Ascendance of a Bookworm — Capítulo 126: CAPÍTULO 126 - 125

Ascendance of a Bookworm
Cap. 126
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Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 126 - 125

Capítulo 126

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Ascendance of a Bookworm – Capítulo 125

Tinta a Óleo Preta

— Pai, por favoooor? Quero usá-lo para verificar a tinta.

Minha febre se recusou a cair, e depois que papai me trouxe um copo d’água, eu sentei e apertei minhas mãos para começar a implorar. Escrevi letras espelhadas em um bloco de madeira, grande o suficiente para segurar e pedi-lhe para esculpir as letras para transformá-las em um carimbo.

— Ahhhh. Quando eu terminar, eu não vou mostrá-lo para você, até sua febre baixar.

Dois dias se passaram desde que pedi ao papai para ver o bloco esculpido. Minha febre finalmente caiu e o debate do século começou, com minha família argumentando que eu precisava ficar em casa um pouco, antes de ir para ao ateliê e Lutz argumentando que fazer tinta me deixaria tão animada que eu teria uma febre na próxima vez que eu fosse para ao ateliê, não importa o quê.

— Hum, eu acho que…

— Fique quieta, Myne! Nós já sabemos que você quer ir!

Todos concordaram com Tuuli e me negaram participação em um debate sobre mim. Entediada, eu procurei pelo depósito e encontrei uma fina tábua de madeira. Fiquei no canto da cozinha enquanto todos discutiam e enrolei um pano em volta dele, então enrolei uma camada de bambu em torno dele para que não machucasse o papel.

Eheh, eu fiz um baren de folha de bambu

xilogravura japonesa. Com formato circular e fabricação tradicional artesanal, o baren é utilizado para transferir a tinta depositada na matriz de impressão para o papel por meio de pressão eatrito. . Hmm. Isso definitivamente será importante para as xilogravuras. O debate terminou quando terminei meu baren, com a decisão final de que eu ficaria em casa hoje, mas poderia ir ao templo novamente a partir de amanhã.

Um dia de espera aumentou minha empolgação. Com algumas roupas velhas que eu não me importaria de jogar fora, sabão, e o carimbo que papai fez para mim, eu estava pronta para ir.

— Você está tão animado quanto eu, Lutz?

— Sim, estou. Então, como se faz essas coisas? Você vai ter que explicar, já que você não consegue ajudar.

Ele estava meio que escondendo, mas Lutz parecia animado para fazer algo novo novamente. Eu não pude participar da minha criação, já que fui proibida de trabalhar no ateliê como uma donzela azul do santuário, o que significava que eu tinha que dizer a Lutz exatamente o que fazer.

— Ao adicionar a tinta, adicione pequenas quantidades, pouco a pouco. As coisas vão se misturar melhor assim. Mas, para começar, você tem que colocar a fuligem em cima da cumbuca de mármore. Então você cava em pequenos buracos com os dedos, derrama o óleo de linhaça nos orifícios, e misture-o com a espátula. Não queremos muito óleo, então se você acha que precisa de mais, adicione apenas uma gota de cada vez. Uma vez que você misturou com a espátula, vá com vontade com o pilão.

Expliquei o que fazer ao usar minhas mãos para mostrar quanta fuligem e óleo adicionar. Lutz ficou em silêncio, pensando por alguns momentos.

— O quanto você quer dizer quando você diz vá com vontade? — Perguntou ele.

— Eu não tenho certeza, depende do pigmento. Quando fiz isso no passado, levou cerca de vinte minut- Uuum, cerca de tempo que leva para um pote de água ferver, mas alguém, usando outro pigmento, pode não terminar quando a água está fervendo.

Você tinha que continuar amassando tudo até ficar sedoso. O misturar foi cansativo e levou muita coragem e resistência. Quando expliquei em termos de culinária, Lutz abriu os olhos de surpresa.

— Conseguiu fazer algo assim? Você, Myne?

— Naquela época, eu era uma garota animada, ok? Todos sempre disseram que eu estava cheia de energia desde que fosse para que eu lesse livros. Eu até tive (presença perfeita) na biblioteca da minha escola.

— A vida se vive apenas uma vez.

Eu dei um grande aceno. Era difícil não reclamar que, se não fosse por esse corpo, as coisas teriam sido muito mais fáceis para mim. Haveria muito mais que eu poderia fazer.

— Tudo bem, eu estou indo para a oficina. Venha quando estiver pronta.

Assim que chegamos ao portão, Lutz me entregou a Fran e caminhou até o ateliê. Eu estava indo para meus aposentos para cumprimentar meus criados, antes de ir para o ateliê, já que eu estava acamada por tanto tempo.

