Ascendance of a Bookworm — Capítulo 129: CAPÍTULO 129 - 128

Ascendance of a Bookworm
Cap. 129
0%
Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 129 - 128

Capítulo 129

3.872 palavras~17 min de leitura

Ascendance of a Bookworm – Capítulo 128

Preparação para a Bíblia Infantil

Independentemente do que todos pensassem, terminei as páginas do livro ilustrado, em preto e branco, do bebê. Isso foi o suficiente para me satisfazer, enquanto eu voltava para casa com Lutz, de mãos dadas, em meio ao ar frio do outono.

— Já que estamos fazendo cola de couro, depois que a preparação do inverno for feita, eu quero voltar a fazer a Bíblia das crianças — eu disse, querendo terminar um livro logo, já que o outono era a estação da leitura. Lutz caiu em pensamento.

— Você vai tentar imprimir bloco de madeira novamente? Cortar o papel provavelmente seria mais fácil, se até você lidou com isso.

Lutz estava certo. Fazer modelos para as páginas, em papel, não seria muito difícil. Não exigiu força no braço, como foi evidenciado pelo fato de que eu poderia fazê-lo sozinha.

— Eu não vou precisar escrever ao contrário se estou apenas cortando as letras com uma faca, também. Isso não será um problema, já que livros ilustrados não são tão grandes. Vai meio que prejudicar minha carteira comprar algumas facas extras, mas novos projetos com um alto investimento inicial não são novidade para nós.

As facas de precisão eram um pouco caras, uma vez que cada uma tinha que ser encomendada e feita sob medida, mas os blocos de madeira não eram melhores, já que eu precisaria pedir ferramentas de escultura e tal, para eles.

— Não é por isso que você tem guardado todo esse dinheiro de qualquer maneira?

Um dia, eu queria tipos

para todas as letras de todo o alfabeto deste mundo e transição para impressão móvel, mas isso precisaria de um monte de tipos. Cada um precisaria de muito trabalho preciso, e fazer os tipos de metal acabaria custando mais do que eu poderia gastar agora. Demoraria um pouco até que eu pudesse mudar para impressão móvel.

— Ahhh. Eu ainda tenho um longo caminho a percorrer antes que eu possa chegar ao Sr. Gutenberg.

— Quem é esse?

— Um grande homem que realizou tanto, que ele pode muito bem ser um deus para mim. Meu objetivo é alcançar as mesmas alturas que ele. Mas tudo o que posso fazer agora é melhorar o que tenho. Há alguma coisa que você acha que precisa melhorar, Lutz?

— Sabe alguma ferramenta que segure o papel quando estamos imprimindo? O papel começa a escorregar assim que perco o foco e a tinta fica em toda a minha mão. Isso é uma coisa muito ruim, já que não sai fácil.

Lutz era um comerciante aprendiz em uma loja que fazia negócios com nobres. Ele precisava manter as aparências, então seria extremamente ruim se ele tivesse as mesmas mãos sujas que um artesão. Poderíamos deixar todo o trabalho para padres cinzentos, mas eu sabia que Lutz estava realmente determinado a fazer minhas invenções, ele mesmo. O que significava que eu tinha que pensar em uma maneira de fazer isso sem as mãos dele se sujando.

— Provavelmente ajudaria muito se eu fizesse um quadro (mimeógrafo).

— Um quadro de quê?

— Abrir buracos em placas para imprimir com tinta é chamado de estêncil, e (mimeógrafos) fazem parte disso. Um quadro ou rede (mimeógrafo) segurará o papel para que suas mãos não se sujem.

—Gostei disso.

Peguei meu díptico e parei no lugar para começar a desenhar. Lutz, atordoado, me puxou para o lado, enquanto gritava sobre não ficar no caminho das pessoas.

— Você faz uma moldura de madeira que pode abrir e fechar sobre um suporte de madeira grande o suficiente para segurar papel. Você anexa a placa ao quadro com dobradiças, com uma rede dentro do quadro. Ao imprimir, você coloca o papel na placa, o estêncil em cima dele, fecha o quadro para trancá-los no lugar e, em seguida, aplica tinta de cima da rede.

