Todas Essas Heroínas Perdedoras! — Capítulo 41: Volume 4 – Epílogo – Epílogo: Um Segredo Oculto

Todas Essas Heroínas Perdedoras!
Cap. 41
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Todas Essas Heroínas Perdedoras!

Volume 4 – Epílogo – Epílogo: Um Segredo Oculto

Capítulo 41

1.721 palavras~7 min de leitura

DOIS DIAS HAVIAM se passado desde o início das férias de inverno.

Os sinais do Natal já tinham desaparecido completamente, e as esquinas da cidade começavam apressadamente os preparativos para o Ano-Novo. Ao sair do elevador, estreitei os olhos diante da luz branca do sol que entrava pelas grandes janelas.

Eu estava no último andar do Prédio Leste da Prefeitura de Toyohashi. A área funcionava como um lobby de observação, aberto livremente ao público. Quanto ao motivo de eu estar em um lugar daqueles... Yanami havia me chamado.

No dia da cerimônia de encerramento, a confraternização de Natal tinha sido realizada no karaokê de sempre. Eu havia aberto a porta da sala timidamente logo após o término de uma música. Os olhares de todos no recinto se voltaram para mim e, no exato momento em que tentei fechar a porta e recuar discretamente, Yanami me capturou.

— Aquilo foi um inferno...

De repente, fui jogado no clima natalino dos extrovertidos animados da nossa turma, aos quais ainda se juntaram vários extrovertidos de outras classes por algum motivo. A única coisa de que me lembrava era de Yanami ao meu lado, enfiando batatas fritas na boca com uma expressão vazia enquanto eu contava as bolhas do meu refrigerante.

Depois disso, não tinha memória de mais nada.

...Por que Yanami, que havia passado por um Natal tão terrível, me chamaria para sair?

Minha teoria era que o cartaz sobre síndrome metabólica colado na entrada do prédio da prefeitura era um prenúncio. Afinal, Yanami parecia ter engordado um pouco ultimamente também—

Enquanto pensava nessas coisas e caminhava em direção às janelas panorâmicas, meus pés pararam. Numa tarde ensolarada de dia útil, diante das enormes janelas. Uma jovem elegante vestindo um casaco balançava alegremente o corpo, como se estivesse acompanhando algum ritmo.

Não conseguia ouvi-la dali, mas certamente estava cantarolando alguma música.

...Que garota bonita.

No instante seguinte em que esse pensamento surgiu na minha mente, arrependi-me do fundo do coração. A barra do casaco esvoaçou, e quem virou o perfil na minha direção foi...

Yanami.

...Eu apenas tinha baixado a guarda porque aquele casaco era diferente do que ela usava no karaokê. Isso não contava, certo? Convencendo a mim mesmo disso, chamei por ela.

— Yanami-san, desculpe por fazer você esperar.

— Ah, Nukumizu-kun. Obrigada por ter vindo.

Ao contrário do que eu esperava, um sorriso fraco surgiu no rosto de Yanami quando ela se virou para mim. Para piorar, ela até parecia pálida. O que tinha acontecido? Será que tinha destruído o fígado ou algo assim?

— Yanami-san, você não está meio abatida?

— Estou te dizendo, ainda não me recuperei do dano causado pela festa de Natal...

Yanami deixou os ombros caírem em desalento.

— É? Mas agora há pouco, na frente da janela...

— Dá para perceber? Ontem tive dificuldade para dormir e acabei pegando no sono numa posição estranha. Meu pescoço dói quando fico parada.

Yanami pressionou o pescoço com a palma da mão e fez um estalo.

Ah...

Eu queria meu inesperado aperto no coração de volta. Ainda assim, não era de se admirar que a festa de Natal tivesse virado um trauma.

Por sorte, minhas próprias memórias tinham sido apagadas pela maratona do Documentário do Onii-sama aos 15 Anos que assisti com Kaju até amanhecer depois de chegar em casa, então eu havia conseguido me recuperar minimamente daquele pesadelo.

