Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto!Vol 2 – Capítulo 46 – Capítulo 46: A Cerimônia de Descanso das Almas
Capítulo 85“Hmm. Está quase na hora do evento principal."
A noite estava avançando, e o fim do Festival Centenário se aproximava rapidamente.
Provavelmente porque muitos aventureiros solicitaram, o Festival Centenário condensado pulou completamente a programação do segundo dia, cobrindo apenas os eventos do terceiro.
As pessoas estavam dizendo que eles simplesmente tinham que ter o grande evento que acontecia todo ano no terceiro dia — a cerimônia de descanso das almas.
A cerimônia de descanso das almas encerraria o Festival Centenário. Com o coração cheio de tristeza pelo fato de não ter conseguido visitar todas as barracas de rua e seu estômago revirado de tanta comida, Alina esvaziou um caneco cheio de vinho enquanto se dirigia alegremente para a praça principal.
Bem, não consegui cumprir meu objetivo de aproveitar todo o Festival Centenário, mas estou feliz que a parte que eu mais queria ir, a cerimônia de descanso das almas, ainda está acontecendo.
Mas assim que ela suspirou de alívio, o homem de quem ela tinha ouvido falar com muita frequência ultimamente a abordou por trás. "Alina!"
"..."
Uma careta se formou instantaneamente em seu rosto. Alina olhou por cima do ombro, e ali estava Jade Scrade, acenando com uma mão enquanto trotava até ela. Ele havia estado literalmente coberto de sangue apenas uma semana atrás, e agora corria até ela energicamente — mas ela já estava acostumada com isso. Jade correu até ela, sorrindo enquanto a atingia com outra proposta sem noção. "Nós só fizemos metade do nosso encontro no primeiro dia, certo? Eu imaginei que ainda tínhamos a outra metade."
"É o inferno que temos! O primeiro dia foi o primeiro dia, e isso acabou!" Alina soltou um suspiro agressivo e então, de repente, ficou calma e desviou o olhar. "...Ah, que seja. Venha comigo por um momento."
"Hã?" Apesar de ter investido contra ela, Jade ficou surpreso, piscando exatamente duas vezes. "Hã? T-tudo bem, Alina...?"
"Uh-huh."
Levando Jade com ela, Alina se dirigiu para a grande praça. Atravessando a escuridão da noite para chegar à piazza, que estava envolta em luz ofuscante, ela comprou uma pequena garrafa em uma barraca de rua na entrada.
Tinha uma pequena alça de metal e era baixa e atarracada em forma. Mas não era um recipiente comum. Era uma garrafa de luz, feita com tecnologia de relíquia. Uma quantidade definida de tempo após sua produção, ela desapareceria, deixando seu conteúdo para trás. Você pode se perguntar para que uma coisa dessas seria usada, e acontece que era usada exclusivamente para a cerimônia de descanso das almas. Não havia dúvida de que foi desenvolvida para este dia.
"Isto é..." Jade começou a dizer algo, mas não terminou, andando ao lado de Alina.
A cerimônia de descanso das almas era realizada no terceiro dia do Festival Centenário. Em luto pelos aventureiros que morreram no trabalho, todos colocavam luzes mágicas em garrafas especiais, as tratavam como almas e as colocavam em um palco especial — era só isso que o evento era.
Centenas de garrafas de luz já haviam sido reunidas na praça central, iluminando o local com um brilho agregado fraco.
O pano que cobria o palco especial havia sido removido. A fonte na praça havia sido decorada para parecer um tronco de árvore, e o andaime para as garrafas de luz se estendia a partir dele como galhos. À distância, parecia exatamente uma grande árvore feita de luz.
A água da fonte também cintilava com o brilho das garrafas de luz, fazendo todo o espaço parecer fantástico.
Mas esta bela cena foi arruinada por seus arredores — a praça estava cheia de aventureiros sentados no chão, bebendo e festejando, junto com casais que brincavam um com o outro. Não havia uma única pessoa derramando lágrimas em memória dos aventureiros mortos, mas isso não era de forma alguma uma falha de suas obrigações sociais.
