Ascendance of a Bookworm — Capítulo 139: CAPÍTULO 139 - 138

Ascendance of a Bookworm
Cap. 139
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Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 139 - 138

Capítulo 139

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Ascendance of a Bookworm – Capítulo 138

Convocação da Ordem dos Cavaleiros

O tempo para o Festival da Colheita terminou e os sacerdotes azuis voltaram ao templo. Eu não os tinha visto chegar, mas poderia dizer, indiretamente, pelo aumento da quantidade de dons divinos no orfanato.

O Sumo Sacerdote havia sido enviado para uma cidade relativamente próxima, portanto, retornou rapidamente, em comparação com os outros sacerdotes azuis. Isso significava que tive de voltar a ajudá-lo, novamente, todos os dias após o terceiro sino.

— Sumo Sacerdote, terminei a matemática nessas folhas.— Assim como de costume, eu estava acelerando a matemática que o Sumo Sacerdote me atribuia.

Olhei para cima após terminar uma pilha de folhas, bem a tempo de ver um pássaro branco voando em direção à janela. — Ah, não! Vai bater na janela!— Eu chorei, por instinto, apenas para ver o pássaro branco passar direto pelo vidro e fazer uma volta dentro da sala. Bateu na mesa do Sumo Sacerdote e dobrou as asas educadamente.

— Quê?! O que está acontecendo?— Eu estava em pânico, com os olhos arregalados, mas todos os outros aqui pareciam saber do que se tratava o pássaro. Os assistentes do Sumo Sacerdote estavam de olho nele, com um pouco de cautela.

— Fique quieta, Myne. — O Sumo Sacerdote me repreendeu enquanto tocava o pássaro, e no momento em que o fez, uma voz masculina começou a falar da boca do pássaro.

— Ferdinando, a Ordem dos Cavaleiros exige que o templo cumpra seu dever. Prepare-se para partir imediatamente. — A mensagem foi repetida três vezes, então o pássaro desapareceu no ar e deixou cair uma pedra amarela sobre a mesa.

O Sumo Sacerdote tirou um bastão brilhante de algum lugar e bateu levemente na pedra, enquanto murmurava algo. A pedra imediatamente começou a crescer em tamanho, com sua forma se torcendo, até que, momentos depois, pareceu o mesmo pássaro branco de antes.

— Entendido — disse o Sumo Sacerdote ao pássaro, com uma balançada de seu bastão e, por sua vez, o pássaro abriu as asas. Ele, então, voou para fora da janela através do vidro, assim como tinha feito quando entrou na sala.

Uau! Então, fantasia! Me mexi de excitação com a magia que o Sumo Sacerdote acabara de realizar, apenas para ele me encarar. Isso me fez perceber que os assistentes, que antes haviam parado de trabalhar, começaram a limpar, se preparando para alguma coisa.

— Myne, a Ordem dos Cavaleiros nos chama! Vista suas vestes cerimoniais e vá para o Portão dos Nobres imediatamente!

O Sumo Sacerdote parecia tão sério que respondi com um entusiasmado “Sim, senhor!”, embora não tivesse ideia de onde era o Portão dos Nobres.

— Hum, onde é o Portão dos Nobres?

— Eu vou guiá-la, — disse Fran enquanto fazia a saudação de braços cruzados ao Sumo Sacerdote, e ele me pegou, antes de sair imediatamente do quarto do Sumo Sacerdote. Ele caminhou rapidamente pelos corredores.

— Irmã Myne, você memorizou a oração do ritual? — perguntou Fran, e eu acenei com a cabeça, enquanto me agarrava ao ombro dele.

— Delia, Rosina! Preparem as vestes cerimoniais imediatamente! — No momento em que Fran abriu minha porta, ele soltou um grito, diferente de qualquer coisa que eu tivesse ouvido dele antes. Ele também não parou de se mover enquanto gritava. Ele subiu as escadas em alta velocidade. Ao chegar ao segundo andar, ele me colocou no chão, virou-se e correu de volta pelas escadas.

Delia correu até mim, com as vestes e as colocou na mesa antes de começar, imediatamente, a tirar as vestes azuis que eu estava usando.

— Wow?!

— Puxa! Por favor, fique quieta! — Os olhos azuis de Delia me encararam com força, depois que cambaleei devido à força anormal dela em me despir.

