Ascendance of a Bookworm — Capítulo 250: CAPÍTULO 250 - 249

Ascendance of a Bookworm
Cap. 250
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Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 250 - 249

Capítulo 250

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Ascendance of a Bookworm – Capítulo 249

A Cerimônia de Batismo e Nossa Apresentação de Inverno

Capítulo 04 —

A situação era muito parecida com a Cerimônia do Nó das Estrelas, mas agora havia olhares muito mais críticos me avaliando enquanto eu caminhava pelo meio do corredor. O ritmo da música que estava sendo tocada me fez sentir como se estivesse sendo apressada, e eu desesperadamente movi minhas pernas para evitar cair atrás de Wilfried.

Entre o público, pude ver alguns usando uniformes de cavaleiros, como Karstedt, outros com roupas de acadêmicos, como Justux e ainda outros vestidos com o traje de assistentes. O resto estava adornado com uma variedade de roupascaras equentes

Minha análise do que as pessoas estavam vestindo, me levou a acreditar que a colocação de alguém no salão dependia da posição, os nobres inferiores estavam posicionados mais próximos da entrada, enquanto os das fileiras mais altas estavam perto do altar. Parecia que os cavaleiros e acadêmicos estavam juntos, mas todos estavam acompanhados por mulheres e crianças espalhafatosamente vestidas, usando suas capas da Academia Real ou apenas em suas melhores roupas. Em outras palavras, as famílias estavam unidas.

Me pergunto se meus irmãos e minha mãe estão juntos lá na frente?Pensei. E não demorou muito para eu encontrar Elvira na primeira fila, perto do centro, com Eckhart logo atrás dela. Lamprecht e Cornelius não estavam com eles já que estavam de guarda.

O altar estava no centro de um palco, e Ferdinando estava de pé diante dele usando suas vestes rituais de padre. Sylvester e Florencia estavam à sua esquerda, de frente para o palco junto com seus cavaleiros de guarda e assistentes. Notei os dois olhando para cá, junto com Karstedt, então dei um sorriso.

Rosina e os outros músicos, com seus fespiels, estavam à direita de Ferdinando, também de frente para o palco, e ao lado deles havia uma série de nobres segurando anéis mágicos. Cornelius, Angélica e Lamprecht também estavam por perto, o que me disse que os nobres reunidos eram aqueles relacionados às crianças que estavam sendo batizadas.

Ah, entendo. Sou filha do Arquiduque agora, então mamãe e Eckhart não podem ficar com minha família ou empregados.

Em vez disso, ambos estavam com os outros nobres superiores normais. O fato de não poderem ser incluídos na minha família fez me sentir um pouco triste.

Onde será que Richarda e Oswald estão? Pensei, notando que eles não haviam entrado pela porta de entrada e não estavam ao lado do palco. Procurei por eles e, eventualmente, os vi entrar por outra porta. A multidão se separou para eles quando entraram e, em pouco tempo, eles também estavam alinhados no palco.

Quando paramos em frente ao palco, Ferdinando gesticulou para que subíssemos ao altar. Nós prontamente obedecemos e nos alinhamos diante dele.

Quatro crianças deveriam ser batizadas, entre as quais estavam aquelas que viviam tão longe da cidade de Ehrenfest que não podiam convidar um sacerdote durante a época do nascimento. Enquanto havia várias crianças, todo o processo foi exatamente como tinha sido durante a minha própria cerimônia de batismo: Ferdinando recitou contos da Bíblia em sua voz reverberante, em seguida, chamou cada criança pelo nome.

— Philine — disse ele, e uma garota deu um passo à frente. Foi a mesma garota que me deu um olhar desconfortável na sala de espera mais cedo. Ela agarrou o bastão mágico que ele segurava, a mesma ferramenta sugadora de mana que eu havia segurado durante minha cerimônia de batismo, e uma vez que começou a brilhar, os nobres aplaudiram em comemoração.

Eu poderia adivinhar que, se alguém estivesse tão carente de mana que não pudesse fazer a ferramenta brilhar, eles não seriam aceitos como nobres. Mas os bebês tiveram sua mana medida ao nascer e ao longo de sua infância, à medida que cresciam, então era extremamente raro que isso realmente acontecesse.

