Ascendance of a Bookworm — Capítulo 114: CAPÍTULO 114 - 113

Ascendance of a Bookworm
Cap. 114
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Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 114 - 113

Capítulo 114

1.530 palavras~7 min de leitura

Ascendance of a Bookworm – Capítulo 113

Epílogo

Após deixar o templo, Deid foi para o sul, para a Guilda dos Mercadores, enquanto observava Lutz e Karla andando juntos, de mãos dadas. Eles estavam a caminho de assinar o contrato do Lutz como dapla.

Foi um resultado que Deid nem considerou quando foi convocado para o templo. Para ser honesto, ele estava desconfortável com o que aconteceria, na hora, mas no final, tudo foi resolvido da melhor maneira possível.

Tudo graças ao Sumo Sacerdote. O próprio Deid sabia que não estava se comunicando com o filho corretamente, mas também não sabia como consertar isso. Foi precisamente porque um nobre, que não sabia nada sobre o modo de vida da cidade baixa, se envolveu, que ele conseguiu falar, sua mente na íntegra, apesar de geralmente não fazê-lo.

Mas, ainda assim, por que a filha de Gunther estava no templo? E usando as mesmas vestes azuis que um nobre. A garota, silenciosamente sentada, ao lado do Sumo Sacerdote, com as mesmas vestes azuis que ele estava, era, sem dúvida, Myne, uma das filhas de Gunther. Ela não saía muito, mas Deid se lembrava dela claramente, já que ela foi à mesma cerimônia de batismo que Lutz. Ele tinha ouvido falar sobre os dois fazendo coisas juntos, mas não sobre ela se juntar ao templo.

Deid tinha certeza de que muitas vezes, ouvia Lutz dizendo estar indo buscar Myne pela manhã. Eles não deveriam ter nada a ver com nobres. Ele não entendeu por que Myne estava no templo. Mas ele sabia que o Sumo Sacerdote havia se envolvido, estranhamente, com assuntos da cidade baixa e reuniu todos para uma discussão a pedido de Myne.

— Pai, esta é a Guilda dos Comerciantes.— disse Lutz, enquanto apontava para um grande edifício, localizado em um lado da praça central. Deid empurrou Myne para o canto de sua mente e olhou para a guilda. Como carpinteiro que trabalhava na construção, como ramo, Deid nunca havia pisado na Guilda dos Comerciantes antes. Normalmente, apenas aqueles que lidavam diretamente com dinheiro trabalhavam com a Guilda.

Por um segundo, Deid hesitou em entrar em um mundo desconhecido para ele, mas, após ver Lutz entrar como se não fosse nada, ele bufou e seguiu atrás dele. Eles subiram uma escada estreita e se encontraram em um corredor cheio de pessoas, formando filas, que estavam todas vestidas como eles. Deid ficou estranhamente nervoso pelo que o esperava dentro do prédio, mas, no final, ainda era um lugar para caras como ele.

Ou assim ele pensou, até que o trio da Companhia Gilberta passou pelas filas e foi mais para dentro. No final do corredor, havia um portão de metal com um guarda. Lutz, Benno e Mark pegaram cada um seus cartões dourados e fizeram algo com o portão. Imediatamente depois, uma faixa branca atravessou o portão e desapareceu como se derretesse no ar.

A visão de Lutz lidando naturalmente com uma ferramenta mágica feita por nobres, atingiu Deid com uma sensação estranha. Ele sentiu como se seu filho já tivesse ido à algum lugar, para sempre fora de alcance. Ele olhou para Lutz com a boca curvada, franzindo a testa quando seu filho se virou e estendeu as mãos.

— Pai, mãe. Segure minhas mãos. É a única maneira de pessoas sem cartões da guilda subirem as escadas.

Fazia tanto tempo desde que ele havia dado as mãos ao filho, que elas eram muito maiores do que ele se lembrava, o que o distraiu enquanto subiam a escada mal-iluminada. No topo, esperava o mundo, para os ricos, transbordando de riqueza, como ele nunca tinha visto antes. As tábuas do assoalho não estavam nuas, estavam cobertas com um tapete grosso e as cadeiras na sala de espera eram lindas, com desenhos elegantes. Estava tudo limpo. Era impossível não sentir o quão fora do lugar ele estava. Mas Lutz, vestindo suas roupas de aprendiz bem feitas e conversando com a jovem aprendiz, atrás do balcão, parecia completamente em seu ambiente.

— O que te traz aqui hoje?

— Por favor, prepare um contrato dapla. Tenho meus pais e o mestre da Companhia Gilberta aqui comigo.

— Entendido. E parabéns, Lutz.

— Sim, eu sei. Obrigado, Freida.

Lutz agiu e falou de forma totalmente diferente de como ele agia em casa. Nem mesmo uma temporada inteira havia passado desde sua cerimônia de batismo. Deid pensou que não era tempo suficiente para nada, mas o enorme crescimento de Lutz era impossível de ignorar. Ele já estava fazendo conexões e pavimentando uma estrada para si mesmo, como um comerciante aprendiz.

