Diários de uma ApotecáriaVolume 8 – Capítulo 12 – Capítulo 12: Comida Estragada
Capítulo 8.12Alguns poucos flocos de neve caíam de um céu cinzento e pesado.
— Achei que estava ficando mais frio. Olha, está nevando — disse Yao, soprando os dedos vermelhos de tanto lavar roupa. Se En’en visse suas mãos naquele estado, já estaria correndo para buscar ataduras.
— E pensar que ontem à noite o céu estava limpo — disse Maomao. Ela se lembrou de como as estrelas estavam lindas no céu. No inverno, o frio e o céu limpo andavam juntos. Seu velho lhe explicou que, sem nuvens, o calor acumulado durante o dia escapava rapidamente para a atmosfera. — A festa no jardim vai ser complicada se não esquentar um pouco.
— É.
As duas falaram como se aquilo não tivesse nada a ver com elas. Pegaram o balde de roupas lavadas e seguiram de volta para o consultório médico. Afinal, aquele era justamente o dia da festa no jardim, e, infelizmente, Maomao não participaria dela naquele ano. Alguns médicos haviam sido designados para comparecer ao banquete, mas era só isso.
— Ei, você está vendo aquilo? Parece ter bastante gente — disse Yao. Elas podiam ver uma corrente de pessoas, soldados e funcionários civis. Havia muito mais burocratas do que normalmente se via naquela parte do palácio.
Maomao bateu as mãos ao perceber que todos pareciam estar indo para os banheiros.
— Devem estar indo para a festa no jardim. Estão aproveitando a última oportunidade para fazer suas necessidades antes do banquete começar. Não dá para sair durante a refeição.
— Mas você não acha que estamos um pouco longe da festa?
— Só os figurões podem usar os banheiros mais próximos.
Maomao sabia disso porque havia passado pela experiência alguns anos antes. Não ter um banheiro facilmente acessível tinha sido um verdadeiro sofrimento.
— Inclusive Sua Majestade?
— Tenho quase certeza de que constroem um banheiro novo só para ele.
Não se podia deixar o Imperador fazer suas necessidades em qualquer banheiro onde sabe-se lá quem havia feito sabe-se lá o quê. Era ao mesmo tempo o privilégio e a maldição de estar no topo da hierarquia do país.
[Noelle: Gente esses papos kkkkk Agora a figura do Imperador barbudo no banheiro com um jornal está nítida por aqui kkkk]
Yao parou abruptamente.
— Tem alguma coisa errada? — perguntou Maomao.
— Maomao... Vamos por outro caminho — disse Yao, segurando a mão de Maomao.
— Mas este é o caminho mais rápido.
— Tem alguém ali que eu não quero ver.
Ela partiu em uma nova direção, afastando-se dos funcionários que se aglomeravam. Então havia alguém entre os soldados e secretários que iam aos banheiros que Yao queria evitar. Maomao certamente entendia o desejo de não encontrar uma pessoa específica.
Mas quem poderia ser? Quem Yao poderia conhecer entre os funcionários do governo? Talvez seu tio, seu atual tutor. Ou talvez algum dos pretendentes que ele tentou apresentar a ela. Saber a resposta não traria benefício algum a Maomao, então ela obedientemente seguiu Yao para longe.
Mal haviam retornado ao consultório médico quando En’en avançou diretamente para Yao.
— Jovem senhorita!
— En’en, — disse Yao lentamente, — estou com um pouco de frio. — Suas bochechas e orelhas estavam realmente vermelhas, e En’en rapidamente trouxe um cobertor e chá quente de gengibre. Ela permitiu que Maomao tomasse o restante do chá, mas não foi tão generosa com o mel quanto havia sido com Yao. Maomao soprou a bebida antes de tomar um gole, sentindo o calor se espalhar pelo corpo. O aroma era agradável; En’en devia ter ralado casca de tangerina nele.