— E agora que estou melhor, acredito que vou para a oficina.

— Sua prática de fespiel vem em primeiro lugar, Irmã Myne.

Eu queria começar a fazer tinta imediatamente, mas Rosina me parou com um sorriso. Uma emboscada foi montada no lugar que eu menos esperava.

— A prática diária é vital para aprender um instrumento, mas você já perdeu a prática cinco dias seguidos. Você precisará praticar mais do que o dobro do tempo hoje para minimizar os danos. Acredito que cinco vezes mais tempo será suficiente, dado que você perdeu cinco dias.

Os olhos azuis de Rosina estavam brilhando de emoção com a perspectiva de praticar cinco vezes mais tempo. Ela estava falando sério, também. Ela queria me fazer praticar cinco vezes mais. Assim como eu podia ler livros o dia todo sem me sentir entediada, Rosina poderia prosperar em qualquer lugar, enquanto ela tivesse música. Quanto mais tempo a prática, mais feliz ela ficava.

Eu imediatamente balancei a cabeça o mais forte que pude.

— Não obrigado! Peço uma sessão de estudo padrão. Vou levá-lo muito a sério, eu lhe asseguro!

Rosina sorriu e estendeu meu instrumento com um brilhante:

— Muito bem.

Tirei dela e firmei minha postura para tocar. Mas quando tentei tocar a primeira música prática que tinha sido dada, descobri que ela estava certa. Minha habilidade despencou enquanto eu estava doente e eu não podia mais tocar a música. Isso não era bom, para aprender a tocar a segunda música. Com o suor frio escorrendo pelas minhas costas, eu pratiquei duro até o terceiro sino tocar.

— Isso foi um grau impressionante de foco.

Rosina sorriu calorosamente e me elogiou, depois que o terceiro sino tocou. Receber um elogio de uma linda garota nunca era ruim. Hora de ir à oficina! Pensei com felicidade, só para Fran ficar no meu caminho.

— A papelada administrativa do Sumo Sacerdote se amontoou, devido à sua ausência prolongada, e ele ficou preocupado ao ouvir sobre sua doença. Vamos ao escritório dele.

Fran também não tinha intenção de se mexer. O Sumo Sacerdote, provavelmente, ficou preocupado, depois que passei tantos dias doente em casa. Mas eu queria ir à oficina. Eu queria pular de ajudar o Sumo Sacerdote, para que eu pudesse começar a fazer tinta já.

— Ahhh. Fran.

— Quando chegar a tarde eu não terei reclamações. Vou acompanhá-la para o ateliê.

— Irmã Myne, em momentos como este, você deve continuar a sorrir, sem mostrar nenhuma emoção. E lembre-se que haverá muitas vezes na vida em que você será forçada a fazer coisas que você não gosta.

Incapaz de discutir com Rosina, que tinha recebido uma pilha de documentos financeiros para trabalhar antes do almoço, pendurei minha cabeça, tristemente. Como eu poderia sorrir em um momento como este? Pensei chorando, quando forcei um sorriso agitado no meu rosto.

— Você está certa, Rosina. Eu compreendo. Vamos para o quarto do Sumo Sacerdote.

Fui para o quarto do Sumo Sacerdote com ombros caídos. Eu não desgostava de ajudá-lo com sua papelada ou algo assim, mas o fato de que eu tinha algo muito mais divertido esperando por mim, realmente colocou um amortecedor em meu espírito.

— Ah, eu vejo que você finalmente se recuperou. Venha aqui, Myne.

Assim que ele me viu, o Sumo Sacerdote me entregou a ferramenta mágica de bloqueio de som. Eu a agarrei, para que pudéssemos conversar.

— Parece que todos os sacerdotes cinzentos do orfanato limparam as chaminés e lareiras muito antes do esperado este ano. O que você está tramando?

— Por favor, observe sua linguagem, honrado Sumo Sacerdote. Eu não tenho tramado, era apenas um desejo de fazer tinta que vai funcionar bem em papel vegetal. Os sacerdotes cinzentos reuniram a fuligem que eu precisava para isso e não fizeram mais nada.

Expliquei o que aconteceu e o Sumo Sacerdote esfregou a testa dele.

— Entendo. Eu entendo agora que você precisava fazer isso para sua oficina. Mas tome cuidado para não ultrapassar seus limites e irritar o Arcebispo.

Eu não o via há tanto tempo que eu tinha realmente esquecido dele, mas sim, o Arcebispo era uma pessoa que existia e ele era uma droga. Fui a única que pensou que iria irritar o Arcebispo, não importa o que eu fizesse?

