Ascendance of a BookwormCAPÍTULO 168 - 167
Capítulo 168Ascendance of a Bookworm – Capítulo 167
Epílogo
Enquanto Delia levava água do poço até o segundo andar, Gil voltou mais cedo do ateliê. Ele só voltava aos aposentos antes de Myne chegar, quando ele tinha uma mensagem de Lutz, então Delia, imediatamente, concluiu que Myne tinha ficado novamente doente.
Nossa, Irmã Myne, o que você está pensando?! Você finalmente pode ir para casa e você já está doente!
Reclamando com sua mestra doente, por dentro, Delia perguntou a Gil se a Irmã Myne estaria ausente por um dia. Ele pulou de surpresa, então olhou para onde Delia estava na escadaria.
— Ela é… Vai ficar fora por alguns dias. Ah, Fran! Ouça.— Gil deu uma resposta precipitada e, em seguida, ao perceber Fran, correu para ele o mais rápido que pôde.
— Não há necessidade de correr, Gil. E, por favor, tome cuidado para usar a linguagem adequada ao dar o seu relatório.
Delia voltou a subir as escadas, com a água na mão, enquanto ouvia Fran dar a Gil os mesmos avisos que ele sempre dava. Quando ela chegou ao segundo andar, viu que Rosina estava afinando o fespiel, tendo terminado a papelada dada a ela por Fran. Sua beleza brilhava através de como ela graciosamente ajustava o instrumento com as mãos delicadas. Ela mantinha as unhas cortadas, para que ela pudesse tocar o instrumento corretamente, mas, de outra forma, Rosina tinha as mãos lisas e brancas, de quem não fazia nenhum trabalho manual. Ela era uma tutora de música que lidava com a papelada. O trabalho físico, como carregar água, estava fora de sua alçada.
Papéis diferentes, expectativas diferentes. Claro que não teríamos empregos semelhantes. É por isso que preciso aprender a fazer muitas coisas diferentes, para que o Arcebispo me agracie com seus afetos noturnos!
A determinação de Delia fortalecia cada vez que ela via a clara distância entre ela e as outras aprendizes de donzelas cinzas do santuário. Ela tinha conseguido sobreviver, no miserável porão do orfanato, enquanto as outras crianças morreram, uma a uma, ao seu lado, e agora seu objetivo de vida era ganhar o favor da mais alta autoridade do templo, o Arcebispo, e depois viver sob sua proteção, enquanto recebia mais de seu amor do que qualquer outro. Por essa razão, ela precisava aprender com o exemplo de Rosina e se comportar da forma mais elegante e sofisticada possível.
Afinal, Jenni estava recebendo o afeto do Arcebispo, e ela também costumava ser uma das assistentes da Irmã Christine.
Esses eram os pensamentos de Delia, quando ela pegou um jarro de água e foi para a sala de banho. Uma vez lá, ela levantou o balde, que ela já tinha trazido, e derramou água no jarro. Levar água para o segundo andar era importante, tanto para a limpeza, quanto para se aliviar quando a natureza chamava, e levar o balde do poço até lá era a tarefa que mais exigia fisicamente de Delia.
— Acho que mais um balde será suficiente?
Menos água era necessária nos dias em que Myne estava ausente. Delia verificou quanto estava no jarro, antes de sair da sala de banho, carregando o balde vazio. Lá ela encontrou Fran instruindo Rosina a ir e encontrar pano de certas medidas.
— Quer que eu procure, Fran?
— Eu acho que você não terminou de carregar a água ainda, Delia. Por favor, priorize isso — disse Fran, com um sorriso suave.
Delia seria capaz de encontrar o pano que Fran precisava muito mais rápido, e ainda assim, ele estava saindo do seu caminho para pedir à Rosina. Em outras palavras, algo tinha acontecido que eles não queriam que o Arcebispo soubesse.
O que será que aconteceu? Delia pensou. No entanto, ela não perguntou, pois ela sabia que Fran não lhe daria uma resposta clara, não importava o que ela tentasse. Sua melhor jogada, então, era ir com o fluxo. Em vez de alertá-lo sobre suas intenções perguntando diretamente, ela poderia apenas, casualmente, perguntar à Rosina, sobre isso, mais tarde.
— Para que o pano será usado, Fran? — Rosina perguntou.
— Embrulhar carne — ele respondeu — Não precisa ser tecido de alta qualidade.
Embrulhar carne?
O balde vazio balançou quando Delia desceu as escadas, agora esforçando-se para ouvir sua conversa. A voz de Rosina ficou muito baixa para ouvir, mas foi rapidamente substituída por Gil da cozinha. Estranho. Ela esperava que ele voltasse para o ateliê após entregar seu relatório.
— Queremos que seja, tipo, a Irmã Myne agradecendo a todos na cidade baixa que a ajudaram — disse ele.
— Tudo bem por mim, mas quanto você precisa? — Hugo perguntou.
— Er… Não sei muito sobre essas coisas. Você pode fazer o que parecer certo, Hugo. Fran disse, então, para não dar muito, para evitar que se destacasse na cidade baixa.
— Aaah, então tem que se misturar na cidade baixa — disse Ella, pulando na conversa. Sua voz era alta o suficiente para viajar pela porta aberta da cozinha e facilmente chegar ao corredor principal da câmara. — Se é uma celebração, deve ser suficiente para dar-lhes um monte de veado e dizer que é um presente do ateliê.
O que será que estão comemorando?
