Ascendance of a Bookworm — Capítulo 70: CAPÍTULO 70 - 69

Ascendance of a Bookworm
Cap. 70
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Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 70 - 69

Capítulo 70

3.538 palavras~15 min de leitura

Ascendance of a Bookworm – Capítulo 69

Ferramentas e a seleção de um ateliê

Benno dissera para contar tudo, com total autoconfiança, mas percebi que esta era uma boa oportunidade para pedir uma taxa de informação, assim como com o Limxam.

Observando-o com cuidado, comecei a falar. —Como não veremos nenhum dos lucros obtidos pela Guilda de Papel Vegetal, gostaria de receber uma taxa de informação por ensinar o processo de fabricação de papel.

—…Tudo bem, claro. —Quanto você quer? — Benno sorriu e bateu na mesa. — Para ser honesto, eu não tinha ideia de qual seria o preço adequado para esse tipo de informação.

—Ummm, quanto você está disposto a pagar, Sr. Benno?—

—Diga um preço e pagarei. Quanto? — Benno, sabendo exatamente como eu estava me sentindo, sorriu e jogou a bola na minha quadra.

O único quadro de referência que eu tinha para taxas de informação eram os três pequenos ouros que ele pagou pela informação do Limxam. O fato de Benno ter se esforçado para fazer uma guilda para isto, deixou claro que ele esperava que vendesse extraordinariamente bem por muito tempo.

“Ngh, eu… Quero o dobro do que você me pagou pela informação de Linxam.

— Claro. Venha. — Benno pegou seu cartão da guilda e o acenou no ar. Ele aceitou meu preço com seu sorriso, não vacilando por um momento. Talvez eu devesse ter pedido mais dinheiro? Só não entendi o quanto a informação valia. Ainda incerta, peguei meu cartão da guilda e bati ele contra o de Benno.

Pensei, gemendo um pouco, quando Otto cruzou os braços e olhou para Benno. —Mesmo supondo que você decida quantas ferramentas fará, quão grande irá fazê-las, e assim por diante, após pedir a Myne por detalhes, você não deveria pegar as ferramentas no prédio de armazenamento e começar a fazer papel agora, o mais rápido possível? — Perguntou Otto.

Ofeguei com a ideia. —Essas ferramentas são propriedade do Ateliê da Myne! Nós não seremos capazes de fazer nosso próprio papel se ele os pegar! Não!

—…bom, o próprio armazém pertence a Benno, então… — lembrou Lutz. Apertei meus lábios, fazendo beicinho, e olhei para Benno. Estaríamos em apuros se ele tirasse nossas ferramentas para usar. E, de qualquer forma, essas ferramentas não eram adequadas para a produção em massa de papel.

—Ainda assim, não está certo. As ferramentas do ateliê da Myne não são feitas para produção em massa. — Benno ergueu uma sobrancelha, confuso, então comecei a explicar. —Nossas ferramentas foram criadas como protótipos e são menores, mais leves e simples, para que as crianças possam usá-las. Elas não são adequadas para produção em massa. Também há muitas ferramentas alternativas que estamos usando para evitar que você pague muito.

— Hã? Por que está economizando quando ele assinou um contrato para financiá-la? Você não deveria tirar proveito disso e obter todas as melhores ferramentas que pudesse? — Perguntou Otto, seu tom deixava claro que ele achava que estávamos sendo estúpidos. Mas eu nem tinha pensado em explorar o dinheiro de outra pessoa para meu próprio benefício. Na época, era difícil para mim, colocar as mãos em um único prego. Minha mente estava focada inteiramente em minimizar as despesas.

—Eu não sou esse tipo de pessoa. Talvez eu seja agora, um pouco, mas não costumava ser.

—Ei, você não precisa ser gananciosa comigo. Mas de qualquer forma, por que suas ferramentas não são adequadas para produção em massa? Só porque elas são menores? — perguntou Benno, então tentei pensar no exemplo mais simples.

—Quanto menores as ferramentas, menos eficientes elas são. Por exemplo, estamos usando uma suketa que faz um pedaço de papel do tamanho de um contrato, mas um adulto seria capaz de usar uma suketa maior. Seria apenas uma perda de tempo fazer um pedaço de papel de cada vez, quando você poderia estar usando ferramentas maiores e fazendo quatro pedaços de papel ao mesmo tempo.

—Sim, parece que usar as mesmas ferramentas que você seria um desperdício.

—Além disso, Lutz e eu estamos apenas usando uma banheira, mas você vai querer algo chamado ‘sukibune’ para conter mais água. E estamos usando pauzinhos que Lutz fez no lugar de um ancinho, mas não posso recomendar que você faça o mesmo.