Após ajudar o Sumo Sacerdote e terminar o almoço, eu poderia finalmente ir à oficina. Lutz previu que eu ficaria presa a manhã toda e estava dirigindo a fabricação de papel, enquanto isso.

— Há um monte de coisas que você precisa fazer que foi acumulado nos últimos cinco dias, sim? Alguma boa rotina diária era exatamente o que você precisa para esfriar a cabeça, Myne.

— Bem, minha cabeça com certeza esfriou agora.

As três coisas que eu precisava estavam alinhadas no ateliê e divididas em grupos: a fuligem que todos reuniram, o óleo de linhaça que Benno comprou, e o cal que Lutz comprou.

— Ouvi dizer que todos vocês trabalharam juntos para reunir fuligem para mim. Agradeço muito isso. Hoje, eu gostaria de fazer tinta. Este é um trabalho que requer força significativa, então apenas padres cinzentos adultos estarão participando. Todo mundo pode continuar fazendo papel como de costume.

Após agradecer a todos e dividir a força de trabalho, era hora de fazer tinta.

— Agora, Lutz. Por favor, comece.

Lutz era meu maior ajudante aqui. Parecia que ele tinha memorizado tudo o que expliquei a ele muito bem, já que ele colocou a fuligem na placa de mármore e cavou buracos para o óleo sem qualquer problema. Uma vez que o óleo estava dentro, ele usou a espátula para achatar e misturar tudo completamente. Ainda me lembrei da vez que fiz tinta a óleo no passado, então estava confiante de que essa parte iria bem. Mas eu não tinha procurado particularmente fuligem de alta qualidade ou óleo, então era muito possível que a tinta ficasse ruim, independentemente da técnica.

— A mistura parece estar indo bem. Acredito que agora é a hora de mudar para o pilão.

Lutz começou com uma pequena quantidade, já que a tinta acabava melhor se misturada pouco a pouco, e isso parecia estar indo bem. Uma vez que foi tudo misturado, ele trocou por um pilão e começou a misturar e moer, repetindo. Ele continuou esmagando e moendo a mistura sem pausa.

Suor se formou em sua testa e ele colocou toda sua força em seus braços, e esmagou a mistura em pasta, que serviria como tinta, seu rosto ficando vermelho brilhante, no processo. Não pude ajudá-lo, já que era uma donzela azul do santuário, e mesmo que tentasse, ficaria no caminho dele. Moer a mistura de tinta precisava de muito mais força do que eu tinha agora. Eu tinha convocado um padre cinza para ficar pronto, pois previ que seria muito difícil para uma criança fazer, mas Lutz terminou, sem uma única reclamação.

— Essa é uma quantidade adequada de sedosidade e pegajosidade.

Rapidamente tirei o carimbo que papai fez e pressionei com força contra a tinta recém-feita, algumas vezes, antes de pressioná-la contra algum papel volrin falhado. As letras que formavam “Myne” apareceram nele e uma agitação audível passou por aqueles que assistiam.

— Ela realmente fez tinta.

— E pensar que só precisava de fuligem e óleo.

Os sacerdotes cinzentos, tendo visto algo novo ser criado pela primeira vez em suas vidas, olharam para a tinta a óleo com olhos arregalados. Parecia que eles não acreditavam nadinha que fuligem e óleo fariam qualquer coisa. Oficinas de pintura provavelmente faziam sua tinta com um método semelhante, mas os sacerdotes nunca tiveram qualquer oportunidade de vê-la. Era possível que seus métodos de fabricação de tintas também fossem segredos comerciais.

— Todo mundo, por favor, gradualmente faça a tinta a óleo como ele fez. Coloque a tinta acabada aqui.

Fran pegou o recipiente para a tinta a óleo e Lutz colocou sua tinta dentro dele. Embora fosse um pouco confuso, a tinta ou qualquer substância usada para impressão poderia ser chamada de tinta.

— Lutz, por favor, lave as mãos com este sabão e descanse um pouco.

Um padre cinza começou a fazer tinta no lugar de Lutz, e outros dois trouxeram ferramentas diferentes e se juntaram a ele, adicionando pedaços de óleo à fuligem e começando a misturar. Enquanto eles estavam trabalhando duro, fazendo isso, eu peguei a tinta a óleo finalizada e tentei usar a ponta pontiaguda de um pedaço de madeira raspada para escrever letras no papel e desenhar linhas em uma tábua. Era muito pegajoso e grosso para ser um substituto para tinta normal. Mas parecia que funcionaria muito bem para os blocos de madeira. O principal era que eu precisaria de um rolo, como usei na aula de arte, para espalhar a tinta uniformemente, já que a espessura variaria muito sem ele. Obter uma impressão de bloco de madeira bem feita seria um pouco difícil, sem um rolo ou pelo menos um pincel de tinta.