Você não chorava na cerimônia de descanso das almas — essa sempre foi a regra não dita. Dessa forma, as almas fazendo sua jornada para o céu não ficariam solitárias — e aquelas almas que permanecessem poderiam superar sua tristeza.
"Você sabe usar magia, não sabe, Jade?" Com um olhar mal-humorado, Alina empurrou sua garrafa vazia para Jade. "Coloque uma luz nela. Eu nunca estudei magia, então não consigo fazer isso."
"...Você não se importa?"
"Uh-uh."
Jade acendeu uma luz dentro da garrafa, e Alina a colocou na borda do palco especial. Ela comprou uma bebida e então se sentou no piso de pedra da praça enquanto observava o palco especial brilhar intensamente à distância.
"Quando eu era pequena, um aventureiro que eu conhecia morreu", Alina começou.
"...Ah."
"Aquele aventureiro... seu nome era Shroud. Éramos bem próximos."
"..."
Depois de uma estranha pausa, Jade murmurou: "Entendo." Ele se absteve de fazer perguntas. Alina também não ia dizer mais nada. Os dois apenas contemplaram o brilho das inúmeras garrafas de luz por um tempo, bebida na mão.
"...Não morra, ok, Jade?" As palavras escaparam de seus lábios por vontade própria. Após alguns segundos de silêncio, Alina percebeu o que tinha acabado de dizer e ficou vermelha no rosto, embora não soubesse por quê. "B-bem! Você é tão tenaz quanto uma barata, então tenho certeza de que não morreria mesmo se alguém tentasse te matar! E de qualquer forma, não tem nada a ver comigo se você vive ou morre! Esqueça o que eu disse! Esqueça!"
Enquanto Alina entrava em pânico e fazia um X com os braços, Jade sorriu de volta para ela radiantemente.
"Está tudo bem, Alina. Não pretendo morrer por nada além do seu martelo de guerra."
"Eu disse para esquecer...!" Para esconder seu constrangimento, Alina se espalhou de costas no piso de pedra.
"De qualquer forma, no final não consegui aproveitar o Festival Centenário este ano também!!" Ela se levantou novamente para beber vinho de seu caneco, então enterrou o rosto nos joelhos, com as costas timidamente curvadas.
"No final, eu só andei pelo festival com você no primeiro dia... Então isso é apenas um encontro... Havia muitos outros produtos bonitos, muitas coisas que eu estava de olho, e eu queria cobrir o festival todo, andando por aí comendo ao longo de três dias...! Ahnn... hnn... wahhhhhhhhhhhh!!"
"C-calma, Alina."
Enquanto Alina gemia, uma voz cortou a multidão para se dirigir a ela. "—Hã? Você não é a Alina do Balcão de Iffole?!"
Vários aventureiros cercaram Alina. Eles já estavam fedendo a álcool, carregando canecos de bebida em uma mão.
Aí vêm os bastardos imundos tentando pegá-la. Jade murmurou, encarando os homens. "Ei, vocês aí, se estão procurando pegar garotas, vão para outro lugar. Alina está num encontro comigo agora."
"Fala sério, é o Sr. Espada de Prata?! Ah, cara, você está toda aconchegada com o Jade? Então você gosta de um rosto bonito afinal, Alina!"
"Não é nada disso." Alina, que havia estado chorando como uma criança até aquele momento, instantaneamente voltou ao modo de trabalho.
"Ele apenas me fez uma oferta que não pude recusar para me levar a um encontro. Isso é como um novo tipo de encontro açucarado."
"Ei, Alina, você realmente vai destruir minha reputação..."
"Escutem, essa garota é muito boa no que faz!"
Um dos aventureiros fez esse comentário por acaso, e a atmosfera mudou instantaneamente.
"Hã?" Alina piscou confusa.
Os aventureiros assentiam um após outro na frente dela, e começaram a falar alto.
