Diários de uma Apotecária — Capítulo 8.21: Volume 8 – Epílogo

Diários de uma Apotecária
Cap. 8.21
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Diários de uma Apotecária

Volume 8 – Epílogo

Capítulo 8.21

939 palavras~4 min de leitura

De volta aos seus aposentos, Gyokuyou nem sequer tomou banho; simplesmente desabou na cama.

— Ah... Como estou cansada...

Ela queria poder perguntar a alguém que diabos tinha acontecido hoje. Em outras circunstâncias, parte daquilo talvez até fosse engraçada, mas qualquer humor era completamente ofuscado pelo choque.

Uma parte dela certamente simpatizava com Maomao. Ao mesmo tempo, outra parte sentia inveja.

Ela gostaria de poder simplesmente se enterrar debaixo das cobertas e dormir. Mas era mãe de duas crianças. Precisava conversar com Hongniang, descobrir como os pequenos estavam. E também não podia ir para a cama sem tirar a maquiagem.

— Melhor começar, então. — Ela se sentou, tentando se convencer a se sentir melhor, mas seus esforços foram frustrados por algo bem diante de seus olhos. Um pilar, decorado com o brasão que lhe fora atribuído.

Será que Jinshi realmente nunca mais a desafiaria a partir daquele dia? Não era uma declaração que alguém faria levianamente. Ainda mais diante do próprio Imperador.

Gyokuyou sempre enxergou Jinshi como um irmão mais novo. Por outro lado, as únicas lembranças que tinha de seus irmãos de sangue eram deles atormentando-a. Como filha de Gyokuen, ela foi enviada ao palácio interno, aparentemente apenas como uma peça política. No entanto, descobriu que possuía muito mais liberdade de ação do que jamais imaginou. Havia coisas interessantes demais no palácio para passar a vida inteira agindo como uma boneca.

É claro que havia coisas ali que a deixavam irritada ou chateada. Mas isso não era diferente da capital do oeste. Nenhum ser humano vivo poderia dizer que sua vida consiste inteiramente em prazeres. Sempre haveria, de vez em quando, coisas de que você não gostava; era só preciso aprender a seguir em frente.

Mesmo assim, existia um limite para o que uma pessoa podia suportar. Os seres humanos são criaturas de desejos profundos. Se você passasse o tempo todo negociando, e depois negociando outra vez, com alguém que se recusava a conter as próprias exigências… Bem, o que aconteceria?

— No fim, quem sempre sai perdendo é você... — murmurou Gyokuyou para si mesma.

Se você tivesse sorte.

— Você só pode ser destruída.

E a outra pessoa talvez nem tivesse a intenção de fazer mal. Talvez acreditasse sinceramente que estava fazendo a coisa certa.

Seu meio-irmão, Gyoku-ou, era exatamente esse tipo de pessoa. Um homem convencido de que sempre fazia a coisa certa. Ele acreditava que tudo o que considerava justo era, de fato, justo, e não demonstrava a menor misericórdia com aqueles que julgava estar errados.

O que, do ponto de vista dele, incluía Gyokuyou.

Se ele a considerava equivocada… Ou até mesmo má… Então por que, de repente, estava tentando trazê-la para o seu lado?

Gyokuyou abriu uma gaveta e retirou a carta de Gyoku-ou. Soprou uma vez sobre ela, em uma expiração curta e seca. Então a deixou cair no chão.

Pois que me considerem má então. Ela podia conviver com isso. Mas e seus filhos? O menino, Gyoku-ou provavelmente também tentaria atrair para seu lado. Mas a menina…

Todos diziam que Gyokuyou ainda possuía o mesmo coração inocente de quando era jovem. Mas isso não era verdade. Gyokuyou já não era mais a garota impulsiva que viveu na capital do oeste.

— E não vou deixar você se safar dessa.

Lentamente, deliberadamente, ela esmagou a carta do irmão sob a sola do sapato.

Qual deles seria esmagado nos próximos dias? Eles veriam. Ele veria. Ela não era mais a garota que não sabia fazer nada além de sorrir.

Kessel: Meus queridos apotecários e apotecárias, que loucura! Que fim de volume! Jamais esperaria uma ação como essas por parte do nosso querido eunuco, Mestre Jinshi, Príncipe da Lua, Ninfa Celestial, Ka Zuigetsu, Gerente do Palácio Interno, Príncipe Imperial, e tantos outros títulos que ele possui!

Apesar de que ele sempre disse que não queria o trono, ele poderia ter negá-lo diferentemente. Sendo assim, tendo a crer (inclusive, compartilho o pensamento com a Gyokuyou aparentemente, porque ela sentiu inveja da Maomao na cena) que ele fez isso por amor. Uma forma distorcida de prova de amor, é verdade, mas... por amor. E por amor, às vezes somos impulsivos e inconsequentes. Afinal, os personagens da Natsu sempre possuem falhas. Estamos vendo, desde o começo da obra, as falhas do Jinshi. Momentos questionáveis não são incomuns por parte dele, esse só foi o auge, o mais inconsequente de todos.

Mas enfim, o que acharam?! Eu, particularmente, gostei! Acho que deu um tempero a mais para a obra. Vou lembrar a vocês de algo: na construção original da história, na primeira idealização da Natsu, o Jinshi nem vivo estaria! Ela já comentou que ele teria morrido antes, seja no atendado do sino (que a Maomao salvou ele...) ou durante a rebelião do Clã Shi. Será que essa foi a forma que a Natsu escolheu para tirá-lo da disputa pela sucessão imperial, já que originalmente, ele nunca teria tido chances? (Afinal, estaria morto...)

Bom, fica para descobrimos isso nos próximos volumes! Obrigado pela leitura! Adoro compartilhar essa experiência com vocês! Nos vemos na próxima segunda!

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Ainda não leu o Mangá Spinoff da Xiaolan, a nossa queridíssima melhor amiga da Maomao? Clica aqui e confira: Memórias da Xiaolan

Interessado em outras obras da Natsu? Que tal conhecer sua segunda obra mais famosa? Confira o mangá de: Você Não Pode Mentir Para a Santa!

Quer ler algo parecido? Existe uma novel inspirada em Diários de uma Apotecária, com diversos elementos parecidos, confira aqui: O Corvo do Palácio Interno

Atenciosamente,

Scan Moonlight Valley

Fim da leitura

Capítulo 8.21 concluído

Volume 8 – Epílogo