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Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto! — Capítulo 128: Vol 3 – Capítulo 42 – Capítulo 42: O Martelo Dourado

Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto!
Cap. 128
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Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto!

Vol 3 – Capítulo 42 – Capítulo 42: O Martelo Dourado

Capítulo 128

1.480 palavras~6 min de leitura

Alina fixou os olhos apenas em Glen enquanto erguia seu martelo de guerra.

Esta era sua única chance. Ela não podia esperar ele terminar de deslizar. Ela abaixou seu martelo de guerra e o enviou voando ainda mais longe, arremessando seu corpo massivo pelo ar.

“Guhhh...!”

Glen voou em linha reta pelo ar, mas segundos antes de se chocar contra a parede, ele se recuperou. Chutando a parede em vez disso, ele se lançou contra Alina com força suficiente para que a pedra se desfizesse sob seus pés.

Ela podia vê-lo erguendo sua grande espada. Ela podia ver. Ele não havia parado o tempo. Estaria ele tão perturbado que se esquecera? Enquanto o golpe vinha em sua direção pelo lado, Alina o desviou com seu martelo de guerra.

O ataque foi repelido com o som desagradável de metal rangendo contra metal, e a força curvou a parte superior do corpo de Glen para trás.

“...Por quê?!” Caindo ao chão, Glen diminuiu seu impulso e colocou uma mão no chão, gritando em choque: “Por que você está se movendo?!”

“Hã?”

Naquele momento, Alina finalmente percebeu algo.

Jade e Lululee estavam ambos congelados como estátuas de pedra. Exatamente como se o tempo tivesse parado — não, o tempo havia parado. Alina já vira aquele espetáculo estranho antes. Eles estavam dentro da habilidade de Glen, onde apenas ele era capaz de se mover.

Mas a última vez que Alina vira isso fora quando Glen ativara Sigurth Chronos. Não funcionara em Alina naquela época porque ela tinha uma Habilidade Dia. Dia Chronos era eficaz contra Alina também, então esse tipo de fenômeno não deveria ser possível...

Com um suspiro, Alina se virou para olhar o martelo de guerra em suas mãos.

Como esperado, partículas douradas o cobriram quando ela não estava olhando — a mesma visão misteriosa que ela encontrara tantas vezes antes.

“...Mutação...”, murmurou ela.

Sim. Alina só conseguira quebrar as Habilidades Dia dos deuses sombrios quando seu martelo de guerra prateado brilhava em dourado.

Naquela vez com Silha — eles estavam completamente iguais em força, e ainda assim ela o vencera e destruíra seu corpo forte, que repelira até Habilidades Dia.

Ou naquela vez com as deusas sombrias gêmeas, quando ela quebrara a flecha de uma Habilidade Dia, transformando-a em algo ainda mais poderoso.

O martelo de guerra criado pelo Dia Break sempre respondia aos sentimentos de Alina para lhe trazer a vitória.

“...O que é esse poder...? Não pode ser — algo além de uma Habilidade Dia...?” Vendo seu martelo de guerra dourado, Glen arregalou os olhos em choque.

Era exatamente como ele disse. Se ela podia anular Dia Chronos, uma Habilidade Dia, isso basicamente provava que, naquele momento, Alina possuía um nível de poder ainda maior.

“Ridículo...” Glen deu um passo para trás, tremendo de medo e respirando com dificuldade.

Alina o fixou com um olhar penetrante. Ela podia pensar em tudo isso depois. “Deus sombrio, volte a ser Glen... E se não puder, eu destruirei seu núcleo, corpo e tudo.”

“Espere.” Enquanto Alina se preparava, Glen jogou fora sua espada e estendeu a mão direita à sua frente. Suas próximas palavras não foram o que ela esperava. “Você não tem alguém que queira ver mais uma vez?”

Alina estava prestes a dar um passo à frente quando parou.

“Eu os trarei de volta. Se eu devorar as almas das pessoas aqui, posso voltar no tempo o quanto quiser.”

Vendo Alina congelar, Glen abriu os braços como um convite. “Posso ver — seu passado. É triste perder alguém de quem você gosta, não é?”

“...”

Alina abaixou seu martelo de guerra.

“Isso mesmo! Busque poder...”

“Você pode não me insultar?”, Alina murmurou, interrompendo Glen.

“O quê—?”

“Os mortos não podem ser trazidos de volta.” Alina arrancou as palavras com os dentes cerrados. “É por isso que aventureiros e recepcionistas são tão estupidamente desesperados para viver, mesmo em ambientes de trabalho tão estupidamente dolorosos...!”

Como seria maravilhoso se passados trágicos pudessem ser consertados.

Alguns meses atrás, antes de Alina conhecer Jade, ela teria aceitado uma oferta dessas. Mas agora ela encontrara pessoas de quem gostava fora daquele passado.

“Além disso, não sou tão solitária”, declarou ela.

Ela não estava solitária. Percebera isso no dia do Festival Centenário.

A solidão de Alina já havia passado, surpreendendo até ela. Shroud, o aventureiro, fora tão querido para ela. Mas a dor de perdê-lo havia diminuído um pouco.