— Como está a tinta, Myne?

Lutz voltou, após lavar as mãos e o rosto, mas as pontas dos dedos ainda estavam um pouco pretas. Precisaríamos de um sabão mais forte.

— Funciona mais ou menos. Agora eu quero tinta em outras cores.

— Outras cores? Você pode torná-la colorida?— Os olhos de Lutz se abriram. Eu disse a ele que era feito da mesma maneira, apenas com pigmentos diferentes. Fazer tinta em outras cores não seria impossível. Só não sabia onde ou como conseguiria os outros pigmentos.

— Que outro pigmento existe do que fuligem?

— Até onde eu sei, a maioria dos pigmentos são feitos de minerais pulverizados. Ou em termos mais simples, se você pega pedras coloridas e as quebra em pó fino, você pode fazer tinta com óleo, assim como fez com fuligem.

Óxido de ferro e loess (uma combinação de argila, areia e lodo, soprado pelo vento, às vezes chamado de argila amarela) eram historicamente usados como pigmentos. As cores azuis feitas de lapis lazuli e azurite eram bastante prestigiados, assim como os vermelhos feitos de rouge e cinnabar. Mas eu não tinha ideia se eu poderia olhar para os minerais aqui e dizer quais eram quais.

— Uh, Myne. Isso significa que alguém tem que bater nas rochas até que todas estejam em pó? — perguntou Lutz timidamente, com medo de ter que fazer isso sozinho. Balancei a cabeça. Naturalmente, eu não tinha intenção de fazer Lutz quebrar suas costas batendo pedras em pedaços. Isso era demais para uma criança.

— Certamente tem pessoas que tem isso como trabalho. Perguntei à mamãe sobre os pigmentos em sua oficina de tingimento, mas ela me disse que mais pessoas pedindo pigmentos aumentariam o custo dos corantes.

Segundo mamãe, alguns conflitos eclodiram no passado, quando o número de oficinas de arte aumentou e os materiais para corantes, por sua vez, ficaram mais caros. Ela me pediu para não fazer nada que causasse problemas como esse, já que ela perderia o emprego. Naturalmente, eu não poderia fazer nada que prejudicasse minha mãe assim.

Minerar diretamente os minerais parecia um grande salto, mas eu poderia imaginar que comprar os pigmentos seria muito caro. Era especialmente problemático que eu nem sabia onde se poderia minerar os minerais que fariam pigmentos. Como eu poderia, quando eu só tinha deixado a cidade para ir para uma floresta próxima?

— Eu acho que argila amarela seria a coisa mais simples para obter, se eu soubesse onde encontrá-la. Teríamos que transformar em pó, mas argila amarela já é pó.

— Mas como eu disse, quem vai fazer isso?

Estava escrito no rosto de Lutz que ele não tinha intenção de fazê-lo ele mesmo. Eu não tinha as ferramentas ou mão-de-obra para quebrar pedras, então desistir dessa ideia parecia sábio, por enquanto.

— Se formos a uma loja de minerais, como uma loja de madeira, eles podem ter pequenos pedaços de rocha à venda. Pena que pulverizá-las seria tão difícil. Talvez devêssemos tentar perguntar a uma oficina de arte sobre como eles fazem sua tinta?

— Mestre Benno disse que eles não falariam sobre sua pintura, apenas as ferramentas.

— Mais segredos comerciais. Parece.

Os três padres cinzentos terminaram sua tinta a óleo enquanto Lutz e eu conversávamos. Eles terminaram mais rápido que Lutz, desde que tinham a força dos adultos. Não pude deixar de sorrir, quando vi o recipiente de porcelana cheio de tinta.

— O carimbo funcionou e a tinta colorida pode vir mais tarde, o que significa que é hora de fazer os livros ilustrados, usando xilogravuras.

— Vamos parar com a tinta por hoje. Fazer isso requer muito trabalho. Meus braços estão pesados como o diabo.

— Tudo bem. Sobre o papel, então. Você poderia fazer algum papel mais grosso para os livros ilustrados? Tipo, meio que um monte disso?

— Claro. Você descansa enquanto pensa nos livros ilustrados. Tudo bem?

Com a tinta a óleo basicamente completa, eu queria ir direto para fazer os livros ilustrados. Andei pela oficina para incentivar as crianças a jogar água e fazer papel, e depois voltei para o meu quarto.

