Alya às Vezes Esconde seus Sentimentos em Russo — Capítulo 131: Spinoff – Prólogo – Prólogo: O Início da Aventura

Alya às Vezes Esconde seus Sentimentos em Russo
Cap. 131
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Alya às Vezes Esconde seus Sentimentos em Russo

Spinoff – Prólogo – Prólogo: O Início da Aventura

Capítulo 131

1.215 palavras~5 min de leitura

QUANDO MASACHIKA abriu os olhos, encontrou-se em outro mundo.

— Hã?

Despertado por uma agitação barulhenta, Masachika piscou algumas vezes e deu de cara com uma cena que só tinha visto em mangás e animes. Um vasto salão com piso de pedra coberto por um tapete carmesim — exatamente o tipo de lugar que se imagina como uma sala do trono.

Espera... hã? Eu estava na sala do conselho estudantil...

Após a cerimônia de encerramento do primeiro semestre, eles decidiram fazer uma pequena confraternização na sala do conselho estudantil. Assim que a aula terminou, ele foi para lá junto com Alisa... ou pelo menos era o que deveria ter acontecido.

Depois, enquanto esperávamos Yuki e Ayano, o presidente e a Sarashina-senpai foram chamados por algum professor ou algo assim...

Quando conseguiu recordar até esse ponto, vozes familiares surgiram por perto.

— Ué, o que é isso?

— Hum... hã?

Virando-se na direção das duas vozes claramente confusas, encontrou Alisa e Maria, que momentos antes estavam com ele na sala do conselho estudantil. Além delas, havia uma fileira de pessoas vestidas como nobres medievais saídos diretamente de um drama histórico. Ao olhar para baixo, percebeu um círculo mágico brilhando sob seus pés, irradiando uma luz azulada.

— Hã……?

Masachika franziu a testa enquanto observava o círculo mágico, cujo brilho desaparecia lentamente.

Então—

— Sejam bem-vindos, heróis de outro mundo!

Uma voz retumbante atravessou o burburinho ao redor. Os três imediatamente ergueram os olhos. A primeira coisa que chamou a atenção de Masachika foi uma jovem sentada em um enorme trono. No entanto, quem realmente havia falado era um homem de meia-idade ao lado dela, com as pontas dos cabelos encaracoladas e um bigode igualmente enrolado. Pelas roupas extravagantes que vestia — ainda mais luxuosas do que as dos nobres alinhados junto às paredes — provavelmente ocupava algo como o cargo de chanceler ou primeiro-ministro.

— É natural que estejam confusos. No entanto, peço que se acalmem e nos escutem primeiro!

Ao ouvir aquilo, Masachika trocou olhares com as duas garotas ao seu lado. Felizmente, embora tanto Alisa quanto Maria parecessem confusas, nenhuma delas estava à beira do pânico. Aliviado, Masachika tomou a palavra.

— Bem, por enquanto vamos ouvir o que eles têm a dizer.

— Certo...

Alisa respondeu enquanto examinava os arredores com evidente cautela. Enquanto isso, Maria não parava de lançar olhares discretos para o trono.

— É... mas, hum... aquela rainha? Ou princesa? Ela não é...

— Sim. Sei exatamente o que você quer dizer.

— Né? Então eu não estou imaginando coisas?

Seguindo o olhar de Maria, Masachika e Alisa voltaram a atenção para a garota sentada no trono. Aparentemente interpretando aquilo como um sinal de aprovação, o homem ao lado dela retomou seu discurso.

Segundo ele, aquele mundo estava ameaçado por uma raça conhecida como o Povo Demoníaco, inimigos da humanidade. Durante muitos anos, humanos e demônios mantiveram um delicado equilíbrio em suas fronteiras. Porém, não muito tempo atrás, um poderoso demônio que se autoproclamava Rei Demônio apareceu na capital real e declarou formalmente guerra à humanidade. E, como prova de sua intenção de iniciar as hostilidades, sequestrou o noivo de Sua Majestade, a Rainha — um jovem nobre de alta posição.

Nesse momento, o homem semelhante a um chanceler cerrou o punho dramaticamente e apontou para a garota no trono.

— Exatamente! O noivo de Sua Majestade Chisaki, que aqui se encontra, o Lorde Touya, foi levado pelos demônios!

— Então é mesmo ela.

