Fiz Amizade com a Segunda Garota mais Fofa da Minha SalaVolume 5 – Capítulo 4 – Capítulo 4: Riku e Shikuzu
Capítulo 36Depois de me despedir do Reiji-kun e da Shizuku-san, voltei para o quarto e comecei a me preparar para sair.
Como vamos brincar um pouco no rio, preciso do meu próprio calção de banho, além de toalha, muda de roupa e spray repelente de insetos. Parece que objetos de valor e a chave do quarto podem ser guardados na recepção. Então, vou levar só o mínimo de dinheiro necessário.
Depois de trocar de roupa para sair e colocar o celular no bolso, agora só me resta esperar a Umi, que deve estar voltando logo... mas.
"O que eu faço com isto?"
Diante do item que está escondido na minha bolsa desde ontem, que só foi aberto e ainda nem foi usado, eu estava hesitando.
Acho que não vou precisar, já que vamos apenas nos divertir hoje. Mas, também não posso deixá-lo no quarto. E, acima de tudo, se o Riku-san, que vai voltar depois, vir isso, não sei como vou me desculpar.
"...Bem, por enquanto, vou deixá-lo dormindo dentro da bolsa assim."
A única pessoa que verificaria o interior da minha bolsa é a Umi. E, mesmo que ela encontre, posso simplesmente dizer: "Coloquei ontem e esqueci". Isso seria uma desculpa suficiente.
Assenti sozinho, como se estivesse me convencendo, e o selei firmemente no fundo da bolsa novamente.
Bem a tempo, a Umi voltou para o quarto.
"Umi, bem-vinda de volta. Pelo seu jeito, parece que não aconteceu nada de mais."
"Cheguei, Maki. Bem, estávamos tão ocupados que nem tivemos tempo para brigar. E, com os parentes presentes, não dava para ficarmos batendo de frente no nosso ritmo de sempre. Mas, e você, Maki? Ficou solitário sem mim, não ficou?"
"Não, eu estava jogando com o Reiji-kun até agora há pouco. Então, não foi tanto... Ai, Umi-san, não me belisque em silêncio."
"...Eu estava solitária sem você, Maki. É injusto."
Parece que a Mizore-san e a Sora-san também estavam ocupadas com seus próprios trabalhos e não puderam dar muita atenção a ela. A Umi, que está emburrada e me beliscando enquanto se agarra firmemente a mim, está muito fofa.
Enquanto aguento a dor aguda, eu a abraço por um tempo.
Demora um pouco. Mas, sou grato por ela ficar de bom humor se eu fizer isso em silêncio.
Eu também sou fácil. Mas, a Umi é tão fácil quanto eu.
"Umi, já está na hora do almoço. O que você quer fazer? Por precaução, parece que a pousada também prepara marmitas se pagarmos."
"Hmm, já que é uma oportunidade, vamos comer fora, aproveitando o passeio. Ontem, só vimos de carro. E não pudemos dar uma boa volta pela cidade."
"Entendi. Então, vamos encher a barriga primeiro?"
"Sim!"
De mãos dadas, amigavelmente, com a Umi, que ficou completamente de bom humor, fomos até a recepção para deixar a chave do quarto. Lá, a Shizuku-san nos recebeu.
"Ora, vocês dois já vão para um encontro?"
"Bem, é mais ou menos isso. Aliás, Shizuku-san, muito obrigado por mais cedo."
"Não, não, eu que agradeço. O Reiji também pareceu ter se divertido brincando com alguém depois de muito tempo. ...Parece que aquele garoto ainda não se adaptou ao novo jardim de infância."
Quando estava brincando comigo, não era tanto assim. Mas, realmente, a timidez dele deve aparecer quando está fora de casa.
Esse lado de ser valente em casa e tímido fora é exatamente igual a mim quando eu era pequeno.
"Ah, sim. Como é longe para ir a pé até o centro da cidade, vocês dois podem usar as bicicletas daqui. Não são elétricas. Mas, têm marchas e sobem ladeiras facilmente."
"Tudo bem? Ei, Maki, já que é uma oportunidade, vamos usá-las. O tempo de deslocamento também será menor. Então, podemos nos divertir mais tranquilamente por isso."
"Hmm..."
Pensando bem, uma oportunidade de andarmos de bicicleta juntos é valiosa. E, em primeiro lugar, é esmagadoramente mais confortável do que andar. Então, é melhor aceitar a oferta.
Hoje, temos a brincadeira no rio depois também. Então, é melhor economizar o máximo possível a energia gasta no deslocamento.
"...Entendi. Então, aqui, aceitaremos sua gentileza."
"Decidido. Aqui está a chave. As bicicletas estão no depósito ao lado do estacionamento. Quando terminarem de usar, devolvam elas lá. Então, vão indo."
"Sim. Até logo."
Depois de nós dois agradecermos à Shizuku-san, cada um montou em sua bicicleta e começou a pedalar ladeira abaixo em direção à cidade. Será que eles usam para o trabalho de vez em quando? Uma pequena placa escrita “Shimizu” está presa na cesta, o que me incomoda um pouco. Mas, sou grato apenas por nos deixarem usar. A manutenção está perfeita. E a rotação dos pedais também é suave.