Enquanto eu congelava no lugar, atordoada com a pressa que todos estavam, Delia deslizou as vestes cerimoniais em mim. Rosina começou a amarrar a faixa, enquanto eu passava os braços pelas mangas. Delia foi e pegou uma tira de pano amarelada, que Rosina amarrou em volta da minha faixa como decoração adicional.

Elas ensaiaram isso? Porque quero dizer, uau.

Assim que Rosina terminou de amarrar a faixa, Delia puxou meu enfeite de cabelo em um movimento suave. Rosina me sentou em uma cadeira próxima, antes mesmo que meu cabelo tivesse tempo de terminar de cair.

— Irmã Myne, você estará lidando com a Ordem dos Cavaleiros. Não importa o que aconteça, você não deve permitir que nenhum desagrado apareça em seu rosto.— Quando Rosina ficou atrás de mim e escovou meu cabelo, Delia tirou o enfeite de cabelo chique, que usei no meu batismo, do armário.

— Irmã Myne, por favor, use este.

Peguei o enfeite de cabelo e amarrei meu cabelo como de costume.

— Irmã Myne está pronta! — chamou Delia, e Fran imediatamente correu escada acima. Ele estava usando uma bolsa na cintura e colocou as ferramentas que estava usando para trabalhar no quarto do Sumo Sacerdote sobre a mesa.

— Rosina, por favor, guarde isso. Perdoe-me, Irmã Myne, mas devemos nos apressar, — disse Fran, e ele me pegou mais uma vez e saiu dos meus aposentos.

— Fran, onde fica o Portão dos Nobres?

— Está localizado na parte de trás da área nobre do templo. Ele se conecta ao Bairro dos Nobres, usado pelos padres azuis para voltarem para casa ou entrando no Bairro dos Nobres, a negócios da igreja.

Considerando que eu vinha fazendo longos desvios ao redor da área nobre do templo para evitar ver sacerdotes azuis e que eu não tinha negócios no Bairro dos Nobres, o Portão dos Nobres era basicamente irrelevante para mim até agora.

— Desculpe por fazer você esperar.

Passamos por uma porta dentro da área nobre e encontramos o Sumo Sacerdote vestido com uma armadura prateada, com Arno, segurando o cajado que era o instrumento divino da Deusa da Água Flutrane.

Todo o corpo do Sumo Sacerdote estava coberto com uma armadura de placa e, além disso, ele segurava um capacete fechado sob o braço esquerdo. O capacete não era muito decorado, mas era estilizado como um capacete coríntio da Grécia Antiga, onde havia uma forma de T na frente, que cobria o nariz, mas deixava os olhos e a boca visíveis. Para completar, sua brilhante armadura prateada tinha uma capa azul coberta de desenhos vibrantes.

Na frente deles havia uma parede alta que parecia separar o templo do lado de fora, com um grande portão de duas portas, que parecia impossível de abrir com força humana. Cada uma era feita do mesmo mármore branco que o templo, e sob a luz solar, eram tão brilhantes que era difícil olhar para elas.

— Essas são suas vestes cerimoniais? — O Sumo Sacerdote me olhou da cabeça aos pés, depois que Fran me colocou no chão, após girar o dedo, em um círculo, para me instruir a me virar. Estendi os braços e girei para que ele pudesse ver mais. — Esse é um modelo um pouco incomum, mas é melhor do que eu esperava.

A expressão do Sumo Sacerdote se suavizou, então ele chamou Arno, que veio por aqui e estendeu algo para mim.

— Myne, — continuou o Sumo Sacerdote, — você nasceu no verão, se bem me lembro. Vou te emprestar isso por enquanto. Você faria bem em colocá-lo no seu dedo médio.

Arno me deu um anel com uma grande joia azul no meio. O anel era claramente grande demais para mim, mas, eu o peguei e agradeci antes de colocá-lo no dedo médio esquerdo, conforme as instruções, esperando que deslizasse. Entretanto, uma vez que estava ali, a gema brilhou com uma luz azul brilhante e o anel encolheu para caber perfeitamente no meu dedo.

— Wow?!

— Cesse de olhar boquiaberta para cada coisinha.

— Quero dizer, você pode realmente me culpar? — Como eu não ficaria surpresa? Essas não eram “pequenas coisas” para mim.

O Sumo Sacerdote, me emprestando este anel, significava que seria importante para onde estávamos indo. E estávamos indo para uma terra de fantasia, onde nada que eu sabia se aplicaria.

