Ascendance of a BookwormCAPÍTULO 140 - 139
Capítulo 140Ascendance of a Bookworm – Capítulo 139
Extermínio de trombe
— Isso com certeza foi uma bênção inútil. O que você é, estúpida? — Um dos cavaleiros zombou de mim, com um bufo presunçoso, uma vez que o resto da Ordem estava no ar.
— Shikicoza, por que você diria isso?!
Eu não conseguia distingui-los, já que ambos estavam com os capacetes, revelando apenas parte de seus olhos e bocas, mas parecia que o presunçoso era Shikicoza e o que tentava fazê-lo parar era Damuel. A julgar por suas vozes, ambos eram bastante jovens. Eles, provavelmente, tinham acabado de atingir a maioridade, se é que tinham.
— Estou errado, então? Estamos em uma grande escassez de mana e lá vai ela desperdiçando um pouco, abençoando cavaleiros lutando com um trombe, de todas as coisas. Se ela não é estupida, ninguém mais é. — Shikicoza derrubou as mãos de Damuel e apontou para mim.
— É verdade que a Ordem nunca perderia para um trombe, com bênção ou não, mas a bênção de Angriff ainda será de grande ajuda! Especialmente porque estamos em tão poucos agora.
Eu ouvi a discussão deles com um suor frio escorrendo pelas minhas costas. Só fiz o que fiz porque queria rezar pela segurança deles quando lutassem contra aquele trombe gigante. Não sabia que tentar falar como um nobre, com referências aos deuses, se tornaria algo como uma bênção real. Quando meu anel começou a brilhar do nada, fiquei mais surpresa do que ninguém. A oração nunca teria acontecido se o Sumo Sacerdote não tivesse me emprestado este anel. Foi um puro e simples acidente.
Tenho certeza que o Sumo Sacerdote também ficou surpreso.
Sem mencionar que ele estava chamando de desperdício de mana, mas eu parei o fluxo de mana assim que notei. Apenas uma pequena fração da minha mana acabou sendo sugada para o anel. Duvidei que causaria problemas com o próximo ritual.
— Peço desculpas se o ofendi de alguma forma. Tomarei mais cuidado no futuro. — Mantive meus protestos em meu coração e me desculpei imediatamente, para evitar que as coisas se transformassem em algo que eu realmente não gostaria de lidar. Shikicoza me deu outra bufada desdenhosa, mas se isso terminasse a conversa, eu estava totalmente bem.
— Você não precisa se preocupar com o que Shikicoza diz, — disse Damuel, em um tom consolador. — Uma bênção que aumenta a mana será realmente apreciada agora, já que estamos com poucos números. E aqui, dê uma olhada. Está prestes a começar. — Ele apontou para o céu.
Segui a direção de seu dedo e, através dos galhos, pude ver vislumbres dos cavaleiros voando em círculos no céu. Estiquei minhas costas um pouco e apertei os olhos, esperando para ver como eles planejavam derrotar aquele trombe monstruoso.
— *****! — Ouvi um leve grito ao longe. Eu não tinha certeza de quem havia gritado ou o quê, mas, ao seu sinal, todos os cavaleiros pegaram armas pretas brilhantes em suas mãos, cada um irradiando o que parecia pura escuridão.
— O que é isso? Você sabe, Fran?
— Não, esta é a primeira vez que estou vendo uma batalha tão de perto.
Parecia que os assistentes raramente acompanhavam os sacerdotes, respondendo à convocação da Ordem dos Cavaleiros, uma vez que precisava de um sacerdote lutando ao lado dos cavaleiros para fornecer apoio mágico, enquanto o outro estava pronto com o instrumento divino. Mas, como o Sumo Sacerdote estava lutando com a Ordem e eu não podia esperar segurando um instrumento divino com duas vezes o meu tamanho, Fran e Arno vieram para ficar de olho em mim.
— Donzela do Santuário, essas são armas com a proteção divina do Deus das Trevas concedida a elas. Se você infundi-los com sua mana e atacar, você pode roubar o dobro da quantidade de mana utilizada no ataque, de qualquer coisa em que você bater e tomá-la para você. Elas são vitais para exterminar trombes.