"Ei, Maki. Agora há pouco, eu fiquei quieta por precaução, para ver como as coisas estavam. Mas, enquanto eu estava fora, você conversou algo com a Shizuku-san? Sobre o Reiji-kun e várias coisas."
"Sim. Depois, vou contar para você direitinho também, Umi. Mas, bem, foi por acaso."
Especialmente, sobre o ponto que a Shizuku-san confessou sem querer —Porque, sabe, eu, para o Riku-kun, já me confessei uma vez e fui rejeitada – "
Se o que a Shizuku-san diz é verdade, parece que a primeira causa de o relacionamento dos dois ter chegado a esse ponto complicado foi o Riku-san.
...Não importa como se pense, eu sei que estamos sendo intrometidos desnecessariamente. Mas, mesmo assim, eu ainda quero que os dois conversem direitinho e cheguem a uma conclusão com a qual estejam convencidos.
Mesmo que eles se tornem “apenas amigos de infância” assim, se eles se distanciarem com seus sentimentos desencontrados, certamente, será solitário.
⋆⋅☆⋅⋆
Deixando o relatório e a consulta sobre o que aconteceu de manhã para mais tarde, eu e a Umi decidimos passear pela cidade. Bem no meio do meio-dia de um dia de folga, a rua principal está razoavelmente movimentada com pessoas que parecem ser turistas. Como é a estação das chuvas e está úmido e quente, lojas que lidam principalmente com coisas frias, como raspadinha e sorvete, chamam muito a atenção.
"Ah, Maki, olha lá. Diz que é raspadinha de fruta inteira."
"É mesmo. Parece que também tem outras refeições leves. Vamos dar uma olhada lá."
Depois de estacionarmos as bicicletas em um estacionamento pago próximo, entramos na loja mais movimentada da rua.
Pelo cardápio, parece que eles oferecem frutas congeladas raspadas diretamente. Morango, uva moscatel, melão, manga... Os preços são um pouco altos. Mas, vendo as outras pessoas comendo com gosto, parece que o sabor também não deve deixar a desejar.
Só que, talvez pensando em aparecer bem nas redes sociais, a quantidade também é muito grande. Então, para não esfriarmos a barriga depois, decidimos dividir uma entre nós dois. De resto, pedimos um combo de hambúrguer e sanduíche.
"Uau, isto é uma raspadinha de morango inteira... A aparência é um pouco diferente do que eu imaginava. Mas, o cheiro é completamente de morango."
Quando coloquei uma colherada com a cobertura de leite condensado na boca, junto com a textura fofa, o sabor agridoce do morango se espalhou por toda a boca. Parece que eles também são exigentes com o tipo de morango. É diferente, em um ou dois aspectos, da raspadinha que costumo comer.
Eu também gosto do xarope de gelo, em que a única diferença é o aromatizante e o corante, mas os outros ingredientes são exatamente os mesmos. Mas, de vez em quando, fazer um luxo desses também não é ruim.
"Maki, aqui, está com muito leite condensado e parece doce. Olha, ahn."
"Hum... Sim, está doce e gostoso. Olha, você também, Umi, deste lado."
"Ah...n. Nhom, este lado também está gostoso. Obrigada, Maki."
"De nada."
Embora seja um assento no canto da loja, quando flertamos tão abertamente assim, realmente, sinto intensamente os olhares ao redor. Mas, como nós já superamos o soft serve de ontem, esse nível já não é grande coisa.
Já faz meio ano desde que eu e a Umi nos tornamos namorados. Mas, o clima ainda é o mesmo de quando começamos a namorar.
Enquanto comíamos a raspadinha, também devoramos completamente a refeição leve que veio depois. Depois disso, vamos continuar dando uma volta pela cidade enquanto a comida desce. E então, finalmente, vamos para o rio nos arredores da cidade.
Mas, antes disso, vou explicar os detalhes da manhã para a Umi também.
Sobre ontem, sobre o Reiji-kun, e sobre o que houve entre a Shizuku-san e o Riku-san.
"Sério... A Shizuku-san, para aquele meu irmão... Há mesmo pessoas de gosto duvidoso no mundo."
"Umi-san, você vai dizer isso? ...Bem, também houve uma época em que o Riku-san trabalhava seriamente. Embora agora ele esteja um pouco preguiçoso."
"Aquele cara, ele é preguiçoso demais. Já está bem de saúde. Então, já está na hora de ele levar a sério tanto o trabalho quanto a vida privada. Meu pai e minha mãe estão preocupados."
A severidade da Umi com o Riku-san certamente também é o outro lado da preocupação.
Na situação atual também, se a Shizuku-san estivesse ao lado do Riku-san como 'namorada'... eu acabo pensando sem querer.
Por que será que o Riku-san recusou a confissão da Shizuku-san?
Por enquanto, terminamos de compartilhar as informações com a Umi. E então, deixamos a rua principal da cidade. E nós subimos por uma estrada de montanha suave por um tempo, em direção ao curso superior, onde parece que corre água limpa.
É um ponto secreto que quase ninguém, exceto os moradores locais, visita. Então, não apenas quase não se vê carros, como o trânsito de pessoas nos arredores é mínimo.
