Ascendance of a BookwormCAPÍTULO 265 - 264
Capítulo 265Ascendance of a Bookworm – Capítulo 264
A Noite de Flutrane
Uma vez que eu estava na montaria de Brigitte, começamos a voltar para o Banho das Deusas, seguindo o caminho agudamente curvo criado para nós pelas árvores. Ferdinando correu à frente em sua própria montaria escultural, e a superfície da nascente, iluminada pelo sol, começou a inchar para cima após sua chegada.
— Talfroschs! Rozemyne, sua bênção! — Ferdinando gritou lá de cima.
Imediatamente despejei mana em meu anel, acostumada ao processo, já que havia orado pela bênção de Angriff muitas vezes antes.
— Ó Deus da Guerra Angriff, dos doze exaltados do Deus do Fogo Leidenschaft, eu rezo para que você conceda a eles sua proteção divina!
Com isso, uma luz azul voou do meu anel antes de chover sobre todos. Eu era tudo menos uma lutadora e afastava todos os outros com minha falta de resistência, então as bênçãos eram o máximo que eu podia fazer para ajudar em combate.
— Damuel, Brigitte, fiquem com Rozemyne! Eckhart, siga-me!
— Senhor!
Uma grande sombra se formou no centro da fonte. Dela, três… não, quatro pequenas sombras irromperam, saltando para fora da água.
Os talfroschs acabaram sendo sapos, tão largos quanto um adulto abrindo os braços o máximo que podia. Embora isso parecesse muito grande, não era quase nada em comparação com o goltze que lutamos durante o outono, ou o schnesturm que se tornou o Senhor do Inverno. Onde os talfroschs se destacavam, no entanto, estava em quão nojentos eles pareciam.
— Por que estou sempre enfrentando (sapos)? — Perguntei com um suspiro.
Damuel e Brigitte olharam para mim confusos, não tendo entendido.
— O que você quer dizer? — eles perguntaram.
— (Sapos) são criaturas que se parecem muito com talfroschs. Você entendeu o que eu quis dizer, certo, Damuel? Esses talfroschs te lembram o Conde Bindewald, não é? E as semelhanças não param por aí, eles estão prestes a ser exterminados por Ferdinando.
Damuel começou a rir, antes de rapidamente encarar a frente em uma tentativa de esconder sua diversão. Sua armadura soltou um pequeno estrondo enquanto ele se movia para cobrir a boca, mas o fato de seu corpo ainda estar tremendo, tornava bastante óbvio que eu realmente fizera cócegas em seu senso de humor.
Brigitte não tinha visto o conde Bindewald, então ela não teve a mesma reação.
— Um homem que se parece com um talfrosch? Eu gostaria muito de manter distância dele.
— Eles vão se combinar — veio a voz de Eckhart.
Virei-me para ver o maior talfrosch soltar sua língua, envolvendo-o em torno de um talfrosch menor próximo, antes de puxá-lo para a boca. Assim que foi engolido, começou a crescer rapidamente em tamanho, disparando sua língua para os talfroschsrestantes, um por um.
— Wow! Epa!
— Não há necessidade de ter medo, Senhora Rozemyne, meros talfroschs não representam nenhuma ameaça para nós, — disse Brigitte. — Eles são simplesmente… nojentos e nada mais.
Ficou claro que ela não gostava de talfroschs e os achava nojentos, um sentimento com o qual concordei inteiramente. O braço esquerdo, que ela mantinha em volta de mim para proteção, estava ainda mais tenso do que o normal.
Ferdinando e Eckhart transformaram seus schtappes em espadas, as enchendo de mana enquanto olhavam para o ainda crescente talfrosch. Eles então focaram sua visão na barriga da criatura, que continuou a inchar de tamanho à medida que engolia mais e mais de seus companheiros, antes de levantar suas armas para atacar.
A língua longa do talfrosch chicoteou a uma velocidade incrível,seenrolandoem torno da montaria escultural de Brigitte em um instante. Antes que eu pudesse processar o que havia acontecido, estávamos sendo arrastadas pelo ar em direção à sua boca.
— O quê?!
— Eca!
Notei que Brigitte estava tentando tirar o schtappe, provavelmente para transformá-lo em uma arma, mas fomos puxadas para a boca aberta do talfrosch antes que ela pudesse transformá-la. A criatura então fechou a boca, sua língua ainda enrolada ao nosso redor, nos deixando presas em uma caverna escura, desconfortavelmente quente e com mau cheiro.
