Ascendance of a BookwormCAPÍTULO 134 - 133
Capítulo 134Ascendance of a Bookworm – Capítulo 133
Cinderela e um Livro para o Sumo Sacerdote
Eu precisava vestir minhas vestes azuis, uma vez que chegasse em meus aposentos, no templo, mas eu não tinha permissão para me trocar por conta própria. Delia tinha um acesso de raiva sempre que eu tentava. Tive que me curvar e estender meus braços, enquanto ela colocava as vestes em mim.
No início, nossa cooperação era tão pobre que teria sido muito mais rápido para mim me trocar por conta própria, o que foi razoavelmente frustrante. Mas, ultimamente, estava indo muito bem. Talvez eu finalmente esteja aprendendo a agir como uma garota rica, agora, pensei enquanto Delia fazia meu cabelo com olhos abaixados.
— Foi ainda mais esplêndido do que eu imaginava — ela murmurou, mas eu não tinha ideia do que ela estava falando.
Eu disse — O quê?— com clara confusão, e ela olhou para mim com seus olhos azuis-claros estreitados.
— Puxa! O livro ilustrado que você me pediu para ler primeiro! Você é a única que disse que queria ouvir meus pensamentos sobre isso, Irmã Myne!
— Oh, o livro ilustrado. Só não sabia do que estava falando, por um momento. Obrigado por seus pensamentos. Você leu ele todo até o fim? Você deve ter feito um bom progresso com sua alfabetização.
Até onde eu sabia, Delia estava estudando sozinha e, assim, aprendendo a ler um pouco mais devagar do que Gil. Sinceramente, não esperava que ela terminasse o livro tão rápido.
— Pedi ajuda ao Gil um pouco. Ele me mostrou o karuta.
A ideia de Delia querer tanto ler o livro que pediu ajuda ao seu rival Gil me fez sorrir. Enquanto eu sorria para mim mesma, Rosina entrou na conversa, com uma expressão um pouco severa.
— Irmã Myne, por favor, termine sua discussão às pressas, para podermos começar nossa prática de Fespiel. Não há muito tempo.
— O que há de errado, Rosina? Você parece um pouco tensa.
— O Sumo Sacerdote instruiu você a cantar a segunda música durante sua reunião.— A resposta de Rosina explicou tudo. Claro que eu tocar na frente do Sumo Sacerdote a deixaria tensa.
— Acho que vou precisar levar a prática especialmente a sério por um tempo, então. Quando é a reunião?
— Depois do almoço — ela respondeu. A falta de tempo antes da reunião me deixou extremamente desconfortável.
— Rosina. Depois do almoço em que dia?
— Hoje. A reunião é depois do almoço de hoje.
De acordo com Fran, que leu a carta enviada em resposta, o Sumo Sacerdote logo precisaria viajar para uma cidade agrícola próxima, para o Festival da Colheita. Ele queria terminar nossa reunião agora, enquanto ainda tinha tempo. Gostei da assistência rápida, mas eu não estava emocionalmente pronta para tocar a música ainda.
— Entrar em pânico não é muito gracioso, Irmã Myne. Por favor, tome cuidado para não mostrar aos outros o medo em seu coração.
Após praticar, sem parar, como uma louca, até o terceiro sino, fui ao quarto do Sumo Sacerdote e o ajudei com sua papelada, até o quarto sino, com uma expressão completamente casual, silenciosamente sinalizando para ele que eu não estava nervosa em tocar a música. Uma vez que isso foi feito, devorei o almoço e retomei minha prática intensiva com Rosina até o último momento. Espero que meu trabalho nos bastidores seja apreciado.
Na verdade, eu estava melhorando graças a levar minha prática a sério, mas tocar na frente de alguém ainda me deixava nervosa. Especialmente dessa vez, que tinha que tocar uma música minha, uma que me lembrei dos meus dias de Urano. Era, originalmente, a música tema de um filme de romance, mas mudei para uma música clássica que eu costumava cantar na aula de música. Traduzir as cifras diretamente foi um pesadelo, mas compor as minhas próprias letras foi muito difícil também. Mudei as letras pouco a pouco a cada sessão de prática, e Rosina sempre ficava exasperada quando eu começava a cantarolar as letras diretamente em inglês.