— Huh. Se ele só precisa de madeira e uma rede, podemos ser capazes de fazê-lo nós mesmos. — Não era tão difícil de fazer, fora do estêncil. Lutz provavelmente seria capaz de fazer a maior parte dele ele mesmo. Eu ficaria preocupada principalmente com o quadro com a rede presa.

— Lutz, você acha que poderíamos pedir ao artesão que fez parte da tela da nossa suketa para fazer isso também? Será que ele terminou todas as telas grandes para suketas maiores da oficina?

— Você vai ter que perguntar ao Benno e Mark sobre isso.

A Companhia Gilberta tinha acabado de aparecer em nossa vista, então, nessa rota, nós dois entramos. O trabalho parecia ter acabado, já que alguns dos funcionários já estavam limpando. Todos estavam calmos, mas senti estarem com pressa, quando olhei ao redor da loja.

— Oh, se não são Myne e Lutz. O escritório está aberto se vocês tem algum negócio.

Nós apenas atrapalhávamos falando na loja, então Mark nos levou ao escritório do Benno, sem perguntar primeiro. Ele estava no meio de olhar um livro de algum tipo, mas ele nos saudou com um suspiro.

— Benno, posso pegar o Mark emprestado amanhã? Há algo que quero pedir do artesão que faz nossas suketas, e eu gostaria que Mark viesse conosco para a oficina. O artesão está livre agora? — Eu perguntei, para o qual Benno acenou com a cabeça, enquanto enrolava um livro.

— Ele entregou todas as ordens. Deve estar livre, se ninguém mais pediu nada. O que você está planejando fazer desta vez?

— Um quadro com uma rede.

Minha resposta fez Benno franzir a testa, em confusão.

— Hã? Uma rede? Para que você precisa disso?

— É para que as mãos do Lutz não se sujem enquanto ele está usando tinta.

Benno, não entendendo minha explicação, olhou para Lutz, para uma explicação. Apesar de ter explicado em detalhes o que era um mimeógrafo para ele, ele balançou a cabeça.

— Esqueça. Passarei a palavra ao Mark. A que horas você precisa dele?

— Preciso praticar o fespiel de manhã, então em algum momento da tarde.

— Isso é bom para nós. Amanhã então.

Depois do almoço, no dia seguinte, Lutz e eu fomos para a Companhia Gilberta e, depois, visitamos o artesão com Mark.

— Vocês todos de novo, hein? — O artesão nos cumprimentou com uma careta tão intensa que pensei que suas sobrancelhas franzidas iam se fundir. Era difícil acreditar que ele mostraria tanto descontentamento aberto com um cliente. — Não me diga que você quer mais dessas coisas de tela. Eu finalmente terminei essa ordem infernal de m… Dê-me uma pausa.

Parecia que fazer grandes suketas era um trabalho duro para ele. Balancei a cabeça enquanto olhava entre o olhar exausto do artesão e o sorriso calmo de Mark.

— Não, não. Queremos pedir uma moldura de madeira.

— Uma moldura de madeira? Vá perguntar a um carpinteiro — disse o artesão enquanto fazia um movimento de “fora” com a mão na porta.

— Bem, não é qualquer quadro. Queremos uma rede de seda no meio da moldura. Conseguem fazer isso? Não precisa ser bem o amarrado de uma rede. Só precisamos dele para segurar o papel para que ele não deslize ao redor. — Tirei minha lousa e desenhei o quadro que queria para ele. Ele estreitou os olhos e olhou para a arte, em seguida, soltou um suspiro derrotado.

— Eu poderia gerenciar isso. Seria uma dor, mas não impossível.

— Você vai aceitar o trabalho?

— Seu trabalho leva muito tempo, mas você paga bem. Eu vou aceitar qualquer trabalho, exceto fazer mais dessas tais suketas.

Ele concordou em fazer o nosso quadro para nós, então Mark assinou a ordem, que ele entregaria à Companhia Gilberta, quando terminasse.

— Mark, há mais um lugar que quero ir. Você se importaria de parar na ferraria? Quero pedir mais facas de lá. Além disso, eu quero ver se eles podem fazer o meu rolo para mim.

