Ascendance of a Bookworm — Capítulo 257: CAPÍTULO 257 - 256

Ascendance of a Bookworm
Cap. 257
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Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 257 - 256

Capítulo 257

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Ascendance of a Bookworm – Capítulo 256

Vendendo os Materiais

Pedi a Gil para entrar em contato com Benno no meu retorno ao templo, e ele levou uma carta para a Companhia Gilberta no dia seguinte. Parecia que Benno não tinha tanto trabalho no inverno, então recebi uma resposta quase imediata afirmando que ele estaria pronto para se encontrar comigo naquela mesma tarde.

— Nesse caso, prepararei os aposentos do diretor do orfanato para sua visita. Por favor, informe Lutz sobre isso.

— Como quiser, — respondeu Gil.

Lutz voltou com a minha resposta para almoçar, e a Companhia Gilberta chegou ao quinto sino. Benno, Mark e Lutz estavam presentes. Fomos direto para o meu quarto escondido, momento em que pulei sobre Lutz, mal o tendo visto durante o inverno. Então, enquanto minhas baterias internas recarregavam, mencionei a Benno que queria que ele vendesse meus materiais didáticos no castelo.

— Desculpe, o quê? Você quer vendê-los no castelo? Espera um pouco!

— Mas não temos tempo a perder! Eles precisam estar à venda o mais rápido possível.

— Pare de pensar tão literalmente! O que eu ia dizer era que meus funcionários atuais não estão bem treinados o suficiente para ir ao castelo agora.

A Companhia Gilberta estava principalmente fazendo negócios com nobres inferiores, enquanto lentamente se espalhava para nobres intermediários e nobres superiores. Minhas conexões já tinham garantido a eles um cliente de alto nível, na forma de Elvira, mas como se podia adivinhar pelo fato de que apenas Benno e Mark alguma vez trouxeram mercadorias para ela, eles mal tinham funcionários capazes o suficiente para visitar o castelo. Mesmo aqueles que tiveram maneiras apressadamente espancadas em sua preparação para servir no restaurante italiano não estavam completamente prontos.

— Funcionários, hum? E se você trouxesse alguns de meus assistentes e sacerdotes cinzas vestidos como servos? Estamos apenas vendendo produtos aqui, não recebendo pedidos, então qualquer um que possa fazer matemática deve ficar bem.

Ao fazer negócios com nobres, era padrão que tudo fosse feito sob encomenda. Além de bens de consumo como papel vegetal, nunca se traria e venderia produtos pré-fabricados. Até mesmo o limxam estava sendo atendido especificamente aos nobres superiores que o usavam, Benno lhes traria várias amostras feitas de ingredientes sazonais e esfoliantes, depois recebia pedidos com base em suas combinações preferidas. Eu pessoalmente só comprei as amostras, mas para manter minhas pretensões de nobre superior, preenchi o formulário de pedido e fingi que estavam sendo feitas sob medida para mim.

— Você só vai vender o que você tem feito como trabalho de inverno? Você não vai receber ordens personalizadas dos nobres no castelo? — Benno perguntou, com os olhos arregalados.

Concordei com a cabeça.

— Sim, vamos vendê-los como estão. Mas precisamos agir rápido. Você e Mark podem lidar com os pedidos de nobres que querem produtos mais personalizados, mas venderemos os livros para aqueles que preferem tê-los imediatamente. Para isso, qualquer padre cinza que é bom com matemática será aceitável.

— Tudo bem. Do nosso lado, temos Mark, Leon e eu. Precisamos que você escolha dois padres cinzentos adultos para ajudar, e você vai querer roupas preparadas para eles antes de levá-los para o castelo, certo?

Nós, naturalmente, não poderíamos levar os sacerdotes cinzentos para o castelo em suas vestes. Em vez disso, precisaríamos de conjuntos adequados de roupas para eles usarem para se misturarem com a Companhia Gilberta.

— Gil, quem você acha que seria bom para este trabalho? Fran já vai carregar os cálices, então só precisaríamos de mais uma pessoa.

— Fritz uma vez serviu um padre azul, então ele deve fazer muito bem.

