Ascendance of a Bookworm — Capítulo 173: CAPÍTULO 173 - 172

Ascendance of a Bookworm
Cap. 173
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Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 173 - 172

Capítulo 173

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Ascendance of a Bookworm – Capítulo 172

Cuidando de Kamil

Foi meu primeiro dia como irmã mais velha do meu irmãozinho fofo, Kamil. Um dia para se lembrar, com certeza, mas, apesar de resolver agir como uma irmã mais velha adequada, minha arqui-inimiga, sonolência, lançou um ataque surpresa. As dores do parto de mamãe começaram ao amanhecer, e Kamil nasceu entre o segundo e o terceiro sino. A essa altura, eu já estava completamente exausta de andar de um lado para o outro ao redor do poço. Fiquei com sono logo depois de almoçar.

Não, não! Eu não posso dormir!

Eu poderia levar água para mamãe, lavar a louça, e lidar com todo tipo de outras tarefas. No mínimo, eu queria continuar ajudando até que papai ou Tuuli voltassem do banquete, para ajudar.

Enquanto eu lutava para evitar que minhas pálpebras, cada vez mais pesadas, caíssem, mamãe deu um tapinha no colchão ao lado dela.

— Você pode dormir, se quiser, Myne.

— Eu não posso. Preciso ficar acordada até papai ou Tuuli voltar. Vou ser uma irmã mais velha incrível, que cuida de Kamil o tempo todo, — respondi.

Eu não tinha intenção de dormir, agora que Kamil finalmente estava aqui. Eu já o tinha segurado uma vez, e pretendia continuar cuidando dele.

Mamãe deu um sorriso gentil, após ouvir meu discurso determinado.

— Eu aprecio a intenção, mas minha principal preocupação é você ficar doente. Você deveria descansar, se estiver cansada — ela disse.

Assenti tristemente. Mamãe ainda estava cansada do parto. Eu não podia preocupá-la mais do que já estava.

Limpei os pratos, tirei os sapatos e subi na cama. Após me afastar um pouco, para o lado, afim de não rolar sobre Kamil, descansei, de lado, e observei seu rosto adormecido, antes de fechar os olhos.

Sua irmã mais velha vai começar a trabalhar duro amanhã, ok?

Não aguentei muito, após decidir dormir. Senti minha mãe me aconchegar e acariciar minha cabeça, e então adormeci, sem perceber.

Mas, no meio do meu bom sono, comecei a ouvir um ganido agudo, como um miado de gato. Isso me fez acordar novamente. Fiz uma careta, não gostando da sensação de ser forçada a acordar cedo.

Cale-se! Quero voltar a dormir, pensei, puxando o cobertor sobre a cabeça. Mas isso só fez o choro mais alto.

Aah! Por que está chorando tão perto de mim?! Oh, espere! Kamil!

Meus olhos se abriram e fiz contato visual imediato com mamãe, que estava levantando Kamil e se preparando para amamentar. Ela sorriu.

— Você dormiu bem, querida. Está quase na hora do quinto sino tocar.

Apesar de ter dormido por tanto tempo, eu ainda sentia que não tinha dormido o suficiente. Esfreguei os olhos e olhei para Kamil. Meu irmãozinho estava dando tudo de si para beber o leite da mamãe. Sua boca chupando, seus olhos desfocados e errantes e seus punhos apertados, minúsculos, eram todos super fofos.

— Voltei. Kamil está acordado?

— Olá, Tuuli. Ele está mamando agora, — eu disse, na direção da porta, enquanto Tuuli, tendo voltado da celebração no andar de baixo, enfiava a cabeça pela porta.

Ela se aproximou, sentou-se ao lado da cama e disse — Ele realmente é pequeno — enquanto olhava para Kamil.

— Você e Myne já foram tão pequenas assim, — mamãe respondeu, com um sorriso. Eu realmente não sabia como responder, pois não me lembrava disso.

Kamil afastou a cabeça, como se estivesse satisfeito, e mamãe deu um tapinha nas costas dele, gentilmente. Ele soltou um pequeno arroto.

