Ascendance of a Bookworm — Capítulo 133: CAPÍTULO 133 - 132

Ascendance of a Bookworm
Cap. 133
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Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 133 - 132

Capítulo 133

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Ascendance of a Bookworm – Capítulo 132

Um livro para Benno e a Primeira Prova de Roupa

Eu estava usando minha roupa de aprendiz, já que eu estava indo para a Companhia Gilberta hoje. Mas, já que todas as minhas outras roupas bonitas eram bastante finas, com mangas compridas, elas eram naturalmente um pouco frias para o final do outono. O poncho encapuzado que Benno me deu no inverno passado estava me servindo bem aqui, mas eu não queria usá-lo pelo resto da minha vida.

— Acho que é hora de comprar algumas roupas de inverno.

— Você quer dizer, para quando você vai para o norte?— Perguntou Tuuli, e eu acenei com a cabeça. Hoje em dia, eu só passava muito tempo em casa quando estava acamada, o que significava que eu não precisava da maioria das minhas roupas normais. Mas, normalmente, eu estava indo para o templo e para a Companhia Gilberta o tempo todo, e eu precisaria de roupas chiques do norte para me encaixar.

— Me convide quando você comprar algumas. Eu definitivamente vou ganhar desta vez!

Oh sim, Tuuli e Lutz empataram ao tentar escolher roupas para mim, da última vez, eu me lembrei. Desde então, Tuuli começou a olhar as roupas com mais cuidado e vagar pela cidade para observar as tendências da moda.

— Humm, Tuuli. Eu estava pensando em comprar roupas hoje, após dar o livro ao Benno.

— O quê? Mas tenho trabalho hoje. — Tuuli ajudou no Ateliê da Myne ontem, que ela teve o seu dia de folga. Mas como os aprendizes trabalhavam dia sim, dia não, ela não podia ir às compras hoje.

Eu sorri para Tuuli e coloquei alguns livros ilustrados acabados na minha bolsa, enquanto ela olhava para mim. — Não se preocupe, eu vou esperar. Podemos ir em um dia que ambas estamos de folga, já que preciso comprar roupas de inverno para meus assistentes também. E você vai precisar de um par, já que você vai estar dando aulas de costura no orfanato, certo?

— O quê? Comprar uma para mim, também?

Apesar de quanto Tuuli estava me ajudando, ensinando os órfãos a cozinhar e costurar, os levando para a floresta, e assim por diante, eu nunca a paguei por seu trabalho. Lutz estava sendo pago um pouco mais, na Companhia Gilberta, para me ajudar, sem mencionar sua parte do que meus novos produtos ganharam. Já era tempo de Tuuli ser recompensada pelos esforços dela também.

— Pense nisso como seu pagamento por ser uma professora.

— Isso é um pouco demais, quando eu não estou ensinando-lhes nada especial.

Tuuli estava limpando os lábios e fazendo beicinho, mas ela parecia feliz e suas bochechas estavam corando em um tom vermelho suave. Se ela estava feliz, eu estava feliz. Vou gastar o quanto for preciso para conseguir uma roupa bonita para ela. Nenhum custo é muito grande!

— Vamos, Myne.

Lutz veio me buscar. Então peguei minha bolsa e fui lá fora. Eu podia sentir o quanto o ar tinha ficado mais frio.

— Bom dia, Lutz. Vejo que aprendeu a amar o poncho também.— Lutz estava usando seu poncho, que era de uma cor diferente do meu. Ele cresceu tanto no último ano, que odiava o quão apertado era, mas parecia que nem ele aguentava o frio mais. — Eu estava falando com Tuuli sobre ir comprar roupas chiques de inverno quando nós duas estivermos de folga.

— Sim, faz sentido. Precisamos de algumas roupas.— Lutz olhou para o seu pequeno poncho e suspirou.