— Agora que parei para pensar, quando cheguei você já parecia deprimida, Yanami-san. Aconteceu alguma coisa? Himemiya-san e Hakamada anunciaram o noivado ou algo do tipo?

— Por que você está tentando acabar comigo logo no momento em que nos encontramos, Nukumizu-kun...?

Eu só queria acabar com seu sofrimento rapidamente. Yanami deu de ombros com uma expressão exasperada.

— Claro que não foi isso. Aqueles dois continuam os mesmos de sempre. Na verdade, estão ainda mais normais do que o normal.

— Então você nem precisava me chamar. Seus amigos também estavam lá.

A expressão de Yanami voltou a ficar sombria, e ela me lançou um olhar semicerrado.

— Nukumizu-kun, você tem passado bastante tempo com a Shikiya-san ultimamente, não tem? Até depois da cerimônia de encerramento você estava flertando com aquelas duas do conselho estudantil.

Eu não estava flertando. E, se aquilo era flerte, então eu desistia do romance para sempre.

— Você sabe por que eu estava próximo delas.

— Mas as outras pessoas não sabem das circunstâncias. E, por causa disso, começaram a espalhar um boato estranho sobre mim.

Como meu envolvimento com o conselho estudantil tinha qualquer relação com Yanami...?

— Que tipo de boato?

Yanami balançou a cabeça lentamente e respondeu com dificuldade:

— Que eu fui dispensada... por você, Nukumizu-kun.

...Hã? Eu dispensei a Yanami? Yanami me encarou ferozmente enquanto eu permanecia boquiaberto.

— Isso não é estranho demais!? Se alguém fosse dispensar alguém, seria eu quem faria isso, não!?

— Não, ninguém dispensou ninguém. E é melhor não tentar negar boatos de forma desajeitada.

Apesar da minha resposta calma, Yanami avançou agressivamente.

— A culpa é sua por ficar todo meloso com o pessoal do conselho estudantil, Nukumizu-kun! Aquilo no ginásio parecia exatamente uma briga de casal!

Se fosse por isso, então a verdadeira briga de casal estava acontecendo agora mesmo. Eu já estava encurralado contra a janela de vidro da sala de observação. Sem diminuir o ímpeto, Yanami bateu a mão contra o vidro ao lado do meu rosto.

— Nukumizu-kun, declare-se para mim.

— Hã?

Preso contra a janela, vi o rosto de Yanami se aproximar.

— E então eu vou te dispensar, Nukumizu-kun! Isso não resolveria tudo?

Eu não achava que resolveria.

— Acalme-se, Yanami-san. Não existe nada entre mim e o pessoal do conselho estudantil. Se agirmos normalmente, logo todo mundo vai esquecer esse boato.

— Mesmo assim, isso não é humilhante demais? Você podia demonstrar um pouco de empatia, Nukumizu-kun!

Que tal você demonstrar um pouco de empatia por mim também? Tirei um doce do bolso e o coloquei na mão dela.

— Yanami-san, acalme-se. Olhe, um mini yokan da Sugimotoya. Você gosta disso, não é?

— É de chá verde….

...Ela estava emburrada? Yanami abriu a embalagem e deu uma mordida no yokan.

— Ah, mas chá verde também é muito bom. Da próxima vez quero de ogura.

O nível de açúcar no sangue dela subiu, algo aconteceu dentro dos órgãos internos dela, e ela aparentemente se sentiu melhor. Esperando que Yanami finalmente se acalmasse, mudei de assunto.

— Você veio à prefeitura para uma consulta sobre síndrome metabólica, certo? Vamos logo ao balcão.

— Hã? Do que você está falando? É por causa disso aqui. Olha.

Yanami me entregou um bilhete que tirou da bolsa. Era… O vale-refeição que tínhamos recebido da Tsukinoki-senpai. O restaurante ficava no décimo terceiro andar da prefeitura. Ou seja, exatamente ali.

— Nukumizu-kun, seu aniversário foi outro dia, não foi? Pensei em te pagar um almoço.

