Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto!Vol 3 – Capítulo 35 – Capítulo 35: A Revelação
Capítulo 121“...N-não pode ser”, Alina disse com a voz rouca. “Pare de brincar. Isso não é engraçado...”
“Mocinha.”
A voz de Glen era baixa. Mas as palavras familiares soaram exatamente como sempre.
No entanto, sua calma apesar da situação, sua recusa em explicar, sua desafiadora postura — tudo parecia errado.
Era como se ele já tivesse feito as pazes com o que estava fazendo.
“Desculpem por tudo”, disse ele. “Esta será a última vez. Estou contando com vocês.”
“Eu disse para parar de brincar...!” Alina endireitou os ombros e tentou dar um passo à frente, mas uma mão disparou do lado para detê-la — era a de Jade.
Ele estava olhando fixamente para Glen. Seus olhos cinzentos escuros vacilavam com emoções conflitantes. Alina não conseguia dizer o que se passava em sua mente naquele momento.
“...Então era você afinal, Líder da Guilda...”, Jade disse amargamente.
Um sorriso triste cruzou o rosto de Glen. “Eu deveria esperar que você descobrisse. Era o que você queria me perguntar esta tarde, perto das estátuas, não era?”
“...Sim.”
“Evitei isso por reflexo, falando sobre minha filha. Me desculpe. Você pode não acreditar em mim, mas dói mentir para vocês. Fiquei aliviado quando você recuou. Você é realmente um bom rapaz. Ha-ha!” Glen abriu bem a boca e riu amavelmente. Era tão normal que parecia fora de lugar.
No entanto, quando terminou de rir, sua expressão rapidamente se tornou afiada. “...Mas você é ingênuo demais.”
“...!”
“Assim que a dúvida entrou em sua mente, você deveria ter me interrogado ou investigado minuciosamente meu passado. Posso ser o líder da guilda, e você pode confiar em mim completamente, mas não pode deixar que isso o cegue. Você tem uma tendência ao pensamento ilusório. Sabe por experiência própria o quão perigoso o homem de preto é.”
Glen apontou um dedo para Jade, que estava sem palavras, e sussurrou sombriamente: “Essa ingenuidade acabará por matar seus companheiros. Tenho certeza disso.”
“...”
Após um longo silêncio, Jade conseguiu forçar algumas palavras. “...Explique-se...” Ele parou e mordeu o lábio. “Explique-se!!” ele cuspiu, com a voz tensa. “Explique tudo o que fez... para que possamos entender!”
Suas mãos, cerradas em punhos, tremiam.
Era a primeira vez que Alina ouvia Jade gritar como se estivesse pronto para chorar.
“Eu entendo, ok?”, disse ele. “Até eu sei que foi estúpido da minha parte não fazer o que precisava ser feito quando comecei a suspeitar de você... Mas eu queria acreditar em você...”
“...”
“Porque... você acreditou em nós, até o fim...! Isso também foi mentira? Você estava apenas nos usando como peões, assim como Rufus e Heitz? É isso...?!”
A pergunta dolorosa de Jade ecoou friamente pelo corredor de pedra.
Ele provavelmente suspeitava que Glen era o homem de preto há algum tempo. Ele deve ter se preparado para o pior. Mas agora que a verdade fora jogada em seu rosto, ele era incapaz de suprimir suas emoções.
“...”
Glen ficou em silêncio novamente enquanto encarava Jade. Por apenas um instante, seu olhar afiado foi iluminado por uma luz gentil e tranquila. Mas um momento depois, ele desapareceu.
“...! Onde—?!”
“Me sigam. Há algo que quero mostrar a vocês.”
Eles ouviram uma voz atrás. Quando se viraram, Glen já estava andando mais adiante no corredor.
“Tsk. Espera!”
Jade o perseguiu por reflexo. Mas depois de alguns passos, ele parou. Ele não era tão tolo a ponto de perder a cabeça e correr direto para o perigo. A verdade que Glen acabara de revelar, no entanto, o abalara profundamente.
Ignorando os gritos de surpresa dos outros, Glen seguiu em frente sem dizer mais uma palavra.
“...Droga!!” A voz rouca de Jade foi absorvida pela escuridão, e um silêncio pesado caiu sobre o corredor mais uma vez.
Alina — não, todos eles — ficaram parados, incapazes de decidir o próximo movimento. Precisavam de algum tempo para processar a realidade.
Quando Alina olhou novamente para o corredor, Glen já havia desaparecido na escuridão.
“...Então... você estava certo, líder...”, Lowe murmurou, quebrando o silêncio. Sua voz estava incomumente baixa para um cara que sempre fazia piadas. “O que diabos aquele velho está pensando?” Seu tom monótono e sem emoção deixava claro o quão irritado ele estava.
“I-isso não pode ser verdade...!” Lululee baixou a cabeça. Ela estava apertando seu cajado com tanta força que suas mãos ficaram brancas. Alina não conseguia ver sua expressão, mas sua voz tremia enquanto ela juntava as palavras desesperadamente. “Não vou acreditar...! Deve haver algum erro...! Tem que ser um mal-entendido... Certo, Jade?!” Lágrimas brotaram em seus olhos enquanto ela se agarrava ao seu líder, que também estava de cabeça baixa.
Jade desviou o olhar, seus lábios mal se movendo. “Não há erro. Você viu também.”
“Mas—”
“Não importa o que alguém diga, isso é a realidade...!” ele cuspiu, e Lululee foi incapaz de responder.
“De jeito nenhum...” Alina também não conseguia pensar em nada para dizer.
Ela não tinha palavras para confortá-los.
Os relacionamentos deles com Glen deviam ser muito mais profundos que o dela. Choque, raiva e tristeza por sua traição deviam estar dilacerando seus corações — junto com a esperança tola de que, mesmo agora, ainda pudesse ser nada além de um mau sonho.
No final, tudo o que Alina conseguiu fazer foi perguntar: “...Jade, você sabia que o líder da guilda era o homem de preto?”
Após um momento de reflexão, Jade explicou, com a voz pesada. “...Durante o Festival Centenário, Heitz teve permissão para entrar não apenas na prisão subterrânea, mas também no depósito subterrâneo de livros. A única pessoa com autoridade para acessar ambos é Glen, o líder da guilda...”
“...Entendo.”
Isso significava que, desde o Festival Centenário, Jade vinha guardando essa terrível possibilidade em seu coração, lidando com o estresse de suspeitar de um amigo e lutando sozinho. Frustrava Alina não ter conseguido ver isso. Ele parecera completamente normal para ela.
“O que vamos fazer, líder?”, perguntou Lowe. Seu olhar se deslocou pelo corredor na direção em que Glen havia desaparecido. “Não adianta ficar aqui especulando, certo?” ele disse, confiando a decisão a Jade.
Jade também estava encarando a escuridão do corredor. Não seria difícil seguir a presença de Glen, ali no silencioso corredor subterrâneo. Ele estava em algum lugar à frente deles, mais adiante no caminho. “...Existe a chance de ser uma armadilha, mas...”
Até usar a palavra armadilha fez Jade franzir a testa com desgosto. Ele compartilhara uma conversa amigável com o homem apenas no dia anterior — não, apenas algumas horas atrás. Não era de admirar que se sentisse assim.
“...Vamos.”
Os olhos de Jade pareciam dizer: Não temos outra escolha. Alina sentia o mesmo. Eles tinham que descobrir por que Glen estava fazendo isso — por que havia feito isso todo esse tempo.
Traduzido por Moonlight Valley
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