Com isso feito, a ferramenta mágica foi pressionada contra uma medalha para registrar sua mana. Uma criançaerareconhecida como uma nobre Ehrenfest apenas quando este processo era concluído.

O pai de Philine subiu no palco, depois presenteou sua filha com um anel no qual ela poderia liberar sua mana. — Eu concedo este anel a Philine, minha filha que foi aceita pelos deuses e pela sociedade.

— Que Philine seja abençoada por Geduldh, a Deusa da Terra — anunciou Ferdinando. E quando a bênção dele caiu sobre ela, ela encheu a pequeno feystone em seu anel com mana e devolveu a bênção em agradecimento. Uma pequena luz vermelha saltou pelo ar em direção a Ferdinando, e os nobres aplaudiram mais uma vez.

— Quê? Todos estão felizes com uma bênção tão pequena?

Era totalmente diferente da bênção que meu trio guardião, Ferdinando, Sylvester e Karstedt, me fez dar durante minha própria cerimônia de batismo. Havia duzentos nobres presentes naqueledia, e eu abençoei cada um deles.

Bem, isso explica por que a multidão se assustou tanto! A bênção que dei foi claramente anormal! Se eu soubesse como eram as nobres cerimônias de batismo, eu nunca teria feito algo tão estranho!

Mas não importa o quanto eu me arrependesse, não havia como voltar atrás agora. Sem mencionar que Ferdinando teria me obrigado a fazer isso, mesmo assim, para promover seu plano de me estabelecer como uma santa. Eu não podia imaginar uma única realidade em que eu poderia vencê-lo.

Uma vez que as crianças foram todas batizadas, era hora da apresentação. Esta foi uma celebração para as crianças que haviam sido batizadas durante o ano e aceitas nas fileiras dos nobres, onde ofereceríamos música aos deuses e oraríamos para que continuassem a fornecer sua proteção divina. Cada criança geralmente cantava uma canção em homenagem ao deus associado à estação em que nasceu.

Fomos movidos para o lado esquerdo do palco enquanto um dos assistentes de Sylvester colocava uma cadeira no centro. Então, Ferdinando chamou o nome de Philine, significando que ela deveria tocar primeiro. Considerando o que Richarda havia dito antes, isso significava que ela era a mais baixa em posição entre todos nós.

Philine estava com uma expressão nervosa enquanto se sentava na cadeira, momento em que seu professor de música subiu ao palco com seu fespiel. Philine pegou o instrumento e o preparou.

Espera, o quê? Ela não é muito boa.

Eu tinha assumido que o mau desempenho de Philine era apenas um caso pontual, mas as próximas duas crianças também não eram muito boas. No momento em que estávamos no meio da apresentação, tudo o que eu podia fazer era inclinar minha cabeça em confusão. Se essa era a qualidade esperada durante a apresentação de um nobre, então por que Wilfried e eu trabalhamos tanto? O nível de arte exigido dos nobres era muito menor do que eu esperava.

Ou foi o que pensei. A segunda metade era cada vez melhor, seu talento aparentemente proporcional a sua posição. Havia um mundo de diferença entre como seus fespiels soavam, e eu imediatamente percebi o que estava acontecendo.

Essa é a diferença que ter mais dinheiro para investir na educação faz.

Todas as peças se juntaram. Se as crianças de posição mais alta se apresentassem primeiro, seria triste para as crianças de posição mais baixa que tiveram que tocar depois delas. Esperava-se que os nobres fossem tão bons em tocar fespiel quanto seus tutores e a qualidade de seus instrumentos permitiriam, e era por isso que Wilfried e eu esperávamos tocar em um nível tão alto, não seríamos capazes de manter nossa dignidade e posição social se fôssemos criados em meio aos professores e instrumentos de alta qualidade, mas ainda assim não pudéssemos tocar melhor do que aqueles de posição inferior a nós.

As crianças nobres eram tão boas quanto você esperaria. Eles eram um pouco melhores do que Wilfried, que estava praticamente em forma da noite para o dia, mas a diferença não era grande o suficiente para que as pessoas o desprezassem.

