Todas Essas Heroínas Perdedoras! — Capítulo 56: Volume 5 – Epílogo – Epílogo: O Passado e o Futuro

Todas Essas Heroínas Perdedoras!
Cap. 56
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Todas Essas Heroínas Perdedoras!

Volume 5 – Epílogo – Epílogo: O Passado e o Futuro

Capítulo 56

1.886 palavras~8 min de leitura

O SEGUNDO DIA DA VISITAÇÃO foi uma segunda-feira.

Repito: uma segunda-feira.

Eu havia perdido uma excelente oportunidade de descansar durante o fim de semana e, agora, precisava suportar mais uma semana inteira de aulas. Eu estava extremamente irritado naquela manhã de segunda-feira. Talvez fosse por isso que a personalidade da Amanatsu-sensei fosse daquele jeito...

Apoiei o queixo na mão enquanto me perdia em pensamentos durante a aula de orientação.

— Certo, esses eram todos os avisos.

A voz firme da Amanatsu-sensei me trouxe de volta à realidade. Endireitei a postura para evitar que ela chamasse meu nome. No entanto, a sensei estava de ótimo humor naquele dia.

— Tivemos a visitação ontem. Muitos alunos parecem ter um futuro brilhante pela frente.

A sensei sorriu despreocupadamente enquanto se inclinava sobre o púlpito.

— Quero dizer, um professor acaba se deparando com todo tipo de situação. Sim, elas já são mulheres maduras, não é? E, mesmo assim, seus corpos irradiam um charme irresistível para aqueles garotos na puberdade. Sim, eu sei exatamente o que eles estão pensando.

...Não me diga que ela estava falando do Tachibana-kun.

Ainda assim, acho que ela nunca havia passado por uma situação daquelas antes. Era compreensível que tivesse ficado um pouco empolgada.

— Vocês bem que podiam admirar uma onee-san bonita, mas a sensei provavelmente não diria "sim". Ahaha.

A Amanatsu-sensei não se importou nem um pouco com o clima de constrangimento que havia tomado conta da sala. Continuou falando sobre amor (?).

Eu não tinha o menor interesse em ouvir histórias sobre como a sensei havia sido popular no passado. Então a ignorei e passei a pensar no Dia dos Namorados que acabara de passar.

...Finalmente recebi chocolate este ano.

Mesmo que tivesse sido apenas um, e ainda por cima um chocolate por obrigação, eu não podia negar: aquilo já representava um enorme avanço.

Não recebi chocolates das garotas do Clube de Literatura, mas retribuir o presente teria sido um incômodo. Não seria exagero dizer que talvez tivesse sido melhor não receber nada. Estou falando sério.

— Enfim, vocês logo serão alunos do segundo ano. A divisão entre humanas e exatas está prestes a acontecer, e todos vocês também ficarão em turmas diferentes. Não pensem que ainda há muito tempo até a formatura. Vocês só têm uma chance de viver o primeiro e o segundo ano do ensino médio. Valorizem esse momento. Não se arrependam como a sensei.

Foi então que percebi que, de repente, a sensei havia conduzido a conversa para um tom deprimente. A história de que ela havia sido popular era muito mais vazia do que eu imaginava.

Ela então se animou novamente e bateu com força na mesa de chamada sobre o púlpito.

— Certo! Vamos dar o nosso melhor nesta semana também, pessoal!

*

Na sala do clube, após as aulas. As três garotas do Clube de Literatura se entreolharam e ficaram boquiabertas depois de ouvirem o que havia acontecido no dia anterior.

— Eu não esperava que o Tachibana-kun gostasse da Amanatsu-sensei... Entendo... Agora fiquei com pena dele...

Yanami murmurou com expressão séria enquanto mastigava kaki no tane.

(N/SLAG: Pequenos biscoitos de arroz em formato de meia-lua.)

— O Tachibana-kun é aquele garoto que saiu para caminhar com o Nukkun no boulevard, não é? Nunca se deve julgar um livro pela capa.

Yakishio concordou com a cabeça enquanto segurava um pegador. Komari olhou para as duas com uma expressão preocupada.

— E-Essa professora é tão assustadora assim...?

— A Amanatsu-chan é uma boa professora. Só que ela é um pouquinho...

Yanami pareceu perceber meu olhar e sacudiu o pacote de kaki no tane, que fez um som de "sha sha".

— Nukumizu-kun, você quer um pouco também?