—Essas com certeza são muitas ferramentas que eu não reconheço. — Naturalmente, já que eu não havia pedido nenhuma delas. Benno bateu em suas têmporas, enquanto olhava para mim. Não importava o quanto ele olhasse, eu não entregaria minhas ferramentas atuais.

—Mmm, acho que será difícil para você entender quais são nossas ferramentas e como estamos usando ferramentas improvisadas para compensar o que não temos, a menos que eu mostre fisicamente o que estamos fazendo enquanto explicamos.

—Tudo bem, posso arrumar tempo amanhã. Vou assistir. Estas será uma boa oportunidade, já que nunca vi o que fizeram com o lugar. — Ele resolveu isso instantaneamente, mas eu apressadamente tentei lembrar em que parte do processo de fabricação de papel estávamos.

—A questão é que acabamos de fazer o papel hoje. Amanhã estaremos apenas secando o papel e não temos nada em particular para fazer, então eu estava planejando ir para a floresta para obter mais materiais.

—Oh? Então, em outras palavras, você está começando com o primeiro passo?

—Isso mesmo. Vamos cortar lenha, vaporizar e descascar a casca. Em seguida, secamos em nossa oficina.

Benno assentiu enquanto ouvia. —Tudo bem, vou enviar Mark com você— disse ele, então tentei visualizar Mark indo conosco para a floresta.

Sr. Mark, cortando lenha e descascando casca no rio? Isso não combina com ele. Rejeitado

—O Sr. Mark é um cavalheiro muito puro para a natureza áspera. Ele não olharia direito para toda a madeira cortando e descascando casca. Mas… você ficaria bem trabalhando conosco, Sr. Benno.

—O que isso deveria significar?

—Você é o único que quer saber o que estamos fazendo, então acho que você deve vir conosco.

—Não foi isso que você acabou de dizer. — Benno franziu a testa, mas como ele realmente queria ver todo o processo de fabricação de papel por si mesmo, ele decidiu ir conosco. Antes que eu percebesse, tínhamos concordado em ir para a floresta e trabalhar juntos amanhã.

No dia seguinte, quando Lutz foi pegar a chave do depósito da loja, ele encontrou Benno lá esperando, em uma roupa de trabalho. Lutz furtivamente me disse que Mark saiu e estava muito preocupado que Benno sairia em fúria ou algo do tipo.

—Estou surpreso que vocês dois possam trabalhar em um lugar apertado como este— disse Benno após entrar na Oficina e olhar ao redor. Ele estava acostumado a trabalhar em uma grande loja com muito espaço, então, um armazém grande o suficiente para duas crianças andarem por aí, deve ter parecido minúsculo para ele.

—É bom quando somos só nós, mas também parece apertado quando você está aqui. Bem, fazemos a maior parte do nosso trabalho lá fora, então isso não é grande coisa.

Como de costume, preparamos as ferramentas necessárias para colher matérias-primas e outras coisas antes de ir para a floresta. Levamos uma panela, o vaporizador, um balde e um pouco de lenha. Desta vez, minha cesta não tinha nada além de pauzinhos, uma tábua para usar como prato, batatas e manteiga.

Benno se ofereceu para carregar algumas das coisas de Lutz, mas Lutz balançou a cabeça. —Estou acostumado a isso, uh… senhor. Seria uma ajuda maior se você carregasse Myne.

—Você carrega todas essas coisas toda vez, Lutz? Isso deve ser difícil — disse Benno, impressionado, enquanto me pegava, cesta e tudo, para colocar no ombro.

—Hyaaah?!

— Espere. Pelo menos me dê aquela moldura de madeira. Parece que você está prestes a ser esmagado, é difícil de assistir. — Benno pegou o vaporizador com uma mão e começou a andar. Pulei em seu ombro, enquanto ele dava passos largos a frente. Tremendo de medo, agarrei-me à cabeça dele.

—Hum, nós nos acomodamos com um pote pequeno, para que Lutz pudesse carregá-lo, mas potes menores significam menos madeira cozida no vapor por viagem. Você deve considerar se quiser um vaporizador maior, ou se quiser um grupo de vaporizadores minúsculos. Uma oficina perto do rio seria melhor para que você não precise levar os potes até ela.

—Hmmm…

Tivemos um adulto conosco hoje, então não tivemos que sair com o grupo de crianças pré-batismo como de costume. Passamos pelo local de encontro e fomos direto para o portão sul do prédio de armazenamento. Vimos papai e Otto conversando sobre algo.