Precisaríamos de várias facas de precisão para produzir melhor modelos para livros. Eu queria uma para Lutz, uma para eu cortar letras, e mais uma para Wilma. Eu também queria um rolo para espalhar a tinta mais uniformemente. Mas os únicos rolos que eu conhecia eram rolos de borracha e rolos de esponja. Queria que eles tivessem algo que pudesse funcionar assim. Se não, poderíamos tentar usar um pano embrulhado, mas isso provavelmente não seria bom de usar.

Fomos ao ferreiro e pedi mais duas facas de precisão. Johann aceitou com um sorriso no rosto. Ele parecia extremamente animado para tomar trabalhos que usavam toda a extensão de seu talento.

— Eu também gostaria de um rolo, que é como…— Desenhei um, na minha lousa e expliquei o que era. Tentei explicar o que eram borracha e esponja, mas como esperado, eles não deram sinal de conhecer.

— Rolando em torno de um tubo para espalhar tinta, hein? Você tem um monte de ideias estranhas.

— Quero um cabo preso ao centro do rolo para que eu possa rodá-lo suavemente, sem que ele chacoalhe. Qualquer tipo de tubo deve funcionar com um pano enrolado em torno dele, então eu vou deixar os materiais que você usa com você.

Idealmente haveria algum material meio elástico que a tinta grudasse bem, mas, se não, daríamos um jeito. Johann balançou a cabeça repetidamente na minha explicação.

— Isso não vai ser muito difícil, então. Quer que eu entregue para a Companhia Gilberta novamente?

— Sim. Obrigada.

Após deixar o ferreiro, Lutz e eu nos despedimos de Mark, antes de começarmos a caminhar para casa, nós mesmos.

— Acho que a arte é o último problema a resolver. Imprimir com estêncil fará com que a arte acabe parecendo silhuetas. Podemos ter algumas linhas finas graças às facas de precisão, mas, como devemos mudar o estilo de arte de Wilma para se encaixar nisso?

— Eu acho que seria mais fácil se você mostrasse algum tipo de exemplo para ela. Não vou mentir, suas explicações meio que são uma droga e eu não acho que ela iria entender se você tentasse explicar.

Era verdade que era quase impossível entender algo que você não tinha visto, através apenas de explicações verbais.

— Não sei se seria útil, mas talvez eu devesse tentar desenhar alguns exemplos?

— Uh. Você, Myne? Você tem certeza disso?

— Eu vou desenhar com base na arte de Wilma, vai ficar tudo bem. Seu estúpido.

Lutz olhou para mim, com ainda mais preocupação do que antes. Tudo o que fiz foi desenhar arte de desenho animado uma vez e agora ele estava convencido de que eu era a pior artista do mundo, por alguma razão.

— Minha arte era normal na Terra! Normal, eu te digo!

Lutz ficou preocupado, durante todo o caminho para casa. Depois que nos separamos no poço, fui para casa para começar a desenhar as silhuetas das deusas, com a arte de Wilma como referência, e uma caneta de fuligem como minha espada. Era simples, mas mais fácil de distinguir do que a arte de impressão do bloco de madeira.

— Sim, eu acho que isso realmente parece muito bom.

Mas essa era apenas a minha impressão, como uma pessoa japonesa, e eu não tinha ideia se as pessoas deste mundo sentiriam o mesmo. Era possível que aqueles usados para fazer pinturas extremamente detalhadas rejeitassem a simplicidade da arte da silhueta.

Na manhã seguinte, coloquei a arte suja e minha arte de silhueta na minha bolsa para mostrar a Wilma. Também tinha canetas de fuligem e a faca de precisão prontas para dar a ela.

— Bom dia, Lutz. Foi assim que a arte ficou. Pensamentos?

Mostrei ao Lutz a silhueta da deusa que desenhei, quando nos encontramos. Ele abriu os olhos, em seguida, soltou um suspiro de alívio, após olhar bem a arte.

— Ei, não é tão ruim. É muito mais fácil de ver do que o material de bloco de madeira.

— Perfeito. Vou tentar ver se Wilma consegue desenhar melhor, assim.

Depois do almoço, fui para o orfanato, com todas as minhas coisas prontas. Rosina me acompanhou, ao invés de Fran, já que íamos ver Wilma.