Ou melhor, é realmente como entrar no meio do mato. Em parte, parece que há lugares onde a grama foi cortada por mãos humanas... Mas, comparado com a trilha de caminhada de ontem, este lugar dá muito mais a sensação de natureza intocada.
"Sim, chegamos à entrada. Vamos andar cerca de dez minutos a partir daqui. Então, se esforce só mais um pouquinho. Preparei uma recompensa adequada para isso."
"Recompensa... Bem, vou ficar esperando."
Para não atrapalhar os carros que passam pela estrada, estacionamos as bicicletas em um lugar discreto. E então, seguindo o fluxo da água do rio, miramos o local desejado.
"Que nostalgia... Fazia muito tempo que eu não vinha aqui. Mas, como na minha memória, não mudou nada."
"Ah, sim. Mas, Umi, esta estrada aqui é bastante íngreme. Você não estava se aventurando sozinha, estava? Como você disse que fazia alguns anos, deve ser desde o primário."
"Claro. Junto com meu pai e também com meu irmão. No verão, parece que as crianças que moravam aqui vinham todas brincar neste lugar. Brincar na água, fazer base secreta, se empolgar, cair e se machucar, e levar bronca."
"Então, é um lugar de memórias para as pessoas da família Asanagi."
"Pensando bem, talvez seja isso mesmo."
O fato de ela estar me guiando a um lugar assim significa que, para a Umi, eu já sou uma existência tão importante a esse ponto?
Se for isso, é algo muito feliz e gratificante. Mas, se é um lugar de memórias profundas também para o Daichi-san e o Riku-san, sinto que não seria bom nos excedermos muito só porque estamos a sós.
...Não, desde o começo, não estou pensando em fazer esse tipo de coisa.
É apenas... sim, apenas vamos nos divertir moderadamente no rio.
No meio do caminho, para não tropeçar no caminho ruim e cair, nós dois apoiamos o corpo um do outro. E, sem problemas, chegamos ao ponto que parecia ser o destino. A própria água parece brotar e fluir de um lugar ainda mais acima. Mas, como a estrada daqui para frente é íngreme, por enquanto, decidimos nos contentar com o lugar um pouco antes.
"O que você acha? É lindo, não é? Como é água de nascente natural, não recomendo muito. Mas, parece que antigamente eles também a pegavam para beber."
"Ah, sim. Então, acho que não tem problema se ficarmos um pouco encharcados."
Como a Umi disse, é transparente e parece muito bonita. Agora, eu trouxe bebida. Então, não tem problema. Mas, hoje também está estranhamente úmido e quente como sempre. Se eu não estivesse preparado, talvez tivesse cedido à tentação.
Depois de verificar mais ou menos a temperatura da água com a pele, fomos para um ponto onde o fluxo é relativamente calmo. E, lentamente, sentei-me em uma grande pedra próxima, de modo que apenas a parte abaixo dos tornozelos ficasse imersa na água.
A água fria do fluxo calmo é agradável para o meu corpo, que ficou completamente quente com o deslocamento até aqui.
"Ufa... Estou um pouco preocupado com o fluxo do rio. Mas, fora isso, é um lugar silencioso e bom."
"Eh? Quer dizer que, graças ao som do fluxo, mesmo que você faça uma travessura comigo, ninguém vai perceber. Então, é divertido e você não consegue evitar?"
"Sua declaração foi 100% fabricada."
Pelo menos, eu gostaria que ela cortasse um pouco mais do texto original e desse um jeito.
Dito isso, finalmente consegui me sentar. Então, se possível, eu gostaria de flertar um pouco com a Umi. Mas.
A Umi, que percebeu meu olhar, se agarrou ao meu braço com um sorriso malicioso.
"Ei, Maki."
"O-O que é?"
"Você quer sua recompensa?"
"........"
"Você quer?"
"...Sim, eu quero ver. Você de traje de banho, Umi."
"Ah, o que será que eu faço? Hmm, hmm."
Mesmo já estando completamente preparada, ela quer me fazer expressar ainda mais meus sentimentos honestos. E então, ela diz algo tão injusto assim.
Pouco antes de sairmos da pousada, eu fui expulso do quarto. Então, naquela hora, eu já tinha percebido vagamente que ela provavelmente estava de traje de banho por baixo da roupa.
"Então, antes disso, só uma pergunta de quiz. Se você acertar, vou te mostrar o quanto você quiser, como deseja."
"Umi, hoje você está um pouco mais malvada do que o normal... Então, qual é o quiz?"
"Sim. Hmm..."
Então, a Umi, que se grudou ainda mais em mim, sussurrou com uma voz que faz cócegas.
"Qual traje de banho você acha que eu estou vestindo hoje?"
"...Não foi um pouco, foi bastante malvada."
O traje de banho que compramos outro dia deveria ficar para a próxima... Então, pensando normalmente, a resposta seria apenas uma. Mas.
"Umi, por acaso, você trouxe aquele do outro dia?"
"Se eu disser isso, o quiz não tem sentido, não é? Olha, qual você acha?"
"Hmm..."
Talvez ela esteja usando o traje de banho mais ousado.