Brigitte aproveitou este momento para transformar sua montaria escultural de volta em uma feystone, nos libertando da língua. Ela então transformou seu schtappe em uma longa alabarda, como a que ela havia usado antes. Talvez devido à mana dentro, brilhou um pouco na escuridão.
— Senhora Rozemyne, você está bem? — Brigitte perguntou, esfaqueando sua alabarda no céu da boca do talfrosch para impedi-lo de nos engolir. Eu estava indo bem, já que ela estava me segurando o tempo todo, embora, devido a ela ter suavizado sua armadura, eu tivesse quase sufocado em seu peito macio.
— Eu estou bem. Mas está muito molhado e pegajoso aqui.
— Nesse caso, você teria a gentileza de encher sua faca de coleta com mana e esfaquearalíngua dele? — Brigitte perguntou, mantendo a mão direita firme em sua alabarda enquanto se agachava comigo no braço esquerdo. Ela estava me colocando na língua, mas não estava disposta a me soltar.
Nós duas fizemos uma careta para acoisa maciasob nossos pés.
— Ok, — eu disse, pegando minha faca e despejando mana nela como instruído. — Deixa comigo.
Eu podia sentir Brigitte apertar seuabraçoao meu redor, determinada a me proteger não importava o que acontecesse. Uma vez que a faca estava cheia, eu acraveina língua do talfrosch o mais forte que pude.
— O-o quê?
Não aconteceu nada. O talfrosch não gritou, nem abriu a boca. Eu comecei a suar frio, surpresa com a completa falta de reação, e nervosamente enchi minha faca com mana, apunhalando a língua repetidamente.
— Hyah! Hyah! Hyah!
De repente, uma luzradianteperfurou a escuridão, fazendo com que eu instintivamente fechasse os olhos. Minhas pernas tremiam e meu corpo de repente se inclinou na diagonal, momento em que perdi o equilíbrio com a faca ainda na mão. Rolei para baixo com Brigitte, que aumentou seu aperto em volta do meu estômago antes de pular em direção à luz.
Quando percebi que a luz que entrava era do talfrosch abrindo a boca, eu já estava voando pelo ar nos braços de Brigitte, tendo sido arremessada para fora da boca da coisa. Eu podia ouvir todos os tipos de sons novamente. O fedor desapareceu quando o ar limpo tomou conta de mim, acompanhado pela picada de vento frio que roçava minha pele.
— Vá direto para a nascente! — Ferdinando rugiu.
Em resposta, Brigitte dirigiu sua queda livre em direção à água. Fechei os olhos com força, agarrando-me desesperadamente a ela enquanto me preparava para um impacto forte.
Aterrissamos na nascente com um enorme som de colisão, mas a aterrissagem foi surpreendentemente suave. Eu não senti nenhuma dor ou mesmo qualquer resistência, era como se a água simplesmente nos aceitasse.
Era estranho. Nesta época do ano, anascentedeveria estar cheia de água gelada da neve derretida,fria o suficiente para parar o coração, se eles pulassem despreparados. Mas esta água não estava nem quente nem fria. Na verdade, eu poderia respirar muito bem também. E quando abri os olhos, pude ver tão claramente através da água agitada, que até as bolhas de ar que vinham da minha própria boca eram visíveis.
Havia uma grande sombra apagando o sol acima, e duas bolas de luz radiante correndo em direção a ela. Eu poderia supor que estes eram ataques lançados por Ferdinando e Eckhart. Eles se chocaram contra o talfrosch, o enviando para o alto no céu, onde explodiu.
Brigitte e eu rapidamente subimos à superfície, ofegando por ar no momento em que nossas cabeças estavam acima da água. Naquelahora, as reverberações do ataque haviam começado a se acalmar.
— Acabou, — eu disse, suspirando de alívio. Mas Brigitte olhou para o céu e deu um aviso agudo.
— Não, lá vêm eles! — ela exclamou, sua voz tensa enquanto preparava seu schtappe.
Quando olhei para cima, vi bolhas escuras descendo do alto. Eu apertei os olhos, pensando que talvez fossem as tripas explodidas do talfrosch… apenas para fazer contato visual com um dos muitos, muitos sapos caindo.
—Wow?!
Sapos, ou talfroschs, no caso, de todos os tamanhos choveram do céu, variando do tamanho do meu polegar ao tamanho de um punho adulto. Alguns pousaram na minha cabeça, rosto e ombros, grudados em mim em um instante. Um arrepio percorreu minha espinha no segundo em que senti um de seus corpos úmidos e escorregadios se contorcendo na minha bochecha.