— Bem-vinda, Irmã Myne.

Coloquei a arte do bloco de madeira em uma mesa de jantar e a empurrei para Wilma. Sua expressão ficou nublada depois que ela pegou e viu como estava. Não era a arte que ela tinha imaginado em sua cabeça.

— Sua arte é tão detalhada, Wilma, que após esculpi-la em xilogravuras, o resultado parece o que você vê aí. Acredito que isso é um desperdício de sua bela arte, então criei um estilo que eu gostaria que você adotasse,— disse, enquanto empurrava a arte da silhueta para ela. Eu estava um pouco hesitante em mostrar minha arte amadora para uma profissional, mas a discussão não iria a lugar nenhum se eu não o fizesse.

— Esse estilo permite a impressão que não precisa de esculturas. Mas não tenho certeza se esse estilo seria universalmente aceito. Eu gostaria de ouvir seus pensamentos, Wilma, como uma amante das artes e uma artista talentosa.

Wilma olhou para a arte da silhueta e suspirou um pouco.

— Você desenhou isso, Irmã Myne?

— Tentei fazer um exemplo de como seria a arte, quando feita apenas de preto e branco, depois cortada do papel. O que acha? Seria necessária uma grande mudança de estilo, mas hum, você acha que poderia tentar?

Observei Wilma, para ver como ela reagiria, e após olhar silenciosamente para a arte da silhueta, por um tempo, ela acenou, com os olhos castanhos brilhando alegremente.

— Vou tentar neste estilo. É estranho para mim, mas eu gostaria de dar o meu melhor.

— Nesse caso, vou presenteá-la com essas canetas de fuligem e uma faca de precisão. Você pode experimentar como quiser, com o papel que eu te dei, no passado. Aqui está o papel grosso para o modelo. Vou tentar imprimir com sua primeira imagem completa e ver como ela vai ficar.

Wilma olhou para as ferramentas, com olhos brilhantes, enquanto eu explicava como usá-las. Foi o suficiente para aliviar minhas preocupações. Sem dúvida, Wilma desenharia algo muito, muito mais maravilhoso do que a minha tentativa.

Enquanto Wilma estava experimentando o novo estilo de arte e técnica de estêncil, eu comecei a trabalhar, escrevendo o texto no papel e os cortando para fazer os modelos. Johann terminou as facas de precisão e o rolo mais rápido do que eu esperava, então Lutz e eu demoramos a cortar as letras usando suas ferramentas. Foi um trabalho tão difícil e preciso quanto você pode pensar, mas trabalhei duro, sabendo que quando terminássemos, eu teria um livro impresso, pronto para mim.

O artesão terminou a rede antes de Wilma terminar sua arte. Fui à casa do Lutz e pedi ao Ralph e ao Sieg para fazerem a moldura para a rede e o suporte de madeira.

— Para que diabos você precisa disso?

— Preciso dele para Lutz não sujar as mãos com tinta! Por favor, eu preciso de sua ajuda.

Desenhei o modelo em um pedaço de papel e o empurrei em direção a eles. Eles estavam acostumados a ver plantas no trabalho, então Sieg e Ralph começaram logo após olhar para eles. Eles trouxeram tábuas e pregos enquanto conversavam casualmente entre si.

— Eh? Como isso se parece?

— Uau! Vocês dois são incríveis! Isso é exatamente o que eu queria.

Esses sim são dois carpinteiros aprendizes. Eles trabalharam rápido e sem erro, e terminaram um quadro perfeito para a rede, em pouco tempo.

Ao ser elogiado, Ralph bufou e disse: — Estou ficando mais como um artesão, assim como Lutz está ficando mais como um comerciante, — em um tom provocante enquanto olha para Lutz.

— Tudo bem, então, Sr. Artesão, comece a trabalhar no suporte.

Lutz estufou suas bochechas e seus irmãos riram, enquanto voltavam ao trabalho.

— Aaah, isso não vai caber. Lutz, você poderia levar essa prancha para lá?

— Raspe a madeira direito. Você vai ser o único a usá-la, certo? Não deixe farpas para trás.

— Sh, façam algum trabalho vocês mesmos, vocês dois.