— Você não só era lenta e ruim em mamar, Myne, como sempre escorria pelo canto da boca. E, quando você, finalmente, conseguia, de repente, você vomitava do nada — mamãe continuou, seu rosto enrugando, em um sorriso nostálgico, enquanto ela olhava para mim.

Ela estava basicamente dizendo que eu era uma estabanada desde o primeiro dia, então apertei meus lábios em um beicinho.

— Eu não sei o que você espera que eu diga sobre isso. Eu era apenas um bebê.

— Bem, — começou Tuuli, — você ainda come bem devagar, e quando você come demais, você geme com dor de estômago, então acho que você está basicamente do mesmo jeito, agora.

— Tuuli, isso é tão cruel!

— Ah, mas ela está certa — mamãe entrou na conversa.

Se ela estava indo para lá, então eu tinha algo a dizer também. O pão que comemos aqui era muito duro. Na verdade, era muito difícil de morder normalmente, então eu sempre tinha que mergulhá-lo na minha sopa ou beber primeiro. Esperar que ele amolecesse me desacelerava, gostando ou não, era só isso. Só comia devagar porque o pão era duro. Não era minha culpa.

— Como você pode culpar o pão quando você é a única que come devagar, Myne? Demora tanto porque você o deixa na sopa até ficar todo encharcado.

— Bem, isso é porque é muito difícil comer de outra forma!

Parecia que eu estava ainda pior em mastigar, agora que tinha me acostumado com o pão fofo, que tínhamos no templo, mas, agora que estava de volta em casa, lutava todos os dias para apreciar a experiência única de comer pão duro como pedra.

Enquanto Tuuli e eu continuávamos nosso vai-e-vem, mamãe acenou para nós com um sorriso irônico. — Acho que preciso trocar a fralda de Kamil agora, então…

— Deixe-me fazer isso! Eu quero tentar! — Tuuli disse, com os olhos brilhando, antes de começar sua tentativa de trocar a fralda dele. Observei atentamente, na esperança de aprender como era feito, para que eu pudesse ajudar um dia, também, como uma irmã mais velha adequada.

Ela removeu o pano em volta dele, limpou sua bunda usando a parte limpa, e então enrolou um novo pano em volta dele. Acabou.

Tuuli soltou um satisfeito “Acabei!” e abriu um sorriso. Ela tinha feito isso sem muito problema, e, com certeza, parecia muito fácil de fazer.

Vou tentar fazer isso da próxima vez.

Tuuli rapidamente jogou o pano sujo enrolado em uma cesta, antes de olhar pela janela, para o céu azul. — Então, mãe. Essa foi a última fralda que temos pro Kamil? É um pouco tarde, mas seremos pegas pela chuva se não as lavarmos logo.

— Ah, você está certa.Deveríamos nos apressar. Você poderia cuidar do que temos para mim? Mandei Gunther colocar alguns cordões na cozinha, para secar fraldas, mas eles estão um pouco altos. Você vai ter que pedir a ele para estendê-las.

Enquanto mamãe e Tuuli moviam as coisas, eu mesma espiava pela janela, minha cabeça inclinada para o lado. Havia algumas nuvens, mas o céu estava perfeitamente azul. Eu não conseguia ver nenhum sinal de que o tempo iria piorar, em breve, além do sol se pondo, como sempre.

— Como vocês duas podem dizer que o tempo vai piorar?

— Como você não pode, Myne? Se não pudéssemos dizer quando o tempo estaria ruim, seria muito perigoso, para nós, irmos para a floresta. Ah, mas, de qualquer forma, precisamos nos apressar e começar a lavar a roupa! Vamos, Myne. — Tuuli disse, enquanto me puxava para fora da porta da frente. Foi nesse momento que me lembrei.

— Sir Damuel me disse para não sair.

Meio que senti que ficaria bem indo ao poço, mas me disseram com firmeza que sair traria perigo para todos ao meu redor. E, considerando a recente morte do chefe da Guilda das Tintas e eu sendo atacada durante a Oração da Primavera, sair não era algo que eu poderia levar de ânimo leve.

Tuuli, tendo ouvido Damuel me dizer com firmeza para ficar dentro de casa até que ele viesse me buscar, afundou os ombros, ao se lembrar.