"Claro que ela é! Ela está sempre lidando com missões ao dobro da velocidade dos outros recepcionistas."
"Embora em troca, se você tentar conversar com ela por até um segundo sobre qualquer coisa não relacionada a missões, ela te mata com um olhar! Ga-ha-ha! Mas ela é rápida no que faz."
"Ela está sempre sorrindo, mas por alguma razão, é assustadora! Mas ainda assim fico na fila do balcão dela. É meio que um hábito — como se fosse bom vê-la resolvendo tudo tão rápido."
"Eles te fazem esperar tanto no Balcão de Iffole, eu nunca gostei muito de ir antes. Mas desde que a Alina apareceu, comecei a ir."
"É muito bom tê-la quando as coisas estão ocupadas."
"Eu a observo desde que ela começou lá. Naquela época, ela sempre parecia tão desesperada no trabalho, mas em algum momento, ela começou a ser confiante e capaz. Isso me faz sentir meio feliz, mas meio triste."
Elogios que ela nem esperava vieram dos lábios dos aventureiros um após o outro.
"...Hã...?" Alina apenas os observou em transe, com a boca meio aberta. Ela estava sem palavras.
Ao seu lado, Jade estava sorrindo com satisfação por alguma razão, como se fosse ele quem estivesse sendo elogiado. "Então eles dizem, Alina. Não é legal?"
"L-legal...?" Corando por alguma razão, Alina desviou o olhar automaticamente. Ela nunca tinha considerado que os aventureiros pudessem estar pensando tais coisas — que eles eram gratos a ela.
Já que esse era o trabalho dela, ela estava apenas fazendo o óbvio.
Ela começou a trabalhar como recepcionista pela renda, pelo estilo de vida estável, para que pudesse ir para casa na hora. Ela sempre fizera todo aquele trabalho por causa da construção de sua própria paz ideal. Nem uma vez pensara em fazer algo em nome dos aventureiros. Mas...
"Não importa o quão cheio esteja, sabe, ela nunca vai te recusar. Embora tenha uma expressão assustadora no rosto, ela cuida da fila até o fim e definitivamente consegue sua missão. Em outros lugares, não têm problema em dizer que estão ocupados e te mandar para outro lugar..."
Mesmo sendo um bando de bêbados, por alguma razão os comentários deles fizeram seu peito esquentar. Seu coração estava cheio de um sentimento que ela não conseguia nomear. Eles aqueciam seu âmago.
Tanto que estava quente.
Quente o suficiente para queimar...
Ahh, isso era...
Raiva.
"...Entendo... Em outras palavras... vocês estavam todos deliberadamente fazendo fila no meu balcão e gerando hora extra para mim...?" Alina murmurou muito, muito baixo.
Então Jade, que estava assentindo com satisfação ao seu lado, se assustou e entrou em pânico. "Peeeeega, Alina. Acho que eles estavam sendo legais..."
"Eu não preciso de histórias bonitas! Tudo o que eu quero é ir para casa na hora!!"
"Qual é..."
"Fazendo mais trabalho maldito para mim...! Ranguem os dentes por isso, seus aventureiros imundícies!!" Alina gritou, batendo seu caneco vazio no chão e fazendo um punho enquanto bufava e balançava em direção a um aventureiro.
"Espera aí, espera aí, Alina!" Jade rapidamente agarrou suas mãos, segurando-as atrás de suas costas para contê-la. Ela estava bêbada demais para pensar em ativar sua habilidade — uma fuga coincidentemente por pouco tanto para ela quanto para os aventureiros.
"Ei, espera aí, Alina! Se acalma! Não seja tão precipitada!"
"Caaaalem a boca, seus idiotas — não ousem mais mirar no meu balcão de atendimento! Quando o meu está cheio, marchem para os outros balcões! Tudo o que eu quero é ir para casa no horário! Parem de me dar mais hora extraaaa!!!"
"Ahh, essa é uma garota com atitude! Quer brincar de queda de braço comigo?" O aventureiro estava realmente gostando de ser repreendido e girou o ombro.