Eles estavam tratando Lutz mal como sempre, mas a atmosfera espinhosa de antes tinha desaparecido completamente. Suspirei para mim mesma, em alívio.

— Sieg, você poderia adicionar isso para que a rede permaneça no quadro?

A meu pedido, Sieg adicionou prendedores em forma de lágrima de metal ao quadro. Eles manteriam a rede presa no lugar, na moldura. Em seguida, as dobradiças foram adicionadas para conectar o quadro ao suporte. Coloquei uma placa de cinco milímetros de espessura no suporte como um guia para alinhar o papel, ao imprimir, e lá estava ele. Terminamos o suporte de impressão muito, muito mais rápido do que eu esperava.

— Te a-agradeço, vocês dois. Vocês, uh. Vocês realmente nos ajudaram aqui.

Lutz desviou o olhar, ainda um pouco envergonhado de agradecer à família, depois de tudo o que aconteceu. Seus irmãos também desviaram o olhar, desajeitadamente.

— Esse tipo de coisa não é problema nenhum.

— Sim, somos profissionais. Isso é apenas um pequeno trabalho.

Sempre expressei minha enorme gratidão por Tuuli, com abraços enérgicos, mas este foi o melhor que os irmãos conseguiram. Ainda assim, foi um grande passo, quando o normal era não falar nada. Eu os observei com um sorriso, até que eventualmente eles me notaram olhando e endureceram.

— Myne, pare de olhar!— O fato de que os três disseram isso ao mesmo tempo me fez sorrir mais.

— Lutz, tire Myne daqui!

— Sim, eu sei. Vamos limpar aqui!

— Você vem comigo, Myne!— Fui arrastada para fora da casa de Lutz, após testemunhar um nível de cooperação que eles nunca tinham conseguido antes. Isso foi uma pena. Eu queria continuar assistindo o momento de união deles.

— Myne, pare de sorrir e pense. É só isso que você precisa? É só a arte da Wilma que falta, certo? — Lutz mudou de assunto à força. Parecia que ele não queria falar sobre como ele e seus irmãos estavam indo. Eu ri e pensei sobre tudo o que eu precisava para fazer o livro.

Tínhamos papel. Tínhamos tinta. Tínhamos os modelos de estêncil com o texto. Tínhamos um rolo. Tínhamos um suporte para impressão. Na verdade, tudo o que precisávamos para terminar o conteúdo do livro era a arte de Wilma. Mas seria um pouco triste para a capa ser apenas papel branco.

— Ei, Lutz. Se tiver tempo, pode fazer papel com flores dentro? Eu quero isso para a capa.

— Oh, como o que você fez daquela vez? Com certeza foi bonito. Sim, não deve ser um problema. Vou levar as crianças para a floresta amanhã.

Com todo o resto feito e esperando pela arte de Wilma, eu teria que passar minhas tardes me aquecendo na felicidade de ler na sala do livro. Um dia, após terminar o almoço e me preparar para mais leitura, um garoto do orfanato veio e entregou uma mensagem para Gil, que veio até o meu quarto.

— Irmã Myne, Wilma terminou os modelos de arte. Quando a criança passou por aqui, ela pediu para que você vá buscá-los, já que Wilma tem algo para lhe perguntar.

Senti meus olhos brilharem com o relatório de Gil. Os modelos prontos significavam que poderíamos começar a imprimir.

— Gil, prepare o ateliê para impressão após o almoço. Rosina, vamos para o orfanato?

— Irmã Myne, por favor, acalme-se. O orfanato ainda não recebeu as bênçãos divinas.

O lembrete de Rosina me fez perceber que eu havia esquecido que o orfanato almoçava depois de mim. Gil riu enquanto eu me sentava.

— Eu venho te buscar quando o ateliê estiver pronto. Talvez memorizar algumas orações enquanto isso seria bom.— disse ele, lembrando-me de outra tarefa que o Sumo Sacerdote havia me dado.

Trabalhei na memorização de orações, como sugerido, enquanto me remexia, excitada. O Sumo Sacerdote me disse para memorizar essas orações perfeitamente, pois elas seriam usadas, se a Ordem dos Cavaleiros pedisse ajuda ao templo, durante o outono.