— Aposto que está feliz por ter praticado agora, não é, Wilfried? — Perguntei, e enquanto ele assentia com uma expressão rígida, Ferdinando gritou seu nome. — Não se preocupe. Você tem colocado muito trabalho nisso.

Eu dei a Wilfried um tapinha encorajador nas costas, o inspirando a subir no palco e em direção ao centro. Uma vez sentado, seu professor de música trouxe-lhe seu fespiel. Wilfried pegou o instrumento, o preparou e depois começou. O fato de que ele podia tocar tão bem quando realmente contava e era capaz de ficar calmo, apesar de todos os olhos críticos, era provavelmente um sinal de que o sangue de Sylvester corria por suas veias. Ele estava realmente tocando o fespiel em meio a uma multidão enorme, a própria imagem do filho de um Arquiduque.

Olhei para o lado e vi Florencia observando Wilfried com um sorriso, lágrimas se formando em seus olhos. Seu olhar estava tão cheio de amor materno deslumbrante que não pude deixar de me lembrar de minha própria mãe, e uma pontada de ciúme atravessou meu coração.

Wilfried tropeçou algumas vezes, mas finalmente manteve a calma e terminou a música sem problemas. Quando terminou, ele desceu do palco com o sorriso satisfeito de um trabalho bem-feito.

— Rozemyne, — anunciou Ferdinando.

Assim como as outras crianças, fui para o centro do palco e sentei. De lá, era impossível não ver a enorme multidão de nobres alinhados no salão de reuniões. Ouvi dizer que havia um total de oitocentos nobres em toda a Ehrenfest, mas honestamente parecia que havia muito mais.

Olhei ao redor do corredor e fiz contato visual com Elvira e Eckhart na primeira fila. Ambos estavam me dando sorrisos calmos, mostrando sua total confiança em mim. Justux também estava lá, posicionado ao lado de Eckhart. Na verdade, Damuel e Brigitte pareciam nervosos, enquanto Cornelius e Angelica olhavam para mim com antecipação nos olhos. Richarda me deu um sorriso e um pequeno aceno de cabeça para me ajudar a relaxar.

Enquanto eu olhava ao redor do salão, Sylvester começou a explicar aos nobres as circunstâncias por trás da minha adoção, passando a contar um relato ainda mais exagerado do que havia acontecido durante o meu batismo para alimentar ainda mais a lenda da santa.

Parem! Não exagere com eles! Eu exclamei por dentro, enquanto mantinha o sorriso calmo de um nobre. Sua apresentação embaraçosa terminou pouco antes que os olhares estranhos da plateia me fizessem perder a compostura, e Rosina subiu ao palco com meu fespiel.

— Com seus talentos, você se sairá muito bem, Senhora Rozemyne — disse Rosina com um sorriso encorajador. — E não se esqueça de sorrir e agradecer aos deuses — acrescentou ela em um sussurro, antes de se virar e retornar à sua posição.

Como instruído, forcei um sorriso no meu rosto enquanto preparava meu fespiel.

— Agora, então, — anunciou Ferdinando — ore aos deuses e ofereça-lhes uma canção.

Como eu estaria oferecendo uma música ao deus associado à temporada em que nasci, eu estaria tocando para Leidenschaft, o Deus do Fogo. Era uma música com a qual eu estava muito familiarizada e costumava tocar, mas a pequena pegadinha que eu haviafeito comFerdinando estava saindo pela culatra.

Eu realmente cavei meu próprio túmulo aqui. A música que ele me fez praticar para isto é a música de anime que eu fiz ele arranjar! Perdoe-me, poderoso Leidenschaft! Vou colocar meu coração nisso tanto quanto eu puder!

Enquanto me desculpava silenciosamente, comecei a tocar com todo o meu coração para não desrespeitar os deuses, derramando absolutamente tudo de mim no canto. Mas enquanto a música continuava, eu podia sentir minha mana sendo sugada para o meu anel, assim como seria quando eu disse uma oração por uma bênção.

O-O que está acontecendo?