— Você vai ficar bem se ficar calma — aconselhou Delia. — Você é melhor nisso do que eu, Irmã Myne.
— Obrigada, Delia. Farei o meu melhor.
Delia me encorajou, enquanto eu ia para o quarto do Sumo Sacerdote, com Fran carregando a bíblia para crianças e o texto para Cinderela, e Rosina carregando meu pequeno Fespiel.
— Minhas desculpas pelo curto prazo. Agora, permita-me ouvir o quanto você melhorou,— disse o Sumo Sacerdote, com uma expressão plana, que falava muito sobre o quão sincero seu pedido de desculpas realmente era. Ele apontou para a mesa no centro da sala. Peguei meu Fespiel de Rosina e o descansei entre minhas coxas, antes de respirar fundo.
Com o coração batendo tão forte, que pude senti-lo em meus ouvidos, toquei a música escolhida e cantei “Sob o castanheiro que se espalha”, uma música infantil clássica. Fui em frente e troquei “castanheiro” por uma árvore mais local para evitar suspeitas. O Sumo Sacerdote assentiu para as duas músicas, me elogiando muito.
— Você aprende muito rápido. Aqui está a próxima música para você aprender. E, devo dizer que achei a música que compôs muito interessante. Prepare outra para a próxima vez.
Olhei a partitura que ele me deu. Era ridiculamente difícil, mas eu estava simplesmente aliviada por ter sobrevivido a este encontro.
— Aqui está, Rosina. — Entreguei a Rosina meu Fespiel e estendi a mão para o chá que Arno havia preparado. Chá sempre parecia melhor depois de um evento estressante. O Sumo Sacerdote fez o oposto e colocou sua xícara de chá de volta na mesa, tendo terminado, enquanto me ouvia tocar.
— Agora, então. Você disse que terminou a Bíblia para crianças?
— Sim. Aqui está o livro ilustrado.— Olhei para Fran, que assentiu e apresentou, suavemente, o livro ilustrado ao Sumo Sacerdote. Ele olhou para ele e bateu um dedo contra sua têmpora.
— Isso, um livro? O que você fez com a capa?— O Sumo Sacerdote permanecia, em grande parte, sem expressão, quando não estávamos na sala escondida, mas seu tom afiado deixou claro que ele não estava impressionado. Era a capa que o deixava bravo?
— O que eu fiz? É apenas papel.
— Eu posso ver isso. Por que há uma flor no papel?
— Hum, é porque eu a coloquei aí?
— Eu poderia adivinhar isso. Estou questionando por que você colocou lá.— A voz do Sumo Sacerdote se aguçou ainda mais, com frustração, devido ao meu fracasso em dar a ele as respostas que ele queria. Eu não tinha ideia de por que seu humor estava caindo assim. Benno pensou que a flor agradaria às filhas dos nobres, mas talvez fosse realmente proibido colocar flores no papel.
— Coloquei aí porque fica mais fofo com uma flor. Existe um problema com isso?
— Por que é mais fofo? Não, não foi isso que eu. Esqueça. Siga-me. — O Sumo Sacerdote balançou a cabeça com pura descrença, depois se levantou e se dirigiu para o quarto escondido ao lado de sua cama. Eu também me levantei, igualmente confusa.
— Irmã Myne, pegue isso.— Fran apressadamente estendeu o papel com minha história da Cinderela escrita nele. Agradeci e peguei dele, depois segui o Sumo Sacerdote pela porta.
O quarto escondido estava tão bagunçado quanto sempre. Fui para o mesmo banco de sempre. Quando comecei a mover para o lado os documentos no banco, percebi que eles poderiam ser os próprios documentos mágicos lendários.
— Pare. Acho que te disse para não olhar para eles.— O Sumo Sacerdote notou o que eu estava tentando fazer e tirou os documentos da minha mão, os empilhando em sua mesa. Sem dúvida, todos os documentos em sua mesa pertenciam à magia. Olhei ao redor da sala e, estranhamente, parecia um lugar totalmente novo agora. O Sumo Sacerdote franziu a testa enquanto trazia sua cadeira.
— Não se distraia, também.
— Desculpe. O que estamos fazendo aqui?
— Eu estava perguntando como você encaixa uma flor no papel. Não vou forçar a resposta de você, se for um segredo comercial, mas você deve admitir que colocar flores no papel é estranho.