— Ah, não, obrigado. Aliás, você tem certeza de que está tudo bem depois de comer tantos doces ontem? Você não tinha dito que ia começar uma dieta?

— Eu já comecei.

Yanami respondeu isso enquanto continuava colocando kaki no tane na boca. Será que essa garota estava tentando reinventar o conceito de emagrecer outra vez?

— Além disso, ontem eu não comi nada de manhã nem no almoço. Então está tudo bem.

— Mas isso não perde totalmente o sentido quando você come um monte de doces depois...?

Meu comentário acertou em cheio. Yanami deu de ombros, resignada.

— Ai, ai... O Nukumizu-kun realmente não entende nada sobre emagrecimento. Que tal eu ensinar?

— Bom, já que você insistiu, pode ensinar.

Yanami respondeu ao meu olhar desanimado com um sorriso cheio de confiança.

— O segredo para emagrecer é enganar o próprio corpo.

Como esperado, ela começou dizendo algo completamente estranho.

— Você precisa fazer o seu corpo acreditar que não terá chance de engordar. Quando ele percebe que não está recebendo refeições de verdade, abaixa a guarda. É aí que você pode comer lanches. Os lanches têm menos açúcar do que uma refeição normal. É praticamente a mesma coisa que fazer jejum.

...Eu tinha a impressão de que as teorias dela ficavam mais sobrenaturais a cada dia.

— Hã... Mas a quantidade de calorias queimadas continua praticamente a mesma, não? Além disso, comer de forma tão irregular diminui a taxa de metabolismo. Isso não torna ainda mais difícil emagrecer?

— Está tudo bem. Eu já testei esse método cinco vezes e deu certo em duas.

A taxa de fracasso era ainda maior. No fim das contas, ela só queria se apegar a esses raros sucessos. Achei melhor parar de reclamar.

— N-Nukumizu-kun... Aqui está a revista do clube da sua i-irmãzinha...

Komari me entregou os três exemplares da revista do clube que Kaju e os amigos dela haviam esquecido de levar. Pensando bem, os três tinham ido embora sem voltar à sala do clube.

Estendi a mão para pegar as revistas, mas Komari não as soltou.

— Hein...? O que houve?

— A-Aconteceu alguma coisa entre você e a sua irmãzinha?

— Eu não acabei de contar? Disse que ela ajudou o Tachibana-kun a encontrar a Amanatsu-sensei.

Aproveitei a oportunidade para pegar a revista do clube. Yanami e as outras ainda não sabiam que eu havia brigado com a Kaju. Também não esperava que outras pessoas entendessem aquilo. De qualquer forma, eu não precisava contar para ninguém.

— Nukkun, sua irmãzinha não está apaixonada, sabe? Mas você não parece muito feliz com isso.

— É... acho que sim...

Desviei o olhar dos olhos de Yakishio e abri a revista do clube. Era a página onde estava o romance da Kaju. No final da história, os irmãos ainda seguiam caminhos diferentes, mas o tempo que haviam passado juntos jamais desapareceria.

O irmão partia para um novo mundo, enquanto a irmãzinha permanecia em sua vida cotidiana. Fiquei me perguntando no que a Kaju havia pensado enquanto escrevia aquele romance—

A porta da sala do clube se abriu, interrompendo meus pensamentos.

— Onii-sama, a Kaju chegou!

— Hã!?

Fiquei completamente boquiaberto. No instante seguinte, Kaju correu até mim e pulou diretamente no meu colo. Ela se acomodou sobre minhas pernas e envolveu meu pescoço com os dois braços.

— Espera, por que você está aqui!? E você não deveria estar nas aulas?

Kaju não se abalou nem um pouco com minhas perguntas. Em vez disso, mostrou o crachá pendurado em seu peito.

— Hehe. Dá uma olhada nisso.

Havia um crachá pendurado em seu pescoço. Na parte superior, estava escrito "Entrada Temporária".

E o órgão emissor era… O Conselho Estudantil.

— Conselho Estudantil...? Kaju, por que você tem isso?

— O Conselho Estudantil da Academia Tsuwabuki permitiu que a Kaju acompanhasse o trabalho deles de perto.

— Ah... isso é só por hoje, não é?

Kaju sorriu e apertou meu pescoço com ainda mais força.

— A presidente gosta muito da Kaju. Ela disse que a Kaju pode vir sempre que quiser.