Isso porque a garota sentada no trono era idêntica à vice-presidente deles, Chisaki Sarashina. Envolta por um manto carmesim sobre o vestido e sentada com uma perna cruzada sobre a outra, ela transmitia muito mais a imagem de uma imperatriz do que a de uma rainha.

Ainda assim...

Cara, ela parece absurdamente à vontade sentada naquele trono.

— Espera, o presidente foi sequestrado?

Ao ouvir o nome do suposto noivo — um nome que também lhe era familiar —, Masachika não conseguiu deixar de comentar.

— Não costuma ser a princesa que é sequestrada?

Enquanto fazia essa observação, um pensamento distante surgiu em sua mente.

É... tá bom. Isso só pode ser um sonho.

Pelas expressões das outras duas, Alisa e Maria pareciam pensar a mesma coisa. Alisa exibia um olhar ligeiramente exasperado, enquanto Maria mantinha um sorriso constrangido e incerto. Para ser sincero, mesmo deixando Chisaki de lado, algo parecia estranho desde o início.

Porque todas as outras pessoas além dela pareciam... incrivelmente sem graça.

O homem que falava sem parar. Os nobres encostados nas paredes como meros elementos decorativos.

Se tivesse que descrevê-los em uma única palavra, pareciam NPCs.

Falando em termos mais metalinguísticos, era quase como se o ilustrador nem tivesse se dado ao trabalho de criar designs distintos para eles. Faltava individualidade em um nível absurdo. Bastava uma olhada para saber imediatamente quem eram os protagonistas e quem eram os figurantes.

Tudo aquilo lembrava um RPG das antigas.

O que me incomoda é que Alya e a Masha parecem ter consciência própria... mas e a Rainha Chisaki — ou melhor, a Sarashina-senpai?

Ela ainda possuía suas memórias e personalidade originais?

Enquanto Masachika a observava atentamente, a rainha — que permanecera em silêncio o tempo todo — de repente esmagou um dos braços do trono com a mão.

...Esmagou?

— V-Vossa Majestade?

Um estalo sinistro, seguido de um som de madeira se partindo, ecoou pelo salão do trono. O rosto do chanceler se contraiu. Ao mesmo tempo, os nobres ao redor começaram a murmurar nervosamente. Sob uma concentração de olhares cheios de temor e admiração, a Rainha Chisaki levantou-se lentamente, mantendo a cabeça baixa.

Então arregalou os olhos e gritou:

— Maldito Rei Demônio!

Sua voz trovejou pelo salão.

— Como eu imaginava, só existe uma solução!

— Eu mesma vou resgatar Touya!!

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Com esse grito, seu manto carmesim esvoaçou violentamente. Uma tremenda onda de choque explodiu para todos os lados e varreu o salão do trono. Os lustres pendurados no teto balançaram descontroladamente sob sua força, enquanto os nobres alinhados junto às paredes caíam um após o outro como peças de boliche.

— V-Vossa Majestade, não pode! Por favor, Vossa Majestade, contenha sua AURA!

— Chega, Chanceler! Não tente me impedir!

A rainha afastou violentamente o homem que havia colocado cautelosamente a mão em seu ombro para contê-la.

Só o impacto gerado por aquele movimento foi suficiente para destruir parte da parede do salão do trono.

BOOOOM.

— Uau...

— Eeeeh...

— Nossa, nossa...

Testemunhando uma birra real capaz de fazer um deus das tempestades parecer razoável, os três instintivamente recuaram, recusando-se por um momento a aceitar a realidade diante de seus olhos.

E então—

Espera… Eles realmente precisam da nossa ajuda?

Exatamente o mesmo pensamento passou pela mente dos três ao mesmo tempo. Nesse instante, o homem chamado de Chanceler ergueu a voz em uma súplica desesperada.

— Heróis de outro mundo! Eu lhes imploro do fundo do coração! Por favor, antes que nossa Rainha destrua o próprio mundo, derrotem o Rei Demônio e resgatem Lorde Touya!

— Qual deles deveria ser o Rei Demônio mesmo?

A resposta inexpressiva de Masachika foi completamente abafada por um estrondo ensurdecedor, quando um enorme pedaço da muralha do castelo — que havia sido arrancado pela explosão — finalmente despencou e se chocou contra o solo lá embaixo.

📖✨ Este capítulo foi traduzido por Slag e revisado por Shisui

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Fim da leitura

Capítulo 131 concluído

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