— Acho que não. Você apenas os espalha na polpa ao meche-lá.
— Você as espalhou? — O Sumo Sacerdote não me entendeu, nem mesmo quando mexi os dedos para agir espalhando flores sobre uma suketa. Só então percebi que o Sumo Sacerdote estava familiarizado apenas com pergaminho e papel feito de pele de animal. É claro que flores em papel seriam estranhas se você apenas soubesse como fazer pergaminho. Embrulhar flores dentro de um emaranhado de fibras simplesmente não era possível com pergaminho.
— Bem, o papel vegetal é feito de uma maneira totalmente diferente do pergaminho, então, se você realmente quiser saber, provavelmente vai querer vê-lo sendo feito na oficina.
— Na verdade, isso seria o melhor. É impossível captar qualquer coisa de suas explicações. — O Sumo Sacerdote desistiu de obter uma resposta minha e cruzou as pernas, colocando a Bíblia das crianças no colo. Ele abriu a primeira página e, ao ver a primeira ilustração, imediatamente fez uma careta e olhou para mim.
— Os livros são obras de arte. Eles devem ser bonitos, com ouro e pedras preciosas em suas capas de couro e suas páginas cheias de cor. Este livro tem pouco valor como arte. Você está desperdiçando esta arte de alta qualidade, deixando-a em preto e branco. Adicione cor.
Parecia que o Sumo Sacerdote via os livros como obras de arte criadas por calígrafos, que forneciam belas escritas, artistas que forneciam ilustrações e artesãos de couro que forneciam as capas. Pensando nos livros que eu tinha visto na sala dos livros, eu podia entender onde ele estava querendo chegar.
— Adicionar cor seria o desperdício aqui. Quanto dinheiro acha que isso custaria? Vou usar isso para ensinar as crianças do orfanato a ler. Prefiro fazer mais livros do que adicionar cor a alguns.
— Os livros são obras de arte, e cada um é único. Eu não entendo o que você está dizendo,— disse o Sumo Sacerdote, e eu queria atirar isso de volta para ele. E assim fiz, sem realmente pensar sobre isso.
— Eu não entendo o que você está dizendo, Sumo Sacerdote. Os livros não são apenas obras de arte, são cristalizações de conhecimento e sabedoria. Não estou tentando fazer uma arte para ser apreciada aqui, estou tentando produzir em massa livros acessíveis que todos possam ler.
— Produção em massa? Pretende fazer as pessoas escreverem em massa? Isso pode funcionar, se você ensinar todas as crianças do orfanato a ler, mas ainda levará uma quantidade impressionante de tempo para produzir tantos livros.— O Sumo Sacerdote esfregou as têmporas e bateu os dedos, perplexo. Mas eu estava focada na impressão, não o tipo de produção em massa que ele estava pensando, que levaria uma eternidade.
— Não, você está entendendo mal. Vou produzi-los em massa através da impressão. Eu já fiz trinta livros ilustrados como este, e…
— Espere um momento.— O Sumo Sacerdote me interrompeu, uma sobrancelha erguida. Seus olhos dourados se arregalaram de surpresa, enquanto ele me olhava incrédulo. — Você quer dizer que já tem trinta livros como este?
— Como eu disse, eu os imprimi.
— Elabore.
Parecia que o Sumo Sacerdote não tinha uma noção do que estava acontecendo no Ateliê da Myne, talvez porque ele nunca tivesse perguntado, ou talvez porque Fran também não entendia. Pensei que Fran teria relatado tudo a ele, já que estávamos fornecendo relatórios de renda e pagando ao templo sua parte, mas parecia que não era o caso. O Sumo Sacerdote não tinha informações tão críticas que eu nem sabia por onde começar.
— Você sabe que o Ateliê da Myne está produzindo papel vegetal?
— Sim.
— Estamos fazendo papel mais grosso, depois cortando letras e as partes pretas da arte dele usando uma faca muito fina e precisa. O papel resultante é chamado de modelo de estêncil.
— Você cortou o papel? — O tom do Sumo Sacerdote aumentou de uma forma, que deixou claro o quão anormal era cortar partes de papel. Fingi não ouvir. O que foi feito, foi feito.