A mana inchou enquanto eu continuava a cantar, rapidamente se transformando em uma bênção completa. Eu rapidamente parei seu fluxo, mas era tarde demais, uma luz azul saiu do meu anel, transformando-se em uma bênção acima do palco antes de chover no salão de reuniões.

Todos na plateia olharam para mim, usando expressões de choque, admiração e confusão. Olhei para Ferdinando em busca de ajuda e vi que ele estava esfregando as têmporas com os olhos bem fechados. A julgar pelo olhar dele, eu tinha acabado de fazer algo que realmente não deveria.

Eu não tinha certeza se seria bom para mim parar de tocar a música no meio do caminho, então eu decidi continuar. Mas quando terminei, quase não recebi nenhum aplauso. A maioria da multidão parecia incerta sobre como reagir, e os únicos que aplaudiam eram aqueles que me conheciam pessoalmente.

AAAH! Sinto muito por tornar isso tão estranho! Não foi de propósito…

Entreguei meu fespiel a Rosina, então lentamente me levantei quando Ferdinando veio caminhando. Eu olhei para ele, me perguntando o que ele ia fazer, apenas para ele me pegar e me segurar bem alto no ar.

— Contemplem, a Santa de Ehrenfest! Que ela seja abençoada pela riqueza e glória que ela traz para nossa casa! — declarou ele, e ao mesmo tempo, todos os nobres mantiveram seus schtappes no ar. A luz das bênçãos aumentou acima deles, e pude ver muitas pessoas na plateia acenando para si mesmas.

— Então ela era uma santa, afinal — ouvi uma pessoa dizer.

Aaaah! Ferdinando explorou isso para espalhar a lenda de eu ser uma santa ainda mais rápido!

Enquanto eu sufocava um suspiro, Ferdinando me ordenou baixinho que sorrisse e acenasse. Fiz o que ele disse, forçando o sorriso elegante que eu tinha sido treinada para dar e acenando elegantemente, o que desta vez me rendeu aplausos ensurdecedores.

Ferdinando me carregou do palco e caminhou para fora do salão de reuniões, enquanto eu continuava a sorrir e acenar. Ele estava andando rapidamente com passos longos, e apenas quando chegamos em um quarto ao lado, ele finalmente me colocou no chão.

— Rozemyne — disse ele, pegando a ferramenta mágica de bloqueio de som das várias ferramentas tilintando em seu cinto e a empurrando em minhas mãos.

Eu agarrei-a, e uma vez que foi ativado, nós dois soltamos suspiros pesados simultâneos de exaustão. Então, Ferdinando olhou para mim.

— Rozemyne, explique essa bênção — ele exigiu.

— Não tenho ideia do que aconteceu — respondi. — Minha música se transformou em uma bênção por conta própria. — Na verdade, eu queria que ele me explicasse o que acabara de acontecer.

Ao ouvir minha resposta, Ferdinando franziu a testa e cruzou os braços em pensamento.

— Mas isso nunca aconteceu quando você estava praticando, correto? Por que sua música se tornaria uma bênção agora, de todos osmomentos?

— Bem, eu nunca realmente oro enquanto pratico… — Eu disse, calmamente acrescentando — Durante o treino, estou sempre tão focada em mover os dedos e acompanhar as notas que realmente não rezo.

Ferdinando começou a bater levemente um dedo contra sua têmpora.

— Então você acredita que isso aconteceu porque estava orando sinceramente?

— Sim. Parecia que meu anel estava sugando minha mana por conta própria, foi quando interrompi o fluxo, assim que percebi, mas já era um pouco tarde demais. Acho que devo tocar sem usar o anel no futuro — eu disse. A mana tinha sido sugada de mim porque eu estava com o anel, então tirá-lo, em teoria, resolveria tudo.

No entanto, Ferdinando balançou a cabeçacomminha sugestão.

— Seria impensável para um nobre batizado não usar um anel mágico. Você tem duas escolhas: refinar sua mente de modo que a mana não vaze, ou aceitar seu destino e desempenhar o papel de uma santa.