A propósito, eu também tinha crescido um pouco. O poncho que costumava me fazer parecer um fantasma de lençol era agora apenas um pouco folgado em mim. Todo o meu crescimento foi, sem dúvida, graças a eu consistentemente doar minha mana, o que levou a muito menos casos de eu desmoronar, da minha Consumação. Eu estava tão fraca quanto sempre, mas entrar em colapso com menor frequência significava comer mais refeições normais. Sem mencionar que no templo eu sempre comia refeições extravagantes, adequadas para a nobreza. Desmoronar menos e comer minha comida nutritiva me levou a crescer um pouco. Obrigado Leidenschaft, Deus do Fogo e governante do crescimento!

— Louvados sejam os deuses!

— Que diabos?! De onde saiu isso?

— Oh, desculpe. Meio que saiu. — Parecia que os costumes do templo estavam realmente se firmando em mim. Antes que eu percebesse, eu estava fazendo a pose de oração pateta, no meio da cidade, sem sequer pensar nisso. Fiz uma cara envergonhada, com todos os transeuntes olhando para mim, e nós corremos para a Companhia Gilberta.

— Mark, há algo que quero mostrar ao Benno. Ele está aqui?

— Sim, o mestre está em seu escritório. Por favor, espere apenas um momento. — Mark resolveu as coisas e nos levou ao escritório do Benno. Benno estava sentado em sua mesa e escrevendo agressivamente algo.

— Bom dia, Benno. — Eu o cumprimentei, depois que sua velocidade de escrita diminuiu, e ele deixou de lado sua caneta, para me cumprimentar de volta. Ele, então, olhou para Lutz, enquanto esticava as costas.

— Entendido, Mestre Benno. — Lutz deve ter entendido o que aquele olhar significava, pois me disse para sentar e depois desapareceu, atrás da porta, que levava ao andar da residência de Benno.

— O que foi agora?

— Ele foi dizer a um servo para começar a preparar o chá. — Benno caminhou até a mesa onde eu estava. Ele não estava exagerando, mas foi a primeira vez que vi Lutz subir as escadas, atrás da porta.

— Ele tem permissão para ir lá em cima?

— Ele é um dapla, sabe? Ele ainda está morando em casa e só almoçando aqui, mas, quando for adulto, estará morando aqui, como Mark.

— Ah, entendo. — Como eu realmente não me tornei uma comerciante aprendiz, não tinha uma ideia clara de como os daplas e os dahuas diferiam. Eu estava pensando em um como um empregado contratado e o outro como um futuro administrador.

— Como você sabe tanto e tão pouco ao mesmo tempo? — Benno suspirou, exasperado, quando Lutz voltou. Lutz vacilou um pouco, sem saber se deveria ficar atrás de Benno ou ao meu lado.

— Você fez isso comigo, Lutz, então sente-se ao meu lado, desta vez.— Eu dei um tapinha na cadeira ao lado da minha, e Benno assentiu. Lutz sentou-se ao meu lado e deu um pequeno sorriso.

— Então, o que você tem para mim?

— Tadaaa! Isso! Uma Bíblia ilustrada para crianças.

— Você terminou, hein? — Benno murmurou em descrença, depois pegou o livro ilustrado que estendi para ele. Ele olhou para a frente, para as costas e estreitou os olhos para a corda que unia tudo.

— Você o está mantendo unido com apenas uma corda? Você não está usando cola?

— Ainda não fizemos nenhuma cola de couro. Pensei em fazer um pouco de cola de amido, mas isso aumentaria o preço base, e as crianças do orfanato não queriam desperdiçar a farinha nele.— Eles disseram que preferem comê-lo do que usá-lo para fazer cola. Foi difícil para mim, argumentar com isso, dada a forma como os vi morrendo de fome há pouco tempo.

Benno sentiu as plantas na capa. — Não é sempre que você vê uma capa de livro que não é feita de couro. Este é o mesmo tipo de papel florido que você fez para mim há algum tempo, sim?