— Nesse caso, pedirei ajuda a Fran e Fritz.

Tendo estabelecido nossos novos vendedores, era hora de determinar o preço e a quantidade de nossos produtos.

— Acho que podemos precificar os livros de imagem em um pequeno ouro cada, os karutas em cinco grandes pratas, as cartas de baralho em preto e branco em três grandes pratas, e as cartas coloridas em um pequeno ouro — sugeri.

Jáque tínhamos reduzido com sucesso o custo do papel vegetal e da tinta desde a venda dos livros de imagens iniciais, destinados a pessoas ricas, poderíamos reduzir o preço de nossos novos livros sem problemas. Os conjuntos karuta usavam impressão de mimeógrafo, como Wilma naturalmente não conseguia desenhá-los sozinha, e como estes eram feitos de madeira, eram mais baratos de produzir do que livros. Quanto aos baralhos de cartas, estes tinham ainda menos componentes do que o karuta, razão pela qual a variante preto e branco era o nosso produto mais barato. Os que estavam em cores, no entanto, embora muito bonitos, eram muito mais caros devido à raridade da tinta. Por esta razão, eles foram direcionados para nobres superiores que queriam deixar sua alta posição clara.

— Por enquanto, vamos preparar cem de cada um. Isso deve ser suficiente, considerando quantas crianças existem.

— Entendi. Vou carregar caixas de madeira com cem de cada um.

Com esse assunto resolvido, começamos a discutir a melhor maneira de vender nossos produtos. O maior problema era que estávamos lidando com nobres, o que significava que os métodos de vendas usados em plebeus poderiam não funcionar. Mark saiu no meio da reunião, para começar os preparativos mais cedo, e uma vez que terminamos, Benno pegou as medidas de Fran e Fritz para suas roupas e começou a mostrar-lhes as cordas. Enquanto isso, Gil e Lutz foram à oficina para verificar os produtos e começar a encaixotá-los.

Com tudo acontecendo, notei que Damuel estava usando uma carranca apertada, olhando um pouco para baixo, em silêncio, enquanto a Companhia Gilberta se movia. Era a mesma expressão deprimida que eu tinha visto no rosto de Philine, na sala de jogos.

— O que há de errado, Damuel? — Perguntei. — Se você notou algo importante, sinta-se à vontade para me dizer. É possível que você saiba coisas que nenhum de nós sabe.

Ainda havia muito sobre a cultura deste mundo que eu não conhecia, e enquanto Benno fazia negócios com nobres, o fato dele ser um plebeu significava que esta seria sua primeira vez entrando no castelo. Supondo que Damuel tivesse percebido um problema que apenas os nobres notariam, era possível que acabássemos cometendo um grande erro ao fazer negócios, a menos que ele dissesse algo agora.

— Bem, o que eu notei é que… embora seus livros ilustrados sejam realmente adoráveis, Senhora Rozemyne, e mais baratos do que outros livros, eles ainda são muito caros para uma família de nobres inferiores poder pagar confortavelmente. Estou apenas preocupado que haverá muitas crianças que se sentem frustradas e inferiores às outras. Digo isso como alguém que pessoalmente vem de uma família nobre do lado mais pobre.

Era de conhecimento comum aqui que os pobres nobres inferiores geralmente tinham ainda menos dinheiro do que os plebeus ricos, e mordi meu lábio de frustração por não ter lembrado de um fato tão simples. Os livros ilustrados facilitavam o aprendizado, mas as crianças que mais precisavam deles eram aquelas que eram muito pobres para contratar professores qualificados. Mesmo aqui, a quantidade de dinheiro que a família tinha teria um enorme impacto.

— Eu entendo que nem todos os nobres serão capazes de comprar os livros, mas não podemos baixar o preço mais do que já temos, — eu disse educadamente, notando Benno me lançar um olhar no meio da frase. Ele nunca aprovaria a redução de preços para nobres e, considerando nosso futuro plano de negócios, não seria sábio vendê-los com prejuízo desde o início.

— É verdade que o preço já está muito mais baixo do que poderia ser, — pensei — mas acho que seria inteligente pensar em uma maneira para todos que querem um livro conseguir um. Lutz, você tem ideias?