Alina deu um soco em seu rosto.
Imediatamente, vivas surgiram de todos os bêbados, e eles a provocaram ainda mais, dizendo: "Boa, Alina! Faz de novo!"
Cercada pelos aventureiros alegres, um comentário baixo e ressentido escapou de entre os dentes cerrados de Alina. "Por causa de... por causa dessa hora extra...! Eu lutei tanto para tentar participar do Festival Centenário, que eu estava ansiosa todo esse tempo...! Mas então eu não consegui aproveitar nem metade...! Mas o que há de errado, estou amaldiçoada?! Fiz algo de ruim em uma vida passada?!" No final da primeira metade de sua afirmação, ela estava meio soluçando, ombros tremendo e olhos marejados.
Ela estava mais ansiosa pelo Festival Centenário do que qualquer coisa este ano, colocando tanto esforço no trabalho e fazendo tudo o que podia para participar. Ela se sentia muito mais emocionada do que as pessoas que tinham como certo que poderiam participar, mesmo que tirassem uma soneca à tarde.
"Eu entendo como você se sente, Alina. Vamos aproveitar todo ano, com certeza. Ok? Ei, vocês aí, Alina está emocionada agora, então vão embora, xô."
"Tudo bem, pessoal! Os terceiros rodas estão saindo!"
Com Jade os enxotando, os aventureiros gritaram: "Saiam, hora de ir!" estranhamente energéticos enquanto se dispersavam de volta para as festividades noturnas.
"Ahh! Jade, então é aqui que você estava."
Enquanto Alina fungava e abraçava os joelhos, seu rosto uma bagunça de lágrimas e ranho, alguém se aproximou para substituir os aventureiros.
"Nos mandar comprar coisas para você enquanto você e Alina estão num encontro? Isso não é justo, líder."
Eram Lululee e Lowe. Ambos tinham andado procurando por Jade, e Lowe, que carregava sacos de papel pesados em ambos os braços, parecia bastante cansado. Por outro lado, a sombra de depressão que estivera no rosto de Lululee ultimamente havia se levantado completamente. Ela parecia alegre, como se um peso tivesse sido tirado de seus ombros.
"Urk, vocês nos encontraram."
Lululee sorriu para Alina e seu líder do grupo em pânico. "Isto é perfeito, Alina! Vamos continuar com o festival agora!"
"...Hã?" Não fazendo ideia do que ela queria dizer, Alina sugou suas lágrimas de volta e piscou perplexa.
Vendo Alina assim, Lowe curvou os lábios em um sorriso de lado. "Compramos tudo o que as barracas não tinham vendido antes do festival acabar. É principalmente sobras, mas acho que nos farão saborear o festival um pouco mais, certo?"
"Vamos voltar para a pousada e fazer uma pós-festa selvagem!"
"Pós... pós-festa...?"
"Vamos, Alina."
Enquanto Alina apenas sentava ali com a boca aberta, Jade a colocou de pé.
"Estávamos conversando sobre isso juntos. Já que conseguimos derrotar uma deusa sombria novamente e voltamos para casa vivos... vamos fazer uma festa!"
Naquele momento, Jade foi interrompido pelo toque grandioso de uma trombeta da banda. Esse era o anúncio de que era meia-noite — o festival havia terminado, e a cerimônia de descanso das almas estava começando.
Os aventureiros que conversavam congelaram todos ao som da trombeta e olharam para o centro da praça, em direção ao palco especial. E então, após um breve momento de silêncio...
As garrafas de luz derreteram uma após outra, libertando os orbes brilhantes dentro.
"Ohh! Lá vão elas, Alina!"
Vivas surgiram ao redor deles enquanto os orbes começavam a flutuar para o céu; a visão que todos esperavam havia finalmente chegado.
"Hmm, vivas...?!"