— Sim. Coloquei um pouco mais de esforço, já que é a capa. Acho que seria ainda mais bonito com um pouco de coloração. Pensei em obter pigmentos de frutas, mas as crianças do orfanato sempre priorizam comer.

Em primeiro lugar, as crianças começaram a trabalhar porque queriam ter o suficiente para comer. A comida era naturalmente mais importante para eles do que os livros. Desta vez, fiz com que priorizassem o acabamento dos livros, mas no futuro, precisaria procurar pigmentos que pudesse obter de frutas, plantas, pedras e cascas não comestíveis.

— Você fez isso com apenas preto e branco? — perguntou Benno, enquanto abria a primeira página. A arte de Wilma estava posicionada de tal forma que era a primeira coisa que você via quando abria o livro. Benno arregalou os olhos e olhou para a arte. — Essa arte é bastante impressionante. Como você conseguiu fazer isso?

— Eheheh. Cortei papel grosso com uma faca de precisão e coloquei tinta em cima. Isso se chama estampagem. Wilma trabalhou duro para aprender este novo estilo de arte. Ela não é incrível?— Estufei meu peito, com orgulho, pela minha assistente, mas Benno apenas balançou a cabeça por algum motivo.

— Um estilo de arte totalmente novo. Você continua fazendo coisas novas sem me contar.

— Agora, agora, Benno. Você não precisa ficar tão chateado. O papel vegetal em si, é tão novo que, realmente, não importa o que mais eu apresente aqui. — Livros feitos com pergaminho já existiam, mas esta era a primeira vez que papel vegetal era usado para fazer livros. Por que reclamar de um novo estilo de arte?

— Não importa? Sério?

— Quero dizer, estou usando tinta recém-desenvolvida, em novo papel vegetal, com arte desenhada em um novo estilo e impressa em papel usando nova tecnologia que, em última análise, se une em uma nova técnica de encadernação de livros. Esta Bíblia para crianças é construído sobre uma montanha de novas invenções. Honestamente, nenhuma parte disso não é algo novo.

Benno olhou para o livro com uma careta, depois coçou a cabeça. — Agora estou com dor de cabeça. Mas, de qualquer forma. Qual vai ser o preço?

— Considerando que precisamos cobrir o investimento inicial, eu estava pensando que um ouro pequeno e cinco grandes pratas seriam um preço justo. O investimento inicial importará cada vez menos quanto mais livros fizermos, então, em última análise, o preço deve baixar para cerca de oito grandes pratas.

Reunimos a fuligem desta vez nós mesmos, mas, fazer consistentemente tinta com fuligem custaria dinheiro. Considerando o investimento inicial, o custo dos materiais, o custo da mão de obra e as taxas de manuseio, um pequeno ouro e oito grandes pratas pareciam ser o melhor preço a pagar. Isso foi pelo lado mais barato também, já que estávamos usando o papel que fizemos sem passar pelo Benno.

— Oh?

— O papel Volrin também ficará mais barato em breve, certo? Isso vai baixar o preço dos livros também. Mas tinta, bem. Nada de ajudar a menos que o óleo de linhaça fique mais barato. Os livros ainda vão ser caros,— eu disse em derrota. Mas Benno balançou a cabeça lentamente.

— O tipo de livros que os nobres compram correm de quatro a cinco grandes moedas de ouro. Os seus são muito mais baratos. Muito barato, mesmo. E eles são bons para as crianças, já que a escrita é tão fácil de ler.

— Você também pode adicionar uma capa de couro, se quiser que pareça mais chique. Pessoalmente, estou mais preocupada com a quantidade e qualidade do conteúdo do que com a capa.

Os livros eram caros o suficiente para que você tivesse que ser tão rico quanto um nobre para comprar um. Mas se eles fossem feitos ainda um pouco mais baratos, haveria pessoas famintas por poder e posição, lá fora, prontas para aproveitar a oportunidade. E pessoas ricas particularmente vaidosas, sem dúvida, pulariam sobre elas se adicionássemos algumas capas elegantes.

