Eu Me Tornei o Gênio que Trai as Heroínas NovelCAPÍTULO 73 - Chama Carmesim
Capítulo 73[Tradutor - Peptobismol]
[Revisor - Deus Demônio]
Capítulo 73 - Chama Carmesim (4)
“Movam essa droga com cuidado~ Lembrem-se, se deixarem uma marca nela, eu mato vocês.”
“Sim, senhor!”
“Não dá para confiar nesses idiotas para nada… Eu vou junto, então movam ela rápido.”
“Sim, senhor!”
O cão suspirou, virando as costas.
Sua expressão mostrava clara insatisfação.
Ele não confiava em seus subordinados nem um pouco.
Sacudindo a manga irritadiço, ele notou uma dor no pulso.
Parecia que ele tinha torcido ao bloquear os ataques da raposa mais cedo.
“Tch.”
Ele deveria ter batido mais nela.
Parte dele queria espancá-la até a morte, mas sob olhares atentos, ele se conteve.
Ele lançou um olhar irritado em direção ao convidado parado ao lado dele.
“Por que você está olhando para mim desse jeito?”
“…Um baita pé no saco.”
Ele murmurou maldições em voz baixa.
Tudo sobre essa situação o irritava.
Ele enxugou a água da chuva com a mão.
Whooosh.
A tempestade estava ficando mais forte, e o convés balançava continuamente sob as ondas turbulentas.
O cão jogou a franja encharcada para trás em frustração.
Mesmo ficar de pé era difícil nessas condições, mas ele se manteve equilibrado com facilidade, resultado de um treinamento disciplinado.
“Ugh, essa droga de tempo… É melhor que melhore logo.”
Enquanto ele resmungava irritado e começava a andar para sair da chuva, uma voz fraca tocou seu ouvido.
“…Queimar.”
Um som alienígena.
Então, uma sensação arrepiante inundou todo o seu corpo.
“…?!”
Um arrepio agudo percorreu sua espinha, banindo o frio que ele havia sentido momentos antes.
O cão girou apressadamente, e seu olhar caiu sobre uma chama deslumbrante.
“O que…?”
Sem perceber, sua testa se franziu.
Não era apenas o brilho ofuscante obscurecendo sua visão.
Uma sensação de perigo arrepiante o dominou, um instinto aprimorado para a sobrevivência soando em alarme.
Perigo.
Não… Morte.
Um medo que ele não sentia há séculos o dominou e, pela primeira vez, o pânico apareceu em seu rosto.
Seus olhos trêmulos se fixaram na garota, parada calmamente em meio às chamas rodopiantes.
Whoosh—!
“…”
Sob um céu noturno brilhando com calor intenso, a raposa estava parada, olhando para ele com uma expressão tranquila.
Seu cabelo estava manchado de vermelho, e seus olhos antes escuros brilhavam com intensidade vermelho-sangue.
A atmosfera havia mudado em um instante.
“Hah…”
O cão soltou uma risada oca.
“O que deu nela?”
A garota se aproximou dele passo a passo.
O cão murmurou maldições, tateando para sacar sua espada da cintura, seus ombros tremendo como uma presa com medo.
“Droga…”
Os papéis se inverteram.
O que era a vida?
Ao olhar para trás nos anos que se passaram, qual era a única frase que continha o significado mais profundo?
Embora fosse uma pergunta simples, era difícil responder.
Talvez levasse uma vida inteira.
Ou até mais.
Uma pergunta que poderia definir até mesmo sua existência após a morte.
A raposa lutou para encontrar a resposta.
Todas as vezes.
Implacavelmente.
Sssshhhhick—!
Um golpe feroz cortou o ar.
Seguindo a brilhante linha carmesim que traçou, chamas irromperam na noite.
Uma luz maravilhosa.
“Que porcaria é essa…?!”
O rosto do homem se contorceu em choque.
Mal reagindo, o cão levantou sua espada para bloquear.
Clang! Screeeech—!
Faíscas voaram entre as lâminas colidindo.
Com um som doloroso e rangente, mais força foi aplicada, e o cão foi empurrado para trás.
Ele rangeu os dentes, lutando para manter sua posição, mas era uma luta desesperada, mal o suficiente para atrasar o inevitável.
Com uma leve torção de sua espada, ela o mandou voando.
“Guh…?!”
Thud—!