— GYAAAH! Tire-os de cima, tire-os de cima, TIRE-OS DE CIMA DE MIM!
— Rozemyne, pare de gritar! Retire-os e mate-os com sua faca, caso contrário eles se recombinarão, — disse Ferdinando severamente, me abandonando impiedosamente para se concentrar em esmagar os talfroschs ao redor dele. Eckhart estava ocupado fazendo o mesmo.
Como se viu, os talfroschs simplesmente se dividiam em versões menores de si mesmos quando feridos, e o que os tornava especialmente irritantes era que você só podia matá-los quando eram tão pequenos quanto podiam ficar.
Brigitte também estava ocupada com os talfroschs ao seu redor.
Uma vez que entendi que ninguém estava vindo me ajudar, tentei tirar os talfroschs de mim mesma, balançando a cabeça enquanto agitava meus braços e pernas. Mas eles se agarraram a mim o máximo que puderam. As coisas viscosas que se moviam em meu rosto destruíram a última gota de consideração que eu tinha em relação a agir refinado e gracioso; Eu imediatamente larguei a fachada e lamentei em desespero.
— Não, não, não! Não posso fazer isso! Alguém, por favor! Pelo menos tire aquele do meu nariz!
— Venha a mim, Senhora Rozemyne! Vou removê-los para você!
— Damuel, você é a pessoa mais heroica que eu já conheci!
Damuel voou, pegou meu corpo agitado para fora da água e me colocou em sua montaria. Uma vez que ele tirou os talfroschs de mim, eu enxuguei meu ranho e lágrimas.
— Eu odeio isso! Nunca mais voltarei a estanascente!
— Sua tola — Ferdinando gritou instantaneamente, lançando um olhar frio para mim. — Estamos caçando esses talfrosch para que possamos reunir o néctar amanhã ao amanhecer, então você virá aqui novamente. De qualquer forma, o talfrosch foi derrotado. Você agora poderácoletarcom segurança amanhã.
— Você tem certeza disso?
— Chega! Esta noite é a Noite de Flutrane.Deite-se cedo e prepare-se paramadrugaramanhã.
Ao chegar de volta ao acampamento, fechei imediatamente as janelas de Menos, para que Monika e Nicola pudessem me ajudar a me trocar às escondidas.
— Até mesmo uma pessoa saudável pode ficar mortalmente doente por cair em uma nascente nesta época do ano, Senhora Rozemyne, e você está longe de estar saudável, — disse Monika. — Como está se sentindo? O que o Sumo Sacerdote disse?
— Você não poderá reunir amanhã se estiver com febre. Por favor, tome cuidado, — Nicola acrescentou, ambas me dando sermões, enquanto tiravam minhas roupas molhadas e me enxugavam com uma toalha que haviam mergulhado em água morna.
Brigitte também estavase trocando.
— Sua montaria escultural certamente é esplêndida, Senhora Rozemyne. Nunca pensei que seria capaz de trocar de roupa confortavelmente enquanto acampavaem uma missão de longa distância como essa.
Aparentemente, se não fosse pelo meu Pandabus, ela teria sido forçada a se trocar na neve, espalhando sua capa por um galho de árvore, para servir como uma cortina improvisada. Na minha opinião, isso não era algo que uma dama nobre deveria ter que fazer, mesmo que ela estivesse apenas removendo sua armadura de feystone.
Dito isso, de acordo com Brigitte, nãoeram dadas missões a menores que exigissem que eles deixassem o Bairro dos Nobres. E como as mulheres adultas se casavam muito rapidamente, era raro que as cavaleiras fossem caçar ou em missões de coleta na selva.
Ferdinando me deu instruções sobre como recolher o néctar enquanto comíamos a comida que meus assistentes haviam preparado para nós. Tudo o que eu precisava fazer era movê-lo do centro das flores para as garrafas, mas ele estava muito firme de que eu tinha que fazer isso usando a colher de metal que ele havia me dado.
— A colher é feita de tal forma que não poluirá a mana. Use-a ao colocar o néctar nas garrafas, não importa o que aconteça. A ruelle de flores e frutas colhidas na Noite de Schutzaria continha propriedades inteiramente diferentes das mesmas flores e frutas colhidas durante outras estações, e o mesmo pode ser verdade para o néctar de rairein reunido esta noite — disse Ferdinando, usando a expressão de um cientista louco.
