Ascendance of a Bookworm — Capítulo 162: CAPÍTULO 162 - 161

Ascendance of a Bookworm
Cap. 162
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Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 162 - 161

Capítulo 162

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Ascendance of a Bookworm – Capítulo 161

Um convite após as refeições

— Su-Sumo Sacerdote.

— Espero que você saiba que sua posição é muito baixa para recusar.

Pedi ajuda ao Sumo Sacerdote, já que o convite me deu um sentimento muito ruim, mas ele me recusou sem pensar.

Isto é uma reunião de nobres, afinal. Uma plebeia como eu, nunca teria o direito de recusar. Eu entendo. Mas valeu a tentativa.

—Venha aqui, Myne.

Apesar do Sumo Sacerdote ter saído do seu caminho para nos separar um do outro, Sylvester deu um tapinha na mesa entre ele e Karstedt, sinalizando para eu sentar ao lado dele. Fiz uma pausa, sem saber o que fazer, já que não havia realmente nenhum lugar para me sentar, mas Karstedt e Damuel se levantaram e começaram a trocar de lugar, me dizendo para desistir.

— Myne, dê a volta na mesa como fez Damuel e sente-se ao lado de Sylvester.

O Sumo Sacerdote me deu um empurrão, arrependido, sabendo que a ordem de Sylvester não era algo que pudesse ser recusada.

— Com licença.

Contornei a grande mesa do refeitório e, não tendo outra escolha, sentei-me ao lado de Sylvester. Karstedt estava do meu outro lado, então me aproximei dele, na minha cadeira, tão sutilmente quanto pude. Damuel estava sentado em frente a mim, e o Sumo Sacerdote estava em frente a Sylvester.

— Escute, Myne, — começou Sylvester, — que tal trocarmos de chef? Você ficaria bem com isso, certo? Não é roubar, estamos negociando.

Mas esses eram os chefs de Benno. Ele definitivamente ficaria bravo se eu os trocasse sem sua permissão, e o potencial de vazamento de nossas receitas seria um grande problema.

— Os chefs estão sendo emprestados para mim por outra pessoa. Não posso concordar em negociá-los por conta própria.

— Então vou negociar com esse alguém. Quem é esse?

Benno não estava em condições de recusar um pedido de um nobre, mas seria um desastre se o restaurante italiano, ao qual ele havia dedicado tantos recursos, não pudesse mais abrir devido à falta de pessoal de cozinha. Eu já podia imaginar as dores de cabeça agonizantes de Benno e Mark, enquanto observavam seu investimento se esvair no nada.

— Irmão Sylvester, um humilde mercador não poderia recusar um pedido feito por alguém de posição nobre como você. Você não iria até ele para negociar, mas sim para fazer uma exigência irracional, que ele não poderia recusar.

— Sim, acho que terminaria assim com um mercador — murmurou Sylvester, um lampejo de diversão em seus olhos.

Parecia que o Sumo Sacerdote estava certo quando disse que Sylvester tinha um bom coração enterrado muito, mas muito, extrema e profundamente dentro dele. Ele não explodiu de raiva com a minha observação; na verdade, ele levantou um pouco o queixo, gesticulando para que eu continuasse.

Olhei para o Sumo Sacerdote, que ofereceu um aceno sutil. Damuel estava tremendo ao lado dele, seu rosto com um tom fantasmagórico de branco, mas não era uma opção para mim, perder meus chefs aqui.

— Meus chefs irão trabalhar em um restaurante que deve abrir em breve. Eles estão treinando para isso agora, e muito dinheiro foi gasto, tanto para treiná-los quanto para preparar o restaurante. A soma pode não ser muito para um membro da nobreza, mas é uma quantia que pode significar vida ou morte para um plebeu. Você ainda aceitaria os chefs, sabendo que isso destruiria aquele restaurante, Irmão Sylvester? Se você gostou tanto da comida deles, eu pediria que você esperasse a abertura do restaurante e se tornasse um cliente lá.

— Oh, um restaurante? Você está dizendo que os plebeus vão comer essa comida? — Os olhos de Sylvester se arregalaram de incredulidade e, com um sorriso igual ao que Benno deu a seus melhores clientes, aproveitei para anunciar o restaurante.

— Os preços serão caros o suficiente, para que apenas aqueles conhecidos como ricos na cidade baixa possam comprá-los, e apenas aqueles recomendados pelos clientes existentes serão atendidos. A área de jantar é modelada como a mansão de um nobre e fornecerá comida semelhante à que os nobres comem, ou melhor, fornecerá comida que nem mesmo os nobres comeram.

— É mesmo? E quem vai me apresentar?

— Humm, já que você parece interessado, vou apresentá-los eu mesma.

Com toda a honestidade, eu realmente não queria arcar com o que certamente seria a enorme responsabilidade de apresentar uma criança imprevisível como Sylvester ao restaurante, mas era melhor do que ele roubar nossos chefs e arruinar tudo.

— Tudo bem. Apresente-me, então. Vou dar uma olhada no lugar.

