Terramar: O Mar Encoberto Novel — Capítulo 270: CAPÍTULO 270 - Capítulo 271: Anna

Terramar: O Mar Encoberto Novel
Cap. 270
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Terramar: O Mar Encoberto Novel

CAPÍTULO 270 - Capítulo 271: Anna

Capítulo 270

1.292 palavras~6 min de leitura

"Sua voz; ela não mudou," Charles respondeu com naturalidade.

"Nossa, parece que você sentiu minha falta mesmo durante esse tempo em que ficamos separados, para ainda lembrar claramente de como eu soava," comentou Anna, enquanto um sorriso tênue surgia em seus lábios, e ela envolvia os braços em volta do pescoço de Charles.

— Espere. Primeiro, vamos voltar para o navio — insistiu Charles, segurando sua mão. Espiando para fora do beco, seus olhos se moveram cautelosamente antes de saírem do esconderijo e se direcionarem para os docas.

— Não se preocupe. Já descobri os pontos fortes daqueles caras e os relíquias deles. Enquanto eu estiver aqui, eles não vão conseguir te encontrar — garantiu Anna, enquanto desfazia as bandagens que cobriam seus olhos.

Apesar das palavras de Anna, Charles não se atrevia a baixar a guarda. Puxando-a pela mão, eles rapidamente atravessaram outro beco.

— Como você acabou perseguindo o Swann? Agora está perigoso ficar perto dele.

— Perigoso? Por quê? Ei, não vá por aquele caminho; eles vão nos perceber lá. Vem comigo — disse Anna.

Ao ouvir isso, Charles de repente sentiu Anna puxando sua mão com força, conduzindo-o por um caminho diferente. Ela parecia conhecer bem o layout das Ilhas de Albion. Navegando por voltas e curvas, logo se encontraram diante de uma adega coberta de heras negras.

Assim que entraram na sala, Anna pulou em Charles e envolveu suas longas e delicadas pernas em torno de sua cintura, antes de colar seus lábios vermelhos e sedutores nos dele.

Charles abriu a boca, querendo falar, mas a língua de Anna se entrou entre seus lábios e o silenciou.

Após alguns momentos, Charles não teve escolha senão empurrar sua cabeça com força para longe.

— Espere. Me diga primeiro: o que você está fazendo aqui nas Ilhas de Albion? — perguntou Charles.

Em vez de responder, Anna lambeu seus lábios carmesim e zombou: — Por que estou com gosto de outra pessoa? Você ficou com outra mulher de novo?

Vendo que ele não conseguiria obter uma resposta de Anna, Charles respirou fundo, colocou as mãos nos ombros dela e olhou nos olhos com firmeza. — Responde pra mim. Não estou brincando. Por que você está aqui?

Anna desviou o olhar, tentando evitar o olhar penetrante de Charles.

— Nada. Só estou fazendo um favorzinho para alguém — murmurou rapidamente.

— O Rei do Mundo está sob seu controle? Se precisar de alguma coisa, devia procurar por mim. Por que aceitar pedidos tão perigosos?

— Aparentemente, é fácil falar, mas eu não tenho visto você se teleportar até mim toda vez que estou me sentindo solitária à noite — retrucou Anna, com uma voz cheia de sarcasmo e vulnerabilidade.

Ao olhar novamente nos olhos de Charles, ela percebeu a determinação em seu olhar. Uma pontinha de desamparo passou por seu rosto.

Alguns tentáculos escuros emergiram de debaixo de sua pele pálida e empurraram suavemente a mão de Charles para longe. Depois, ela caminhou lentamente até a grande cama de casal e se deitou.

— Não se preocupe, isso não tem nada a ver com você. Você não entenderia mesmo se eu explicasse — disse Anna, com um gesto de desdém. — Quanto a você, Gao Zhiming. Por que está aqui?

— Não mude de assunto. Você ainda não respondeu à minha pergunta — insistiu Charles, com uma irritação clara em sua voz.

Anna apoiou o queixo na mão, com uma expressão sedutora no rosto. — Quer adivinhar?

— A expressão de Charles escureceu quase instantaneamente, provocando uma risada inesperada de Anna.

— Olha, não é nada demais, sério. Estava só entediada e querendo fortalecer meu poder. As recompensas de concluir a missão podem ajudar nisso. Se eu ficar mais forte, talvez consiga te proteger um dia — afirmou Anna.