— Faz sentido. Pessoas ricas definitivamente iriam querer isso. Você tem algum plano para fazer outros livros?

— Eu pretendo fazer vários outros livros ilustrados como este. Esculpir estênceis para as palavras é difícil o suficiente para que eu queira manter o texto curto. Além disso, meu artista tem experiência muito limitada. Ela é um pássaro enjaulado que nunca saiu do templo e basicamente só pode desenhar figuras religiosas.

As coisas estavam melhorando no orfanato, agora que estavam fazendo sua própria sopa, mas a maioria deles ainda não entendia realmente como era a comida crua, e ainda faltavam muitas coisas importantes para viver fora do templo. A falta de cestas e facas para ir à floresta deixou isso claro, sem mencionar os conjuntos de costura e tudo mais.

— Isso é bastante extremo.

— Sua educação foi tão diferente. Neste momento, o melhor é que ela continue desenhando o que sabe e conhece. Só preciso pensar em histórias que permitam isso, o que não deve ser difícil, já que há uma tonelada de histórias sobre os deuses.

— É verdade, mas se você ficar apenas com coisas religiosas…

— Vai ficar muito chato — interrompeu Lutz. Dei de ombros. As crianças do orfanato gostavam mais de histórias religiosas, mas as pessoas na cidade não parecem gostar delas.

— Se se trata de fazer livros apenas com texto e nenhuma arte de Wilma, há duas coisas possíveis que quero fazer, primeiro, para ajudar na produção em massa e eficiência.

— Sim? E o que seriam?

— Primeiro, o papel de estêncil para o mimeógrafo. Você tem que fazer uma folha de papel vegetal fina o suficiente para ser vista através, em seguida, cobri-lo com uma camada super fina de cera mista e resina ou algo assim, mas para ser honesta, requer um nível extremamente alto de habilidade para gerenciar isso. E como não temos máquinas para isso, acho que precisaremos da ajuda de uma oficina de cera, no mínimo.

Eu realmente não esperava fazer papel de estêncil para acelerar o processo. Seria, sem dúvida, uma jornada dolorosa, com muitos pedaços de papel vegetal fracassados, passando por enormes gastos com tentativas e erros, envolvendo a proporção de ceras mistas, e falhando totalmente em obter o revestimento fino adequado sobre tudo isso. Mas, se fizermos isso, as coisas seriam muito mais fáceis para nós. Pode-se cortar as letras diretamente.

— Não é tão complicado. Eu não vou ser capaz de usá-los como livros didáticos se eu vendê-los.

— Por que você faria algo que você não vai vender?! Eles vão fazer muito dinheiro, venda-os!

— Sem chance! Vou usá-los como livros didáticos! E eles são um investimento maravilhoso para o futuro, já que eles vão aumentar a taxa de alfabetização! Estou plantando sementes que germinarão em clientes aqui.

Este inverno seria um momento importante para ver o quão bem as sessões escolares no orfanato iriam. Eu não venderia meus livros antes do grande momento. Realmente, eu queria comprar tantas lousas e calculadoras quanto eu pudesse colocar minhas mãos. Mas apesar das minhas melhores tentativas de me explicar, Benno balançou a cabeça com uma expressão exausta.

— Eu só não entendo você.

—Em primeiro lugar, não sabemos o quão bem as pessoas vão se interessar nesses livros ilustrados, não é? Eu acho que as histórias religiosas não têm seu caminho para o grande público, já que a maioria das pessoas apenas os ouve no templo uma ou duas vezes e então é isso. Nesse ponto, seria melhor para mim apenas fazer novos livros ilustrados, mais adequados para o público e vendê-los, em vez disso. Ganharíamos muito mais dinheiro dessa forma.— Prefiro começar a fazer novos livros que possam ser vendidos do que deixar Benno tirar meus livros.