— Espere aqui, — instruiu o Sumo Sacerdote, que então caminhou até o portão com sua armadura tilintando. Ao alcançá-lo, ele colocou a mão em uma porta.

Um círculo mágico massivo imediatamente apareceu no ar, assim como aquele que apareceu, sobre a porta escondida, em seu quarto. O portão então começou a se abrir por conta própria, lenta mas seguramente. E apesar de estar acostumada com portas automáticas, dos meus dias em Urano, a visão disso fez meu coração pular de surpresa.

— Quê?!

— Suas origens plebeias são dolorosamente óbvias. Você poderia pelo menos tentar permanecer em silêncio?

O Sumo Sacerdote esperava muito de mim, uma plebeia de verdade. Mas Arno e Fran pareciam despreocupados com a abertura do portão, provavelmente, devido a ter acompanhado o Sumo Sacerdote ao Bairro dos Nobres antes, como seus assistentes. Se isso fosse normal para os nobres e algo que eles e seus assistentes experimentassem regularmente, então a Ordem dos Cavaleiros, sem dúvida, me veria com suspeita se eu continuasse soltando gritos embaraçosos de surpresa. Pressionei meus lábios para tentar contê-los.

— Siga-me.— O Sumo Sacerdote começou a andar pelo portão aberto. Arno seguiu, e Fran também após me pegar.

Passamos pelo portão e entramos no Bairro dos Nobres, e meus olhos se arregalaram em choque. Era como se passar pelo portão nos tivesse levado a outro mundo. Havia uma grande fonte no meio de uma praça de pedra pavimentada. A praça brilhava branco, pois refletia os raios do sol, e a rua era feita da mesma pedra.

Na cidade baixa, prédios altos estavam alinhados um ao lado do outro. Mas aqui, pavimentação de pedra marfim e parques verdes exuberantes se estendiam até onde os olhos podiam ver. E, ao contrário da cidade baixa imunda, eu não podia ver um único fiapo de sujeira aqui. O Bairro dos Nobres estava surpreendentemente limpo e bonito. Até mesmo o ar era mais limpo, talvez devido a algo que o mantinha separado da cidade baixa.

Havia vinte e poucos cavaleiros na praça de marfim, cada um vestindo uma armadura prateada, semelhante à do Sumo Sacerdote, mas usavam capas amarelas, em vez de azuis. Eles eram, sem dúvida, a Ordem dos Cavaleiros. E eles devem ter notado a abertura do portão, quando se reuniram e formaram quatro fileiras.

— Irmã Myne, por favor, atue como uma nobre, — sussurrou Fran em voz baixa, comigo ainda segurada em seus braços. Balancei a cabeça e tentei fazer um sorriso gracioso como o de Rosina.

Apenas o cavaleiro solitário, que estava na frente dos outros, tinha um capacete sob o braço. Ele era um homem mais velho, um pouco atarracado com cabelos castanhos-avermelhados. Cada movimento que ele fazia era treinado e preciso, quase lindamente, mas ele tinha o ar furiosamente intenso de um guerreiro.

Ele caminhou até o Sumo Sacerdote e se ajoelhou diante dele, o que sinalizou a todos os cavaleiros atrás dele, para se ajoelharem também, enchendo o ar com o som de uma armadura estridente.

— Senhor Ferdinando, estou feliz em vê-lo bem.

— O mesmo para você, Karstedt. — O homem conversando com o Sumo Sacerdote parecia ser chamado de Karstedt, e não era difícil adivinhar que ele era o capitão, ou algo assim, da Ordem dos Cavaleiros. — Não há muitos cavaleiros com você hoje.

— Há muitos que não voltaram do Festival da Colheita.

— Entendo, — murmurou o Sumo Sacerdote, em um tom resignado, antes de levantar a mão. Fran me colocou no chão e gentilmente me empurrou por trás para que eu ficasse na frente. — Karstedt, esta é Myne, a aprendiz de donzela do santuário que realizará o ritual. Fique de olho nela, por favor.

— Saudações, Lorde Karstedt. Eu sou Myne. É um prazer conhecê-lo.— Ajoelhei-me diante de Karstedt e o cumprimentei, chamando-o de Senhor como era apropriado para um nobre de posição superior. Nossos olhos se encontraram, quando me ajoelhei, e seus olhos azuis-claros se estreitaram, como se ele estivesse me avaliando.

— É um prazer conhecê-la também.

— Vamos embora, então.

