Diários de uma Apotecária — Capítulo 8.19: Volume 8 – Capítulo 19 – Capítulo 19: O Sábio do Go

Diários de uma Apotecária
Cap. 8.19
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Diários de uma Apotecária

Volume 8 – Capítulo 19 – Capítulo 19: O Sábio do Go

Capítulo 8.19

2.863 palavras~12 min de leitura

Jinshi soltou um suspiro e olhou para o tabuleiro de Go, tomado pelas pedras. Lembrou-se do que seu instrutor de Go havia dito outro dia.

— Tenho que dizer que acho isso praticamente impossível. — O homem era o próprio instrutor de Go do Imperador e, apesar da aparência, podia ser bastante direto.

— Você nem consegue me vencer uma única vez. Não tem a menor chance contra ele. — Impassível, o Sábio do Go estalou uma pedra branca sobre o tabuleiro.

— Argh… — Foi o único som que Jinshi conseguiu emitir. O que mais poderia dizer? Achava que tinha feito uma partida muito boa, mas, com um único movimento, o Sábio desfez tudo.

Ele sempre soube que poderia acabar assim: era um pau para toda obra, capaz de fazer um pouco de quase tudo. Mas, na melhor das hipóteses, era apenas um pouco acima da média. Não se destacava em nada. Podia ser talentoso, mas não era um gênio.

Ainda assim, era melhor do que não fazer nada.

— Você domina perfeitamente os padrões de joseki, isso eu reconheço. Mas, assim que sai da sequência estabelecida, sua criatividade não é maior do que a de um jogador comum. Você entra em pânico quando se depara com uma jogada que nunca viu antes.

— Você realmente não pega leve, não é?

— Pelo que me lembro, foi exatamente isso que você pediu. — O Sábio deu uma mordida em um dos pãezinhos que Suiren havia preparado para eles. O lanche podia parecer incompatível com a elegância associada ao Go, mas, aparentemente, um doce era considerado indispensável entre os jogadores. Pensar naturalmente despertava vontade de comer açúcar, ou, pelo menos, era essa a lógica usada por um certo estrategista excêntrico para justificar o consumo constante dessas guloseimas.

Já fazia dias desde que o Imperador concordou em emprestar-lhe seu instrutor, Jinshi passava todas as tardes, depois do trabalho, estudando Go freneticamente.

Sem talento.

Jogadas simplórias.

O estilo monótono de quem é superestimado.

Sim, o instrutor havia sido absolutamente impiedoso. Quando começaram, Jinshi disse que não queria que o Sábio poupasse seus sentimentos, e o homem levou isso ao pé da letra. Quando Jinshi perguntou se ele tratava todos os alunos com a mesma crueldade, recebeu a resposta:

— Eu escolho adversários que não podem me punir pelo que digo. — Ele era muito cauteloso.

Ele também sabia como motivar uma pessoa.

— Você espera vencer aquele esquisitão jogando desse jeito?

Jinshi pegou uma pedra preta e a colocou no tabuleiro, sem sequer ter certeza se aquela era a jogada correta.

Ele estava treinando com o Sábio do Go porque ouviu dizer que ele era o único homem capaz de derrotar o estrategista excêntrico (também conhecido como Lakan) nesse jogo.

— Então... você está convencido de que eu não posso vencer?

— Completamente convencido. Você é honesto demais, Príncipe da Lua. Direto demais. — Por algum motivo, vindo do Sábio do Go, aquilo não soou como um elogio.

— Seja como for, preciso encontrar um jeito de derrotá-lo.

— E eu vim até aqui justamente para tentar lhe ensinar isso. Mas é absolutamente inútil. — O Sábio do Go deu outra mordida em um pãozinho.

— Dê-me qualquer possibilidade. Qualquer forma de vencer... nem que seja uma vez em cada cem partidas.

— Quando Lakan está em sua melhor forma, até eu tenho sorte se consigo vencê-lo uma vez a cada duas partidas. E isso quando eu também estou no meu melhor.

— Receio não ter entendido o que quer dizer...

O Sábio do Go era melhor no jogo do que Lakan; era por isso que recebia esse título.

— Acho que entendeu, sim. Deixe-me perguntar uma coisa, Príncipe: você acha que conseguiria derrotar um urso com as próprias mãos?

— Óbvio que não.

— E um lobo?

— Se as circunstâncias me favorecessem, talvez... Mas seria difícil.

— Então um cachorro.

— Acho que conseguiria, mais ou menos.

Era uma lição que ele aprendeu durante as caçadas: os seres humanos eram surpreendentemente fracos para o próprio tamanho. Eram as ferramentas que lhes permitiam sobreviver; sem equipamentos, até um cachorro de rua podia ser demais para um homem desarmado.