—Oi pai, Otto. Volto em breve. — Acenei para eles quando passamos e ambos olharam para mim com olhos surpresos.

Papai estreitou os olhos para Benno. —Myne, quem é esse?

—É o Sr. Benno, o comerciante que tem me ajudado muito. Este é meu pai, Sr. Benno.

Os ombros de Otto tremiam, quando apresentei meu pai a Benno.

—O que há de errado, Sr. Otto?

— Nada, é que… Benno parece é seu pai agora…

—Cale a boca, Otto. Sou solteiro. — Benno soltou um punho de raiva na cabeça de Otto e voltou a andar, um pouco mais rápido que antes.

Uau, Benno é solteiro? Isso é surpreendente, ele é meio velho. Definitivamente perto dos trinta. As pessoas se casavam jovens aqui e até meu pai tinha trinta e dois anos. Era estranho que Benno estivesse perto dos trinta e ainda não tivesse se casado.

—Sr. Benno, você não vai se casar com ninguém?

— Não, provavelmente não.

—Você se importaria se eu perguntasse por quê? Estou apenas curiosa, você não precisa responder se não quiser.

—Bem, não que eu esteja mantendo isso em segredo, — respondeu Benno com um sorriso forçado. —Quando eu queria me casar, eu estava ocupado apoiando minha família. Quando minha mãe morreu e Corinna se casou, a garota com quem eu queria casar já tinha morrido. Não há uma garota no mundo melhor que ela, então não vou me casar. Simples assim.

Ele disse ser simples, mas que soava como uma história pesada e complicada para mim. Lentamente soltei um suspiro. Benno envolveu uma pessoa próxima a ele morrendo. Eu não podia cavar mais ou brincar sobre isso. Apenas dei um tapinha silencioso em sua cabeça, o que o fez forçar outro sorriso.

—O que há com você de repente?

— Na verdade, nada. Só pensei que muitas pessoas deviam estar incomodando você sobre casamento e sucessores, já que você administra um grande negócio.

—Sim, com toda certeza do mundo. Mas as coisas se acalmaram muito agora. Vou treinar o filho de Corinna para ser meu sucessor. Essa era a minha condição para deixar aqueles dois se casarem.—Oof… Boa sorte, Otto.

Enquanto eu orava por Otto em meu coração, saímos do túnel escuro que passava pelo portão, e a estrada pavimentada se transformou em uma estrada de terra acidentada. O ar ficou fresco, a paisagem se espalhou diante dos meus olhos e, no geral, me senti como um pássaro sendo liberto de sua gaiola.

—Mm. Já faz um tempo desde que fui para a floresta.

—Isso me lembra que você mencionou ir à coleta de parue antes. Pensei que crianças mercantes não iam à floresta. Freida estava sugerindo que ela só ia lá em piqueniques, ou algo assim… — Eu ainda não tinha esquecido o choque de ela dizer que irmos à floresta todos os dias era como fazer um piquenique todos os dias.

Benno soltou uma risada e deu um sorriso nostálgico. —Foi quando eu era um aprendiz. Fugia de casa nos meus dias de folga, sabe, tudo em segredo.

—Você fugia…?

—Todas as crianças da minha idade, que vieram à loja como aprendizes, falavam sobre ir coletar na floresta. Como eu poderia não estar interessado? E ainda não há crianças assim saindo de fininho?

—…Aaah, agora que você mencionou, quando os aprendizes vêm conosco, há alguns rostos novos de vez em quando.

Mesmo os aprendizes batizados, às vezes iam à floresta em seus dias de folga para se reunir ou caçar. Ao contrário das crianças antes do batismo, elas podiam ir para a floresta e voltar por conta própria, muitas delas saíam sem se juntar ao grupo. Alguns aprendizes traziam seus amigos para o local de encontro. Foi assim que Benno foi para a floresta, ao que parecia.

—Como as crianças comerciantes passam o tempo?

—Na minha casa, eu basicamente só estudei. Estudar como interagir com os clientes. Ir ao mercado, olhar os preços e calcular as despesas. Aprendendo a dizer quem era da cidade e quem não era. Julgando a qualidade dos produtos, do bom ao ruim…

Todo o seu estilo de vida tinha sido construído em torno de comércio e negócios, então eu não conseguia entender isso com uma breve explicação. Tudo o que eu sabia era que sua infância foi totalmente diferente da nossa. —Isso é muito diferente de como vivemos.

—Suponho que as crianças de lojas menores também têm vidas diferentes.