— Acho que a única solução é emprestar livros para aqueles que não podem comprá-los.

Os livros eram caros, tão caros que apenas possuí-los era um sinal de riqueza. Por essa razão, comprá-los e pegá-los emprestados não era uma questão simples. A sala de livros do templo foi feita de modo que apenas membros do templo pudessem entrar, e não só tinha que ser um sacerdote azul ou uma donzela azul de santuário para pedir emprestado, mas eles também precisavam da permissão do Arcebispo ou do Sumo Sacerdote.

Para entrar na sala de livros do castelo, primeiro era preciso fornecer evidências de que eles tinham posição alta o suficiente. Aqueles que quisessem pegar um livro emprestado precisariam então pagar um grande depósito, que seria usado como garantia para cobrir os custos de quaisquer danos, como as páginas sendo rasgadas ou sujas. O ideal da Terra, de uma biblioteca emprestando livros de graça, era simplesmente impensável aqui.

— No momento, pegar livros emprestados não é fácil. Mas e se pensássemos nisso como um desafio para mudar essa cultura e tornar o processo mais acessível? — Lutz sugeriu.

Eu parei para pensar por um momento.

— Se o problema é a garantia ser muito alta, talvez possamos apenas abaixá-la.

Poderíamos fazer as taxas de aluguel barata e ter os pais concordando em pagar o dinheiro em caso de danos. Isso seria um abuso de autoridade, mas eu poderia imaginar que os pais garantiriam que os livros fossem bem tratados, já que eles estavam pegando emprestado de mim, a filha adotiva do Arquiduque. Isso também garantiria que eles pagassem no caso de quaisquer livros, infelizmente, serem danificados.

— Talvez possamos fazer da taxa de aluguel uma pequena quantia e a troca de uma nova história? — Acrescentei, pensando nas histórias que Philine e as outras garotas me contaram. Se eu pagasse pelas histórias, provavelmente permitiria que até mesmo aqueles pobres demais para comprar os livros pudessemalugá-los.

— Eu acho que você deve considerar a extensão da história aqui também. Algumas podem ser muito mais longas do que outras.

— É verdade. Vou considerar isso ao comprá-las, — eu disse. Ao calcular os pagamentos com base na duração de cada manuscrito e fazer com que as crianças os escrevessem, tudo daria certo, eu obteria novas histórias e as crianças com baixas habilidades de caligrafia teriam a oportunidade de praticar e ganhar dinheiro. Eu estava matando três coelhos com uma pedra incrivelmente inteligente.

Mas quando eu estava começando a me animar, notei a boca de Benno se contraindo.

— Senhora Rozemyne, estamos lidando com somas consideráveis de dinheiro aqui, Não acredito que seja sábio mudar as práticas estabelecidas com base em caprichos repentinos. Por favor, resolva uma ideia somente depois de discuti-la com o Sumo Sacerdote e fazer os preparativos adequados, — disse ele, seus olhos vermelho-escuros cheios de uma raiva que parecia dizer: “Não me dê trabalho extra quando eu já estiver tão ocupado que poderia morrer.”

Eu já tinha experiência mais do que suficiente para saber que estava a cerca de cinco segundos de receber algum trovão estrondoso que, sem dúvida, já teria sido desencadeado se eu não fosse a tão nobre filha adotiva do Arquiduque.

— Suponho que devo dar a ideia de pagar pelos manuscritos um pouco mais de reflexão antes de implementá-los. Por enquanto, podemos simplesmente reduzir as taxas de aluguel.Huhuhuhu, — eu disse, para evitar a raiva de Benno, escrevendo tudo isso no díptico do meu coração. Eu consideraria alugar os materiais a nobres inferiores como a fundação para um negócio futuro de aluguel de livros ou minha biblioteca pessoal.

O dia em que devíamos vender nossos produtos veio com o que pareceu um piscar de olhos. Formei meu Pandabus na entrada da frente do templo e assisti enquanto todos empilhavam bagagem nele, e logo, estava cheio de caixas de madeira contendo cem dos conjuntos de karuta, livros ilustrados e baralhos de cartas.