— Eu agradeço muito. Senhor Karstedt, Sumo Sacerdote, gostariam de vir também?

Implorei com meus olhos que queria que alguém mantivesse Sylvester sob controle, e ambos relutantemente assentiram, ao mesmo tempo.

Irmão Sylvester é um nobre, então talvez Benno aprecie isso? Ou talvez ele odeie. Me pergunto qual. De qualquer forma, quero que ele entenda que fui eu quem pacificamente impediu que seus chefs fossem roubados.

Enquanto eu silenciosamente me elogiava por meus esforços heroicos, o Sumo Sacerdote, com uma taça de vinho e alguns petiscos simples como presunto e queijo na mão, de repente, levantou a cabeça como se tivesse acabado de se lembrar de algo.

— Myne, por que não faz Rosina tocar o fespiel para nós? — ele perguntou, o que me lembrou que ele havia permitido que ela trouxesse o fespiel em primeiro lugar, para que ela pudesse fornecer “uma fonte de grande conforto durante as longas noites”.

Pedi por Fran com um olhar e solicitei a ele que dissesse a Rosina que queríamos que ela tocasse fespiel. Karstedt arregalou os olhos com as minhas palavras.

— Um plebeu tem um fespiel?

— O Sumo Sacerdote me disse que eu deveria aprender a tocá-lo.

Contei a ele sobre como o Sumo Sacerdote havia ordenado minha educação, o que fez Karstedt murmurar: “Então ele já começou seus preparativos. Não esperaria nada menos do Senhor Ferdinando.” Considerando que o Sumo Sacerdote não disse nada sobre eu ter de ser adotada por um nobre naquele momento, pode-se dizer que sua previsão foi realmente impressionante.

— Myne tem talento para música. Você tem mantido sua prática, correto?

— Rosina é apenas uma professora talentosa, só isso.

O Sumo Sacerdote dirigiu seus elogios para mim, mas Rosina era a única que administrava minha prática. Ela não me deixava pular, não importava o quanto eu quisesse, e qualquer um que praticasse um instrumento diariamente ficaria melhor. A única razão pela qual minhas habilidades de piano não melhoraram durante meus dias de Urano, foi porque eu não pratiquei todos os dias.

— Eu respondo à sua convocação, senhora. — Rosina chegou com o fespiel. Uma cadeira da mesa de jantar havia sido puxada para o nosso lado, e ela se sentou sobre ela com um sorriso largo. Então, ela tocou música após música solicitada por Sylvester.

— Fantástico. Como uma donzela cinza do santuário como você aprendeu a tocar fespiel tão bem?

— Apenas tive a oportunidade de me dedicar às artes, pela minha mestra anterior, Irmã Christine.

— Interessante. Tudo bem, Myne. É a sua vez.

Pessoalmente, achei muito cruel me convidar para tocar, logo depois que todos ouviram Rosina. Não éramos nem comparáveis uma à outra. Procurei apressadamente por uma razão que eu pudesse usar para recusá-lo.

— Eu, ah. Receio ser muito pequena para tocar o fespiel do tamanho de um adulto.

— Oh? Não tema, Irmã Myne. Trouxe seu fespiel também, caso algo assim acontecesse. Por favor, me dê um momento enquanto eu pego do seu quarto.

Nããão! Rosina, por que?

Eu caí em desespero. Karstedt me deu um tapinha reconfortante nas costas, segurando a risada enquanto Sylvester, que também estava sorrindo, desviou o olhar de mim para o Sumo Sacerdote.

— Tudo bem. Vá em frente e toque enquanto esperamos, Ferdinando.

Eu tinha certeza de que o Sumo Sacerdote iria recusar, mas, em vez disso, ele se levantou, pegou o fespiel com um único suspiro irritado e depois começou a tocar. A facilidade com que ele poderia acompanhar pessoas como Rosina era realmente bem impressionante, mas ele havia escolhido tocar a música de anime que eu havia ensinado a ele.

O arranjo tornou um pouco difícil de reconhecer, e as letras foram trocadas por outras, religiosas, mas ainda era uma música de anime! Eu lutei para conter meu riso, sentindo como se minha barriga estivesse preste a explodir, enquanto eu o ouvia tocar. E pensar que uma pegadinha que fiz, voltaria para me morder assim.

— Eu nunca ouvi essa música antes — observou Sylvester.

— Eu não esperaria — o Sumo Sacerdote respondeu, casualmente, o que fez Sylvester franzir a testa.

— Que música era essa? Quem a compôs?

— Isso é um segredo. — O Sumo Sacerdote olhou para mim, um sorriso arrogante se espalhou por seu rosto. Soltei um suspiro silencioso. Sylvester, que estava sentado ao meu lado, ergueu uma sobrancelha, seus olhos verdes brilhando.

Aaaah! Não quero que divulgue, mas não o provoque assim também! Agora ele está todo interessado, até eu posso dizer!

Quando uma tempestade de pânico me devastou por dentro, Rosina voltou com o pequeno fespiel.