—Novos livros ilustrados?— Disse Benno, interessado.

—Você já pensou na próxima história? — Perguntou Lutz.

Benno e Lutz pareciam surpresos, mas eu tinha um grande estoque de histórias escondidas na minha cabeça. O problema é que nem todas estavam prontas para enfrentar os desafios que viriam com essa nova realidade.

—Eu acho que uma história sobre uma princesa poderia funcionar, uma vez que Wilma serviu uma nobre, que era basicamente como uma princesa. Vou escrever um rascunho e ver o que o Sumo Sacerdote pensa, antes de transformá-lo em um livro ilustrado.

Não deve ser muito difícil fazer um livro ilustrado baseado na Cinderela. Irmã Christine era provavelmente uma boa modelo para uma princesa. O príncipe pode ser… Bem, já que todos os assistentes acompanhavam seus mestres ao Bairro nobre durante o Festival das Estrelas, Wilma provavelmente teria algo em mente. Ela deve ter visto algum príncipe, em seu tempo, lá.

—Acho que podemos falar sobre isso, uma vez que for feito. Quanto devo pagar por isso?

—Isso é um presente meu para você, por toda a sua ajuda, então não é necessário dinheiro. Mas, bem… — Olhei para Benno, vacilando, e seus lábios curvados em um leve sorriso.

— O que você precisa desta vez?

— Quero ir comprar roupas de inverno, no dia em que Tuuli e eu teremos folga juntas. Por favor, leve-nos a uma loja de roupas de segunda mão.

—Sim, claro. Vou me certificar que Mark ou eu tenha tempo nesse dia. Alguma outra coisa?— perguntou Benno, levando-me a tirar e abrir meu díptico.

— Trata-se de matar a carne de porco no orfanato, mas vamos precisar de sal e especiarias, certo? O que devo preparar, e quanto? Eu não sei nada sobre carnear, já que eu sempre estive presa na cama, quando isso acontece, mas como é a primeira vez que o orfanato fará isso, precisamos ter as ferramentas e todo o resto pronto.

— Isso vai custar-lhe. Você tem o suficiente? — Benno estreitou os olhos para mim. Olhei para seus olhos vermelhos-escuros e dei um aceno firme.

— Estou preparada para despejar todos os meus ganhos de papel trombe sobre isso.— Eu tinha estabelecido o ateliê no templo para melhorar a vida daqueles no orfanato. Não estava preocupada em gastar o dinheiro com eles, sem mencionar que o dinheiro foi ganho pelo seu trabalho, em primeiro lugar.

— Tudo bem. Vou conseguir o que você precisa. Mas para ser claro, vou colocar os homens lá para trabalhar. Minha equipe não pode fazer tudo por conta própria.

— Isso é justo. Oh, e quando minhas vestes cerimoniais ficarão prontas?

— Certo. Corinna estava dizendo que ela queria fazer um primeiro ajuste com você. — Benno levantou-se imediatamente e foi para sua mesa. Lá ele tocou um sino para chamar uma empregada, com quem ele confirmou a agenda de Corinna.

— Se você tiver tempo, Myne, vá ver Corinna hoje mesmo.

A criada disse que me chamaria quando tudo estivesse pronto, depois voltou para cima.

— Você pode voltar ao trabalho se precisar, Benno. Isso é tudo que eu tinha para falar. — Benno, como chefe de uma loja de sucesso, tinha muita logística para acompanhar, estava especialmente ocupado, à medida que o tempo para os preparativos de inverno se aproximava. Por causa disso, eu não poderia pedir para ele me entreter depois que a discussão já havia terminado.

Discuti a história da Cinderela com Lutz, enquanto esperava, e comecei a escrever o texto para o meu próximo livro ilustrado. Eventualmente, eu ouvi um suspiro. Benno ergueu os olhos, disse a Lutz que me levasse a Corrina, e voltou a olhar para baixo. Lutz me levou pela porta dos fundos do escritório de Benno e subiu as escadas até onde Corinna morava.