Levamos tudo para o leito do rio. Lutz checou a lareira, então colocou a panela em cima dela. Ele tirou água do rio e derramou-a na panela, em seguida, colocou o vaporizador em cima. Hoje, eu estava com algumas batatas também.

—Vou cortar um pouco de madeira. Benno, talvez você possa…

—Lutz, você vai ser meu aprendiz. Me chame de Senhor Benno. Além disso, mantenha-se limpo, usando Limxam ou qualquer outra coisa. Não venha na minha loja, sujo.

—Tudo bem. O que vai fazer, Sr. Benno? Esperar aqui com Myne ou vir cortar madeira comigo…?

—Quero ver que tipo de madeira você reúne, então vou com você.

Lutz e Benno foram procurar madeira, então juntei paus perto da panela para adicionar ao fogo e esperei. Logo eles voltaram com braços cheios de galhos. Benno levantou uma sobrancelha ao me ver sentada ao lado da panela.

—Você não vai fazer nada, Myne?

—O que você acha que posso fazer, Sr. Benno? Meu trabalho é sentar aqui e descansar. Se eu entrar em colapso aqui, não haverá ninguém que possa me carregar todo o caminho de volta. Disseram-me para fazer o mínimo de movimento quando Lutz não estiver por perto. Eu atuar sozinha causou mais problemas que não ter feito nada, na maioria das vezes.

—… Lutz, você é surpreendentemente paciente com ela.

—Isso mesmo. Lutz é incrível.

—Pare com isso, Myne. Vou reunir um pouco mais de madeira. — Envergonhado, Lutz olhou para mim e fugiu da área.

Depois que o vimos ir com sorrisos nos rostos, tirei minha faca. Separei a madeira que eles deixaram em madeira volrin e lenha, depois cortei a madeira volrin para caber no vapor, enquanto falava com Benno sobre Lutz.

—Estou dizendo, Lutz é realmente incrível. Eu não teria sobrevivido tanto tempo sem ele. Ele me salvou na primeira vez que a Consumação quase me engoliu. E ele até cuidou de mim, antes que tudo isso acabasse valendo dinheiro. Ele tem feito coisas comigo por um tempo.

—Escutei sobre isso. É por isso que você está apoiando-o? — Tanto para a papelada de inverno quanto para fazer papel, eu poderia ter monopolizado todos os lucros para mim. Benno, como comerciante, não conseguia entender por que eu estava dividindo os direitos e lucros com Lutz.

—Mhm. Lutz me ajuda, então quero ajudá-lo também, como eu puder. Tudo o que posso fazer é pensar em novos produtos, e isso está se transformando em dinheiro porque você os compra de nós.

— Entendo. Parece que eu realmente tenho que ter certeza de que Lutz vai se juntar à minha loja.

— Obrigada.

Benno colocou a mão na minha cabeça. Isso parecia uma maneira sutil para ele me dizer para confiar nele, o que foi tranquilizador.

Lutz voltou quando terminei de cortar a madeira volrin em partes iguais. Adicionei água à panela e tirei as batatas do vapor, enquanto colocava a madeira volrin dentro.

—Lutz, preciso de manteiga! Está pronto, aqui!

—Certo!

Lutz colocou manteiga nas batatoffels. Benno olhou para os batatoffels alinhadas no tabuleiro que estávamos usando como um prato e franziu a testa, assim como Lutz tinha feito.

—Sr. Benno, a comida da Myne tem um gosto ótimo. Mesmo as ‘batatas amanteigadas’ são de outro nível. — Lutz sorriu e mordeu uma batata, então Benno deu de ombros e agarrou uma ele mesmo.

—Nada mal.

—Eheheh! O vapor a cozinha e elas têm um sabor ainda melhor quando você as come quente, enquanto está fora no tempo frio.

Benno estava dando uma olhada na panela após comer a batata, então Lutz e eu fomos coletar. Encontramos algumas ervas e vegetais selvagens. Ultimamente era muito mais raro para mim, pegar comida envenenada. As coisas estavam melhorando.

Uma vez que a madeira estava no vapor, nós as mergulhamos na água e começamos a descascar a casca. Benno ajudou com o descascamento de madeira, mas como ele não estava acostumado a trabalhar com as mãos, ele era surpreendentemente inapto e a casca acabou toda despedaçada. Nesse ritmo, a ajuda dele, nos faria ficar sem casca preta.

—Sr. Benno, já chega de descascar. Você poderia, por favor, ajudar Lutz a limpar?

