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Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto! — Capítulo 76: Vol 2 – Capítulo 37 – Capítulo 37: A Provocação

Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto!
Cap. 76
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Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto!

Vol 2 – Capítulo 37 – Capítulo 37: A Provocação

Capítulo 76

1.768 palavras~8 min de leitura

"A flecha da morte dói, não dói, Sr. Bonitinho?"

Viena tinha dado uma reviravolta completa desde sua raiva intensa anterior e agora estava de ótimo humor, cantarolando. Fiena, por outro lado, estava tão sem expressão quanto antes. As gêmeas deusas sombrias e Jade estavam se encarando.

"Você quer acabar logo com isso, hein, moço?" As duas se aproximaram lentamente de Jade. As risadas sinistras das garotas ecoaram pela caverna.

Mas Jade apenas riu delas. "Você está cometendo um grande erro se acha que a dor pode me parar."

As coisas estavam realmente ruins — mesmo que Jade estivesse fazendo comentários espirituosos, seu pescoço estava úmido de suor.

O ferimento desconhecido de Alina o abalara. Seu coração batia forte, e ele tentava controlar seus pensamentos, mas eles não paravam de acelerar.

Um ataque simultâneo não funcionaria. E quando as gêmeas tinham se transformado em Vilfina, nem mesmo o Dia Break de Alina a havia ferido. Jade já havia ativado sua habilidade composta duas vezes, então ele não conseguiria continuar assim por muito mais tempo.

"Ngh...!"

De repente, tudo virou de cabeça para baixo. Ele ouviu sua espada cair no chão e, depois de experimentar uma estranha sensação de flutuação, estava de joelhos.

"Jade!" Lululee gritou em pânico atrás dele.

Tardiamente, ele percebeu que suas pernas haviam cedido, e ele estava de mãos e joelhos no chão frio da caverna. O gosto metálico de sangue estava se espalhando dentro de sua boca. Então Jade viu a luz vermelha da Millia desaparecer de sua espada longa, que estava fora de alcance, e tudo se encaixou.

Este é meu limite...!

Foi um milagre que ele não tivesse desmaiado, como fazia durante o treinamento.

"Droga..." Até seu xingamento saiu fraco.

O que eu devo fazer… quando estou assim…?!

Ele não sabia o que deveria fazer para vencer. Não fazia ideia.

Não — talvez não adiantasse nada.

Pela primeira vez na vida de Jade como aventureiro e tanque, ele sentiu seu espírito prestes a se quebrar.

"É só isso, Sr. Bonitinho? Eu estava pensando em levar sua alma, mas..." Viena curvou os lábios como uma demônia e ergueu seu arco, mudando ligeiramente sua mira de Jade. A ponta da flecha que trazia a morte certa agora estava apontada — para Alina.

"Essa oferenda tem sido realmente irritante, tentando se esconder de mim, então vou pegá-la primeiro. Eu vou comer você devagarinho depois, Sr. Bonitinho. ♪"

"...!"

O coração de Jade disparou em seu peito.

Ele não tinha mais a Millia para bloquear uma flecha. Se Viena disparasse uma flecha agora, tinha acabado.

Alina ia morrer.

Alina estava...

…Calma…!

Jade respirou fundo.

Lululee certamente curaria Alina. Então, até que ela o fizesse, ele tinha que fazer o que pudesse para defender as duas mulheres até o fim. Essa era a única chance que eles tinham de vencer, então ele só tinha que colocar todas as suas forças em fazer o que podia.

E como tanque, isso significava… atrair a agressão para longe de Alina.

Rastejando pelo chão, Jade observou Viena desesperadamente, pensando no que poderia fazer para chamar sua atenção.

As gêmeas deusas sombrias, sua aparência infantil, a maneira como seus corpos não eram tão poderosos ou duráveis quanto os de Silha, seus poderes regenerativos ilimitados, a forma como cada uma tinha metade de um núcleo e metade de uma marca de Dia.