— Parar conscientemente a mana seria muito difícil. Geralmente é sugada de mim tão rapidamente que nem percebo o que está acontecendo até que seja tarde demais. E de qualquer forma… nós ainda precisamos manter as coisas da santa? Eu pensei que era apenas para fazer minha adoção ir mais suavemente — eu disse com um beicinho.

Ferdinando pensou por um segundo, depois me deu um olharpensativo.

— Será útil ter uma explicação sobre porque você é tão anormal. Ninguém vai ostracizar um santo com tal abundância de mana que serve ao ducado tão bem, — disse ele com os olhos baixos, implicando indiretamente que, a menos que eu provasse ser útil para o ducado, minha grande quantidade de mana provavelmente me levaria a ser ostracizada ou difamada.

A dor amarga evidente em sua expressão me deixou incapaz de fazer qualquer coisa além de morder meu lábio.

Com uma batida na porta, Richarda entrou logo depois.

— O salão da assembleia está zumbindo com a discussão sobre a santa. Ninguém estava no clima para a Cerimônia dos Presentes, então fomos direto para o almoço, por enquanto. Ferdinando, meu menino, troque de roupa assim que puder.

Com isso, Richarda me levou ao refeitório, elogiando-me por um trabalho bem-feito ao longo do caminho. Ela chegou até a mencionar casualmente que sabia que eu era uma garota muito especial depois de testemunhar minha cerimônia de batismo, a Cerimônia do Nó das Estrelas, e meu envolvimento na educação de Wilfried.

— Não há muitos nobres que a conheçam bem, minha princesinha, então a maioria ficou chocada com sua bênção. Mas nós que conhecemos você, não ficamos surpresos. Você se estabeleceu como um membro digno da família do Arquiduque, então não há necessidade de você se sentir preocupada em mostrar sua vasta quantidade de mana — disse Richarda para me confortar.

Suas palavras aliviaram o fardo sobre meus ombros, e soltei um suspiro silencioso.

Voltariamospara a sala de reuniões assim que o almoço terminasse, onde a Cerimônia dos Presentes seria realizada. Era um evento simples durante o qual capas e broches eram dados a novos alunos da Academia Real. Havia quatorze crianças a quem isso se aplicava, o que era muito mais do que a minha futura turma de oito.

Uma vez lá, nos encontramos com Rosina, que estava almoçando em outro lugar. Ela estava sorrindo como sempre, mas não pude deixar de sentir que ela parecia um pouco estranha.

— Aconteceu alguma coisa, Rosina? — Perguntei.

A preocupação em seu rosto pareceuse aprofundar.

— Senhora Rozemyne, eu estava apenas… Acabaram de falar comigo sobre a Senhora Christine — disse ela.

Pisquei em surpresa. Christine era a donzela artística do santuário que Rosina havia servido antes de mim. Ela tratou Rosina como uma amiga e lhe proporcionou uma vida confortável imersa em arte, o que causou problemas com meus outros assistentes quando a trouxe pela primeira vez para meus aposentos. Por essa razão, ver Rosina tão ansiosa depois de encontrar Christine novamente me encheu de crescente preocupação.

— Ela disse alguma coisa para você? Algo doloroso? — perguntei, mas Rosina balançou a cabeça lentamente.

— Não. Em vez disso, parece que ela pretendia vir me resgatar no futuro.

— O quê? — respondi, piscando de novo surpresa.

Rosina se repetiu, desta vez não conseguindo esconder completamente sua alegria em meio à preocupação.

— Ela disse que planejava me recuperar depois de se formar na Academia Real e adquirir mais liberdade. Ela nunca pensou que eu teria me tornado sua musicista pessoal, Senhora Rozemyne.

Seus olhos azuis vacilaram de prazer, e sua expressão satisfeita fez meu coração se contorcer de preocupação. Ela se sentiria mais realizada servindo a um mestre dedicado às artes, assim como ela?

— Rosina, você deseja voltar a servir Christine? — Perguntei, meu coração batendo forte no meu peito. Se ela dissesse que sim, então talvez fosse melhor eu deixá-la fazer isso.