Como Fran e Fritz iriam nos acompanhar como comerciantes da Companhia Gilberta, Benno lhes deu roupas semelhantes às que Mark e Leon usavam. Mas enquanto Fran estava acostumado a usar roupas normais ao visitar a cidade baixa, Fritz parecia desconfortável e inquieto nelas.

— Rozemyne, você realmente pretende que os da Companhia Gilberta entrem nisso? — Ferdinando perguntou, franzindo a testa enquanto olhava para meuquerido e doce Menos.

— Bem, está nevando lá fora. As carruagens podem ficar presas no caminho se as mandarmos embora, não acha? — Eu disse, apontando para a espessa camada de neve que cobria o chão.

Ferdinando cruzou os braços e olhou entre a neve e os comerciantes.

— Seu argumento é sólido, mas nenhum outro nobre em Ehrenfest permitiria que os comerciantes e seus produtos cavalgassem em sua montaria escultural.

— Tudo bem. Estou totalmente preparada para me tornar uma pioneira em tudo o que faço, lembrada na história para sempre como a fonte de todas as tendências.

— Nenhum nobre seguirá seu exemplo no futuro, você ficará sozinha na história, — ele retrucou com um suspiro, antes de olhar para os outros. — Fran, Fritz, imagino que não seja fácil ser forçado a acomodar os caprichos de seu mestre, mas confio em vocês dois para fazer o seu melhor. Quanto a você, Benno, entendo o estresse que sente melhor do que ninguém. Mas andar com Rozemyne é lidar com as inúmeras ideias que ela lança do nada. Este é um destino que você escolheu para si mesmo, e você deve se resignar a ele.

Com isso, todos olharam para mim, depois deram acenos solenes e derrotados.

Devo me preocupar com a facilidade com que todos aceitaram isso? Quero dizer, vocês estão todos comigo porque querem, não porque estão resignados com seus destinos ou o que quer que seja… certo?

Estufei minhas bochechas em um beicinho, mas, mesmo assim, abri as portas do meu Pandabus para eles.

— Se todos vocês terminaram seus preparativos, por favor, sintam-se à vontade para entrar.

Fran entrou primeiro, já que ele já estava acostumado a fazê-lo, seguido por Benno, que estava usando a careta de alguém que acabara de ver algo completamente assustador. Mark estava com o sorriso habitual no rosto, enquanto Leon começou a tocar Menos por toda parte e fazer barulhos surpresos assim que ele estava lá dentro. Fritz, em contraste, parecia extremamente assustado quando entrou, até gritando de surpresa quando fechei a porta.

— Pessoal, por favor, apertem os cintos de segurança. Fran, ensine-os a fazer isso.

— Como quiser — Fran respondeu e enquanto ele os mostrava, Brigitte subiu no banco do passageiro da frente. Aparentemente, era essencial que eu trouxesse um guarda comigo, já que estava viajando com comerciantes.

Uma vez que estávamos voando pelo céu em Menos, os bancos de trás ficaram barulhentos. Fazia sentido, já que normalmente era impensável que um plebeu tivesse a oportunidade de voar, mas a maioria deles estava dizendo coisas como “Eu me sinto doente” ou “Estou ficando tonto.” Com base no quão felizes Gil e Nicola estavam quando cavalgaram em meu Pandabus, era seguro dizer que a reação negativa se deu devido aos passageiros de hoje serem principalmente homens mais velhos e obstinados.

— Bem-vinda ao lar, Senhora Rozemyne, — Norbert começou após nossa chegada, apenas para parar e arregalar os olhos quando viu quantas pessoas estavam saindo da minha montaria escultural. Como esperado, para um nobrenormal, a ideia de minha montaria escultural estar cheia de plebeus era genuinamente chocante. Ele os observou descarregando as caixas, fechou os olhos e respirou fundo.

— Senhora Rozemyne, estes são os homens da Companhia Gilberta?

— Isso mesmo. Esta é a permissão que me foi dada por Aub Ehrenfest. Norbert, vamos direto para a sala de jogos. Por favor, nos guie até lá, se puder.