Já que a cerimônia de descanso das almas era para lamentar os mortos, Alina imaginou um evento mais solene. Os vivas, que não eram muito diferentes de bêbados gritando em um bar, a surpreenderam. Quando ela olhou apressadamente ao redor, uma visão estranha a saudou.
Encorajados pelo barulho e folia, algumas pessoas começaram a cantar; homens bêbados se despiam; pessoas bebiam sem notar que as garrafas de luz haviam desaparecido; pessoas assobiavam com os dedos; pessoas brigavam e começavam a se socar; era realmente bárbaro e barulhento. A atmosfera era tão completamente deselegante que Alina queria enfurecer e gritar com todos: O que vocês estão fazendo abaixo dessas belas luzes que sobem ao céu uma após outra?
"H-hã...?"
A mandíbula de Alina caiu diante da visão. Ao mesmo tempo, ela percebeu que o teto de luzes da cerimônia de descanso das almas lhe parecera tão bonito quando ela o viu pela primeira vez há dois anos porque ela estava olhando de longe.
"Isso não é legal, Alina? Não é exagero dizer que se você vê isso, experimentou cerca de metade do Festival Centenário. Em outras palavras, você conseguiu aproveitar cem por cento do Festival Centenário este ano." Jade tentou resumir as coisas de forma agradável.
"De jeito nenhum!!" Alina o interrompeu, saindo do transe rangendo os dentes com um nghhhh enquanto apontava para o céu brilhante. "No ano que vem com certeza...! No ano que vem, vou aproveitar o Festival Centenário inteiro...! Eu juro por essas luzes...!"
"Alina, não é para isso que servem as luzes de descanso das almas", apontou Lululee.
"Qual é, quem se importa, certo? Vamos para aquela pós-festa; meus braços estão doendo...!!" Lowe reclamou.
E com seus comentários a seguindo, Alina começou a andar até a pousada da guilda para a pós-festa. As pessoas que se reuniram na praça para ver a cerimônia de descanso das almas também se dispersaram em diferentes direções. Alguns foram atraídos para as tavernas, como se ainda não tivessem bebido o suficiente — todos eram um bando alegre.
Esta é... a cerimônia de descanso das almas...
Quase exasperada com a visão, que não era nada como ela imaginara, Alina começou a pensar vagamente.
Havia aquela luz na garrafa que ela estava tratando como a alma de Shroud.
Alina sempre sentiu que a morte dele foi uma coisa trágica, então ela pensou que se lamentasse por sua alma durante o descanso das almas, algo poderia mudar um pouco.
Mas talvez não seja tão triste para começar.
Ela vinha pensando muito nisso ultimamente.
Certamente, se ela tivesse ido ao descanso das almas sozinha — forçando-se a ir enquanto se afogava em horas extras, observando aquelas luzes subirem sozinha — ela nunca teria pensado tal coisa. Ela teria ruminado sobre suas tristezas, relembrado uma visão de Shroud, e ficado devidamente solene.
Mas a coisa real era bastante diferente. Entre o amigo que nunca saía de seu lado e os aventureiros que causavam suas horas extras dizendo o que lhes conviesse enquanto riam loucamente, acabou sendo um evento bastante barulhento.
Era irritante e a deixava com raiva, e graças a isso, não só ela não conseguia ficar nem um pouco solene como também não tinha tempo para se sentir triste.
Oh. Então não estou triste.
Naquele momento, Alina se virou e olhou para as luzes que estavam desaparecendo na escuridão distante da noite.
No final das contas, trabalho era apenas trabalho. Nada mais, nada menos. Trabalhar para sustentar seu estilo de vida, ir para casa na hora para ter paz e sossego — certamente, esses continuariam a ser os maiores e mais importantes objetivos de Alina — seus ideais.
No entanto, parecia que ao se tornar recepcionista, Alina havia alcançado algo além de estabilidade de vida, um salário e um grande volume de horas extras.
Talvez estar com alguém não seja tão ruim.
Enquanto esse pensamento a atingiu, ela relaxou os lábios no mais leve dos sorrisos.
Fim
Traduzido por Moonlight Valley
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