O consultório médico era mantido aquecido para receber feridos e doentes, mas isso tinha o efeito colateral de deixar seus ocupantes sonolentos. Mais de uma vez, Maomao viu soldados que entravam ali para escapar dos treinamentos nos dias frios de inverno serem arrastados de volta para fora por seus oficiais superiores.
Os médicos de escalão mais alto estavam ausentes por causa da festa no jardim, deixando apenas um médico mais jovem, que costumava ser relativamente mais gentil com Maomao e as outras. Todos sentiam que, quando os gatos saíam, os ratos podiam brincar um pouco.
— Ahh, agora me aqueci. Vamos voltar ao trabalho — disse Yao.
En’en respondeu: — Jovem senhorita, a senhorita deveria ficar aqui hoje. Eu e Maomao podemos cuidar do trabalho lá fora — respondeu En’en.
Ei, eu também quero ficar aqui dentro, pensou Maomao.
[Kessel: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Eu também, Maomao… eu também…]
— Não posso fazer isso — disse Yao. Então ela observou En’en por um instante. — Eu conheço essa expressão. Meu tio esteve aqui, não esteve?
Então Maomao tinha acertado.
— Jovem senhorita...
— Como foi? Ele não causou muitos problemas, causou?
— N-Não, senhora. Mas parecia disposto a esperar pela senhorita...
En’en lançou um olhar para o jovem médico sentado à mesa. Ele se levantou e aproximou-se delas com uma expressão severa. — Fiz questão de explicar que este é um lugar para doentes e feridos, não uma sala de espera. E também apontei que, se ele continuasse aqui, não chegaria à festa no jardim a tempo. Isso o fez ir embora.
— Entendo. Muito obrigada — disse Yao, inclinando a cabeça em agradecimento. En’en cerrou os dentes e lançou ao médico um olhar cheio de ciúme.
Ela não precisa se preocupar. Ele não estava tentando impressionar Yao, estava tentando se aproximar dela. Ainda assim, En’en, que vivia em função de sua "jovem senhorita", parecia determinada a tratar qualquer homem ao redor dela como se fosse uma lagarta.
Maomao transferiu as ataduras lavadas para um caldeirão e preparou-se para fervê-las. Ela gostaria de ficar mais um pouco sem fazer nada, mas terminar o trabalho vinha primeiro.
— Maomao — chamou En’en e Maomao olhou para ela. — Encontrei alguns gravetos para você.
Ela entregou a Maomao uma moldura dobrável coberta por tecido. Quando aberta, revelou o retrato de um homem.
— Ele realmente não desiste, não é? — resmungou Yao, enquanto se dirigia ao braseiro para pegar uma brasa e acender o forno. Agora estava claro por que o tio de Yao havia aparecido. O retrato obviamente era de um possível pretendente, embora fosse impossível saber o quanto a imagem havia sido embelezada. O sujeito parecia até um ator.
O jovem médico continuava lançando olhares para Maomao e Yao, como se implorasse para que elas se apressassem e fossem embora. Parecia acreditar que ficar sozinho com En’en lhe daria uma oportunidade de conhecê-la melhor, mas Maomao duvidava muito disso. Os outros jovens médicos já haviam desistido dela, e, claro, também de Yao, que ela vigiava como um falcão, havia muito tempo. Esse rapaz era lento demais para perceber. (Poderia acrescentar-se que Maomao aparentemente nunca fez parte dos cálculos deles desde o início.)
Será que ele ao menos consegue conversar com ela quando estão sozinhos? Maomao pensou. Era uma pergunta simples, mas aquele médico mostrou-se persistente. Mesmo quando ela e Yao estavam saindo do consultório, Maomao ainda o ouviu dizer:
— Vamos continuar nossa conversa, En’en? Talvez você possa comentar o assunto com Yao depois também.
Não houve resposta, mas, se isso envolvesse Yao de alguma forma, En’en suportaria ao menos um pouco da conversa fiada dele.
Tenho certeza de que ela o vê, no máximo, como uma fonte de assuntos para conversar, pensou Maomao enquanto seguia para o forno do lado de fora, mais uma vez refletindo sobre como En’en podia ser formidável.