Na hora de escolher o traje de banho outro dia, eu disse: "Não quero que você mostre muito para outras pessoas". Mas, no final, o que fazer é livre para a Umi.
Além disso, por precaução, a condição de "OK se for a sós" também está sendo cumprida agora.
Estou sendo manipulado pela Umi de forma esplêndida. Mas, é porque, nesse nível, agora, eu estou cativo dela.
"————"
Quando eu murmurei a resposta no ouvido da Umi, ela riu baixinho e disse.
"...Seu pervertido. Afinal, você estava esperando por isso, não estava?"
"Não, eu só pensei que talvez... E então, qual é a resposta?"
"Nossa, não fique tão impaciente. Vou te mostrar direitinho."
Enquanto dizia isso, a Umi lentamente tirou o casaco de moletom de manga curta e, então, a camiseta por baixo. E a resposta correta foi revelada.
No instante em que vi sua figura, eu inflei as bochechas abertamente.
"...Umi."
"Hehe, desculpa. Não correspondi às suas expectativas."
O que a Umi estava vestindo com antecedência era, como ela disse outro dia, o traje de banho que ela provavelmente escolheu no ano passado.
A parte de cima e a de baixo são bem separadas e o umbigo está aparecendo. Mas, a parte do peito esconde direitinho o decote. E a parte de baixo tem a forma de um short. Realmente, comparado com o traje de banho decisivo do outro dia (posso chamá-lo assim?), a exposição da pele é modesta. Ambos são decorados com babados e são muito fofos.
Portanto, como resultado de ter sido completamente manipulado pela Umi, a resposta do quiz está incorreta.
No entanto, eu pude ver claramente sua figura de traje de banho. Então, também recebi uma recompensa adequada.
Pensando assim, é como se ela fosse malvada, mas também gentil... Não sei se ela mesma tem consciência disso. Mas, acho que a Umi também tem um talento considerável de pequena demônia.
Claro, apenas na minha frente.
"Olha, Maki! Já que viemos até aqui de propósito, venha logo para cá. É mais raso do que eu pensava. Então, não dá para nadar. Mas, dá para se refrescar."
"Sim. Então, eu também vou me trocar. Então, espere só um pouquinho."
Depois de tirar a roupa rapidamente e me trocar para o calção de banho, fui imediatamente para perto da Umi.
"Maki, por aqui, o fundo é escorregadio. Então, tome cuidado."
"Eh, é mesmo? Há pedras. Mas, são todas arredondadas. E não há musgo crescendo. Então, está tu— Wapu."
No momento em que baixei o olhar, recebi um jato de água no rosto com toda a força.
"...Umi."
"Nihihi, Maki, você caiu tão facilmente. É muito fácil."
"Desculpa por isso. ...Então, aqui vai a minha vingança."
"Uah, opa. Claro, seu ataque é fraco. É dez anos mais cedo para você querer me vencer com isso."
Enquanto andávamos pelo fluxo bonito do rio, nós nos divertimos bastante, como crianças: jogando água um no outro, às vezes nos abraçando, e flertando fazendo cócegas nos lugares sensíveis um do outro. E aproveitamos firmemente nosso tempo de verão a sós. Pode não ser muito diferente do que fizemos no banho ao ar livre ontem. Mas, se for com a Umi, com certeza, não importa quantas vezes repitamos, será divertido e fará meu coração palpitar.
Só de ter a pessoa que você gosta ao seu lado, um lugar que deveria estar silencioso até então se transforma imediatamente em uma atmosfera animada.
"Ah, Maki. Olha, ali. Vários caranguejinhos."
"Sim. Estão atravessando em grupo. Será que são uma família?"
"Talvez. Francamente, até os caranguejos têm algo que parece um lar. Mas, quando se trata do meu irmão..."
"De repente, você começou a falar mal dele por causa dos caranguejos... Coitado do Riku-san..."
Normalmente, eu deveria ser terrivelmente ruim em conversar com alguém assim, um a um. Mas, quando se trata da Umi, as palavras fluem naturalmente.
Mesmo que eu brinque um pouco, ou diga algo que não leia o clima, se for ela, ela vai responder adequadamente. Então, não preciso ter medo de falar.
Conversar é divertido.
Acho que não é ruim apreciar a paisagem e a natureza em silêncio sozinho também. Mas, para o meu eu de agora, o momento presente, que estou passando com a Umi, certamente está se tornando uma experiência mais insubstituível.
Depois disso, observamos os seres vivos na água, brincamos jogando água um no outro novamente, e descansamos um pouco... E, quando percebi, notei que os arredores estavam um pouco mais escuros comparado ao meio-dia.
"Já são quase quatro horas... Umi, é um pouco cedo. Mas, já nos divertimos bastante. Vamos voltar para a pousada."
"É verdade. Ah, mas antes disso, que tal irmos para a cidade mais uma vez? Amanhã, vamos sair de manhã. Então, por precaução, quero comprar lembranças para a Yuu e as outras. E também, quero dar uma passada na casa da minha avó mais uma vez."
"Falando nisso... Desculpa, eu estava tão empolgado em me divertir que esqueci das lembranças."
"Nossa, Maki, você não tem jeito mesmo... Se ficarmos relaxando, as lojas vão fechar. Então, vamos nos trocar logo. Ah, só para avisar..."