Não tendo esperado que um nobre se esforçasse para explicar as coisas para mim, olhei para o Damuel vestido de armadura, surpresa. Eu só podia ver partes de seu rosto através do elmo, mas não parecia que ele estava me desprezando por ser uma plebeia.
— Poucas pessoas têm a chance de ver cavaleiros lutando assim. Eu não desperdiçaria essa oportunidade se fosse você.
— Eu te agradeço muito.
— Começamos o desgastando com flechas. Olha, o de capa azul é o Senhor Ferdinando. — Damuel apontou para um cavaleiro montado em um leão e puxando para trás a corda de um arco de tamanho considerável. Ele se parecia com um nômade atirando um arco a cavalo. A capa fluindo no vento atrás dele era a única capa azul no meio de todas as capas amarelas.
É o Sumo Sacerdote! Uau! “Acabe com ele!” Eu não podia gritar meu apoio, então eu o aplaudi silenciosamente. Ele estava muito longe para eu ver a própria corda, mas eu podia dizer quando ele atirou pelos movimentos de seu braço e a flecha voando do arco.
A flecha disparou pelo céu e explodiu em várias flechas pretas menores, que caíram sobre o trombe gigante como chuva. Cada flecha explodiu em um clarão ao atingir a planta. Mas o trombe gigante continuava balançando seus galhos, como se a tempestade de flechas simplesmente não significasse nada para ele.
— É preciso muita mana para dividir uma flecha em tantas menores. No entanto, o Senhor Ferdinando pode atirar toneladas de flechas assim. Muito impressionante, hein? — Damuel parecia realmente admirar o Sumo Sacerdote, a julgar pelo fato de que ele estava orgulhosamente me dizendo o quão incrível ele era.
— Eu gostaria que ele voltasse para a Ordem em breve. — murmurou Damuel, no meio de seus elogios, o que me fez piscar de surpresa. Damuel notou que eu estava olhando para ele e, depois de um silêncio estranho, tossiu.
— Isso é confidencial.
— Entendido. Eu não vou contar a ninguém.
Ouvi dizer que o Sumo Sacerdote não foi criado no templo, e parecia que ele estava na Ordem dos Cavaleiros, dentre todos os lugares. Isso explicava como ele conhecia Karstedt e por que eles tinham conjuntos de armaduras correspondentes. Eu nunca teria imaginado, por sua constituição esbelta e mal-humorada, e aparência de estudioso, que ele servia como cavaleiro e não apenas como um cavaleiro qualquer, mas agora que o estava vendo lutar, ele parecia estar certo, em seu elemento.
E pensar que ele é um mestre tanto da caneta quanto da espada. Sou só eu, ou o Sumo Sacerdote é incrível? Eu gostaria que ele me emprestasse um pouco desse talento, pensei, enquanto olhava para ele lutando. Ele lançou flecha após flecha no trombe enquanto sua capa azul tremulava atrás dele.
— Olhe, parece que está começando a cobrar seu preço. Consegue ver o trombe ficando preto? — Como Damuel disse, cada ponto que a chuva de flechas do Sumo Sacerdote atingiu, agora estava ficando preto. Os minúsculos pontos pretos pareciam manchas, e com cada nova flecha, elas ficavam maiores.
— Eu posso vê-los. Oh, os galhos.— Como se aquelas manchas negras estivessem apodrecendo o trombe de dentro para fora, um dos galhos que ele estava balançando estalou na base e caiu no chão com um baque. O galho caído brilhou intensamente e desapareceu.
O trombe gigante esticou um de seus galhos ainda saudáveis o máximo que pôde para tentar derrubar os cavaleiros voadores, mas todos eram muito ágeis para serem atingidos. Em contraste, os cavaleiros empunhavam suas alabardas negras, cada uma das quais parecia uma fusão de um machado, uma lança e uma lança dentada, e cortaram, fatiaram e esfaquearam os galhos, que ficaram cada vez mais pretos até caírem no chão.