Olhei para Rosina com as mãos agarradas na frente do peito e, depois de piscar algumas vezes, Rosina balançou a cabeça.

— Estou satisfeita com minha vida atual e, portanto, não tenho intenção de retornar ao serviço dela. No entanto, até este ponto, eu tinha pensado que ela me abandonou no templo. Saber que ela nunca se esqueceu de mim trouxe muita paz ao meu coração.

— Entendo. Fico feliz.

Eu realmente estava feliz que seu coração ferido tinha sido curado, e que ela não estava planejando me deixar.

Enquanto eu suspirava de alívio, Rosina deu um pequeno sorriso e olhou para mim com uma expressão perturbada.

— Você não precisa se preocupar, Senhora Rozemyne. Eu sou sua musicista pessoal, agora e para sempre — disse ela, tendo percebido claramente que eu estava preocupada com a partida dela.

Fiquei um pouco envergonhada sabendo que ela havia notado que eu estava com um pouco de ciúmes de Christine, então desviei os olhos e procurei o palco.

— A Cerimônia dos Presentes deve começar agora, — anunciou um acadêmico. — Todos os novos alunos da Academia Real, um passo à frente!

A voz me deu uma boa ideia de onde estava o palco, mas eu realmente não conseguia vê-lo, os cavaleiros de guarda e assistentes ao meu redor, sem mencionar Ferdinando e Elvira, estavam posicionados de uma forma que impedia que outros se aproximassem de mim, o que simultaneamente bloqueou minha visão do palco. Enquanto olhava através das rachaduras entre suas roupas para tentar assistir à cerimônia, me perguntei se alguém estaria disposto a me deixar sentar em seus ombros.

Eu peguei vislumbres de Sylvester andando pelo palco, dando a cada aluno uma capa e um broche um por um e incentivando-os a estudar muito. Assim que ele terminou, o acadêmico anunciou os dias individuais em que eles estariam partindo para a Academia Real. Cornelius e Angélica murmuraram suas respectivas datas baixinho. Cada classe aparentementeiaem um horário diferente, então eles não estavam indo no mesmo dia.

— Ferdinando, onde está a Academia Real? — Perguntei.

— Na Monarquia, a região no centro do país que é governada diretamente pelo rei. Você pode considerar a Monarquia como semelhante ao Distrito Central de Ehrenfest, mas para a totalidade do país. Os alunos vivem lá durante o inverno e são transportados através de um círculo mágico, projetado de tal forma que não pode mover grandes grupos de pessoas ao mesmo tempo. É por isso que cada classe viaja separadamente.

Assim que a Cerimônia dos Presentes terminou, conversas puderam ser ouvidas por todo o salão. Os nobres começaram a trocar informações e afins, transformando a cerimônia em um encontro social. Eu não tinha certeza se deveria continuar agindo como antes, mas antes que eu pudesse perguntar, Ferdinando apoiou a mão no meu ombro.

— Rozemyne, você está parecendo muito mal, — disse ele.

— Oh meu Deus, isso não é nada bom. Acredito que é hora dela descansar — concordou Elvira, ela e Ferdinando olhando de perto para o meu rosto. Eu pessoalmente me sentia bem, mas pude dizer que eles estavam indiretamente ordenando que eu saísse antes que eu causasse mais problemas, então saí do corredor com Richarda e meus guardas.

Enquanto caminhávamos, pude ouvir algumas vozes sussurrando entre a multidão.

— Essa garota realmente tem a mana de uma santa — disse uma mulher.

— Eu adoraria conhecê-la melhor.

— Meus deuses, é preciso mais do que um excesso de mana para ser uma santa — respondeu outro.

— Aquela santa é, sem dúvida, minha sobrinha, — começou mais uma.

Arg!Esses olhares penetrantes estão começando a doer.

Os nobres não estavam olhando descaradamente para mim, mas todos estavam olhando em minha direção, prestando muito mais atenção em mim do que quando entrei pela primeira vez. Resistindo ao desejo de olhar para os meus pés ou até mesmo fugir da sala completamente, caminhei como um nobre, com a cabeça erguida.

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Fim da leitura

Capítulo 250 concluído

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