Mas aquele vale tinha sido uma recompensa, não tinha? Enquanto eu ainda demonstrava certa resistência, Yanami estendeu uma caixa longa e estreita na minha direção.

— E isto aqui é um bônus.

...Um bônus? Quando abri a caixa, encontrei uma caneta esferográfica azul brilhante.

— Tem certeza de que posso ficar com isso? Parece bem cara.

Yanami enrolou uma mecha de cabelo no dedo enquanto continuava olhando pela janela.

— Aquela caneta que você usa está toda acabada, não está, Nukumizu-kun? Disseram que fariam uma gravação de nome gratuitamente, então escolhi esta. Foi por isso que ela não ficou pronta a tempo do seu aniversário.

Entendi. Embora, para constar, eu não considerasse minha caneta velha tão acabada assim. Yanami ergueu os olhos para mim, parecendo inquieta.

— Não foi do seu gosto?

— Não, só estou surpreso porque ela é muito bonita. Você mandou gravar meu nome nela, certo?

Enquanto eu tentava retirar a caneta da caixa, Yanami, que provavelmente também estava vendo o resultado final pela primeira vez, aproximou o rosto das minhas mãos.

Vamos ver… Perto da base havia letras gravadas em inglês. O nome escrito em elegantes letras douradas era...

Anna Yanami.

...

Espera aí. Por que o nome dela estava escrito nela?

— O quê!? Eles cometeram um erro!

Yanami rapidamente arrancou a caneta esferográfica da minha mão.

— Ei, espere um pouco, Yanami-san.

— Desculpe, esqueça isso! Eu vou me livrar desta! Na próxima vez eu te dou uma nova, está bem?

— Eu me sentiria mal, já que você teve todo o trabalho de comprar isso para mim. Olha, se eu apagar esse nome desnecessário com removedor de esmalte, ainda vou poder usar.

— Hã? Nome desnecessário?

Por que ela estava brava?

— Então eu simplesmente vou mandar corrigir a gravação! Agora vamos comer! Se não nos apressarmos, a comida vai acabar.

Yanami empurrou minhas costas e seguiu em direção ao restaurante quase à força. Ah… Então eu realmente não ficaria com a caneta. Não era como se ela a tivesse confundido com uma que comprara para si mesma... Certo. Ela não escolheria exatamente o mesmo modelo de caneta que eu escolheria.

Bem, Yanami agir daquela forma era algo comum. Não havia motivo para me preocupar com isso. Enquanto eu soltava o que parecia ser o último suspiro do ano, Yanami ficou observando atentamente minha garganta.

— O quê?

— Nukumizu-kun, você usou esse cachecol na escola? Espera, você estava usando ele no dia da cerimônia de encerramento?

Yanami inclinou a cabeça, e eu respondi em um tom casual:

— Já faz um tempo que eu o uso de vez em quando nos dias mais frios. Só não costumava usá-lo muito na escola.

Yanami murmurou um simples:

— Entendo.

Sua voz soou estranhamente monótona enquanto ela atravessava as portas automáticas do restaurante. Segui atrás dela e, ao passar pelas portas, acabei me surpreendendo comigo mesmo.

...Eu tinha mentido para Yanami. Era uma mentira pequena e insignificante. Não havia motivo para esconder aquilo, e eu também não me importaria se ela descobrisse. Eu apenas queria fazer isso.

Só um pouquinho. Então, de repente, parei de andar. Por algum motivo, Yanami havia se virado e estava me encarando fixamente.

— Ei, o que foi, Yanami-san...?

Yanami não respondeu. Em vez disso, abriu um largo sorriso. Então estendeu a mão até meu cachecol e o puxou com força suficiente para me estrangular um pouco — forte demais para ser chamado de um simples puxão leve.

— Nukumizu-kun, nada de sair correndo na frente dos outros, ouviu?

📖✨ Este capítulo foi traduzido por Slag e revisado por Shisui

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Fim da leitura

Capítulo 41 concluído

Volume 4 – Epílogo – Epílogo: Um Segredo Oculto