— Aqui está, Irmã Myne.

— Obrigada, Rosina.

Dedilhei e escolhi tocar uma música de prática simples que eu havia aprendido. Me certifiquei de não tocar uma dos meus dias de Urano, já que isso teria sido cavar minha própria sepultura. Com certeza eu cresci.

— Você está bem, mas não tão bem.

— Acredito que é sua vez de tocar, Irmão Sylvester. Gostaria de ouvir sua música.

Eu estava cercada pelos talentos artísticos, Rosina, Wilma e o Sumo Sacerdote, então eu não tinha ideia do que era esperado de um nobre comum. Agora parecia uma boa oportunidade para descobrir isso fazendo Sylvester tocar.

— Hehe. Então você quer me ouvir tocando fespiel, hein? Tudo bem, considere-se sortuda. Eu vou tocar.

Sylvester pegou com confiança o fespiel, mas a julgar por seu comportamento e atitude, era difícil para mim imaginar que ele era musicalmente educado. Embora, como se viu, as aparências possam enganar. Ele era muito mais talentoso do que eu esperava. Ele gentilmente se afastou, sua voz, cantando, atingindo todas as notas certas.

Arggg. Os nobres são todos de alto nível. Eu estava esperando por provas de que o Sumo Sacerdote estava pedindo demais de mim, mas no final, tudo o que consegui foi a confirmação de que os nobres realmente eram loucamente habilidosos.

— Você gostaria de tocar também, Senhor Karstedt?

— Eu não sou muito de tocar fespiel. Talvez se eu tivesse minha flauta, mas me esqueci de trazê-la.

Em uma reviravolta chocante, parecia que até mesmo um militar como Karstedt poderia tocar um instrumento, embora ele preferisse usar um instrumento que fizesse uso da capacidade pulmonar, que ele havia acumulado, por meio de seu treinamento, em vez de um que apenas exigisse que ele tocasse cordas finas.

Hum, wow. Isso é legal.

— Mas, longe de mim sentar e não fazer nada depois que todos os outros se apresentaram. Hum. Suponho que a única coisa que eu poderia realizar aqui e agora é uma dança de espadas.

— Uma dança de espadas?! Nunca vi uma dessas. Eu adoraria ver a sua, se você quiser. — Nem mesmo nos meus dias de Urano eu tinha visto uma verdadeira dança de espadas. Olhei para Karstedt, meus olhos brilhando de antecipação.

Ele chamou Damuel, com um aceno de cabeça, depois pegou sua varinha brilhante e murmurou “schwert”. Em um instante, a varinha se transformou em uma espada. Os dois homens se encararam, bateram levemente as pontas de suas lâminas e depois as empurraram para o ar. Esse era o sinal para começar.

Ambos começaram a cortar o ar, suas lâminas mortais brilhando, enquanto dançavam a um ritmo uniforme, movendo-se fluidamente e sem desperdício de energia.

Aparentemente, a dança de espadas era usada como uma maneira de praticar os vários movimentos básicos diferentes em que era composta, e era de se esperar que todos na Ordem dos Cavaleiros fossem capazes de executá-la. Mas, ao realizá-la sem ensaiar primeiro, como Karstedt e Damuel estavam, era preciso observar cuidadosamente os movimentos do outro e sua linha de visão, para se mover em uníssono. Ficar fora de sincronia era perigoso para os dois.

O suor jorrava na testa de Damuel e sua respiração estava ficando mais pesada. Percebendo isso, Karstedt puxou sua espada, uma expressão composta em seu rosto.

— Isso deve bastar.

— Incrível! Senhor Karstedt, Sir Damuel, vocês dois são incríveis! Eu estava com tanto medo de que um de vocês se machucasse, mas vocês terminaram fantasticamente!

Continuei a soltar uma enxurrada de elogios, mas Sylvester protestou, dizendo que poderia fazer isso sozinho, e então, imediatamente, começou a dançar com Karstedt.

Hum. Posso voltar para o meu quarto agora?

Sylvester também parecia bem legal, enquanto executava a dança de espadas, com uma expressão mortalmente séria. Eu podia dizer, pela velocidade deles, que esta era uma dança de espadas de nível mais alto do que a última, mas isso realmente me irritou.

— Hehe. Isso foi muito legal, hein? Vá em frente, me encha de elogios. — Sylvester cantou, seu peito orgulhosamente estufado.

A dança de espadas havia acabado, e eu poderia dizer mais uma vez, do fundo do meu coração, que o achava irritante. Tão, tão irritante. Ele já estava de volta ao normal, na escola primária, e qualquer aparência de frieza e todo o meu temor por ele foi suprimido em um instante.

— Você foi esplêndido, Irmão Sylvester.

— Uau, tão monótono. Tente novamente.

Ele me forçou a repetir meu elogio três vezes, momento em que ele era tão chato de lidar, que fingi estar doente, apenas para que eu tivesse uma desculpa para correr de volta para o quarto que me foi dado.

Fim da leitura

Capítulo 162 concluído

CAPÍTULO 162 - 161