Norbert fez uma pausa por uma fração de segundo, depois sorriu.

— Como quiser. Por favor, siga-me.

Ferdinando, tendo acabado deguardarsua montaria escultural, massageou suas têmporas e soltou um suspiro pesado.

— Rozemyne, esta não é a porta para plebeus. Há uma entrada separada para comerciantes e afins.

Ah. Claro que os plebeus não usariam a mesma entrada que os membros da família do Arquiduque, pensei,inclinando desanimadamente minha cabeça. Isso era algo que eu já deveria saber. Eu usei um portão diferente dos comerciantes ao entrar no Bairro dos Nobres, então só fazia sentido que eu também usasse um diferente para entrar no castelo. Os comerciantes deveriam entrar pela porta comum, que era usada por servos e tal.

— Hum… Desculpe? Eu, ah… — Eu segui em frente, nem mesmo sabendo o que dizer.

Ferdinando balançou a cabeça.

— Desculpe, Norbert. Eu não percebi que Rozemyne pretendiatrazeros comerciantes até aqui voando em sua montaria escultural até que eu a vi se preparando para fazer exatamente issoa poucos momentos. Era tarde demais para arrumar carruagens, e agora, aqui estamos. Rozemyne, você pode ser perdoada desta vez, mas tome cuidado para não repetir esse erro no futuro. Minhas desculpas novamente, Norbert, mas peço que você os leve por esta porta apenas desta vez.

— Como desejar, Senhor Ferdinando.

Entrei no meu Pandabus de uma pessoa e segui Norbert e Ferdinando. Os membros da Companhia Gilberta estavam bem atrás de mim, carregando as caixas de mercadoria.

— Bom dia, Senhora Rozemyne, — disseram as crianças assim que cheguei.

— Bom dia a todos. Levará algum tempo para nos prepararmos, então vocês são bem-vindos à brincar entre si até que estejamos prontos.

As crianças estavam olhando para mim com os mesmos olhos esperançosos de sempre, e eu podia ver que havia muitos pais aqui também. Eles provavelmente consideraram essa uma oportunidade perfeita para estabelecer conexões comigo.

— Você está atrasada, Rozemyne — disse Wilfried com os braços cruzados e a cabeça erguida. Eu pedi a ele que me ajudasse a vender as mercadorias hoje, e como era sua primeira vez sendo encarregado do trabalho, ele estava ficando um pouco animado demais com isso.

— Wilfried, por favor, jogue karuta com os outros como uma demonstração para os adultos. Este é um trabalho muito importante, uma vez que eles são mais propensos a comprar algo quando entendem como usá-lo.

— Isso faz sentido para mim. Vamos jogar, então! — Wilfried exclamou para seus seguidores, que concordaram energicamente e começaram a alinhar o karuta.

Os nobres se reuniram e observaram a demonstração de karuta dos meninos com grande interesse. Entretanto, isso significava que as meninas estavam ficando sem nada para fazer, então eu as chamei.

— Posso pedir a todas que leiam os livros ilustrados em voz alta para seus pais e mães? — Perguntei. — Dessa forma, eles verão o quanto suas habilidades de leitura se desenvolveram.

— Como desejar, Senhora Rozemyne!

As meninas, tagarelando com vozes alegres, correram até os pais com os livros ilustrados abraçados ao peito. Então, elas começaram a ler em voz alta. Eu podia ouvir a tensão rastejando em suas vozes quando elas começaram, já que estavam acostumadas a que lessem para elas em vez de o contrário.

— E Cornelius, por favor, jogue um jogo de cartas com seus amigos — eu disse, entregando-lhe um baralho.

— Mas eu sou seu guarda, — disse ele, olhando infeliz para os amigos.Porém, de todos os meus empregados presentes, ele era o único capaz de se misturar com os alunos.

— Como Angelica não está aqui hoje, você é o único estudante que tenho. Estou contando com você aqui.

— Ok, eu entendo. Suponho que sou a única pessoa para o trabalho, então. Farei o que você quiser.