— O que você precisaria para sair vitorioso? — perguntou o Sábio do Go. Ele colocou outra pedra no tabuleiro, arrancando mais um gemido de Jinshi: seu instrutor havia percebido suas intenções mais uma vez.

— Para sair ileso? Uma arma de fogo pareceria ideal, mas não tenho certeza de que acertaria o animal. Acho que preferiria uma espada, algo com que estou acostumado. Ou talvez um punhal e manoplas para proteger meus braços.

Com uma espada, ele conseguiria se manter firme, pelo menos em um espaço fechado. Em campo aberto, seria muito mais difícil. Ele atrairia o animal para um lugar onde sua agilidade não pudesse ajudá-lo; então deixaria que ele mordesse a proteção do antebraço, enquanto atacava sua garganta.

— Sua aparência pode ser refinada, mas vejo que está disposto a recorrer a táticas bem sujas, se necessário.

— Não seria minha preferência. Simplesmente não sou tão habilidoso com a espada.

Basen faria um trabalho muito melhor. Jinshi imaginava que ele provavelmente conseguiria enfrentar aquele urso, mas, mesmo assim, sairia gravemente ferido.

— Hum... Nesse caso, tenho uma artimanha que talvez funcione para você.

— Uma artimanha?

— Ah, não é nada demais. Apenas uma maneira de inclinar as chances a seu favor. O Sábio do Go sorriu de forma maliciosa e, por um instante, toda a calma e elegância que transmitia desapareceram por completo.

— Você não precisaria quebrar regra alguma. Porque as regras não se aplicam ao que acontece fora do tabuleiro.

Jinshi engoliu em seco.

O Sábio do Go foi categórico.

— Se esse método não funcionar, você jamais vencerá o senhor Lakan enquanto viver.

— Eu perdi...

Por mais que contasse e recontasse o território no tabuleiro e as pedras capturadas, seus números nunca superavam os do adversário. A diferença era de apenas dois pontos, mas podia muito bem ser de mil.

Ele havia conquistado uma vantagem aparentemente inabalável no meio da partida. Seu território estava seguro, e parecia impossível que a situação pudesse se inverter. Jinshi também não havia cometido nenhuma jogada obviamente ruim, e, ainda assim, a respeitável figura que mastigava seus lanches reduziu a diferença em uma velocidade impressionante.

Basen e alguns guardas estavam por perto. Já haviam se passado vários dias desde o torneio de Go. Jinshi trabalhava em seu escritório quando o estrategista do monóculo apareceu de repente.

— Vamos continuar — disse ele. Se fosse apenas uma tentativa de escapar do trabalho, Jinshi talvez recusasse, mas era hora do almoço.

Um tabuleiro de Go e as pedras já estavam preparados em um pavilhão ao ar livre perto do escritório, exatamente na posição em que a partida havia sido interrompida de maneira tão abrupta. Alguns curiosos observavam de longe, mas Jinshi não tinha motivo para mandá-los embora nem para recusar aquela partida.

Desde o confronto no teatro, ele pensou inúmeras vezes no que poderia fazer para consolidar sua vantagem e conquistar a vitória. Simplesmente não conseguia acreditar que pudesse perder depois de abrir uma liderança tão grande.

— Impossível... — disse Basen, espantado. Impossível. Sim, essa era a única palavra adequada. Como seria a mente daquele homem?

As palavras do Sábio do Go ecoaram em seus ouvidos: — Você jamais vencerá o senhor Lakan enquanto viver.

Por que seu instrutor comparou o adversário não a um homem, mas a uma fera? Jinshi sentiu uma pontada de arrependimento. Um urso, um lobo, um cachorro... Lakan não era nenhum deles. Era um monstro único, algo que Jinshi não havia compreendido.

Lakan ajustou o monóculo, bebeu um longo gole de suco e parecia em perfeita saúde. Tinha dormido o suficiente e não estava exausto por uma sequência interminável de partidas de Go. Não havia álcool nem na bebida nem nos petiscos, então sua mente estava completamente lúcida.

Jinshi se sentia miseravelmente abatido. Havia recorrido ao mais baixo dos truques e, mesmo assim, perdeu. Não fazia questão de manter as aparências, mas aquilo o fazia sentir-se patético demais. Se não houvesse plateia, teria afundado o rosto sobre o tabuleiro e soltado um longo gemido.

Reunindo o que lhe restava de dignidade, Jinshi tentou parecer impassível. Se havia uma qualidade da qual podia se orgulhar, era da pele grossa que desenvolveu durante seu tempo no palácio interno.

Ele precisava manter a cabeça erguida. Ele precisava agir como alguém capaz de aceitar uma derrota com elegância.

Ele estava prestes a levantar a cabeça quando um dedo surgiu sobre o tabuleiro.

— Essa jogada, no fim da partida. Você deveria tê-la feito aqui — disse Lakan.