À tarde, as ataduras já tinham sido fervidas e secas. Maomao caminhava esfregando as mãos, ansiosa pelo almoço quando retornasse ao consultório médico. A festa no jardim devia estar em intervalo, pois ela viu uma multidão reunindo-se novamente perto dos banheiros.
— Você não precisa ir ao banheiro, Yao? — perguntou.
— N-Não, estou bem. E você, Maomao?
— Eu fui há pouco tempo.
Yao pareceu traída. Ao ver que os banheiros provavelmente ficariam lotados, Maomao havia prudentemente resolvido essa questão enquanto Yao cuidava da secagem das ataduras.
— Tem certeza de que não quer ir, Yao? — perguntou ela novamente.
— Sim, tenho certeza!
Naturalmente havia banheiros separados para homens e mulheres, mas, com tantas pessoas do sexo oposto por perto, usá-los ainda exigia certa coragem. Era possível até ver alguns homens que não conseguiam mais segurar entrando às pressas no banheiro feminino. As damas da corte que tentavam utilizá-lo pareciam profundamente perturbadas.
— Você já foi a uma das festas no jardim, não foi, Maomao?
— A En’en contou isso para você?
— Aham.
Maomao refletiu mais uma vez sobre a incrível habilidade de En’en para descobrir as coisas.
— E como é? — perguntou Yao.
— Frio. Não é exatamente o tipo de coisa com que se sonha, se é isso que você está imaginando.
A festa parecia agradável o bastante, mas, para Maomao, que estava lá apenas como criada, tinha sido uma batalha contra o frio. Principalmente porque a Princesa Lingli estava presente, ela ainda era um bebê na época e não podia correr o risco de pegar um resfriado. Talvez receber um enfeite de cabelo fosse algo digno de sonhos, mas Maomao tinha certeza de que En’en devia estar observando tudo de algum lugar invisível. E ainda havia a comida. A necessidade de verificar se havia veneno fazia com que ninguém soubesse qual deveria ser o verdadeiro sabor da refeição. Todos ficavam sentados, tomando uma sopa que já havia esfriado há muito tempo.
Mal existe oportunidade de colocar veneno em alguma coisa, pensou Maomao. Envenenar comida era, na verdade, algo arriscado. Se alguém decidisse fazer isso, era melhor estar preparado para as consequências. Ainda assim, existiam pessoas dispostas a pagar esse preço, e foi por isso que a própria Maomao certa vez experimentou uma sopa envenenada.
Argh! Como eu queria poder tomar mais daquela sopa...
— Maomao, isso é, ah... um sorriso? — perguntou Yao, observando-a atentamente.
— Ah! Perdoe-me. — Ela havia se perdido na lembrança daquela sopa. Poderia parecer que um veneno seria amargo ou causaria náusea, mas, na verdade, muitas coisas perfeitamente saborosas eram venenosas. Como baiacu ou certos cogumelos.
Ao passarem pelos banheiros, ouviram um “Argh!” bem claro de alguém vomitando. Olharam para lá e viram alguns homens reunidos em torno de um poço, enxaguando a boca com água. Pelo físico, pareciam soldados, embora usassem uniformes um pouco mais refinados do que o normal; até os militares se arrumavam para uma festa no jardim. Por acaso, Maomao achou que reconheceu um deles.
— Você acha que aconteceu alguma coisa? — perguntou Yao.
— Se está curiosa, podemos perguntar a eles.
— Hã? Não, eu… — disse Yao, mas Maomao já estava indo em direção ao poço. Mais especificamente, aproximando-se de um homem musculoso que lembrava um cachorro grande.
— Faz tempo que não o vejo, senhor — disse ela.
— Ah! Olá, senhorita — respondeu Lihaku, parecendo bastante amigável. Ele também havia participado da festa no jardim dois anos antes, então não era tão surpreendente vê-lo ali agora.
— Aconteceu alguma coisa? Achei que ouvi alguém vomitando.