Eu não estava realmente muito satisfeita por ele ter tempo para se entregar aos seus próprios passatempos, embora isso provavelmente fosse porque eu ainda não recebia muito tempo de leitura. Me chame de egoísta o quanto quiser, eu acreditava fortemente que Ferdinando não estava sendo justo.
— Certifique-se de colocar néctar em cada frasco. Desejo experimentar o néctar que tem sua mana e o néctar que não tem.
Eu realmente não me importava que Ferdinando usasse os materiais para sua própria pesquisa, mas eu estava começando a pensar que seu objetivo final aqui não era realmente ajudar a reunir ingredientes para o meu jureve. Mas talvez tenha sido só eu.
Assim que terminamos a comida, fomos para a cama cedo. Reclinei o banco do motorista do meu Pandabus para que eu tivesse espaço para esticar as pernas, e Ferdinando balançou a cabeça com exasperação ao ver todos os cobertores que meus assistentes haviam espalhado.
— Sua montaria é antinatural e bizarra.
— Eu prefiro o termo “conveniente”. Apenas fique feliz por eu não tê-lo transformado em um (RV).
— Meus Deuses… Em qualquer caso, o tamanho é ajustável, todas as mulheres aqui podem optar por dormir nele. Fran, venha comigo.
E assim, Ferdinando decretou que Menos seria o lugar de dormir para todas as meninas do nosso grupo. Brigitte entrou e Fran saiu, parecendo um pouco aliviado por não ficar preso na montaria escultural cheia de garotas.
Naquela noite, acordei com a estranha sensação de meu Pandabus balançando de um lado para o outro. Quando me sentei, percebi que podia ver o Banho das Deusas pela janela.
Mas por quê? Deveríamos estar no acampamento, pensei, imaginando se isso era apenas um sonho enquanto eu continuava olhando pela janela. Anascenteparecia totalmente diferente de como tinha sido durante o dia, talvez devido a esta ser a Noite de Flutrane. A lua vermelha, que era na verdade um rosa-escuro após uma inspeção mais próxima, foi refletida na superfície da água.
Na verdade, toda a nascente estava… brilhando. Não era apenas a luz da lua, haviam coisas pequenas, redondas e semelhantes a bolhas de vários tamanhos, que estavam lentamente saindo da água, brilhando mais do que vagalumes. Eles queimavam com luz misteriosa enquanto se erguiam um após o outro e flutuavam, resultando em uma visão bastante mágica.
— Uau, isso é incrível! Eles são tão brilhantes! — veio a voz de Nicola.
Eu me virei e a vi olhando pela janela também, usando uma expressão turva que tornava difícil dizer se ela estava totalmente acordada ou ainda meio adormecida.
Sua súbita exclamação acordou Brigitte, que saltou e sacou seu schtappe em um instante, antes de espiar para fora por si mesma. Depois de um momento de pausa, ela olhou para mim com a testa franzida.
— Qual é o significado disso, Senhora Rozemyne? O ar está positivamente repleto de mana.
— Não faço ideia, mas é lindo. Não acho que estejamos em perigo.
Cada bolha brilhante deixando o lago soltava um somnítidoe claro, semelhante a um sino, e seus sinos se sobrepuseram para criar uma música muito estranha. Rosina começou a murmurar escalas musicais enquanto dormia. Então, se sentou de repente e perguntou:
— Onde está o fespiel? — em um tom sonolento, apalpando o instrumento, sem rumo.
— Acalme-se, Rosina.
A essa altura, Ella e Monika também estavam acordando. Todas olharam para fora ao mesmo tempo, depois piscaram de surpresa.
— O que diabos está acontecendo…?
Rosina começou a mover os dedos incansavelmente pelo ar, sobrecarregada pela música que estava sendo tocada das luzes acima danascente. Seus olhos logo caíram sobre o fespiel que estava com o resto da bagagem.
— Bem, todas estão acordados agora, e não consigo imaginar que voltaremos a dormir tão cedo — pensei em voz alta. — Deve ser bom você tocar, Rosina.
— Agradeço muito — respondeu ela, pegando ansiosamente o fespiel e tocando músicas para combinar com o som da fonte borbulhante. As músicas que ela escolheu acompanhavam perfeitamente as notas altas vindas das luzes.
— Sua musicista é realmente talentosa, Senhora Rozemyne — observou Brigitte.
Enquanto todos nós ouvíamos a sinfonia de Rosina com as luzes, eles começaram a se reunir em torno de Menos, flutuando até as janelas e tentando entrar como se tivessem suas próprias mentes.