Os galhos caíram um após o outro e, antes que eu percebesse, a cratera do trombe parou de crescer. Com menos ramos balançando, dominando o espaço aéreo, os cavaleiros foram capazes de voar perto do tronco do trombe e atacá-lo diretamente. Era um tronco enorme, mas também ficou coberto de manchas pretas. Eu poderia facilmente dizer que o trombe estava perdendo força a cada golpe que tomava.
— Deve acabar em breve, — murmurou Damuel, parecendo um pouco mais relaxado do que antes. No início, eu não tinha ideia de como os cavaleiros sobreviveriam lutando contra um gigante tão perigoso, mas eles estavam terminando muito mais rápido do que eu esperava. Eu suspirei de alívio, também.
— Eu não sabia como alguém poderia lutar com um monstro assim, então estou feliz em ver que ninguém acabou se machucando.
— Isso acontece todos os anos. Podemos estar com falta de membros, mas não vamos perder para um trombe. Especialmente com Senhor Ferdinando ajudando. Até onde posso dizer, cortar esses galhos foi muito mais fácil graças a ele.
Parecia que matar o trombe teria levado muito mais tempo sem o Sumo Sacerdote chovendo barragens de flechas sobre ele. Sem muitas maneiras de atacar o trombe à distância, eles teriam que chegar perto para enfraquecê-lo, o que acabava com vários cavaleiros sendo enviados voando, atacados por galhos, todos os anos.
Eu não conseguia ver bem seu rosto, devido ao capacete, mas Damuel tinha uma voz calma e gentil. Olhei para ele com um sorriso e ouvi uma língua odiosa estalar por trás.
— Damuel, por que você está agindo como amigo de uma plebeia? Oh, ninguém te disse quem ela é? Permita-me informá-lo que a garota com quem está falando é uma plebeia. Ela é uma tola que não conhece seu lugar, usando as vestes azuis de um nobre, apesar de seu sangue sujo. Honestamente, não faço ideia do que o Senhor Ferdinando estava pensando, quando deu a uma plebeia humilde vestes azuis. Certamente uma escassez de mana é melhor do que isso.
— Shikicoza, o que você está dizendo? Não minta assim.— O tom abalado de Damuel deixou claro que ele não sabia que eu era uma plebeia. Ele deve ter explicado tão gentilmente a situação porque pensou que eu era uma aprendiz de donzela de santuário de nascimento nobre.
Dei um passo para trás, me distanciando de Shikicoza e Damuel. Eu não tinha ideia do que um nobre faria após saber que eu era uma plebeia. As coisas poderiam ficar ruins, se ele reagisse como o Arcebispo.
— É verdade. O Arcebispo visitou a casa da minha família durante a Cerimônia do Nó das Estrelas e lamentou seu sofrimento. “Uma garota plebeia solitária está destruindo a ordem no templo”, disse ele.
Então foi você que armou o tempo todo, Arcebispo! Eu o tinha abandonado em um canto da minha memória, já que nunca o vi no templo e ele não tinha feito nada comigo, mas parecia que ele estava reclamando sobre mim infinitamente, para os nobres, ao redor da cidade.
Isso é ruim. E pode ficar muito pior? Já que eu era uma plebeia, todos os meus protestos caíam em ouvidos surdos. Eles poderiam distorcer a verdade para atender às suas necessidades e fazer o que quisessem sob pretextos. Fofoca maldosa como esta seria um inimigo perigoso para mim, enquanto eu estivesse viajando com a Ordem dos Cavaleiros, que consistia inteiramente de nobres.
— Diga alguma coisa, escória plebeia. — Então Shikicoza disse, mas eu não sabia o que ele queria de mim. Eu não tinha ideia do que um nobre faria comigo se eu dissesse a coisa errada. Mas parecia que manter meu silêncio irritava Shikicoza mais, e seus lábios se curvaram em um sorriso sádico. — O que, nada arrogante para dizer sem o Senhor Ferdinando aqui para protegê-la?
— Pare, Shikicoza! Deveríamos protegê-la! Sua posição não muda o trabalho que nos foi dado! — gritou Damuel, de pé na minha frente, de forma protetora. Mas isso apenas derramou óleo nas chamas da raiva de Shikicoza.