— Ah. Obrigado por perguntar. Não é nada demais. A comida só estava, bem... não muito boa. Não é, pessoal? — disse Lihaku, virando-se para os companheiros.
— Não muito boa? Aquilo estava horrível — respondeu um deles. — E servem aquilo no palácio? O velho desgraçado do refeitório cozinha melhor!
— Aquela sopa! Eu sabia que estaria fria, mas aquilo foi outro nível. Tinha coisa demais ali, seja lá o que fosse. Será que a do Imperador estava tão ruim quanto a nossa?
— Claro que não. Ele recebeu algo diferente. Sem chance do Imperador comer a mesma coisa que a gente.
— É, acho que não! — Os soldados começaram a rir.
— A comida estava ruim? — perguntou Maomao. Ela conhecia os tipos de pratos servidos nessas festas. Talvez acabassem frios, mas a comida em si deveria ser da mais alta qualidade. A menos que realmente servissem algo muito diferente para os oficiais.
— Posso perguntar o que foi servido? Você disse que era sopa?
Se o cozinheiro servisse uma refeição duvidosa ao Imperador ou aos altos funcionários, poderia perder o emprego rapidamente, ou até a cabeça. Mas, se o sabor desagradável fosse resultado de algo que entrou na comida sem que ele soubesse, isso seria outro tipo de problema.
— Era só muito salgada — disse Lihaku. — Talvez estivessem tentando fazer comida ao estilo do sul, sabe, algo diferente. Serviram esses ovos decorados. Com certeza pareciam bons. — Mas, ao dar uma mordida, os homens descobriram que os ovos eram absurdamente salgados, e a sopa quase causava enjoo de tão salgada.
— Você disse que os ovos tinham desenhos? — perguntou Maomao. Como os ovos de chá? Para fazer um ovo de chá, era preciso rachar a casca de um ovo cozido e deixá-lo de molho no chá, criando um padrão semelhante a uma teia de aranha na superfície. Depois, bastava comer. Talvez tivessem sido servidos na festa porque pareciam elegantes.
— Conseguimos engolir, mas ficamos preocupados que o resto da refeição também fosse horrível.
— É! Mas ninguém mais parecia incomodado. Nosso comandante até ficou estalando os lábios e dizendo: — Nossa, que delícia! Talvez a língua dele tenha parado de funcionar.
Os soldados continuaram comendo, com medo de que fossem eles os únicos cujo paladar estivesse estranho. Quando chegaram ali e descobriram que havia outras pessoas que também tinham achado a comida esquisita, perceberam que talvez realmente houvesse algo errado.
— Quanto tempo faz desde que vocês tomaram a sopa? — perguntou Maomao.
— Humm. Talvez uma hora? — respondeu Lihaku. — Passei esse tempo todo lutando contra a vontade de vomitar. Corri para cá assim que anunciaram o intervalo.
Era evidente que ele e todos os outros ali estavam suando.
— Uma hora? Humm. Vocês parecem estar com boa saúde.
— O que isso quer dizer? Você não está pensando seriamente que aquilo poderia estar envenenado, está? Ei, olhe para nós. Estamos perfeitamente bem!
— Depende do veneno. Alguns tipos demoram mais para fazer efeito do que outros — interveio Yao.
Havia uma emoção genuína em sua voz, o tom de alguém que falava por experiência própria.
— C-Céus, não diga uma coisa dessas. Você é assustadora demais para uma moça tão bonita, sabia? — disse Lihaku, franzindo a testa.
— Se apresentarem mais sintomas, venham ao posto médico — disse Maomao. — Eu darei um remédio que fará vocês vomitarem até as tripas.
— Mas eu preciso que minhas entranhas continuem dentro de mim!
[Noelle: kkkkk ai gente como não amarrar esse cachorrão? kkk]
Maomao e Yao voltaram para o posto médico, deixando para trás um Lihaku de rosto pálido.
— O que você acha que está acontecendo, Maomao? — perguntou Yao.