Com as palavras do Sumo Sacerdote, todos os cavaleiros se levantaram e pegaram as pedras preciosas embutidas em suas luvas direitas. As gemas brilhavam intensamente e, em instantes, a praça estava cheia de animais esculpidos. A julgar pelo fato de que as gemas haviam desaparecido de cada luva, esses animais multicoloridos provavelmente haviam sido criados a partir delas, assim como o pássaro havia sido criado a partir da pedra.

— Karstedt, permita que nossos assistentes cavalguem com um de seus cavaleiros. Myne, venha comigo. — O Sumo Sacerdote, agora usando seu capacete, deu instruções, enquanto me pegava e me colocava no que parecia ser um leão branco com asas. Montei em suas costas, tentando manter meu equilíbrio.

O Sumo Sacerdote pulou nas costas do animal, atrás de mim, com um movimento surpreendente para alguém vestindo um conjunto completo de armaduras prateada, depois agarrou as rédeas. A escultura do leão imediatamente provou não ser uma escultura e começou a se mover como um animal normal.

— Quê?!— Eu me sacudi do movimento inesperado, batendo a parte de trás da minha cabeça contra o peitoral do Sumo Sacerdote. — Wow.

— Você faria bem em manter a boca fechada. A menos que você queira morder sua língua, é claro.

Cerrei os dentes com força e me inclinei um pouco para frente, depois agarrei as rédeas na minha frente, trêmula. O leão alado correu alguns passos à frente, depois pulou alto no ar, com as asas abertas. Por um segundo, senti algo me atingir, como se tivesse pulado por uma teia de aranha gigante, mas a sensação só durou um momento. Corremos através do céu, voando sobre a cidade baixa.

— Uau, estamos tão alto!

— Você não estava com medo?

— Fiquei surpresa com algo não natural e que eu não esperava que acontecesse. Na verdade, isso é menos assustador do que carruagens, já que não é instável.

O leão mágico, voando pelo céu, parecia uma espécie de montanha-russa lenta. Era muito mais confortável, já que não tremia com força, como uma carruagem. A falta de um cinto de segurança era, uh, emocionante, para dizer o mínimo, mas eu não estava tão assustada, já que eu estava aninhada, entre os braços do Sumo Sacerdote, enquanto ele agarrava as rédeas.

Outras esculturas de animais voadores subiram no ar, ao nosso lado. Os cavalos pareciam ser os mais comuns, e assim, um arco-íris de diferentes cavalos voadores coloridos voou pelo céu. Havia alguns lobos e tigres no meio também. Pessoalmente, eu pensei que o coelho voador era o mais bonito.

— Sumo Sacerdote, o que são esses animais?

— Eles são bestas feitas de pedras mágicas. Eles se moverão livremente, enquanto seu suprimento de mana não acabar. Cabe ao conjurador decidir em que animal transformar sua pedra.

Passamos pela cidade baixa, voando sobre o portão e seguindo a estrada da cidade pelo céu. Eu mal podia ver as paredes distantes de outra cidade, na direção onde a estrada estava indo. Nossa cidade estava cercada por florestas exuberantes e fazendas esparramadas que haviam acabado de participar do Festival da Colheita.

— Sumo Sacerdote, onde estamos indo?

— Ali. — O Sumo Sacerdote apontou para o fim da floresta, onde costumávamos coletar. Havia uma grande cratera abrindo um buraco na floresta. Olhei uma segunda vez e percebi ser uma grande extensão de terra exposta sem grama ou árvores, mas, de alguma forma, Havia um enorme monstro planta furioso no meio, balançando galhos gigantes ao redor. E quanto mais furiosa, maior a cratera crescia.

— O-o que é essa coisa?

— Um mostro planta conhecido como trombe.

— Wow?! Isso é um trombe? — O trombe furioso, no meio da cratera, era tão diferente dos galhos elásticos das árvores que eu conhecia que não o reconheci.

Mas, por falar nisso, lembrei-me de como Lutz e as outras crianças haviam surtado após ver um trombe, e como metade dos guardas no portão tiveram que trabalhar juntos para derrubar um, uma vez que ficou muito grande. Ouvi dizer que a Ordem dos Cavaleiros se envolveria quando o trombe ficasse grande demais para os soldados lidarem, mas eu não esperava que acabasse tão monstruoso.

Eles são perigosos. Só agora entendi porque Lutz ficou tão bravo quando sugeri que nós mesmos cultivássemos trombes.