— Então, colocamos o modelo sobre um pedaço de papel em branco e rolamos tinta nele. Apenas o papel sob as partes recortadas do modelo fica com tinta. Afastamos o papel acabado e colocamos outra folha de papel fresco abaixo do modelo, depois rolamos mais tinta sobre ele. Isso resulta em dois pedaços de papel idênticos. Repetimos esse processo trinta vezes para cada página de um livro, sendo trinta livros.
Na metade da minha explicação, o Sumo Sacerdote parou de reagir, congelando como um computador travado. Perguntei se ele estava ouvindo e acenei com as mãos na frente de seus olhos.
— Estou ouvindo. Eu estou, mas… — O Sumo Sacerdote, voltou à vida, fechou os olhos com força e soltou um suspiro pesado. Nem mesmo Benno reagiu assim. Meio que me deixou preocupada.
— Humm. Está tudo bem?
— Você certamente fez algo drástico.
Eu realmente? Eu analisei, pensando no que eu tinha feito, para fazer o papel. A coisa mais drástica que fiz foi provavelmente cortar os blocos de madeira para focar em estênceis, mas duvidei que fosse isso que ele estava se referindo. Eu não conseguia entender o que ele considerava tão drástico. Enquanto eu pensava, o Sumo Sacerdote soltou mais um suspiro.
— Em resumo, ao imprimir você quer dizer cortar papel e aplicar tinta em papel fresco?
— Por enquanto, pelo menos.
— Cortar papel é impensável em si, mas também é difícil acreditar que você está usando tanta tinta.
O pergaminho era tão caro e escasso que acho que ninguém jamais cortou partes dele. O papel vegetal era igualmente caro, mas o Ateliê da Myne o produzia e eu sabia como a impressão a estêncil funcionava, então não parecia um desperdício para mim. O Sumo Sacerdote e eu nunca estaríamos de acordo sobre o assunto, dado o que esperávamos de nossos livros, mas eu sabia, com certeza, que fazer estênceis e imprimir livros seria um melhor uso do dinheiro do que mexer em capas de couro.
— Francamente, — eu disse — acho difícil acreditar que você gastaria tanto dinheiro na capa. Quanto à tinta, foi bastante barato, já que fiz com a fuligem que os sacerdotes reuniram para mim.
— Você realmente fez tinta com a fuligem?
Eu tinha explicado anteriormente, quando ele ficou desconfiado, sobre a coleta de fuligem, que eu queria para tinta, mas parecia que ele esperava que eu falhasse. O olhar atordoado em seu rosto, honestamente, me decepcionou.
— É tão surpreendente assim?
— Claro que é.
— Benno disse que sua cabeça doeu quando lhe dei seu livro, mas ele imediatamente mudou para o cálculo de preços e para falar sobre meu próximo livro, então eu não pensei que fosse tão importante assim.
Considerando tudo, Benno estava acostumado com as coisas que eu fazia e poderia diminuir o choque de uma nova invenção, concentrando-se no lucro, como comerciante. O choque do Sumo Sacerdote provavelmente era uma reação mais normal. Enquanto pensava nisso, o Sumo Sacerdote lentamente balançou a cabeça, depois olhou para uma janela com um olhar um pouco distante.
— Benno pode ser muito mais forte do que eu pensava. Só posso imaginar o fardo emocional que ele deve suportar, se você consistentemente inventar coisas desse calibre.
— Ha?! Quero dizer, ele é um comerciante, ele quer coisas para vender. Ele tem dificuldades, mas isso é porque ele se esforça para se envolver em coisas. Nem tudo é culpa minha. Eu acho.
O próprio Benno escolheu lutar com a Guilda do Pergaminho, estabelecendo uma Guilda do Papel Vegetal, e ele escolheu competir com Leise construindo um restaurante italiano caro. Mas o Sumo Sacerdote apenas soltou um “Arg” desdenhoso, com os lábios curvando-se em um sorriso.
— Terei que perguntar a Benno sobre isso, não a você. Mas antes. Você acabou de dizer algo sobre um próximo livro?
— Eu disse sim. Por quê?
— Esteja absolutamente certa de se reportar a mim, antes de começar a fazê-lo. Eu não gostaria de ser surpreendido dessa maneira novamente.
Se isso é algo grande o suficiente para surpreendê-lo, acho que você ficará surpreso, não importa o quanto eu relatar a você, respondi em silêncio, antes de segurar a folha de papel que Fran me deu. Seria ideal para ele olhar diretamente.