— Minha primeira suspeita é que o sal tenha se acumulado em grumos. Normalmente ele se dissolve na sopa, mas parece que aqueles homens acabaram recebendo uma quantidade excessiva em suas tigelas.
Talvez o cozinheiro tivesse usado pedaços de sal particularmente grandes, ou talvez parte dele tivesse sido adicionada tarde demais durante o preparo. Seja como fosse, só restava esperar para ver se eles apareceriam no posto médico sentindo-se pior.
— Entendo… — Yao não parecia totalmente convencida, mas, por enquanto, decidiu aceitar a hipótese de Maomao.
Todos os outros estavam ocupados com a festa no jardim, mas, para Maomao e Yao, aquilo era uma oportunidade de ir para casa mais cedo, e elas pretendiam aproveitá-la. Naquele dia, só precisavam arrumar o consultório médico e estariam livres.
— Ahh, foi um dia agradável e tranquilo. Só espero que amanhã seja tão relaxante quanto hoje — dizia o jovem médico para En’en. — Se você tiver algum tempo depois disso, talvez possamos ir jantar ou...
— Você ainda não escreveu o relatório diário — respondeu ela, colocando algumas folhas de papel firmemente diante dele. — O doutor Liu voltará a qualquer momento, então é melhor começar a escrever.
Em seguida, ela pegou uma sobrecasaca e a colocou em Yao.
— Está frio lá fora, jovem senhorita. Você precisa se manter aquecida.
— Tá, tá, eu sei — respondeu Yao, que já tinha um cachecol enrolado no pescoço.
Maomao vestiu uma jaqueta de algodão e se posicionou diante do jovem médico. Seu nome era Li, por sinal, mas havia outros dois Li no posto, então chamá-lo assim não era muito eficiente. Seu nome pessoal era Tianyu, embora nem Maomao nem suas companheiras o usassem. — Fiquem à vontade para me chamar de Tianyu. Não sejam tímidas — ele havia dito quando se conheceram. E era exatamente por isso que nenhuma das jovens jamais o chamava assim. Maomao, Yao e En’en podiam ter motivos diferentes para essa teimosia, mas o resultado era o mesmo.
— Até amanhã — disse Maomao a Tianyu.
— Até amanhã — repetiu Yao.
— O que gostaria de jantar, jovem senhorita? — perguntou En’en.
Ignorando-o completamente. Ele devia ter passado o dia inteiro falando sem parar. Tianyu acenava para elas enquanto saíam, mas En’en nem sequer olhou em sua direção. Enquanto isso, Maomao pensava para Yao: Diga porco! Porco, porco, porco! Uma comida gordurosa seria perfeita para um dia frio como aquele. Assim que deixaram o posto médico, um vento gelado começou a morder suas orelhas.
— Deixe-me ver... Acho que frango parece uma boa ideia. Algo crocante por fora! — disse Yao. A telepatia de Maomao não havia funcionado. Mas frango era um prêmio de consolação bastante aceitável.
— Certo. Então vamos precisar de algo leve e fresco para acompanhar — disse Maomao, entrando na conversa.
— Boa ideia. Eu não me importaria de comer peixe cru e alguns vegetais — respondeu Yao.
En’en olhou para Maomao. Com os lábios, ela disse:
— Tudo bem então, Maomao. Não temos vegetais suficientes. Você poderia comprar alguns?
Mas seus olhos transmitiam uma mensagem diferente: Aquele que não trabalha, não come. Era isso, então. Maomao deu de ombros e assentiu, mas, por dentro, tremia de medo.
[Kessel: kkkkkkkk! E então temos o esperado debut do Tianyu! E como sempre, a En’en dominando a situação, seja ela qual for. Eu lembro que alguns leitores (cof, cof) não gostaram muito da En’en e da Lady Yao no começo, por conta da postura da Yao de ser mais metida/mimada, e da En’en de ser muito protetora. Mas agora que elas são mais amigas, vocês mudaram de opinião ou seguem sem gostar muito da dupla?]
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Atenciosamente,
Scan Moonlight Valley
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