…Metade?

Quando a ideia atingiu Jade, sua boca já estava aberta.

"Espere aí — sua falha...!"

Viena estava prestes a disparar quando sua mão congelou. "...O que você disse, moço?"

"Você não me ouviu? Eu te chamei de falha."

Cuspindo sangue, forçando todos os seus membros, Jade se colocou de pé. Esta era uma provocação de tudo ou nada.

Tanques se arriscavam para proteger seus aliados — eles nunca poderiam deixar outra pessoa assumir a agressão.

Essa era a alma de ser um tanque. Usar Hastor para puxar a agressão funcionava em monstros já que eles agiam por instinto, mas não tinha efeito em humanos já que eles podiam pensar e agir pela razão. É claro, o mesmo valia para as deusas sombrias.

Mas a magia não era a única maneira de capturar a agressão.

Insultos que abalariam as emoções de um alvo, blefes habilidosos… Essas táticas funcionavam precisamente porque se aproveitavam dos sentimentos de um oponente.

"Se chegar a hora, use qualquer meio que puder para garantir a agressão. Mesmo que você fique nu, atraia a atenção do inimigo, use sua cabeça e não confie na magia." Seu professor de tank lhe dissera isso inúmeras vezes.

"Ei, moço. Eu realmente odeio esses tipos de provocações sem cérebro, sabia?"

"Você acha que isso é apenas uma provocação?"

"Hã?"

"É comum que várias falhas sejam criadas no processo de se chegar a um produto final", Jade começou a falar desapaixonadamente, ignorando a aura gelada e assassina de Viena. O que ele estava prestes a dizer agora era tudo especulação, sem qualquer base. Ele nem sabia se era o suficiente para atrair a atenção das deusas gêmeas.

Mas ele definitivamente manteria sua posse sobre a agressão.

"É nosso entendimento que todos os objetos marcados com o sigilo do sol, a marca de Dia, têm funcionalidade além da imaginação. Não sabemos nada sobre eles, exceto que foram feitos pelos antigos… Mas há apenas uma coisa que posso dizer: nunca vi uma marca de Dia que estivesse pela metade."

"..."

Viena esqueceu de mirar em Alina, apenas encarando Jade. Ela fora expressiva como uma criança antes, mas agora seu rosto se endurecera enquanto colava uma expressão inumana como a de uma boneca.

"A meia-marca de Dia em seus rostos — se vocês são duas como uma só, então por que é que quando você se tornou Vilfina, ela não se tornou uma marca de Dia perfeita e singular?"

Duas como uma só — se era assim, então Viena deveria ter se tornado completa quando comeu o núcleo de Fiena. Mas sua fusão criara Vilfina, que possuía apenas força e nenhuma inteligência. A marca de Dia ainda não se tornara completa; ela apenas ganhara meio sigilo em cada bochecha.

"A marca de Dia era o que os antigos esculpiam em suas criações. Então, o que significa uma meia-marca de Dia?"

"..."

"Eu conheci um outro deus sombrio além de vocês duas. Ele tinha uma marca de Dia completa esculpida nele, e a funcionalidade de vocês é claramente inferior à dele. Vocês podem se regenerar, mas seus corpos são fracos, e Vilfina é poderosa, mas pouco inteligente. Está tudo faltando um pouco, aqui e ali."

"...Uma falha? Não...", Viena murmurou finalmente.

Mas Jade continuou, ignorando seus protestos. "Então foi isso que pensei — talvez vocês tenham sido implantadas com núcleos mal-sucedidos que foram criados via tentativa e erro antes de se chegar a um produto final. Vocês podem combinar duas falhas, mas isso não faz um sucesso. Vilfina é apenas uma mistura de erros. Não — talvez eu deva dizer que forçar os núcleos juntos a torna ainda mais instável — um pedaço de lixo difícil de controlar?"

"Não…!"