— Cale a boca, Damuel! Coloque-se no seu lugar. Não tente me dar ordens nunca mais!
Damuel cerrou os dentes e deu um passo para o lado. Agora que eu podia ver na minha frente, vi Shikicoza andando por aqui. A visão de um homem vestido de armadura se aproximando de mim, com os olhos cheios de ódio, não era nada menos que aterrorizante.
Eu estou assustada. Minhas pernas tremiam e meus dentes batiam. Eu queria fugir, mas não conseguia mexer as pernas. Vendo o quão assustada eu estava, Shikicoza gargalhou e ergueu um punho cerrado e blindado.
— Irmã Myne!
— Saiam do caminho! — Fran saltou entre nós, para me proteger, mas Shikicoza o empurrou com tanta força que foi enviado voando.
— Fran! — Eu instintivamente corri em direção a Fran, mas Shikicoza agarrou a parte de trás do meu cabelo e me parou. Eu podia sentir vários fios arrancando da parte de trás da minha cabeça enquanto ele me puxava para trás.
— AÍÍÍÍÍ!
— Irmã Myne!
— Fran! — gritou Arno quando Fran rapidamente se levantou e tentou me resgatar. — Você não deve se mover! Seu mestre está sendo punido por você agir fora do lugar. Você não deve piorar ainda mais as coisas.
Ouvindo isso, Fran mordeu o lábio e congelou, o que fez Shikicoza sorrir ainda mais, com diversão, enquanto puxava violentamente meu cabelo.
— Escute, plebeia. Em momentos como esses, você deve se desculpar pela grosseria do seu assistente.
Fran estava mordendo o lábio para conter sua raiva, e eu tive que aprender com seu exemplo. Disseram-me inúmeras vezes para não discutir com nobres. Minha aposta mais segura seria me desculpar.
— Peço desculpas por meu assistente ter ofendido você. — Mas parecia que meu pedido de desculpas apenas irritava mais Shikicoza. Ele plantou uma bota no meu peito e chutou, me mandando voando, para longe, no chão. Minha bunda doía e eu mal conseguia respirar, mas, pelo menos, ele não estava mais segurando meu cabelo.
— O que há com esse olhar presunçoso?! Quer que eu os arranque?! — gritou Shikicoza furiosamente antes de pressionar a mão contra a pedra preciosa em sua mão esquerda e criar um bastão levemente brilhante. Ele girou-o e murmurou “messer”, que transformou o bastão fino em uma pequena faca. Sua ponta pontiaguda brilhava na luz.
Engoli em seco, ao ver uma faca sendo empurrada em minha direção. O suor frio escorria pelas minhas costas e eu podia sentir meu coração batendo anormalmente rápido. Minhas pernas estavam tão trêmulas que eu nem conseguia me levantar. Tudo o que eu podia fazer era olhar para a lâmina reluzente.
— Shikicoza, não! Deveríamos protegê-la! Ela é a aprendiz de donzela do santuário que precisamos para o ritual! — Damuel entrou em pânico, ao ver a lâmina e estendeu a mão, mas Shikicoza ignorou seu aviso e empurrou a mão antes de levantar a faca.
— Cale a boca! Ela não precisa de olhos para realizar o ritual! — disse ele com a faca no ar. Eu me encolhi como uma tartaruga com as mãos na cabeça para me proteger dela. — Isso mesmo! Os plebeus como você só precisam se encolher e mostrar respeito aos nobres!
Fechei os olhos com força e logo ouvi o som de asas batendo atrás de Shikicoza, enquanto ele gritava. Olhei para o céu e vi uma capa azul flutuando no alto do céu, atrás da faca mantida.
— Sumo Sacerdote! — Sabendo que ele poderia me proteger de Shikicoza, imediatamente me levantei para pedir ajuda. Mas eu me levantei assim que Shikicoza estava abaixando apressadamente a mão, após ouvir as palavras “Sumo Sacerdote”, e isso cortou a parte de trás da minha mão esquerda, já que eu estava cobrindo minha cabeça com ela.