O cão voou para trás, batendo na parede do navio antes de conseguir parar e se estabilizar, respirando pesadamente.
“Ugh, hah…”
Ele cambaleou ao tentar se levantar, gemendo de dor.
Olhando para a raposa de sua distância, ele parecia desafiador e com medo.
“Sua besta imunda… Como ousa…?!”
“…”
Irene permaneceu no lugar, silenciosa.
Ao contrário do estado frenético do cão, o ar ao redor dela era mortalmente calmo.
Whooosh.
O vento soprou seu cabelo vermelho flamejante, e seus olhos vermelho-sangue piscaram lentamente dentro das chamas.
Uma visão serena.
“Isso… isso não pode estar acontecendo.”
Sua voz tremia.
Ele tinha todos os motivos para se sentir incrédulo.
Mesmo depois de toda a sua força ter sido desencadeada, nem um único golpe eficaz havia acertado nela.
Tudo o que Irene fez foi ficar ali parada em silêncio.
‘Algo mudou.’
A garota sussurrou interiormente.
Olhando para sua mão, ela sentiu o calor intenso irradiando da espada em sua mão, observando as chamas deslumbrantes que cobriam sua lâmina.
Whoooosh—!
Uma estranha sensação de onipotência fluiu dentro dela.
Ela havia cruzado para um novo reino de poder. Agora, parecia que nada poderia resistir a ela.
A raposa se preparou em uma postura.
“Você me disse que eu nunca seria capaz de vencê-lo.”
Seus lábios se moveram, sua voz calma ressoando claramente, mesmo em meio à tempestade.
O cão franziu a testa.
“O quê?”
“Você mesmo disse. Você me chamou de besta, me disse que eu perdi para você duas vezes, que era meu destino continuar perdendo.”
“Qual… Qual é o seu ponto?”
“Estou curiosa para saber se o mesmo vale para a terceira vez.”
“Você está me provocando? Como ousa uma besta como você…!”
O cão zombou, indignado.
Essa era uma nova experiência para ele.
Tendo apoiadores poderosos e força natural, ele sempre foi aquele que infligia sofrimento.
Ele quase nunca soube como era ser o mais fraco.
Mas.
“Desta vez, as coisas são diferentes.”
E há momentos em que até os mais fortes são forçados a ceder.
A raposa levantou sua espada, apontando para ele.
“Eu estou indo.”
“Chega de suas bobagens. Eu vou rasgar sua boca para que você nunca mais possa falar…!”
Ainda agarrado ao seu papel como o mais forte, o cão apertou sua espada com força, murmurando maldições.
Mana verde brilhou ao redor dele, intensificando a tempestade enquanto seu poder único se manifestava—magia do vento tecida em sua esgrima.
Em um clima tempestuoso como este, era mais mortal do que nunca.
O homem atacou, seus olhos fixos em um olhar feroz.
“Morra!!”
Para a raposa, tudo parecia se mover em câmera lenta.
Sua espada brilhante, as rajadas de vento rodopiando ao redor do navio, os dentes rangendo do ciclone—ela sentiu que podia ver cada grão de poeira no ar.
‘Está… calmo.’
A garota levantou sua lâmina.
Crack—!
Faíscas irromperam de sua mão. Um brilho suave se espalhou, envolvendo sua espada completamente.
‘Eu.’
O que é a vida?
Florescer como uma flor humilde, apenas para murchar em desordem?
Que significado reside em tal vida?
Encontre sua estrela.
Ela olhou para trás no caminho que havia percorrido.
Ela lamentou o que foi perdido, lamentou sua própria tolice e trilhou um caminho inflexível, enfrentando a solidão.
Inúmeras palavras se alinharam para formar um caminho: Tristeza, Arrependimento, Raiva, Fraqueza, Malícia, Desespero.
Ainda assim,
Desafio.
No olhar fixo da raposa, as pegadas de sua vida convergiram em uma e se incendiaram, queimando quente o suficiente para afastar o frio gelado da tempestade.
Whooosh—!
‘Meu nome é…’
Se perguntada o que era a vida, ela responderia sem hesitação.
A vida é—uma única faísca,
queimando ferozmente, apenas para desaparecer como as pétalas de uma chama.
Uma bela lâmina.
Uma única respiração exalada.
Um coração segurado com força.
Dando a essa vida um nome.
“Chama Carmesim.”
