” Laila apontou para o homem que Alina havia nocauteado com um golpe.

Alina olhou para onde Laila apontava e franziu a testa confusa. “Quem é esse?”

“Alguém... que pode ser um fantasma.”

Laila ofereceu uma explicação vaga que ela mesma mal entendia, então abraçou o braço de Alina contra o peito e a forçou a se levantar.

“Um fantasma? Parece apenas uma pessoa normal. Embora eu ache estranho alguém estar desmaiado bem ali.”

“De qualquer forma, vamos chamar o Mestre Jade. Vou explicar o que aconteceu no caminho”, disse Laila, arrastando Alina atrás de si. Ao saírem do quarto, Laila olhou para trás, para o homem desmaiado lá dentro. Ele tinha pernas, e seu corpo não era transparente. Parecia apenas uma pessoa normal — mas estava agindo de forma tão estranha quando entrou no quarto delas.

Traduzido por Moonlight Valley

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Fim da leitura

Capítulo 113 concluído

Vol 3 – Capítulo 27 – Capítulo 27: O Fantasma da Hora Extra