Já fazia muitos anos que ela o perdera. Talvez o tempo tivesse amortecido sua dor. Ela estava tão ocupada agora também. Com o trabalho e os deuses sombrios, os problemas pareciam cair em seu colo um após o outro, e ela não tinha tempo para ficar triste — mas tudo bem, pensou ela.

Alina passara a gostar de sua vida atual, com todos os seus aborrecimentos.

“Ha-ha... ha-ha-ha-ha! Não é bem egoísta? Depois de falar sobre o quão solitária você era no passado, você vai simplesmente seguir em frente agora que tem amigos e está se divertindo? Você esqueceria aqueles que partiram? Você desonra sua memória!”

“Pode me chamar de fria ou desonrosa ou o que quiser. Nunca me considerei pura, justa ou bondosa. Estou apenas tentando o máximo que posso agora, à minha maneira, porque não quero sentir essa dor novamente. Você não tem o direito de me dar lições sobre isso.”

“...”

“E quanto a você, Glen?”, Alina cuspiu, empunhando seu martelo de guerra mais uma vez e fixando seu olhar no deus sombrio.

“Eu entendo querer ver alguém novamente depois que eles morreram. Entendo o arrependimento. Mas — de que adiantará trazer Lynn de volta?”

“...O que você disse?” Suas sobrancelhas se curvaram com raiva — ela não conseguia dizer se era Glen ou o deus sombrio.

Despreocupada, Alina continuou. “Tudo o que você está pensando é em trazê-la de volta. As memórias do tempo que passaram juntos não são igualmente importantes?”

“...Poupe-me das palavras bonitas.” A expressão de Glen se tornou amarga. “Um argumento inútil! De que servem as memórias?!”

“Elas dão aos sobreviventes a força para continuar vivendo”, Alina declarou com voz monótona.

“!” Glen não conseguiu dizer uma palavra.

“Dói, mas me dá força para terminar minha hora extra — para me esforçar e me levantar quando quero ficar na cama de manhã, para ir ao trabalho quando não quero ir. Dá-me força para trabalhar um pouco mais no dia seguinte...”

“Quê...?”

“Ela te ensinou muitas coisas importantes, não ensinou? As coisas que ela te deu ainda estão lá, no seu coração. Você é quem é agora por causa dela!” Alina disse, refletindo sobre cada palavra antes de cerrar os lábios.

Um passo em falso, e poderia ter sido Alina se agarrando ao mesmo desejo distorcido que Glen.

Mas isso não acontecera. Porque Alina tinha a vida de recepcionista, que Shroud lhe deixara.

Mesmo que fosse um estilo de vida amaldiçoado trazido pela morte de Shroud, para Alina, era uma maneira de lembrar alguém de quem gostava. Até mesmo esta maldição era uma memória querida, querida.

“O que mais você pode querer? Antes de pensar em algo estúpido, como sacrificar sua vida para tentar revivê-la... passe mais algum tempo valorizando suas memórias da vida que você teve com ela...!”

“...”

Glen não tentou mais argumentar. Ele ficou ali sem palavras, com os olhos arregalados.

“E... acima de tudo, a coisa que mais quero dizer é...!” Os olhos de Alina se abriram, e ela chutou as pedras, quebrando-as e lançando-se em direção a Glen, martelo de guerra pronto.

“...Como ousa esquecer completamente sua promessa de acabar com minhas horas eeeextras!!!!”

Com um rugido, Alina bateu seu martelo de guerra no braço esquerdo de Glen. Houve um som desagradável de crrk enquanto penetrava na carne e quebrava o osso, enviando tudo abaixo de seu ombro voando.

“Gahhh!” Faltando seu braço esquerdo, Glen caiu de joelhos e bateu com o rosto no chão. A marca de Dia desapareceu de sua testa.

“Agh, a—ahh, Lynn...!” A personalidade usurpadora havia desaparecido? Chorando o nome de sua filha, Glen estendeu a mão, recusando-se a desistir.

Ele estava atrás de seu braço esquerdo com o núcleo de deus, que havia sido arrancado e agora voava pelo ar. O núcleo de deus pulsava visivelmente, e o braço decepado de Glen se debatia. Mas eventualmente o braço se acalmou e então, como se tivesse ficado sem forças, começou a se desintegrar.

Quando o núcleo de deus caiu nas pedras com um clunk, o braço já havia desaparecido sem deixar vestígios.

“Ah...”, Glen murmurou atordoado, o som ecoando no silêncio.

O núcleo de deus — que preenchia sua tristeza insuportável com uma esperança distorcida — já havia perdido sua luz e ficado em silêncio.

“...Ah—ah... ahhhhhhhhhh!!!!”

Glen uivou como uma fera e então perdeu a consciência. Era um grito de tristeza ou um grito de arrependimento?

Traduzido por Moonlight Valley

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Fim da leitura

Capítulo 128 concluído

Vol 3 – Capítulo 42 – Capítulo 42: O Martelo Dourado