Assim que terminei de descascar a casca preta, voltamos à oficina e a preparamos para a secagem. Benno franziu o nariz, enquanto nos ajudava a colocar a casca nos pregos para secar. Ao contrário de nós, ele era alto e não precisava usar um banquinho para chegar às prateleiras. Senti inveja dele.

—A casca não secará se houver muita junto. Você normalmente deve secá-las em prateleiras de secagem como esta. — Desenhei exemplos na minha ardósia de pedra, para explicar quais ferramentas nos faltavam. Benno assentiu, fez perguntas e examinou nossas ferramentas.

—Deixamos a casca preta secar até ficar toda rachada. Se você não a secar corretamente, o mofo começará a crescer. Depois mergulhamos a casca seca no rio. Deixamos lá por um dia inteiro.

—Parece fácil de roubar.

—Seria. Essa é minha maior preocupação com isso. Desde que você saiba como fazer papel, a casca é uma boa fonte de dinheiro. Essa é outra razão pela qual acho que a oficina seria melhor localizada perto do rio, — expliquei enquanto batia no saco de cinzas no canto do prédio de armazenamento.

—Nós descascamos a parte preta da casca após mergulhá-la no rio, depois a fervemos com cinzas e a mergulhamos no rio novamente por mais um dia inteiro. Fervê-lo com cinzas suaviza as fibras.

—Ahah.

—Depois disso, pegamos toda a sujeira e fibras quebradas da madeira e batemos com esse taco de madeira, até ficar tudo fofo. Também compramos este para combinar com o tamanho de Lutz, um adulto pode usar um maior e mais pesado para ser mais eficiente. — Apontei para o suporte e a madeira quadrada usada como um taco. Benno pegou e girou ao redor experimentalmente.

—Sim, você definitivamente gostaria de um martelo mais pesado para esmagar as coisas.

—Então, você pega as fibras fofas e as mistura com uma substância pegajosa chamada ‘tororo’ e água, para fazer água de polpa. Neste momento, estamos usando uma banheira com esta suketa, mas um adulto vai querer uma suketa maior e uma banheira maior chamada ‘sukibune‘ para fazer mais pedaços de papel ao mesmo tempo. Neste momento, podemos misturar a água polvilhada usando os pauzinhos que Lutz fez para mim, mas com uma banheira maior você vai querer basicamente um grande ancinho ou pente para misturar tudo.

Desenhei exemplos na minha lousa, enquanto explicava e Benno acariciou o queixo, acenando com a cabeça.

—Então, agitamos e inclinamos a suketa para obter papel de igual espessura e tamanho. Uma vez feito isso, nós os empilhamos na cama de drenagem. Eles secam naturalmente, como você pode ver. Amanhã colocaremos uma pedra pesada sobre eles para secá-los ainda mais. Com isso, você se livra do tororo pegajoso. Uma vez feito isso, colocaremos cada pedaço de papel no quadro e os secaremos ao sol. Depois tiramos o papel seco do quadro e pronto. — Terminei de explicar o processo e Benno soltou um suspiro impressionado.

—Tenho que dizer, isso é mais complicado e demorado do que eu esperava.

—Como você pode fazer outro trabalho enquanto o papel está secando, não parece que leva muito tempo. E você estará mais ocupado que nós, já que estará produzindo em massa. Além disso, é muito difícil entrar no rio nesta temporada.

Benno, que havia entrado no rio para ajudar a colocar água no balde, assentiu com firmeza. —Esta será uma oficina que fechará durante o inverno. — O rio congelava durante o inverno e a madeira tornava-se muito difícil de ser utilizada para a fabricação de papel.

—Você não pode fazer papel sem um rio, então pense cuidadosamente sobre onde deseja montar a oficina.

—É, entendi. Parece que as coisas vão ficar agitadas para mim. — Apesar de falar sobre estar ocupado, Benno parecia mais que animado. Sorri e desejei boa sorte a ele.

Na época, eu estava pensando que isso seria um problema de Benno, mas na realidade, foi Lutz e eu que acabamos ocupados, depois que Benno usou seu novo conhecimento para procurar uma oficina.

Mark nos visitou enquanto fazíamos papel e nos levava aos artesãos para podermos dar detalhes sobre as ferramentas. Não tivemos escolha a não ser seguir, depois que ele mencionou que a taxa de informação incluía nossa ajuda aqui.

No momento em que as ferramentas foram feitas, as pessoas estavam reunidas, Benno estava com o processo pronto e a oficina estava mais ou menos pronta, a primavera havia começado a se transformar em verão.

Fim da leitura

Capítulo 70 concluído

CAPÍTULO 70 - 69