Fui para minha mesa e imediatamente comecei a escrever uma adaptação da Bíblia para crianças, no papel que Benno me deu. As histórias não precisavam ser tão detalhadas para o livro ilustrado e tentei manter meu vocabulário o mais simples possível. Uma vez feito, eu li o meu trabalho. Tudo parecia bem. Tudo o que eu tinha que fazer era perguntar ao Sumo Sacerdote se eu poderia transformá-lo em um livro ilustrado.

— Ah, certo. Preciso falar com Wilma sobre desenhar a arte. Rosina, você poderia vir ao orfanato comigo? Preciso falar com Wilma sobre algo.

Wilma, desconfortável, perto dos homens, como ela era, sem dúvida prefere que eu vá com Rosina, em vez de Fran.

Rosina estava no meio de olhar para as pranchas, enquanto recebia instruções de trabalho de Fran, e, no momento em que eu a chamei, ela sorriu. Ela deve odiar matemática.

— Fran, eu tenho que ir. Irmã Myne precisa de mim.

Rosina começou a guardar suas coisas. Fran acenou com a cabeça para ela e entregou várias tábuas.

— Por favor, entregue isso à Wilma, enquanto estiver lá. Ela parece lutar com matemática também, mas ela vai precisar aprender, se ela pretende cuidar do prédio das meninas.

Rosina piscou, após receber as duas pranchas em que trabalhava e placas relacionadas ao prédio das meninas, mas acabou sorrindo, sem perder o andar. Essa é Rosina para você. Ela não mostrava a surpresa por um segundo.

Fui ao orfanato com Rosina, que carregava as tábuas, papel e tinta. Wilma parecia estar limpando e fazendo sopa, enquanto as crianças trabalhavam no orfanato. Ela era mesmo a mãe do orfanato.

— Oh meus deuses, olá Irmã Myne. Vejo que Rosina está com você. Por favor, sente-se.

Wilma nos cumprimentou com um sorriso caloroso, e eu acabei sorrindo também. Minha vida foi realmente enriquecida por ter duas lindas garotas como assistentes. Me sentei no refeitório e expliquei minha ideia para Rosina e Wilma que acompanhavam isso.

— Como discutido anteriormente, gostaria que desenhasse arte para um livro de ilustrações bíblicas. Também trouxe alguma papelada de Fran. Parece que ele gostaria que você passasse por isso, dado que você está supervisionando o prédio das meninas.

Wilma empalideceu ligeiramente com a pilha de tábuas, provavelmente porque ela estava considerando o porquê era chamada de papelada, quando nenhum papel estava envolvido. Rosina, no passado, tinha sido repreendida por Wilma, afirmando que todos os assistentes tinham que superar suas fraquezas, e agora, era sua vez de repreender Wilma, com um sorriso de vingança.

— Os assistentes devem fazer um trabalho desta forma, e, embora possa ser doloroso agora, você vai se acostumar com isso, ao longo do tempo, como uma questão de necessidade. A prática é importante tanto na matemática quanto na arte. Não é isso mesmo, Irmã Myne?

— É. Quanto mais você praticar, mais rápido você vai aprender e menos erros você vai cometer. Junte-se a nós para superar nossas falhas, Wilma.

Incapaz de argumentar, Wilma pendurou a cabeça tristemente e tomou as tábuas. Pedi para ela e Rosina lerem minha adaptação simplificada da Bíblia, para que pudessem apontar qualquer coisa que eu não deveria ter cortado e coisas assim. Wilma sugeriu que eu usasse todas as palavras na karuta, para que as crianças pudessem aprender a ler mais facilmente, e, com grande dificuldade, eu consegui fazer isso funcionar. Enquanto isso, Wilma esboçava ilustrações em placas que tinham cerca de metade do tamanho de um pedaço de papel A5. Essa arte seria esculpida em madeira, para fazer uma xilogravura, mais tarde.

— Eu agradeço muito a você, Wilma. Vou ter estas esculpidas, para fazer os livros ilustrados. Uma vez terminados, talvez possamos escrever uma continuação.

— Sim, eu gostaria disso.

Eu animadamente voltei para meus aposentos, com as tábuas que Wilma desenhou, apenas para encontrar Lutz esperando por mim, com uma expressão furiosa.

— Myne, eu não lhe disse para descansar em seu quarto?

— O quê? Não me disse para pensar na história do livro ilustrado? Não?

Parecia que eu tinha ouvido só uma parte. E então, Lutz ficou furioso comigo por não descansar no meu quarto, em silêncio.

Fim da leitura

Capítulo 126 concluído

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