Angélica ainda não havia retornado da Academia Real, então não tinha mais ninguém a quem pedir. Cornelius fez como instruído, afastando alguns alunos e iniciando um jogo de 21 com regras ligeiramente modificadas, momento em que os nobres adultos próximos se reuniram para assistir.

Enquanto eles estavam focados nas demonstrações, mudei minha atenção para a Companhia Gilberta e sinalizei para que eles começassem os preparativos. Pude ver que os estandes haviam sido montados em um canto, como havíamos solicitado, então aproveitei a oportunidade para agradecer aos assistentes encarregados da sala de jogos.

— Vejo que os estandes estão todos preparados. Muito obrigada. Agora, Benno, alinhe os produtos, se você puder fazer a gentileza.

— Como desejar, Senhora Rozemyne.

Benno alinhou os produtos nos estandes, como discutimos anteriormente, e preparou troco suficiente para facilitar o processo de pagamento. Havia duas cadeiras e uma mesa perto do palco, que era onde Wilfried e eu estaríamos sentados para falar com os nobres que queriam comprar os materiais didáticos.

Na outra extremidade da sala havia uma cadeira para Ferdinando, colocada para que ele pudesse ver a totalidade da sala e observar o processo de vendas. Ele estaria observando todos nós como um falcão, acompanhando o comportamento dos nobres, se a Companhia Gilberta era boa o suficiente para retornar ao castelo em um encontro futuro e se eu estava prestes a cometer um erro tolo. Enquanto estávamos na fase de preparação, ele caminhou e observou cada demonstração com grande interesse.

Leon estava parado no suporte de cartas, Fran no suporte de livros ilustrados e Fritz no suporte do karuta, enquanto Benno e Mark estavam atrás da minha mesa, prontos para falar com qualquer nobre que quisesse se envolver em discussões de negócios mais detalhados.

— Senhora Rozemyne, está tudo pronto, — disse Benno.

Eu balancei a cabeça, esperei que Wilfried ganhasse seu jogo atual e me dirigi à sala.

— Obrigada a todos pela paciência. A Companhia Gilberta começará agora a vender os materiais didáticos.

Com isso, Wilfried empurrou a responsabilidade de limpar o karuta para o garoto ao lado dele, correu e sentou-se na cadeira ao meu lado.

— Aqueles de vocês interessados em fazer uma compra, por favor, venham imediatamente —eu disse sorrindo. — Como estamos vendendo materiais didáticos aqui, devemos priorizar os clientes que têm filhos com eles.

Não demorou muito para que os nobres começassem a se aproximar de nossa posição, naturalmente surgindo em ordem de sua posição. A primeira criança caminhou com o pai, então os dois se ajoelharam. As crianças haviam se apresentado a mim anteriormente, mas os pais não, então todos precisavam começar com as longas saudações apropriadas. Essas saudações eram tão longas que eu não seria capaz de lidar com todas elas sozinha, e foi por isso que pedi a Wilfried para ajudar.

Ficou evidente muito rapidamente que havia mais meninos com seus pais alinhados na frente de Wilfried, enquanto mais meninas estavam na fila na minha frente. Eles provavelmente imaginaram que isso lhes daria a melhor chance de eventualmente se tornarem nossos retentores.

Uma vez que a primeira longa apresentação terminou, instruí o pai e a filha a ficarem de pé, depois estendi um recibo de pedido. — O que você gostaria de comprar hoje, Giebe Groschel?

— Minha filha me garante que seus livros ilustrados estão além de adoráveis, Senhora Rozemyne, e ela acredita que sua irmã mais nova também estaria interessada no karuta e nas cartas. Quem sou eu para negar às minhas amadas filhas o que elas tanto desejam? Vou comprar todos eles — disse ele, pegando uma caneta e sorrindo enquanto olhava para a filha, que estava se debruçando sobre o recibo do pedido.

A garota deu um sorriso orgulhoso, seu cabelo carmesim distinto balançando ligeiramente para cima e para baixo enquanto ria de satisfação.

— Senhora Rozemyne, seus livros ilustrados são muito fáceis de ler. Você também pode lê-los, pai.