...Em outras palavras—

— De agora em diante, estarei aos seus cuidados, onii-sama.

Dizendo isso, Kaju esfregou a cabeça em meu rosto. Ah. Então ela realmente pretendia entrar e sair da Tsuwabuki sempre que quisesse daqui para frente?

— Espera. Vamos nos acalmar.

Afastei Kaju delicadamente.

— Mas a Kaju está bem calma, sabia?

— Então me escuta. Você ainda está ocupada com o Conselho Estudantil da sua escola, não está?

— Sim. A Kaju vai se esforçar para conciliar os dois.

...Ela realmente pretendia dar conta dos dois? Enquanto eu quebrava a cabeça tentando encontrar uma forma de convencê-la, Kaju ergueu a cabeça e olhou diretamente nos meus olhos.

— Depois de ouvir o onii-sama ontem, a Kaju entendeu uma coisa.

— Entendeu o quê?

— Sim. A Kaju entendeu completamente. É doloroso deixar de encarar o presente por medo do que pode acontecer no futuro. As lembranças do passado foram o que fizeram de nós quem somos hoje. Por isso, a Kaju decidiu construir o máximo possível de belas lembranças ao lado do onii-sama.

— Parece que você já tomou sua decisão.

— Sim. A Kaju já decidiu.

...Isso ia ser complicado. Olhei em volta procurando ajuda. As três garotas apenas me encaravam com expressões de completo espanto.

— Nukumizu-kun, nós estamos na sala do clube. Será que você pode se controlar um pouco?

— Ah... parabéns.

— M-Morra.

...É, eu já não esperava ouvir nada de útil mesmo. Sem esperança alguma, observei Kaju responder às três com um sorriso.

— Ah, é mesmo. A Kaju assou madeleines para todo mundo.

— Seja bem-vinda, irmãzinha!

Yanami caiu imediatamente na tentação.

— Komari-san, você também pode ir brincar na nossa casa quando quiser! Eu até preparei um novo sais de banho.

— S-Sério!? E-Então... e-eu aceito.

Komari abaixou a cabeça, envergonhada. Ao ouvir aquilo, Yanami imediatamente assumiu uma expressão séria.

— Sais de banho...? Komari-chan, pode nos explicar melhor essa história?

— Ahn!? N-Não! F-Foi o Nukumizu quem encheu a banheira—

— Hã?

Que tipo de passe mortal era esse!? Desta vez, Yakishio foi quem passou a me encarar com desaprovação.

— Nukkun, o que você fez com a Komari-chan?

— Isso é um mal-entendido! Kaju, explica para elas também!

Kaju sorriu e assentiu. Ótimo, vou deixar isso nas suas mãos—

— A Kaju vai apoiar qualquer coisa que o onii-sama fizer! Pode agir sem se preocupar!

— O que diabos você fez!? — gritaram Yanami e Yakishio ao mesmo tempo.

Eu não tinha feito absolutamente nada. Não merecia aquilo.

……… …

...É isso mesmo.

Eu realmente não tinha feito nada de errado. Abracei Kaju e me levantei.

— Isso não é importante. Vamos deixar esse assunto de lado e começar as atividades de hoje! Antes de tudo, vamos fazer um resumo da visita de ontem.

— Como assim "deixar esse assunto de lado"...?

Yanami deu uma mordida na madeleine e lançou um olhar feroz na minha direção. Era assustador, mas eu já havia previsto aquilo. Achei que Komari assumiria a conversa e deixaria o incidente da banheira para trás.

Assim que ela começasse a falar sobre as atividades do clube, eu poderia continuar naturalmente, e todos esqueceriam—

— N-Não é importante...? M-Morra!

— Estou decepcionada com você, Nukkun!

...Meu plano havia fracassado. Até Yakishio estava me olhando como se eu fosse um criminoso, sem falar na Komari. Como aquilo tinha acontecido? Eu realmente não tinha feito nada... certo?

Enquanto suportava as broncas das três garotas, ergui os olhos para o teto. Nesse momento, Kaju se aproximou do meu ouvido e sussurrou:

— De agora em diante... estaremos sempre juntos, onii-sama.

(N/Shisuii: Sem sombras de dúvidas esse volume está no meu sexto lugar no top 10 de novels que li por aí.)

📖✨ Este capítulo foi traduzido por Slag e revisado por Shisui

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Fim da leitura

Capítulo 56 concluído

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