"T-Tudo bem. Eu não vou espiar você se trocando ou algo assim."
"Ah, será mesmo? ...Brincadeira, hehe."
Deixando as piadas de lado, rapidamente sequei meu corpo com a toalha que havia trazido com antecedência e vesti a muda de roupa. Seria mentira dizer que não estou preocupado com a presença da Umi, que está se trocando atrás das sombras. Mas, eu, agora, sou um cavalheiro, acima de tudo. Não vou fazer algo que a deixe em apuros.
...Quanto ao banho misto e ao traje de banho, a Umi me deu permissão adequadamente. Então, isso é outra coisa.
"Obrigada por esperar. Claro, você obedeceu direitinho ao que eu disse. Que bom garoto."
"Eu sou um cachorro? ...Não, dependendo do ponto de vista, é algo parecido."
Na volta também, da mesma forma, fomos pelo caminho de descida, nós dois juntos, até a entrada onde estacionamos as bicicletas. Embora eu tenha trancado com cadeado, pensei — Será que alguém as levou...? — Mas, elas estavam esperando pacientemente a volta do dono no mesmo lugar de quando chegamos.
"Maki, a partir daqui, a casa da minha avó é mais perto. Então, vamos lá primeiro. No final da descida da ladeira, vire à esquerda. Se você seguir a estrada a partir dali, verá a casa."
"Sim. Entendido."
A volta é uma descida. Então, mesmo sem pisar nos pedais, avançamos suavemente. A brisa que sopra de vez em quando é agradável, passando entre meu cabelo meio seco.
Depois de alguns minutos pedalando levemente, o telhado de telha da casa da Mizore-san apareceu. Segundo a Umi, parece que já é a hora em que os parentes reunidos também estão começando a ir embora. Então, não devemos incomodar muito. Além disso, no final, não pude ajudar em nada. Então, pelo menos, quero ajudar na limpeza.
No entanto, foi quando descemos a escada que é um atalho e chegamos bem perto dos fundos da casa.
"............!"
"—, —!"
Não entendo o conteúdo. Mas, ouvi vozes como se estivessem discutindo, vindas de dentro de casa.
"...Parece que está meio agitado."
"Sim. É barulhento para ser apenas um ruído... E também ouvi a voz do meu irmão. A outra pessoa, não sei bem."
"Do Riku-san?"
"Provavelmente. Por enquanto, vamos ver o que é."
Ontem, durante os preparativos, a Shizuku-san trouxe um engradado de cerveja. Então, pensei se teria acontecido algum problema relacionado a bebida... Estacionamos as bicicletas ao lado do portão. No instante em que a Umi colocou a mão na porta para abrir a entrada.
"—Rik-kun, espere!"
"Shizuku, desculpa. Eu vou esfriar a cabeça um pouco."
Depois dessa troca, no momento em que a porta se abriu, o Riku-san saltou na nossa frente com ímpeto. Por ter percebido a voz da Shizuku-san e ter recuado instintivamente, ele não bateu na Umi. E eu, que estava logo atrás, apoiei firmemente a Umi, que cambaleou. Então, as coisas se resolveram sem problemas. Mas, se o timing fosse ruim, ela poderia ter se machucado.
"Ei... Irmão, você saiu correndo de repente, é perigo—"
"Umi... Foi mal."
"Eh?"
Antes que a Umi reclamasse, o Riku-san, como se fugisse de nós... não, para ser mais preciso, como se evitasse a Shizuku-san atrás de nós, desapareceu na direção dos fundos da casa.
"Rik-kun, espere. Rik-kun!"
Então, um pouco atrasada, a Shizuku-san saiu de dentro de casa. Talvez ela tenha sido encarregada de algum trabalho, ela não está com a roupa de entrega de ontem, mas ainda está com seu traje de assistente de pousada.
"Shizuku-san, aconteceu algo?"
"Umi-chan, Maehara-kun... Hmm, eu conto depois. Por enquanto, vocês podem ajudar a vovó e os outros? O salão principal está um pouco bagunçado."
Talvez por ser difícil correr de quimono, a Shizuku-san moveu os pés com passos pequenos, esforçando-se, e foi atrás do Riku-san.
Parece que houve uma briga ou algo assim. Mas, pelo jeito, parece que uma das pessoas envolvidas é o Riku-san.
"Maki, eu dou um jeito na casa de alguma forma. Então, você pode cuidar do meu irmão? Em vez de eu falar, parece que ele seria mais honesto com você, Maki."
"Entendi. Eu também vou com o Riku-san depois. Então, avise a Sora-san e a Mizore-san também."
Nós nos separamos por um momento, trocando um toque de punhos. Eu fui atrás do Riku-san e da Shizuku-san. E a Umi foi para perto da Sora-san e da Mizore-san, que provavelmente estão arrumando as coisas.
Além do fato de ter havido um problema, o mais inesperado foi que o Riku-san, que parece ser de temperamento calmo, fosse uma das pessoas envolvidas.
Quando cruzamos, eu vi o rosto do Riku-san. Mas, ele particularmente não parecia ter bebido álcool. E não havia nenhum cheiro de bebida. Então, quero acreditar que não foi ele quem começou.