Monika sorriu.
— Acho que as luzes gostam da sua música, Rosina.
— Talvez você devesse ir lá fora e tocar para elas? — Nicola acrescentou, rindo com Monika. As luzes piscaram como se indicassem seu acordo.
— Devemos oferecer música, então? — Sugeri. — As Deusas da Primavera amam música, pelo que sei, e elas podem apreciar tal oferta na Noite de Flutrane.
— E a deusa desta nascente gosta de doces, Senhora Rozemyne. Devemos oferecer nossos biscoitos restantes — acrescentou Nicola, e Ella concordou com um sorriso.
Juntas, Nicola e Ella trouxeram uma caixa de doces, enquanto Rosina saía com seu fespiel. Brigitte seguiu, mantendo um olhar atento em nosso entorno, deixando Monika sem escolha, a não ser se juntar a nós também.
Eu pulei para a clareira, me sentindo como se estivesse fazendo um piquenique noturno. Não estava frio, e a nascente estava dando origem a luzes ainda mais brilhantes. Os sinos agudos e reverberantes que faziam, eram tão bonitos que apenas ouvi-los me enchia de alegria.
Olhei para a fonte brilhante e vi ainda mais luzes misteriosas subindo de suas profundezas. Foi quando notei alguns talfroschs nas proximidades, sacudindo suas línguas para comê-las.
— Brigitte, os talfroschs! — chamei, apontando na direção deles.
Brigitte instantaneamente sacou seu schtappe, os caçando um por um, e as luzes flutuando para fora da água alegremente se aglomeraram em torno de Brigitte como se a agradecessem.
Olhei em volta e vi que as luzes flutuantes haviam se dividido em três grupos, um preso com Rosina e seu fespiel, outro foi para Ella, Nicola e Monika com seus biscoitos, e o terceiro ficou com Brigitte.
As luzes pareciam gostar de música, pois estavam todas piscando no ritmo do fespiel de Rosina. Elas gostaram mais do meu arranjo da música dos meus dias em Urano, piscando rapidamente como se estivessem batendo palmas em aprovação.
— Eles parecem gostar da música que você compôs, Senhora Rozemyne. Você se importaria de cantar as letras para eles?
— Acho que vou cantar uma música totalmente nova para eles — eu disse. Eu não tinha meu próprio fespiel comigo, mas podia me contentar apenas com minha voz. E se eles gostassem de ouvir novas músicas, então eu poderia estrear outra dos meus dias de Urano. Era uma das músicas da primavera, cuja letra eu traduzi para a língua deste mundo em preparação para a próxima vez que eu precisasse que Ferdinando fizesse algo por mim.
Eu pisei na frente da fonte e inalei.
— Ó águas do espírito… — Comecei a cantar. E assim que o fiz, meu anel começou a sugar minha mana por conta própria, a liberando enquanto eu continuava minha música.
As luzes danascentebrilharam mais forte, toda a clareira se tornando cada vez mais deslumbrante. As hastes que carregavam flores de rairein no meio da água começaram a se esticar em tamanho também, incontáveis hastes se enrolando umas nas outras enquanto se estendiam para cima. Elas cresceram como árvores gigantes descansando na água, e logo as flores começaram a florescer também.
— Ó Deusas, posso tomar um pouco de néctar de rairein? — Perguntei assim que terminei minha música.
Uma grande folha queflutuavano centro da nascente desabrochou e se esticou para parar na minha frente. Eu pisei nela, impulsionada pelas luzes, e nesse ponto ela cresceu ainda maior do que antes de se estender lentamente para o céu.
— Uau! — exclamei.
Tinha me levado bem na frente de uma flor de rairein. Tirei a colher do meu cinto de ferramentas, como Ferdinando havia instruído, e comecei a colher o néctar, tampando cada garrafa quando estava cheia.
— Ok, isso deve funcionar. Na verdade, acho que consegui fazer isso perfeitamente. Parabéns para mim.
A folha estava tão, tão alta que eu podia ver o sol subindo lentamente no horizonte, gradualmente iluminando o céu noturno. As luzes que flutuavam ao redor danascentese desvaneceram e desapareceram uma a uma enquanto o sol da manhã as banhava.
— Hum?
As flores estendidas começaram a encolher, retornando à superfície da água. A grande folha sob meus pés não foi diferente, encolhendo a ponto de não aguentar mais meu peso. E então o caule quebrou.
Comentários do capítulo 265
Converse sobre este capítulo. Marque spoilers para proteger outros leitores.