— AÍÍÍÍÍ!
— Por que você se levantaria, idiota?!
Abaixei a mão e vi com um olhar que a lâmina havia cortado bem fundo, auxiliada pela gravidade. Levaria muito tempo para o sangramento parar. Mas eu sabia que reclamar com um nobre não me levaria a lugar nenhum, então eu apressadamente puxei minha manga para que minhas vestes cerimoniais não ficassem sujas. Segurei meu braço esquerdo para frente e levantei a manga com a mão direita.
— Irmã Myne, permita-me. — Fran imediatamente se ajoelhou ao meu lado e enfiou a mão na bolsa da cintura. Parecia que ele havia preparado algo para o caso de eu me machucar. Meus assistentes eram realmente os melhores da classe.
— Obrigada, Fran.
O sangue jorrou da minha ferida escancarada até o pulso, antes de pingar no chão. E no segundo em que meu sangue tocou no chão, um estrondo alto começou. Meu sangue continuou a pingar enquanto eu olhava para baixo, confusa. A cada gota, o chão roncava mais forte e, em um piscar de olhos, brotos de trombes explodiram do chão bem abaixo de mim.
— Wow?!— O trombe cresceu mais rápido do que qualquer um que eu já tinha visto antes, e seus galhos estavam enrolados em meus pés antes que eu soubesse o que estava acontecendo.
— Ah! Não! — Eu tentei desesperadamente chutá-los dos meus pés, mas galho após galho se enrolou em torno de mim. No momento em que puxei um de vários galhos, ele seria substituído por outros mais, envolvendo-se tão firmemente em torno dos meus tornozelos que eu não conseguia dar um único passo. E o tempo todo, meu sangue, pingando, estava fortalecendo o trombe ainda mais, fazendo-o brotar em todas as direções enquanto subia pelo meu corpo.
— I-isso não é minha culpa! Você não deveria ter ficado assim! — Shikicoza cortou o trombe em pânico com sua faca enquanto lutava para se afastar de mim.
— Irmã Myne! — Fran, sem uma lâmina, tentou puxar o trombe de mim com as próprias mãos, mas os galhos cresceram o suficiente para ser quase impossível quebrá-los com as mãos nuas.
O trombe alcançou meus joelhos, depois esticou-se sobre minhas coxas. Seus brotos verdes se estendiam e floresciam em caules brancos, enquanto seu tronco se estendia dourado como a cor de uma árvore. Os caules que me envolviam ficaram mais grossos pouco a pouco, enquanto me envolviam, apertando o suficiente para doer, enquanto novos brotos me alcançavam.
— Aprendiz! — Damuel tirou um bastão brilhante de sua luva esquerda e o transformou em uma faca. Mas, mesmo quando ele fez isso, os galhos do trombe me envolveram dez, vinte vezes. — Espere, eu tenho que me conceder a proteção divina do Deus das Trevas. Eu vou te salvar assim que puder.
Damuel começou a cantar uma oração. Parecia fortemente a mesma oração que eu estaria fazendo durante o ritual, uma que louvava os deuses e rezava por sua proteção divina. Ou, em outras palavras, foi tempo suficiente para que eu tivesse que trabalhar duro para memorizar tudo, e só de pensar em quanto o trombe iria crescer, enquanto ele rezava, causou um arrepio na minha espinha.
Estou com medo! Meus dentes batiam. Pensamentos da árvore caindo na cratera do trombe gigante e tendo a vida sugada dela passaram pela minha mente.
Tão assustador! Estou com tanto medo! Lágrimas brotaram em meus olhos devido ao medo de ser consumida pelo trombe. Balancei meus braços para derrubar os galhos, mas isso apenas fez o sangue voar por toda parte e fez mais brotos nascerem no chão.
Os caules enrolados em torno de minhas coxas se estendiam até meus quadris e estômago. Eu não conseguia nem me mover, e estava tão aterrorizada que gritei o mais alto que pude por ajuda.
— Lutz! Lutz! Ajude-me, Lutz!
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