Ah, é mesmo. Eu deveria ir verificar e ver como minhas vestes cerimoniais estão indo.

Após saber que as crianças haviam terminado o almoço, fui ansiosamente ao orfanato, com Rosina. Wilma estava nos esperando no refeitório, usando uma expressão ansiosa e preocupada, no lugar de seu sorriso gentil habitual. Na mesa havia um pedaço de papel.

— Por favor, olhe, se puder.

— Meus Deuses!

Rosina soltou um grito espantado, após espiar por cima do meu ombro.

O modelo delicadamente cortado tinha todo o estilo que era a marca registrada de Wilma, embora ainda fosse composto de linhas simples. A arte retratava o Deus das Trevas encontrando a Deusa da Luz. O Deus das Trevas foi cortado principalmente, e a Deusa da Luz tinha as sombras de seus cabelos e as rugas em suas roupas retratadas brilhantemente, apesar de serem principalmente papel branco. Eu queria imprimi-lo imediatamente, para ver como ficava quando impresso.

— Isso é perfeito! Vamos imprimir de uma vez. Gil deve ter o ateliê já preparado.

Levantei-me, para ir à oficina imediatamente, com Rosina segurando o modelo.

— E-Erm, Irmã Myne!

Wilma olhou para mim como se tivesse acabado de tomar a maior decisão de sua vida. Seus lábios tremiam enquanto ela tentava falar, e, só após apertar as mãos com tanta força que seus dedos ficaram brancos, ela conseguiu desengasgar as palavras, com uma voz trêmula.

— Po-Posso, por favor, acompanhá-la ao ateliê?

— Por mim, tudo bem, mas você ficará bem? — Ouvi dizer que Wilma nunca havia visitado o ateliê, por medo de todos os homens lá. Ela estava preocupada com as crianças, mas suas tentativas de ir para lá sempre eram interrompidas por suas pernas trêmulas.

— Meu medo dos homens permanece tão forte como sempre. Mas tenho estado sempre, sempre tão curiosa de como minha arte ficará quando for impressa. A impressão em xilogravura não correu como esperado, e não sei se esse novo método será mais bem-sucedido.

Para mim, a arte impressa em xilogravura era um pouco estranha, mas parecia ter deixado um grande impacto negativo em Wilma. Eu podia entender muito bem o quão curiosa Wilma estava, para ver se mudar seu estilo, e cortar a silhueta, em vez de adicionar toneladas de detalhes, faria a diferença.

Mas Wilma seria capaz de lidar com isso, emocionalmente? Havia sacerdotes cinzentos na oficina, quer ela gostasse ou não, e não haveria como evitá-los. Seria demais para ela suportar, com seu medo de homens adultos?

— Acredito que meu espírito será forte se eu ficar com você, Irmã Myne, mas… — As palavras hesitantes de Wilma acabaram com minha preocupação por ela em um instante. Em seu lugar, surgiu uma determinação feroz, uma missão divina para proteger Wilma a qualquer custo.

— Não permitirei que nenhum homem pise perto de você, Wilma. Acompanhe-me e você estará segura.

— Irmã Myne,— interrompeu Rosina — não é o trabalho de uma assistente proteger sua mestra dos homens? — Ela parecia exasperada, mas eu não me importei. O que importava era Wilma estar motivada a deixar o prédio das meninas do orfanato, e o fato de que ela estava contando comigo.

Peguei a mão de Wilma gentilmente, enquanto ela descansava a mão no peito, sorrindo de alívio, e então a guiei escada abaixo para ir até o Ateliê da Myne, pela entrada dos fundos.

Eu vou proteger a Wilma! Tenho que mostrar a ela o quão confiável posso ser! No momento em que aumentei minha determinação, escorreguei nas escadas e teria caído, se não fosse por Wilma me abraçando por trás e me levantando de volta.

— Você está bem, Irmã Myne?!

— S-sim, certamente.

— Irmã Myne, é bom estar entusiasmada, mas você não deve se permitir perder a compostura — aconselhou Rosina, com um sorriso, enviando adagas no meu peito.

Imagem 1
Fim da leitura

Capítulo 129 concluído

CAPÍTULO 129 - 128