A Shizuku-san e o Riku-san estavam perto da escada, no final do beco estreito por onde nós tínhamos acabado de passar.
"Rik-kun, por que você fez algo assim... Eu estou acostumada com o trabalho. Então, mesmo que me digam esse tipo de coisa, eu fico bem."
"Mas, não muda o fato de que você odiou, não é? Não importa que seja um velho que só conhece o interior, há coisas que podem e não podem ser ditas."
"Rik-kun..."
"...Desculpa. Eu também tentei aguentar. Mas, quando percebi, minha mão tinha ido. Parece que, enquanto eu não estava trabalhando, me tornei uma pessoa completamente sem paciência. Francamente, desse jeito, um moleque do ensino médio ainda é melhor."
Naturalmente, não sei os detalhes. Mas, um dos parentes (ainda por cima, bêbado) que se reuniram para os afazeres da casa disse algo rude para a Shizuku-san. E, por causa disso, acabou em briga... O desenrolar provavelmente é mais ou menos esse.
O Riku-san, que acabou partindo para a agressão, também está errado. Mas, a pessoa que disse algo que feriu a Shizuku-san antes disso também tem um grande problema.
As palavras também são lâminas que ferem o coração das pessoas. A desculpa de que foi porque estava bêbado não funciona.
Até eu, se alguém dissesse algo parecido para a Umi, provavelmente não ficaria quieto.
"...Claro."
"O-O que foi, Shizuku? Rindo de repente..."
"Desculpa, desculpa. Mas, afinal, você é mesmo o Rik-kun. Não mudou nada desde pequeno. Grande, gentil, desajeitado, mas sempre me considerou importante... Quando você socou aquele velho tarado, honestamente, eu me senti um pouco bem."
Moon: Velho tarado é? Socou só? Cadê a escopetada no meio da fuça??? Enfim, mandou bem Riku-kun!!
"Tudo bem? Mesmo sendo assim, ele ainda é um convidado, não é?"
"Talvez no passado. Mas, os tempos mudaram. Um cliente que acha que pode cometer assédio sexual e assédio ao cliente, nós que dispensamos."
"Entendi... Bem, mas tenho que ir me desculpar, por precaução. Mesmo sendo assim, ele é parente da vovó e do meu pai."
"Sim. Nós também somos adultos, de qualquer forma."
Por causa do clima ruim inicial, fiquei nervoso pensando se o relacionamento dos dois não ficaria tenso. Mas, como foi uma ação por consideração à Shizuku-san, parece que isso também vai terminar sendo uma preocupação infundada.
Talvez, o fato de a Mizore-san ter mandado a Umi de volta para a pousada mais cedo também tenha sido porque ela considerou essa possibilidade... Quando penso até aí, de alguma forma, até eu fico com raiva desse “cara”.
Depois de viver uma vida longa, como será que se forma um ser humano tão rude assim?
Pessoas boas, pessoas más, pessoas sem jeito... Entre os adultos também, há vários tipos de pessoas.
"Mais importante, Rik-kun, você se lembra deste lugar? Bem na área da escada... A estação era exatamente o oposto de agora, mas."
"Bem, mais ou menos. Ou melhor, é melhor não falar disso agora... Olha, tem um cara atrás de você tentando ouvir."
"Eu estava falando com essa intenção. Já é uma história do passado. Né, Maehara-kun?"
"...Hmm, sim, é verdade."
Eu estava escondido nas sombras, esperando o momento certo para sair. Mas, parece que eu estava completamente óbvio para os dois. Virar ar nas sombras deveria ser minha especialidade, já que sou um solitário... Mas, talvez, enquanto eu ajo junto com a Umi, eu também tenha desenvolvido um pouco de presença, de alguma forma.
Quando desisti e saí na frente dos dois, o Riku-san fez um gesto como se estivesse coçando a cabeça, envergonhado.
"Maki, por acaso, hm... você sabe? O que houve entre eu e a Shizuku, algo assim."
"Hum... sim. Por causa do incidente com o Reiji-kun ontem, foi por acaso. Eu também contei para a Umi."
"Você contou para aquela idiota também... Não, tudo bem contar. É um fato. E, agora, é como uma boa lembrança."
"...Sim. É verdade."
Como se estivessem enfatizando, e como se estivessem se convencendo, para si mesmos e para mim, a 'criança' na frente deles, os dois dizem esse tipo de coisa.
Entendo o que os dois querem dizer. Também entendo seus sentimentos.
Embora tênues, ainda restam sentimentos um pelo outro. Mas, eles não podem arrastar isso para sempre.
Eles já não são mais crianças. Em breve, farão trinta anos. São adultos de verdade. No longo período em que não se encontraram, os dois, que conheceram o mundo, cresceram.
A época em que as coisas se resolviam apenas por gostarem um do outro já passou há muito tempo.
Por isso, essa história já acabou, é uma história do passado... é o que eles dizem.
"Ei, Rik-kun. Se você quiser, depois que meu trabalho terminar, que tal irmos beber alguma coisa? É uma amiga minha da época do ensino médio. Ela abriu um bar bem perto daqui. Claro, só até um nível que não afete a direção de amanhã."