Jinshi olhou para ele, atônito. O esquisito coçava o queixo coberto por uma barba rala enquanto continuava apontando.

— E essa aqui. Aí as brancas não teriam para onde ir...

Ele murmurava, tornando difícil entender suas palavras, mas estava claramente explicando os erros de Jinshi.

— Mestre Lakan... está fazendo uma análise? — perguntou, admirado, o assistente do estrategista.

— Uma análise? — As palavras provocaram um alvoroço entre os espectadores.

— Meu honrado pai adotivo raramente faz uma revisão da partida depois que ela termina — disse Lahan, que apareceu praticamente do nada. Devia ter vindo correndo quando soube que a partida seria retomada, porque estava levemente ofegante. — Isso deve significar, Príncipe da Lua, que você chamou a atenção dele.

Ele enfatizou deliberadamente as últimas palavras.

— Agora... por que foi mesmo que fiz essa jogada? Hum… — O esquisito parecia menos interessado em analisar a partida do que em refletir consigo mesmo. Parecia estar falando de seu erro decisivo; ele próprio não entendia por que havia feito aquilo.

Ele se lembrava de todas as jogadas da partida, embora seu cérebro estivesse entorpecido pelo cansaço, pela fadiga e pelo álcool.

Jinshi apenas riu.

— De qualquer forma, foi divertido — disse o esquisitão, aproximando-se de Jinshi. — Não sei o que você pretendia, mas seus métodos foram fascinantes.

Então, deixando o tabuleiro exatamente onde estava, afastou-se balançando a garrafa enquanto caminhava.

Jinshi o observou ir embora, completamente atônito. A multidão começou a se dispersar. Alguns dos curiosos pareciam querer se aproximar de Jinshi, mas Basen e os outros guardas deixaram claro que não permitiriam isso.

Apenas Lahan permaneceu ao lado de Jinshi, simplesmente parado ali. Basen não parecia nem um pouco satisfeito com sua presença, mas a tolerou. Os dois raramente, se é que alguma vez, haviam conversado, mas não parecia que se dariam muito bem.

— Só posso me desculpar por minha ajuda não ter sido suficiente — disse Lahan. — Pelo menos meu pai pareceu satisfeito, eu acho.

— Satisfeito... — repetiu Jinshi. — Com a minha estratégia patética? — Ele sorriu com sarcasmo; tinha a impressão de que estavam zombando dele.

— Os detalhes do seu plano não importam para ele. Se ele disse que achou interessante, então achou.

Jinshi não entendeu muito bem. Lahan falava como ele. Talvez fosse por compartilhar o mesmo sangue do estrategista, ou talvez pessoas com talentos tão peculiares simplesmente entendessem umas às outras.

Por fim, Jinshi decidiu fazer uma pergunta que o incomodava havia algum tempo.

— Por que Sir Lakan quis realizar um torneio de Go, afinal? Para ser bem sincero, imagino que ele jogaria Go sempre que tivesse vontade, houvesse dinheiro envolvido ou não.

— Sim, e provavelmente faria exatamente isso, se dependesse apenas dele. — Lahan tirou um livro, o livro de Go do estrategista que havia dado início a toda aquela febre. — Este livro contém registros de inúmeras partidas disputadas entre meu honrado pai e uma certa mulher. Algumas têm quase vinte anos. As sequências de jogadas continuavam intactas na memória dele. Isso vindo de um homem que não consegue lembrar com quem se encontrou ontem! Essas partidas são um tesouro para ele... e nunca mais haverá outras. É tudo o que restou.

— Ah...

Jinshi tinha uma boa ideia de quem era aquela "mulher": uma cortesã da Casa Verdigris e mãe de Maomao. No ano anterior, Lahan a comprou por uma soma exorbitante, mas, na primavera daquele ano, ela faleceu.

— Nunca existirá outra igual a ela. Acho que meu pai entende isso... Mas talvez esperasse que, inspirada por esses registros das partidas do passado, aparecesse alguém que jogasse de forma parecida com ela.

— Então ele estava tentando ressuscitar o passado?

— Acho que não. Se fosse para dizer alguma coisa, eu diria que ele estava tentando construir uma ponte para o futuro. Ou talvez meu honrado pai nem pense tão longe assim. — Lahan coçou a nuca, parecendo subitamente constrangido.

— Eu só queria que ele analisasse as outras partidas dele como fez com a sua. E se as pessoas que pagaram pelas partidas de instrução pedirem o dinheiro de volta?

— Partidas de instrução... O que quer dizer? — perguntou Jinshi. Ele se lembrava de ter ouvido que era possível pagar pelo privilégio de disputar uma partida contra o estrategista… embora a maioria desses jogos tivesse sido adiada por causa da indisposição de Lakan.