— Eu não preciso da sua proteção, Anna. Vá embora logo da ilha. Não quero que você corra perigo — disse Charles, estendendo a mão, querendo puxar Anna da cama. Mas ela chutou a mão dele para o lado.

Com uma mistura de irritação e mágoa, ela retrucou: — Eu te falei pra não procurar a saída para a superfície, e você ignorou. Então, por que eu deveria te ouvir quando você nem me escuta?

Charles deu um passo mais perto dela. — Você não quer voltar para o mundo da superfície? Quer ficar aqui pra sempre? Suas memórias também devem incluir o mundo de cima.

Alguns tentáculos saíram das costas de Anna para sustentá-la, e ela se lançou sobre Charles. Ela pressionou delicadamente o rosto contra a face marcada dele.

Charles percebeu um leve aroma de flores enquanto Anna separava os lábios e dizia: — O mundo moderno não me atrai, um monstro como eu. Na minha memória, você é a razão de todas as boas lembranças que tenho do mundo de cima.

Ao ouvir suas palavras, o olhar de Charles suavizou. Ele envolveu sua cintura delicada com os braços e disse carinhosamente: — Me conte sua missão. Eu cuido dela pra você.

Anna fechou os olhos e se balançou contra Charles. — Não se preocupe. Só preciso causar um problema para o Swann. Ele é quem deve estar preocupado agora; ofendeu muita gente, afinal.

De repente, Anna abriu os olhos, como se tivesse lembrado de algo importante. Seu rosto se iluminarou com travessura. — Amor, tenho uma novidade grande pra você. Se prepara, e não cambaleie.

— Hã? O que é?

— Você se lembra daquela gracinha na água que jogou olhos em você?

Os olhos de Charles se arregalaram de surpresa. — Como você sabe disso?

Ele ficou perplexo. O incidente aconteceu na ilha principal da Fundação, nas profundezas das águas escuras. Como ela poderia saber daquele ser que ele tinha encontrado?

Anna soltou uma risada enquanto tentava esconder sua diversão. — Ai, meu Deus… já tô rindo até só de imaginar sua reação. É melhor se preparar. Na verdade, aquela criatura é—

—Estalações na porta!

Antes que Anna pudesse continuar, uma série de fortes batidas soaram.

— Sr. Charles, tem alguém aí? Eu sinto seu cheiro na porta — veio a voz de Lily de fora.

O sorriso de Anna desapareceu. Ela soltou Charles e seguiu até a porta.

A porta rangeu ao abrir, revelando Lily, com seu pelo vermelho, na moldura da entrada.

Naquele instante, Lily viu Anna e ficou chocada.

— Ah! Você é aquela—

Antes que Lily terminasse a frase, Anna rapidamente segurou o ratinho e lentamente a levou em direção à boca.

À medida que Lily se aproximava dos lábios de Anna, a boca dela se abriu grotescamente, revelando uma bocarra monstruosa.

—AAHHH! — Lily gritou de terror, lutando na mão de Anna. — Sr. Charles, ajuda! Salve-me! Ela vai me comer!

— É tão divertido assustar uma criança? — comentou Charles.

Anna olhou para Charles, piscando seus grandes olhos inocentemente. Depois, deu uma tossida com a mão e jogou Lily dentro da boca dela.

Charles soltou um suspiro enquanto franziu a testa.

Um sorriso provocador brincava nos lábios de Anna. Ela abriu a boca, e com um gesto de língua, enviou Lily, toda encharcada de saliva, voando na direção de Charles.

—Aff, essa ratinha tá sempre com você. Às vezes me pergunto se ela é sua esposa ou se sou eu — reclamou Anna.

Assustada com Anna, Lily fechou os olhos e deixou escapar pequenos gritos. Enquanto Charles acariciava o pelo da pequena rato para tentar acalmá-la, perguntou: — O que foi que você quis me dizer agora há pouco?

Anna suspirou enquanto olhava para Lily na mão de Charles. — Esquece. Eu te conto na próxima vez, quando der. Não é urgente. Depois que terminar minhas tarefas, eu te procuro — disse ela.

Assim, Anna voltou para a cama, vestiu-se e, antes de sair da adega, olhou de relance para Charles e disse: — Ah, e só pra avisar, não crie confusão na volta. Os dias do Swann estão contados; ele não vai ficar por muito tempo. Tem uma fila de pessoas querendo vê-lo fora do caminho. Aproveite o espetáculo —

Fim da leitura

Capítulo 270 concluído

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