"Até esse nível... Mas, tudo bem? Amanhã você também tem trabalho de manhã cedo. Além disso, o Reiji-kun também..."
"Tudo bem. Amanhã também tenho trabalho. Mas, meu turno é a partir da tarde. E vou pedir para minha mãe cuidar do Reiji. É o reencontro de amigos de infância depois de muito tempo. Então, com certeza, ela vai permitir."
"Entendo. Então, a tia também, hm, sobre aquela vez..."
"...Sim, eu sei. Naquele dia, depois que voltei para casa, eu chorei bastante."
"...Desculpa."
"Não se preocupe. Mas, exatamente por isso, vamos conversar direitinho. Eu quero saber o que o 'Riku-kun' estava pensando naquela época. E também, quero que você saiba direitinho o que eu fiz nestes dez anos... incluindo meus fracassos."
Com a volta para casa marcada para amanhã de manhã, parece que a Shizuku-san está decidida a confessar tudo para o Riku-san.
Confessar, e então, tornar as memórias até agora completamente coisas do passado, e também dar um fim nos seus sentimentos em relação ao Riku-san.
"...Entendi. Então, quando o trabalho terminar, me mande uma mensagem pro meu celular. O número é o que eu escrevi na hora do check-in."
"Entendi. Ah, Rik-kun, você não usa redes sociais? Já que é uma oportunidade, vamos nos falar por lá também."
"Ah... Bem, isso fica para quando formos beber. Então, Maki, é isso. Avise a Umi também."
"Entendido. Então, vou dormir mais cedo com a Umi."
Depois de avisar que o jantar seria apenas para mim e para a Umi, o Riku-san se recompôs. E, levando a mim e à Shizuku-san, voltou para perto da Mizore-san e das outras, para se desculpar pela briga de agora há pouco.
A primeira a nos receber foi a Umi.
"...Bem-vindo de volta, irmão."
"E-Estou de volta. Hm, e a mãe e as outras?"
"Estão limpando a cerveja e outras coisas que foram derramadas no chão. ...Além disso, a vovó Mizore expulsou o tio parente agora há pouco, dizendo – Nunca mais apareça aqui–"
"Entendi. ...Umi, desculpa."
"Tudo bem. Bem, mesmo assim, família é família. Mas, se você tem tempo para se desculpar comigo, vá logo para perto das duas. Olha, rápido."
"S-Sim."
Deixando-se levar pela Umi, que o empurrava pelas costas como se o apressasse, o Riku-san desapareceu no salão principal onde a Sora-san e a Mizore-san esperavam.
Normalmente, eles estão sempre se estranhando. Mas, afinal, nesse tipo de situação, eles são mesmo irmãos.
Eu sou filho único. Mas, quando vejo a Umi e o Riku-san, fico um pouco com inveja.
"Deixando meu irmão de lado, você está bem, Shizuku-san? Eu ouvi um pouco da situação pela minha mãe. Mas, ele tocou em você em algum lugar estranho?"
"Ele tocou um pouco na minha bunda e na área das coxas. Mas, não foi como se ele tivesse massageado. Então, está tudo bem. Pelo contrário, talvez tenha sido uma pena eu não ter dado um soco nele. Ah, sério. Agora, aos poucos, estou ficando cada vez mais frustrada. Quero ir atrás dele imediatamente, pegar o maçarico a gás que está no carro, queimar o cabelo restante daquela careca e fazer uma depilação permanente completa."
"Que bom. Aproveitando, eu vou em um ataque adicional, montar nele e dar uma joelhada para destruir seu rosto também. Seria bom se todos os velhos assediadores desaparecessem deste mundo. Né, Maki, você também acha isso, não acha?"
"Sim, bem... É verdade."
Provavelmente, as duas estão falando de brincadeira. Mas, naquele breve instante em que estão rindo alegremente, eu vejo (eu acho) um rosto sério aparecendo e desaparecendo. E isso me dá medo.
...Realmente, fico feliz por ser namorado da Umi. Se não fosse, a esta altura, eu provavelmente já teria sido destruído a ponto de não manter a forma humana.
Depois disso, conversamos casualmente por alguns minutos, centrados na Umi e na Shizuku-san. Parece que o Riku-san, que aparentemente terminou de se desculpar, voltou. Será que ele vai fazer alguma tarefa agora? Ele está carregando sacolas de papel cheias de frutas e doces em ambas as mãos.
"...Voltei."
"Rik-kun, você conseguiu se desculpar direitinho com a vovó?"
"É óbvio, não é? ...Dito isso, tenho que ir me desculpar com os outros parentes que causei incômodo agora. Então, vocês voltem na frente."
"Mas... A culpa de ter causado incômodo também é minha. Então, eu também vou com você, Rik-kun..."
"Não, a vovó disse – Vá sozinho – Além disso, Shizuku, você tem trabalho até a noite, não é? Se você se preocupar comigo, o tempo para irmos beber vai acabar."
"Pensando bem... Então, em troca, a conta da bebida de hoje fica por minha conta. Também como agradecimento por você ter me protegido antes. Né? Tudo bem, não é?"
"Não precisa me pressionar tanto... Bem, se você quer pagar, faça como quiser."