— Sra. Corinna, é o Lutz. Eu trouxe Myne.

— Olá, Myne querida. E obrigada, Lutz. — Após ver Lutz sair, eu olhei para Corinna. Ela estava vestindo roupas mais largas do que da última vez, um estilo que não era apertado em torno de sua barriga. Isso fez a barriga dela parecer um pouco maior do que pareceria de outra forma. — As coisas estão indo bem.

— Esse bordado é muito lindo, não é? — Corinna havia desenhado grandes linhas para cortar o tecido azul, ao longo do qual fluía água bordada com flores de todas as estações, costuradas também.

—É muito bonito…

—Agora, isso é para o seu primeiro ajuste. Por favor, experimente. Quero ver se haverá um problema com o comprimento.

Coloquei uma amostra da roupa, feita de tecido diferente do tecido real. Ela se encaixava perfeitamente, o que fazia sentido, dado que foram feitas medições tão precisas, antes. Mas um ajuste perfeito significava que as vestes ficariam pequenas, devido ao meu crescimento, em pouco tempo, se ela as fizesse deste tamanho. Vê? Eu estou crescendo! Eheheh.

— Corinna, eu gostaria que você fizesse mais longa do que isso. Eu gostaria de ter liberdade para dobrar a bainha e tal, para que eu possa continuar a usá-la mesmo após crescer.— Agarrei a bainha da minha saia e a dobrei, o que fez Corinna inclinar a cabeça.

—Da mesma maneira que você fez com as vestes da cerimônia de batismo? Mas seriam tais babados bem-vindos em vestes cerimoniais?

—Eu só fiz isso para poder usar roupas feitas para Tuuli, mas é a mesma ideia. Você não pode costurar um tecido novo para torná-lo mais longo após cortá-lo curto, certo? E não precisa fazer babados nas dobras. Você pode apenas pegar a bainha, os ombros e assim por diante, depois dobrá-los e costurá-los.— Eu falei, enquanto apertava minha manga, o que fez Corinna piscar em surpresa, confusa.

— Por que simplesmente não pedir outro, quando este ficar pequeno? Deve-se considerar a mudança de moda, e roupas mal ajustadas não ficarão tão bonitas.

Quimonos para crianças tinham dobras nas cinturas e ombros, para que pudessem continuar usando, enquanto cresciam, mas, em geral, o estilo aqui era vender roupas que não cabiam e comprar novas. O uso a longo prazo não foi visto como importante. Mas respondi em discordância.

—Isso é o que nobres fariam, talvez. Eles podem comprar quantas dessas roupas caras quiserem, não importa o quanto eles cresçam.

Foi apenas coincidência que Benno tenha dado um pouco de seu melhor tecido para o templo, como presente. Eu tinha patinado apenas pagando pelo tingimento e a comissão em si, mas no futuro, eu precisaria de tecido, de pedido personalizado, para ser tecido a partir de linha, o que custaria caro. Eu não tinha dinheiro para comprar par após par de roupas cerimoniais, que exigiam tecido extremamente caro.

— Você tem um bom argumento. Parece que meu senso de contexto foi distorcido, já que só uso esse tecido caro quando faço roupas para nobres. Você realmente não é uma nobre, Myne.

—Eu não acho que as tendências de moda vão importar muito para um simples par de mantos cerimoniais, então, por favor, concentre-se em torná-los duradouros.

Corinna assentiu com compreensão.

—Nesse caso, você poderia me ensinar esses métodos que você estava falando? Você sabe como dobrar a roupa de uma forma que não prejudique a aparência?

Depois disso, falamos sobre como fazer as dobras e como fazer a roupa durar muito, que marcou o fim da minha primeira prova de roupas. Ah não! Acho que Tuuli choraria se eu dissesse que tive minha primeira prova sem ela.

Fim da leitura

Capítulo 133 concluído

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