Uma chama, florescendo vermelha.
A garota murmurou suavemente.
No momento seguinte, uma luz vermelha jorrou de sua espada.
Foi um golpe carregando toda a sua vida.
Ela levantou sua espada, respirou e se firmou, antes de balançá-la com tudo o que tinha.
Slice—
Um único corte, sem esforço.
Ele cortou o corpo do cão e continuou para cima, cortando o céu rasgado pela tempestade ao meio.
A chama escarlate permaneceu brevemente, marcando o espaço como se o estivesse dividindo.
Então—
Boom—!
As chamas surgiram, engolindo tudo em seu caminho.
O cão tombou.
Sua parte superior do corpo se separou e, sem um grito, sua vida terminou, espalhando-se como cinzas negras no ar.
“…”
O céu tempestuoso também se acalmou.
A raposa olhou para a marca clara que permanecia nos céus.
Entre as nuvens que ela havia cortado em dois, havia um cenário suave.
Nenhuma rajada soprou através do mar.
A cena deixou uma coisa abundantemente clara.
“Está… terminado…”
Ela havia cortado o céu imponente.
“Hah…”
Irene cambaleou, lutando para se manter de pé, sua respiração ofegante.
Apoiando-se em sua espada como uma bengala, ela olhou para o convés.
Apesar do poder monstruoso que ela havia desencadeado, o navio estava ileso, apenas ligeiramente chamuscado.
Naquele momento fugaz, ela havia ajustado a trajetória de seu ataque com controle preciso.
O convés aberto ajudou.
Se eles tivessem lutado em ambientes fechados, seu golpe final poderia ter afundado todo o navio, arrastando centenas de pessoas escravizadas para baixo com ele.
‘Parece que tive sorte.’
Ela pressionou as pontas dos dedos em sua testa enquanto uma dor de cabeça embaçava sua visão.
Enquanto ela balançava, os soldados começaram a emergir um por um, procurando por uma oportunidade.
“…”
Mas ao seu olhar, eles recuaram, visivelmente abalados.
Depois do que eles tinham acabado de testemunhar, eles não ousaram se aproximar, mesmo que ela estivesse claramente exausta.
Irene ficou em silêncio, recuperando o fôlego.
‘E agora?’
Ela já havia esgotado toda a sua resistência.
Embora ela tivesse alcançado seu objetivo, até respirar agora parecia uma luta.
Sssss—
Seu cabelo, antes manchado de carmesim, lentamente retornou à sua cor natural.
Como a maré recuando, a sensação de invencibilidade desapareceu.
A raposa mordeu o lábio para afastar a fraqueza que rastejava em seu corpo.
‘Ainda não acabou.’
O cão estava morto, mas esse não era o fim.
Soldados ainda esperavam, observando-a à distância.
O “convidado” também estava observando-a de longe.
E no nível mais baixo do navio, pessoas que precisavam de sua ajuda ainda estavam aprisionadas.
Não havia uma solução clara para sua situação.
Ela conseguiria romper?
Se ela conseguiria ou não, ela não tinha escolha a não ser tentar.
Decidida a se esforçar um pouco mais, ela apertou sua espada com mais força.
Assim como ela fez—
Clap.
Um aplauso repentino e lento ecoou em seus ouvidos.
O som era familiar e profundamente perturbador.
“…”
No instante seguinte, alguém estava parado atrás dela, envolvendo seus braços em volta de seu corpo.
Um calor reconfortante derreteu a frieza que havia penetrado nela.
Era um abraço gentil.
A raposa agarrou os braços ao redor dela, segurando-os com força, enquanto seus lábios trêmulos pronunciavam palavras suaves.
“Você… Você esteve observando todo esse tempo, não é?”
Uma resposta divertida veio de volta.
“Parece que a raposa que eu criei decidiu deixar a casa.”
A voz era gentil.
A serpente apoiou o queixo em seu ombro, um leve sorriso cruzando seu rosto.
“Você se saiu bem, Senhorita Irene.”
“…”
“Por agora, apenas descanse e se apoie em mim. Eu sei que você tem muito a dizer, mas vamos deixar para depois.”
“…Sim.”
A raposa assentiu silenciosamente.
Com um sorriso caloroso, o jovem segurou a garota exausta gentilmente em seus braços.
E por um tempo, Irene mergulhou no calor de seu abraço.
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