Os únicos eventos comemorativos na vida de uma donzela cinza de santuário, eram sua cerimônia de batismo e sua cerimônia de maioridade, não havia mais nada. Mas Myne não tinha a idade certa para nenhum deles. Outra coisa deve ter acontecido na cidade baixa. Algo digno de uma celebração. Delia considerou o que poderia ser, quando ela saiu das câmaras.
No momento em que Delia tinha retornado, a atmosfera apressada tinha se dissipado. Gil tinha saído com a carne necessária para a celebração, Fran estava fazendo o trabalho, enquanto usava sua expressão habitual, plana, e Rosina estava ajudando-o, já que Myne não viria. A porta da cozinha também tinha sido fechada.
Sempre que Myne não vinha ao templo, a agenda de Delia era concluída; ela não precisava servir comida a ninguém, e ela não precisava fazer chá durante os intervalos. Não havia banhos para ajudar, nem roupas para trocar, e quando se tratava de pratos e lavanderia, todos faziam o seu próprio serviço em questão de minutos.
Fran estava ocupado, mesmo quando Myne não estava por perto. E agora que Rosina poderia ajudá-lo um pouco com seu trabalho, o mesmo era verdade para ela, embora ela tirasse pausas para tocar fespiel sempre que a oportunidade surgisse. Gil passava a maior parte do tempo no ateliê e no orfanato nos dias de hoje. O ateliê tinha que continuar funcionando, mesmo quando o trabalho de Lutz significava que ele tinha que estar ausente por longos períodos. Gil realmente estava se dedicando a aprender o máximo que podia sobre todos os tipos de coisas.
Em contraste, Delia não recebeu nenhum novo trabalho. A razão era simples: ela tinha conexões com o Arcebispo, e ninguém queria que ela se envolvesse no importante trabalho de Myne. Delia não podia deixar de se sentir um pouco triste por ser excluída, mas ao mesmo tempo, ter conexões com a mais alta autoridade do templo era uma grande fonte de orgulho para ela.
— Estarei com o Sumo Sacerdote, — anunciou Fran, logo após o terceiro sino tocar. Ele ia ajudar o Sumo Sacerdote com sua papelada, mesmo quando Myne não estava por perto.
Rosina, finalmente livre da papelada, procurou o fespiel. Não haveria trabalho nas câmaras até o quarto sino.
Delia deixou os aposentos da diretora do orfanato e foi direto para a sala do Arcebispo.
— Sou eu, Delia. Estou aqui para dar meu relatório ao Arcebispo, — disse ela ao padre cinza que estava na frente de sua porta e, após uma breve pausa, a porta se abriu.
Jenni a recebeu com um sorriso.
— Sinto muito, Delia. O Arcebispo recebeu um convite de um giebe
Giebe é o proprietário/administrador das terras do Arquiduquee está ausente no momento.
— Ele não levou os cálices para o Bairro dos Nobres no final do inverno? Certamente ele já terminou. Existe algum outro motivo pelo qual o Arcebispo precisaria deixar a cidade, agora que a Oração da Primavera acabou? — Delia perguntou, pensando na agenda do Arcebispo que ela havia memorizado enquanto estava em seu quarto, sendo ensinada a ser uma aprendiz.
Jenni respondeu que não sabia, mas que um giebe do sul o havia convidado. Parecia que um nobre proprietário de terras tinha negócios com o Arcebispo.
— Portanto, receberei seu relatório no lugar dele — disse Jenni.
Delia disse a Jenni que havia uma celebração na cidade baixa, de alguma forma relacionada a Myne, e que eles lhe deram um presente de carne embrulhada. Jenni fez anotações em um quadro e, assim que terminou, olhou para Delia e deu um sorriso caloroso.
— Delia, você se move muito mais elegante e graciosamente agora do que antes.
Delia frequentemente recebia elogios de Myne e Rosina, por seus esforços para melhorar, mas ouvir elogios de Jenni a deixava muito mais feliz. Afinal, Jenni estava vivendo o sonho de Delia, de receber os afetos do Arcebispo.
— Estou aprendendo a me comportar como Rosina. Eu quero me tornar concubina do Arcebispo.
— Sim, isso é uma coisa muito boa para se aspirar. Que nostalgia. Me pergunto o que Rosina está fazendo agora?
Delia passou a detalhar tudo o que sabia sobre Rosina e como ela passava seu tempo como assistente de Myne. Ela aproveitou a oportunidade para falar também sobre Wilma, no orfanato.
Jenni ouviu com um sorriso brilhante e radiante.
— Aprimore bem sua graciosidade, Delia. Haverá um visitante nobre chegando muito em breve, acredito.
— O Arcebispo me permitiria recebê-lo? Oh. Mas Fran iria atrapalhar. Ele nunca me deixava vir.
Por um momento, os olhos azul-claros de Delia brilharam de excitação, mas, ela se lembrou de sua posição atual e caiu decepcionada. Jenni a observou com um sorriso gentil.
— Me disseram que este nobre gosta muito de crianças. Tudo ficará bem. O Arcebispo, sem dúvida, irá chamá-la, Delia.
Se aquele nobre gostasse de Delia, ela poderia não se tornar a concubina do Arcebispo, mas sim a concubina de um nobre. Ela poderia ser capaz de deixar o templo. Tendo percebido que esta era uma possibilidade real, embora muito improvável, o coração de Delia bateu rápido em seu peito, quando ela saiu do quarto do Arcebispo. Ela estava tão animada com o quão brilhante seu futuro estava prestes a se tornar, que ela perdeu o último sussurro de Jenni.
— O nobre está procurando por uma criança que tenha a Consumação, ao que parece.
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