— Não devemos desobedecer a um nobre, certo? Bem, vou lavar a roupa, então. Você pode começar o jantar, Myne. Papai e eu não estamos com tanta fome, já que comemos muito na festa, então só a sopa deve ficar bem. Nossos vizinhos nos deram alguns vegetais de primavera e salsichas.

Ao olhar os legumes com os quais ia fazer a sopa, lembrei-me de que só tinha comido sopa e pão no almoço. Eu coloquei a mão no meu estômago.

— Bem. Estou com um pouco de fome, pois só comi um pouco de sopa no almoço, também. Não comi nenhuma carne que recebemos do templo, e precisamos alimentar bem a mamãe para que ela possa produzir muito leite saudável.

Em outras palavras, eu estava pedindo para comer carne. Tuuli apontou para o depósito, em resposta, e disse que eu poderia usar a carne de pássaro lá.

— Okay. Eu deveria apenas esfregar sal e ervas nela, certo?

Tuuli balançou a cabeça. — Algumas ervas não são boas para pessoas que acabaram de dar à luz. Apenas use o sal, — ela disse, antes de descer com nossa bacia cheia de roupas e um pouco de sabão.

Eu preferia carne temperada com ervas à carne salgada simples, o que era uma pena, mas se mamãe não podia comer, não fazia sentido eu fazer.

— Se as ervas estão fora de questão, eu deveria, pelo menos, usar um pouco do vinho do papai, — eu disse para mim mesma, depois de ver Tuuli na porta. Voltei para dentro e fui para o nosso depósito de inverno para pegar a carne, e depois fui buscar o vinho do papai na prateleira da cozinha.

Ele tentava desesperadamente me impedir, sempre que me via pegando o vinho para usar na cozinha. Ele disse que minha comida estava mais do que boa o suficiente, mesmo sem o vinho, mas eu sabia que ele só queria guardar o máximo de vinho possível para si.

Não me importa o quanto papai odeie… Estou usando este vinho! Há uma enorme diferença entre a carne preparada com vinho e a carne que não é.

Após amaciar um pouco a carne com vinho e sal, comecei a picar os vegetais de sempre. Ainda havia muitos que eram perigosos e eu achava difícil de preparar, mas, naturalmente, a essa altura, até eu podia dizer a diferença entre vegetais seguros e perigosos.

— Hum? Espere, estou pior nisso porque fiquei no templo por tanto tempo?! — exclamei. Meu ritmo de corte estava trêmulo e fora de controle, já que havia passado tantos meses vivendo como uma garota rica, excessivamente mimada no templo. Minha mão tremia só de segurar a faca.

Ah, isso é complicado. Eu já estava no fundo do poço antes, quando se tratava de fazer tarefas, e agora estou abaixo disso. Preciso criar o hábito de fazer tarefas todos os dias, — eu disse, lamentando minha queda nas habilidades, enquanto tomava cuidado para não cortar meus dedos junto dos legumes.

— Ah, esse é o vargel. Salteá-los na manteiga é melhor do que colocá-los na sopa.

Vargel parecia aspargos brancos na superfície, mas em termos de sabor, era mais como milho bebê. O sabor era ótimo e lembrava a primavera quando fervido e cozido com manteiga, ou apenas misturado com creme.

— Estou de volta! — Papai declarou em um humor jovial e bêbado, Tuuli seguindo de perto atrás dele. Ela terminou de lavar a roupa enquanto eu estava cortando legumes.

— Você vai pendurar isso, pai. Vamos preparar o jantar — disse Tuuli, enquanto entregava as fraldas recém-lavadas para o papai e ia colocar a bacia de volta no depósito.

Papai estendeu as fraldas e as pendurou nas várias cordas esticadas no ar, pela cozinha, perto do teto. Fiquei um pouco incomodada com o fato dele estar fazendo isso enquanto eu cozinhava, mas tive que engolir isso, pois Kamil precisava de fraldas secas.

— Se ao menos estivesse ensolarado para que pudéssemos pendurá-las do lado de fora.

— Sim, a chuva é uma droga. Isso realmente atrapalha quando temos que secar isso todos os dias.

