Sinph Star — Capítulo 38: Volume I – Capítulo 37 – Capítulo 37: Condenação

Sinph Star
Cap. 38
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Sinph Star

Volume I – Capítulo 37 – Capítulo 37: Condenação

Capítulo 38

998 palavras~4 min de leitura

— Eu acertei ele! Eu realmente acertei ele, mestre Icharo! Ele caiu!

— Boa, Torn! Eu nunca duvidei! Que ultraje, um rapaz tão forte decidindo mexer com uma garotinha tão frágil. Você está bem, garota? Ele está no chão.

Eu... fui ajudada? Eu não merec... Reid! Ele tá caído. Tenho que fazer agora. Não consigo se ele estiver acordado. Esse filho da puta ficou muito forte. Agora é minha chance. Eu me levantei. Eu acho que quase me mijei. De medo? Não, nem fodendo, né? Quer dizer, teve uma hora que eu realmente achei que ele ia me matar.

— Você tá bem, moça? Cê tá meio pálida. — o garoto com o porrete estava meio cansado. Não parece ser o mais forte.

— Que falta de tato, Torn. Aqui. Pode se apoiar em meu ombro, criança. Este... trasgo não mais lhe machucará.

Eu fui ajudada por dois patet... as. Céus, será que algo deu certo para mim, finalmente? Eu consigo matar os dois, se me contrariarem.

— Vocês podem acabar com ele? Ele é mais forte que nós três juntos. Seria mais fácil se algum de vocês dois pudesse. — Eu comecei a tremer, de propósito. Que saco! Eu poderia só matar os três, mas é melhor se algum deles matar o Reid.

— Calma lá, senhorita. Não somos bárbaros. Vamos entregá-lo às autoridades, onde ele receberá uma punição válida. Não podemos nos rebaixar ao nível deste... bruto. — o garoto concordou firmemente com a cabeça. Caralho, dois patetas.

Eu não tenho tempo pra isso.

— Vocês têm duas opções. Ou vocês perfuram o peito deste garoto com essa espada. — eu estendi a minha lâmina. — Ou vocês dois não vão voltar para casa hoje.

— Mestre, acho que o choque mexeu com a cab... — o garoto não conseguiu completar a frase. Eu desferi um corte direto no pescoço dele. Eu parei no último segundo. Para pessoas normais, deve ter sido bem rápido.

— M... M... Mestre Ich... aro.

— Se acalme, garota! Nós lhe salvamos! Que modo rude de retribuir a ajuda.

— Você. Espada. Agora. Caralho!

Muito lentamente o homem pegou a arma que eu estendi. Finalmente. Logo logo estarei livre. Poderei voltar para o Logan. Ele tem que me aceitar. Lentamente, vi o homem se ajoelhando do lado de Reid. Puxando as camadas de roupa que protegiam seu peito. Hesitação, lógico, assim como eu esperava de um homem fraco.

— Anda, merda! Só precisa perfurar o coração. Não é possível que você seja tão inútil.

— Eu... não... consigo. Essa sensação... meu peito está pesado. Não... consigo... respirar. — o homem suspirava pesadamente a cada palavra. Algo parecia sugar o ar de seu peito. — Torn... aquela sensação, você também...

Eu só ouvi o garoto dizer que sim. Estou sentindo a mesma coisa. Acho que só estava tentando ignorar, por causa da ansiedade. Preciso agir.

— Sai do meio! Eu mesma faço.

Me vi chutando o homem pelo flanco e assumindo seu lugar, ao lado de Reid. Minha mão desceu ao seu peito. Bem musculoso, o garoto estava treinando igual a um condenado.

— Tchau, Reid.

Minha mão desceu junto da lâmina. Primeiro, a lâmina encontrou uma resistência, o normal da carne. Depois, começou a entrar. O sangue invadiu a lâmina e começou a escorrer. Eu deveria estar em êxtase. Quer dizer, eu estou? Deveria. Devia.

— Mestre... meu peito... ele vai explodir.

Foi a última coisa que escutei aquele garoto dizer. Antes que acontecesse, eu senti. Senti a fonte daquela sensação no meu peito. Ele... chegou. A aura avassaladora que ele exalava. Uma vontade assassina sem igual. No céu eu já o via voando em nossa direção. Era quase palpável. Uma onda gigantesca de pressão me jogou para o chão. Quando ele desceu, o garoto foi o primeiro. Nunca vi alguém morrer tão rápido. Uma lâmina de vento separou sua cabeça do resto do corpo. Um baque agudo atingiu meu ouvido antes que meu cérebro pudesse registrar.

Jin continuou andando na direção de onde Reid estava. Pude ver ódio rondando por aquelas pupilas. Eu não me atrevia nem mesmo a respirar. O homem — Icharo, eu acho — não parecia estar no controle da própria mente. Ele ficou ajoelhado, encarando o corpo sem vida do garoto. Jin passou por mim. Ele nem mesmo me olhou. Essa deve ser a minha deixa. Quando me levantei, algo mudou na pressão do ar. Antes que eu pudesse sequer raciocinar o que aconteceu, algo me atingiu. Vento. Eu só consegui olhar para o que restou do meu calcanhar esquerdo. Meu corpo não conseguiu encontrar uma maneira de gritar.

— Você vai conhecer o inferno, garota.

Eu me mijei. Por completo. Dessa vez, minha ficha caiu. Jin não era o mesmo de sempre. Ver o Reid ali com o peito furado mudou ele.

Icharo se levantou em um movimento rápido. Deve ter recobrado a mente. Ele começou a andar até o corpo do garoto. Jin não pensou duas vezes antes de reagir. Algo que eu nem sabia ser possível o atingiu. Uma espécie de nuvem de ácido, algo muito rápido e forte. Os gritos me fizeram querer morrer.

— Merda... não foi fundo o suficiente... pro colar... caralho.

Eu escutei o homem resmungando enquanto analisava o peito de Reid. Merda! Eu tô... chorando. Eu não consigo levantar. Eu não quero... morrer aqui.

— Não vai ter jeito.

E, como se eu ainda pudesse sentir algo, o ar ficou rarefeito. Todo o ar que eu deveria estar respirando era arrancado de mim. Jin estava fazendo alguma magia, com certeza. Mas não era uma que ele devesse estar fazendo, isso eu sabia. O homem estava com as duas mãos sobre o peito de Reid. Meu peito luta para manter o suficiente, só o suficiente para não desmaiar.

Algo começou a acontecer, algo grande. Eu não sei dizer o que, mas "ondas" de poder puro começaram a irradiar de Jin. Eu não... caralho. Não era pro núcleo dele já estar indo pro saco? Como ele ainda tem tanto poder? Enquanto eu pensava, a última coisa que me lembro de ver foi uma dessas ondas vindo em minha direção.

Fim da leitura

Capítulo 38 concluído

Volume I – Capítulo 37 – Capítulo 37: Condenação