Eu sorri amplamente para ela por elogiar os livros, verifiquei o formulário e o entreguei a Benno.

— Aqui estão suas mercadorias — disse Benno, entregando aos assistentes do Conde Groschel os produtos encomendados em troca da quantidade necessária de dinheiro. E foi isso.

— Rezo para que eles a ajudem em seu aprendizado.

— Obrigado, Senhora Rozemyne.

Assim que o Conde Groschel partiu, o próximo nobre deu um passo à frente. Olhei para o lado enquanto ouvia outra saudação para ver Wilfried lidando com o nobre diante dele com uma atitude confiante. Ele pegou a nota de pedido e a entregou a Mark.

— Giebe Kirnberger, tudo o que está sendo vendido aqui é perfeito para estudar. Graças a estes materiais, aprendi todas as minhas letras e os nomes dos deuses. Mantenha seus filhos focados e eles também aprenderão.

— Obrigado pelo seu conselho, Senhor Wilfried.

Aos poucos, as longas filas à espera de ser servido por Wilfried e eu começaram a reduzir. Como esperado, apenas os nobres superiores com suas riquezas podiam comprar todos os materiais didáticos. Quando chegamos aos nobres intermediários, a maioria parecia estar interessada principalmente no karuta e nas cartas, porque todos os seus filhos podiam brincar juntos com eles. Poucos deles compraram os livros ilustrados, dado o quão caro cada volume era, em vez disso, priorizando o karuta como uma opção mais barata para aprender sobre os deuses. Então, quando chegou a hora dos nobres inferiores, a maioria só comprou um produto, aparentemente tendo lutado para pagar até isso. Tudo parecia valer a pena, no entanto, as crianças estavam queimando de motivação enquanto agarravam seu karuta ou jogando cartas, determinadas a vencer no próximo ano.

Mas, havia as várias crianças que não tinham nada, forçadas a observar com inveja as crianças que haviam tido materiais de ensino comprados por seus pais. Parecia que aqueles que sabiam desde o início que não seriam capazes de pagar nada, não haviam perdido tempo perguntando aos pais.

Entre as crianças de aparência triste estava Philine.

— Philine, seus pais não vieram hoje? — Perguntei.

— Não. Eles estavam ocupados hoje, ao que parece, — disse ela, com um sorriso forçado. As crianças próximas, sem pais, desviaram o olhar, não querendo admitir o mesmo.

— Entendo. Bem, no final do inverno, estaremos emprestando os livros ilustrados e karuta atualmente em uso, então agora é a hora de pedir a seus pais para pegar emprestado.

— Senhora Rozemyne, agradeço o pensamento, mas… — Philine parou, os lábios tremendo um pouco enquanto lutava para dizer que nem sequer tinha dinheiro para isso.

— Só para você saber, você não precisará de dinheiro para pedir emprestado materiais didáticos de mim.

— O quê? — todos perguntaram, olhando para cima com expressões surpresas.

Eu sorri um pouco com a reação esperada, depois coloquei a mão sobre a boca e abaixei a voz para fazer parecer que eu estava compartilhando um segredo.

— O que eu quero são histórias que eu ainda não sei. Por favor, reúna todos os tipos para mim.

— Hum… Então… As histórias como as que minha mãe me contou contariam?

— Sim, Philine. Você já me ensinou três histórias. Assim, eu lhe emprestarei três livros ilustrados.

Primeiro Philine, depois todas as outras crianças nobres inferiores, se iluminaram com alegria.

— Senhora Rozemyne, você me emprestaria um conjunto de karuta também em troca de algumas histórias que eu conheço?

— Claro. Enquanto eu não souber a história, considere o conjunto karuta seu. Mas tome cuidado para não sujar os materiais ou estragá-los, você será cobrado se algo acontecer com eles.

— Ok!

Gostaria que os pais assinassem um acordo dizendo que tratariam bem as mercadorias e pagariam por quaisquer danos. E em troca de novas histórias, eu emprestaria a eles o material didático da primavera até o próximo inverno.

Fim da leitura

Capítulo 257 concluído

CAPÍTULO 257 - 256