— Eu estava pensando em fazer meu próximo livro sobre a Cinderela, aqui, mas o que você acha?
Mostrei a ele a história da Cinderela, que escrevi ontem e, após desnatá-la, o Sumo Sacerdote esfregou suas têmporas.
— Em que mundo uma plebeia rica poderia se casar com um príncipe? Você é tola ou simplesmente não entende a diferença social?
— Eu entendo a diferença, mas… Bem. Quão alta em posição ela teria que ser para você aceitar isso? Tendo em mente que a ideia é ela ter sorte em se casar acima de sua posição, já que é isso que as pessoas querem para si.— Se foi ruim o suficiente para ele me chamar de idiota, provavelmente seria melhor para mim, procurar um equilíbrio. Pedi um meio-termo e o Sumo Sacerdote colocou a mão no queixo, caindo em pensamentos.
— Quando se trata de um príncipe, mesmo a filha de um arquiduque precisaria ser muito bem criada e especial. Casamento acima de sua posição está simplesmente fora de questão. Faça com que ela se torne sua concubina. Isso ainda seria um impulso de sorte na posição, não?
— Não, não, não! Onde está o romance dela se tornar uma concubina? As esperanças, os sonhos?!
— Sonhos não significam nada. Encare a realidade.— O cerne da história era um casamento dramático com posição elevada, mas o Sumo Sacerdote não aceitava o assunto. Isso foi muito cruel. Lemos livros para ver sonhos, não a realidade cruel.
— Hum, que tal um pequeno arquiduque, em vez de um príncipe? Alguém de posição inferior poderia se casar com ele? Isso poderia funcionar como uma história?
— Hummm. Depende do tamanho de seu território, mas ele poderia potencialmente se casar abaixo dele. Se ele estivesse disposto a enfrentar a resistência de sua família e de outros nobres, é claro.— Um casal desafiando a posição e superando a resistência para se casar com sucesso era uma história clássica com um final feliz clássico. Soltei um suspiro de alívio, feliz por ter encontrado um equilíbrio.
— Ok, vou fazer dele o filho de um arquiduque.
— Faça de Cinderela a filha de um nobre intermediário também. Ser rico o suficiente. E o que há com isso de magia? Em que mundo esses cânticos bizarros resultariam em qualquer efeito mágico? Mesmo considerando sua ignorância de magia, isso é doloroso de ler.
Devido à crítica minuciosa do Sumo Sacerdote à Cinderela, a história acabou sendo uma sem magia, onde a filha de uma nobre intermediária foi abusada por sua madrasta, até que um nobre parente de sua mãe biológica a ajudou a entrar na alta sociedade, onde o filho de um arquiduque menor se apaixonou por ela, à primeira vista. Quase não havia mais um traço de Cinderela nela, mas a maioria dos meus primeiros leitores seriam nobres, então eu seguiria seu conselho com prazer.
Ah, e como um aparte, havia três níveis de nobres: nobres inferiores, intermediários e superiores. Eles eram a patente baixa, a média e a alta da nobreza, respectivamente. Um nobre inferior teria posição muito baixa para se casar com o filho de um arquiduque, mas parecia que um nobre intermediário mal conseguia ser o suficiente.
— No entanto. Você diz que eles viveram felizes para sempre, mas isso certamente não será o caso, para eles.
— Por quê?
Acontece que, após continuar com o casamento, o pai arquiduque provavelmente os baniria de suas terras. Mesmo se ele os perdoasse, em um ato de generosidade sem precedentes, o filho perderia seu direito à sucessão e acabaria em um papel de apoio para seu irmão mais novo, na melhor das hipóteses. Eu não pretendia escrever essa parte da história, mas de qualquer forma, graças ao acompanhamento impiedoso do Sumo Sacerdote, a versão de Cinderela, que eu estava prestes a escrever, não teria final feliz.
Esta foi uma experiência de aprendizagem valiosa para mim. Como este é um mundo de fantasia real, com magia e tal, as pessoas aqui não olharão gentilmente para a minha fantasia tendenciosa e inventada. Pode ser mais difícil escrever histórias para os meus livros do que eu pensava.
Comentários do capítulo 134
Converse sobre este capítulo. Marque spoilers para proteger outros leitores.