Ter uma tonelada de fraldas balançando por todo o quarto era incrivelmente perturbador. Simplesmente não era uma visão a que eu estava acostumada, e somente quando elas foram espalhadas assim, eu apreciei o quão inestimáveis as fraldas descartáveis realmente eram. Sem mencionar que essas não eram as fraldas brancas com as quais eu estava acostumada nos meus dias de Urano. Eram longas tiras de pano, feitas de trapos costurados, e ficaram macias e finas devido às repetidas lavagens, que era a única coisa boa sobre elas. Eu queria pressionar para usarmos algo mais higiênico, mas estávamos apenas usando o que tínhamos. Além disso, eu já sabia que eles diriam que não queriam desperdiçar pano novo em fraldas que acabariam ficando igualmente imundas em pouco tempo.

— Até onde você chegou, Myne?

— Terminei de cortar todos os legumes que consegui cortar. Parece que a temporada de vargels está quase no fim. Eles estão bem duros agora — eu disse, mostrando a Tuuli os vargels fora de temporada.

— Isso é porque agora estamos quase na metade da primavera. Vargels duram muito tempo quando a primavera fica fria por mais tempo, mas eu prefiro que fique mais quente. Há mais coisas para coletar na floresta quando está quente!

Tuuli cozinhou a carne com sal e a temperou com os vargels salteados na manteiga. Usei esse tempo para fazer a sopa de legumes da primavera.

— Myne, vá chamar a mamãe — disse Tuuli.

Eu sorrateiramente entrei no quarto, tentando o meu melhor para não acordar Kamil. Mamãe estava dormindo ao lado dele. Talvez fosse devido ao quarto escuro dificultando a visão, mas ela parecia exausta e meio doente. Eu realmente não queria perturbá-la, então, silenciosamente, voltei para a cozinha.

— Tuuli, parece que a mamãe está dormindo.

— Tudo bem, você não precisa acordá-la. A senhora Karla estava falando sobre isso. Ela disse que é muito importante dar à mamãe o máximo de descanso possível após o parto — explicou Tuuli enquanto punha a mesa. Parecia que as esposas da vizinhança lhe contaram sobre um monte de coisas enquanto ela estava ajudando no parto. Mamãe parecia que ficaria fora de serviço por um bom tempo, o que significava que precisaríamos cobri-la como família.

— Você pode não perceber isso porque você não estava lá, Myne, mas mamãe realmente teve dificuldades quando ela estava dando à luz. Ela estava sangrando muito e parecia doer muito — Tuuli murmurou, olhando ansiosamente para o quarto onde mamãe estava dormindo.

Fui mandada embora durante o parto e também não testemunhei nenhum em meus dias de Urano. Eu tinha lido sobre eles e ouvido falar muito, mas não sabia como era um parto de verdade. Eu só podia imaginar como mamãe se sentia, e provavelmente não era um grande salto dizer que ela não estava em uma ótima situação.

— Precisamos trabalhar duro o suficiente para que mamãe não precise fazer nenhuma tarefa sozinha. Ela ficará doente por muito tempo se a deixarmos se esforçar muito cedo. Myne, vamos precisar da sua ajuda.

— Okay.

Naquela noite, eu acordava cada vez que Kamil começava a chorar. Era muito difícil dormir com um bebê chorando no mesmo quarto que você. No final, tive certeza de ter visto mamãe amamentando Kamil, com olhos embaçados, em quatro ocasiões diferentes, naquela noite. Basta dizer, eu estava privada de sono. Minha cabeça estava confusa quando finalmente acordei de verdade.

— Acho que vai levar apenas alguns dias para você se acostumar a dormir com o choro — mamãe disse, enquanto acariciava minha cabeça com um sorriso preocupado. Respondi que definitivamente não me acostumaria com isso tão facilmente, mas na segunda noite consegui chegar à manhã enquanto mal registrava o choro no canto da minha mente.

— Humm. Sinto que sou muito melhor em me ajustar às coisas do que pensava.

— Você é igual ao papai — disse Tuuli, enquanto me encarava com olhos semicerrados e privados de sono. Ela apontou para papai, que ainda estava dormindo.

Fim da leitura

Capítulo 173 concluído

CAPÍTULO 173 - 172