— Passamos os últimos dias tentando colocar essas partidas em dia. Sinceramente, conciliar o horário de todo mundo foi um pesadelo. Na verdade, ele estava jogando contra outra pessoa agora há pouco e, quando a partida terminou, simplesmente desapareceu. Onde fui encontrá-lo? Aqui.

Isso explicava por que ele estava sem fôlego antes.

— Posso fazer uma pergunta? — disse Lahan.

— Sim? Qual?

— Foi o Sábio do Go quem colocou aquela pequena artimanha na sua cabeça, Mestre Jinshi?

Na verdade, aquilo não parecia uma pergunta. O Sábio esteve presente no torneio; Lahan provavelmente sabia exatamente o que havia acontecido.

— Eu estava tomando emprestado um tempo que, por direito, pertencia ao Imperador para receber suas instruções — respondeu Jinshi.

— Ah. Sim, isso faz sentido. — disse Lahan assentindo. — Meu pai vive reclamando que, durante as partidas com o Sábio, sempre só aparecem petiscos salgados.

— Ah… — disse Jinshi. Então o homem também não queria enfrentar um urso de mãos vazias.

— Bem, acho que já vou indo... Ah, mais uma coisa. — disse Lahan com um sorriso malicioso. — Aqueles doces que você trouxe outro dia. Meu honrado pai parece ter gostado bastante deles. Ele gostaria de saber como prepará-los... de preferência sem álcool. Ah, e eu sei como ele costuma agir, mas meu pai realmente detesta ficar devendo favores.

— Ele não parece ser assim.

— É verdade. Mesmo que às vezes ele esqueça os favores que deve. — disse Lahan em voz baixa, com um tom significativo. Em seguida, saiu trotando dali.

— Parecia uma conversa bem séria. Está tudo bem? — perguntou Basen, aproximando-se de Jinshi com expressão preocupada.

— Tudo bem? Só estávamos conversando sobre o tempo. Peça à Suiren para escrever a receita daqueles doces, sim?

— Er... s-sim, senhor.

— Sem álcool. Entendido?

— Sim, senhor.

Jinshi deixou o pavilhão para trás, e Basen o seguiu, ainda confuso.

Quando voltaram ao escritório de Jinshi, encontraram algo inesperado.

— O que temos aqui? — perguntou Jinshi.

Basen retirou o pano que cobria o objeto, revelando um tabuleiro de Go do tipo usado para formular estratégias militares. Era uma versão mais simples daquele que havia no escritório do estrategista, mas, quando viu a disposição das peças sobre ele, Jinshi arqueou uma sobrancelha.

— Então ele realmente não gosta de ficar devendo favores hein... — murmurou ele.

Jinshi sempre defendeu com firmeza o fortalecimento do exército, pois previa problemas ao norte e ao oeste de Li.

Baryou colocou a cabeça para fora de sua divisória. — Ele fez um belo trabalho reorganizando tudo, não acha? Resolveu todas as questões que preocupavam o senhor, Mestre Jinshi.

— Eu esperava que ele sentisse que me devia um pouco mais do que isso.

Maamei entrou na sala carregando uma pilha de documentos e imediatamente começou a repreender Jinshi. — Não faço ideia do que o senhor está falando, mas ainda temos trabalho para terminar, o trabalho que ficou acumulado durante a sua pequena pausa. Espero que se apresse e conclua tudo. Haverá muitas cerimônias no fim do ano, então sugiro que parta do princípio de que não poderá tirar mais nenhuma folga.

— Sim, eu sei. — Jinshi sorriu amargamente e decidiu voltar ao trabalho. Certamente não faltava serviço. — Maamei — disse ele.

— Sim, senhor?

Jinshi lembrou que ainda havia mais um assunto do qual precisava cuidar.

— Gostaria que entregasse três cartas para mim. — Ele abriu uma gaveta da escrivaninha.

— Sim, senhor. Para quem? — Ela lhe lançou um olhar curioso, e sua curiosidade só aumentou ao ver os destinatários escritos nos envelopes.

— O mais rápido possível, por favor, mas com o máximo de discrição. E providencie uma carruagem.

— Sim, senhor. — Ela era perspicaz o bastante para perceber que aquele não era um assunto sobre o qual ela deveria fazer perguntas. Ela simplesmente pegou as cartas e saiu da sala.

— Talvez ainda seja cedo demais, mas não importa — disse Jinshi.

Ele não possuía nenhum talento extraordinário e, se demorasse, chegaria tarde demais. Ele precisava agir antes que isso acontecesse.

Mesmo assim, ele realmente...

— ...gostaria muito de tê-lo em dívida comigo. — Jinshi soltou um longo suspiro e tornou a se sentar diante de sua escrivaninha.

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Atenciosamente,

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Fim da leitura

Capítulo 8.19 concluído

Volume 8 – Capítulo 19 – Capítulo 19: O Sábio do Go