"Vocês não são duas como uma só. São duas criações defeituosas que ambas têm funcionalidade ligeiramente inferior. É por isso que as pessoas que as fizeram, os antigos, esculpiram aqueles meio-sigilos em seus corpos — como prova de que vocês são projetos fracassados."

"Cala a boca!!" A voz estridente de Viena ecoou ferozmente na caverna.

Seus olhos estavam arregalados de raiva, sua expressão rígida, e seu rosto pálido como a morte, apenas seus olhos injetados e brilhando enquanto ela encarava Jade como se estivesse pronta para morder.

Todos os traços da adorável garotinha que ela fora antes haviam desaparecido.

"Não… Não… não, não, não, não, não…!!" Viena gritou, segurando a cabeça com as mãos. Seus olhos vacilavam intensamente e ardiam em raiva enquanto ela encarava Jade. Ela apontou para ele, com o dedo tremendo de emoção intensa. "Me chamar de falha… quando você é apenas uma oferenda… Eu vou te comer…! Vou te cortar em pedaços… Vou fazer você sentir a pior dor imaginável…!"

"Infelizmente, já estou doendo todo."

Com os olhos fixos na ponta da flecha trêmula que estava apontada diretamente para ele, Jade sorriu.

Ele conseguiu a agressão dela.

"Mas não vou entregar minha vida tão facilmente...!" Levantando seu escudo, Jade gritou: "Converja… declare!"

Houve aquele som estranho de explosão, e então seu campo de visão ficou branco por um instante. No momento em que tentou ativar sua habilidade, uma dor intensa percorreu todo o seu corpo. Doía tanto que ele tremia. Verdadeiros fogos de artifício de sangue estavam jorrando dele.

"Ngk..."

Era a reação adversa da terceira ativação de sua habilidade composta.

Os sintomas eram piores do que o esperado, mas Jade não hesitou — desde o momento em que decidiu usar essa habilidade composta em batalha contra uma deusa sombria, ele estava totalmente ciente de que sofreria mais do que apenas um pequeno efeito colateral.

Combinado com o ferimento da flecha da morte em seu braço, ele sentia uma dor intensa. Ele nem sabia mais de onde a sensação vinha, mas usou sua vontade de ferro para reprimir a agonia que assaltava todo o seu corpo. Ele quase cambaleou, mas se forçou a se preparar, mordendo o lábio para conter o impulso de desmaiar de dor.

Impassível, Jade continuou. "Composite skill, activate. "

Uma memória frustrante de não muito tempo atrás passou por sua mente.

Ele estivera impotente diante do inimigo estranho e poderoso que era o deus sombrio Silha.

Alina estivera em perigo, mas ele não conseguira se mover.

Desta vez, ele não conseguira deixar Alina aproveitar plenamente o Festival Centenário que ela tanto esperava. Era porque ele não era forte o suficiente para se opor a uma deusa sombria — porque em uma batalha contra uma, ele não tinha escolha a não ser confiar nela.

Ele queria o poder de ser capaz de lutar de igual para igual contra uma deusa sombria. Ele queria ser o tipo de homem que pudesse dar a Alina a paz que ela queria. Ela parecia tão feliz durante o Festival Centenário. Se ela pudesse ter sempre um sorriso assim…

Se fosse por ela, não importava o quanto seu corpo se despedaçasse.

"Millia!! "

Houve uma explosão de vermelho em seu campo de visão vacilante. Jade nem conseguia mais dizer se era a cor do sangue ou a luz de sua habilidade, mas já não importava mais. Ele forçou os cantos dos lábios para cima, ergueu seu escudo vermelho-sangue e deu a Viena um sorriso desafiador.

"Venha, atire essa flecha em mim. Tente me matar, se conseguir."

Traduzido por Moonlight Valley

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Fim da leitura

Capítulo 76 concluído

Vol 2 – Capítulo 37 – Capítulo 37: A Provocação