— Este é o contrato para fazer de Lutz um aprendiz dapla. — Nem Deid, nem Karla puderam ler as palavras escritas no pergaminho espalhado na frente deles. Eles não podiam deixar de ficar tensos, em guarda contra os comerciantes que exploravam sua falta de compreensão para enganá-los.

— Lutz, leia o contrato para seus pais.

Era comum os plebeus se ferrarem assinando contratos que não conseguiam ler. Fazia sentido, então, que era importante para os analfabetos ter alguém em quem pudessem confiar, para ler as coisas em voz alta para eles. Lutz assentiu a pedido de Benno e começou a ler.

Deid tinha ouvido de Karla que Lutz estava estudando letras em uma lousa de pedra, durante o inverno, mas ele não sabia que Lutz havia aprendido o suficiente para ler contratos. Benno dizendo que Lutz estava usando sua determinação para superar suas desvantagens, não tinha sido uma mentira ou exagero.

Acho que ele não estava sendo um bebê, afinal. Deid ficou um pouco impressionado com Lutz, enquanto lia fluentemente em voz alta o contrato e explicava todas as voltas e ditados únicos de cada frase que os comerciantes usavam. Ao mesmo tempo, seria meio estranho elogiar seu filho por algo que ele estava ignorando até agora, então ele bufou com desdém.

O contrato descrevia como Lutz seria tratado daqui para frente. Ele seria tratado como um dapla, mas continuaria vivendo com seus pais, por enquanto. A maioria dos daplas assinava aos dez anos de idade, então, uma vez que atingisse essa idade, ele viveria na Companhia Gilberta como os outros. Ele teria um quarto para colocar suas coisas e trocar de roupa e a empresa providenciaria seu almoço. Eles também forneceriam o jantar, se ele precisasse. Quando o trabalho pedia para sair da cidade, ele ia com eles, às vezes. Seu salário seria aumentado por uma pequena quantia. O contrato terminou após descrever um pouco mais sobre suas condições de trabalho e remuneração.

— E agora você é um dapla em nossa empresa, Lutz. Espero que você trabalhe duas vezes mais do que tem trabalhado.

— Sim, Mestre Benno. E pai, mãe. Estou muito feliz que me aceitaram. Obrigado. Eu nunca vou reclamar ou choramingar. Vou ser um bom comerciante e deixá-los realmente orgulhosos,— disse Lutz, com um sorriso radiante.

Deid respondeu dizendo: — É melhor você não reclamar. Você tomou sua decisão, nem pense em reclamar,— mas isso acabou de fazer os olhos de seu filho brilharem com uma luz desafiadora. Ah. Olhe para você, parecendo um homem.

— Deid, Karla. Vou pedir que vocês não contem a ninguém sobre o que aconteceu no templo hoje,— disse Benno enquanto entregava o contrato assinado a Mark.

— Você está falando da filha de Gunther, certo? Por que ela estava lá, e por que ela estava vestindo as roupas de um nobre? — As únicas pessoas que se juntavam ao templo eram órfãos, que não tinham família ou emprego em que pudessem confiar. Tornar-se um padre significava assinar sua vida para viver como um escravo da nobreza. Era difícil imaginar Gunther deixando sua filha fazer isso, quando ele era o tipo de pai que amava tanto seus filhos, que até criaria uma criança doente, como Myne, em vez de deixá-la morrer, para ter menos bocas para alimentar.

— Há muitas coisas no mundo que é melhor você não saber.

Deid viu a expressão de Benno endurecer, enquanto olhava para ele e Karla de frente, com seus olhos vermelho-escuros. Deid engoliu em seco. O olhar de Benno tinha a pressão que só alguém que estava preparado para perder tudo poderia ter.

— Myne está presa, vivendo com nobres agora. Seria melhor para pessoas que não podem se proteger dos nobres, não se envolverem com ela.

— Eu sei disso,— disse Deid, antes de olhar para Lutz. Então, não se aproxime muito da Myne também, garoto. Deid engoliu o que queria dizer. Lutz nem havia dito a sua família que Myne havia entrado no templo, com vestes azuis. Ele nunca mencionou ter ido ao templo, quando saiu pela manhã. Ficou claro que Lutz estava ficando com Myne, sabendo muito bem dos riscos de fazê-lo.

Deid suspirou lentamente, pensando em Myne, vestindo suas vestes azuis e sentando-se ao lado do Sumo Sacerdote, sentada ao lado dos nobres. Ele então espetou a parte de trás da cabeça de Lutz.

— Wow! Porque você fez isso, pai?

— Seja forte, Lutz. Não perca de vista a estrada pela qual está caminhando.

— Hum? Ah, certo. — Lutz assentiu com uma expressão que deixou clara sua absoluta falta de compreensão. Mas, no entanto, parecia a Deid que os olhos de seu filho estavam trancados no caminho que ele havia escolhido para si mesmo.

Fim da leitura

Capítulo 114 concluído

CAPÍTULO 114 - 113