— Você será necessária depois que os cavaleiros terminarem. Até lá, esconda-se na floresta e não se coloque em perigo. — Parecia ser dever dos sacerdotes restaurar a mana drenada do solo, pelos trombes, com sua própria mana. Devido ao seu número reduzido, o Sumo Sacerdote estava ajudando a Ordem dos Cavaleiros a matar o trombe e, em seguida, me ajudaria a restaurar a mana no solo.

Sou só eu, ou o Sumo Sacerdote é incrível?

O Sumo Sacerdote puxou as rédeas e desceu para uma clareira a uma curta distância da cratera do trombe. O resto da Ordem dos Cavaleiros o seguiu.

— Myne, espere aqui, com Fran e Arno. Karstedt, designe dois de seus homens para guardá-la para mim. — Ele deslizou das costas de seu leão e se virou para falar com Karstedt, que assentiu e selecionou dois guardas.

— Damuel, Shikicoza. Protejam-na.

— Sim, senhor!

Os cavaleiros chamados Damuel e Shikicoza saíram de seus cavalos voadores para servir como meus guardas. Os cavalos brilharam com a luz que irradiava para os buracos em suas luvas, voltando a se transformar em pedras preciosas, no processo.

— Obrigado pela ajuda. — Fran e Arno agradeceram aos cavaleiros que os haviam trazido até aqui, antes de saltarem dos animais, com agilidade. Tentei aprender com o exemplo deles e pular, mas o Sumo Sacerdote olhou para mim, antes que eu pudesse, me parando com um olhar zangado.

Ah, é mesmo. Preciso ser graciosa. Lembrei-me de que eu deveria estar agindo como uma nobre e virado de lado em cima do leão, que havia parado de se mover inteiramente como uma estátua.

— Você ainda vai acabar comigo — murmurou o Sumo Sacerdote, enquanto me pegava e me colocava no chão. Ele então olhou para cima e falou com uma voz mais alta. — Proteja a aprendiz de donzela do santuário de perto. Não permita que nenhum mal venha a ela, nem mesmo um único arranhão.

Os dois cavaleiros ordenados a me guardar acenaram com a cabeça com um firme “Sim, Senhor!”

A cratera do trombe continuou a crescer, pouco a pouco, enquanto todos saíam de suas bestas. Do nada, ouvi o bater de asas de um bando de pássaros e, em seguida, o som de algo pesado batendo no chão tão forte que a terra tremeu.

— Wow?!

Através das rachaduras nas árvores, pude ver que uma enorme árvore havia caído. Raízes, que pareciam quase vivas, brotaram da cratera do trombe e envolveram a árvore caída. Suas folhas secaram e esfarelaram diante de nossos olhos e quando o grande tronco secou, sua vida foi completamente sugada. E uma vez que estava completamente rasgada, as raízes voltaram ao chão, não tendo mais nada para fazer.

Senti um suor frio, de terror, escorrer pelas minhas costas. Nunca imaginei que os trombes fossem tão monstruosos. Com medo, em meu coração, pela Ordem dos Cavaleiros prestes a lutar contra o trombe furioso, logo à nossa frente, ajoelhei-me.

— Sumo Sacerdote, homens da Ordem do Cavaleiro. Rezo pelo seu sucesso na batalha. Que todos vocês tenham a proteção divina de Angriff, Deus da Guerra e subordinado a Leidenschaft. — No momento em que eu disse isso, o anel que o Sumo Sacerdote me deu brilhou em azul e a luz caiu sobre os membros da Ordem do Cavaleiro. Percebi que a pedra no anel estava sugando minha mana e rapidamente a segurei. O anel parou de brilhar quando tive minha mana completamente cortada dele.

— Temos a bênção de uma aprendiz de donzela de santuário, homens. Vamos! — rugiu Karstedt, o que me fez perceber o que eu havia feito. Olhei para o Sumo Sacerdote e vi que ele estava olhando para mim com uma expressão conflituosa.

— Myne. Sob nenhuma circunstância, nenhuma circunstância, você deve fazer qualquer movimento até que seja hora de realizar o ritual, — disse ele, enfatizando a parte “sob nenhuma circunstância” com força extra, antes de montar seu leão e subir. Os outros cavaleiros seguiram o exemplo, agarrando suas rédeas e voando no ar.

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Fim da leitura

Capítulo 139 concluído

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