"Sim. Vou fazer como quiser. ...Então, vá indo, Rik-kun."
"Ah... Estou indo."
Enviado pela Shizuku-san, que recuperou a energia de quando nos conhecemos, o Riku-san saiu com o carro.
Eu me perguntei o que aconteceria. Mas, por enquanto, parece que não vai se tornar nada sério.
"...Aquele idiota. Já que a Shizuku-san está te chamando de 'Rik-kun', ele deveria responder direitinho com 'Shii-chan'."
"Né. Mas, ele é um tímido desde antigamente. É bom que ele mostre com ações. Mas, se ele também expressasse direitinho com palavras de vez em quando, para mim, seria nota cem."
"Não é mesmo! Maki, você está ouvindo direito?"
"...Sim, estou aprendendo firmemente."
Eu também estou me esforçando para transmitir meus sentimentos em palavras o máximo possível. Mas, de alguma forma, a vergonha atrapalha. E, nas horas importantes, acabo ficando tenso sem querer.
Mesmo que pareça que as coisas estão indo bem entre eu e a Umi, a situação atual é apenas que a Umi, com um coração generoso, está me aceitando, que sou imaturo. Originalmente, estou muito longe da nota máxima que a Shizuku-san mencionou.
Quando nos tornamos namorados, não é o fim. A partir daí também, tenho que continuar transmitindo meus sentimentos para sempre, e manter nosso “amor” mútuo... É o que eu penso.
...Para que não fiquemos como o Riku-san e a Shizuku-san.
Depois de cumprimentar e agradecer a Mizore-san e a Sora-san, nós resolvemos nossos respectivos assuntos e voltamos para o “Shimizu”, nosso local de hospedagem. Por causa do incidente de agora há pouco, perdemos tempo. Então, não tivemos muito tempo para escolher lembranças com calma. Mas, por enquanto, conseguimos preparar lembranças para o número de pessoas. Então, vou considerar isso uma missão cumprida.
São bolinhos de feijão que parecem ser encontrados em qualquer ponto turístico, e um chaveiro misterioso que exala uma atmosfera de mascote fofo. É uma escolha estranha. Mas, a Amami-san certamente vai gostar.
"Umi, antes do jantar, vamos tomar um banho rápido. Hoje, realmente, brinquei demais e estou um pouco com cheiro de suor."
"É verdade. Então, hoje, vamos finalmente nos lavar juntos?"
"N-Não vou. Ou melhor, hoje, já há outros clientes. Então, não pode, não é?"
"Claro, é brincadeira. ...Mas, depois que voltarmos para casa?"
"........"
"Silêncio, hein? Ei, confesse honestamente."
Para ser honesto, eu gostaria de fazer. Mas, se formos tomar banho juntos no banheiro apertado da minha casa... Sinto que imagens indesejáveis vão passar pela minha mente. Então, aqui, por enquanto, vou despistar (embora eu ache que não consegui).
Enquanto sou manipulado pela Umi em seu modo pequena demônia, de alguma forma, conseguimos nos separar, cada um para seu respectivo grande banho. Parece que o banho ao ar livre está sendo limpo para a troca do horário masculino para o feminino. Então, a porta de entrada está firmemente trancada.
Para não atrapalhar muito os outros clientes, mergulhei lentamente no canto da grande banheira.
"...Ufa."
Joguei a água termal que peguei com as duas mãos no rosto e olhei para o teto.
A viagem, que foi divertida de várias maneiras, também passou num piscar de olhos. Amanhã, pouco depois do meio-dia, voltarei para casa e retornarei à rotina de sempre.
O tempo que passo com a Umi é tão divertido que acabo esquecendo sem querer. Mas, assim que o feriado prolongado terminar, logo será julho. As provas finais do primeiro semestre estão chegando. E, já que eu almejo o objetivo de ficar na mesma sala que a Umi no ano que vem, tenho que me esforçar nas medidas para as provas.
Quando as provas terminarem, finalmente, serão as férias de verão de verdade... Mas, antes disso, as eliminatórias do torneio de verão do clube de beisebol, ao qual o Nozomu pertence, começarão. E também, no Tanabata de sete de julho, é o aniversário da Amami-san.
E, em agosto, quando entrarmos nas férias de verão, também é o meu aniversário.
Estudos, diversão e comemorações para amigos importantes. Pelo contrário, as coisas vão ficar agitadas a partir de agora.
Enquanto eu estiver um pouco distraído, as férias de verão também passarão. E, então, a estação será o outono.
Aquela estação, em que eu e a Umi nos tornamos “amigos”, voltará novamente.
Nossos planos futuros provavelmente serão mais ou menos assim. Mas.
"...O que será que aqueles dois vão fazer?"
Talvez por causa do que aconteceu agora há pouco, eu acabo pensando nisso de qualquer jeito.
Não sei se foi por causa da nossa intromissão. Mas, por enquanto, o Riku-san e a Shizuku-san, esta noite, enquanto bebem saquê juntos, devem confessar honestamente tudo o que aconteceu até agora.
A história desde o casamento da Shizuku-san até o divórcio, e a vida do Riku-san depois de ter recusado a confissão dela... Até as partes delicadas que só podem ser feitas a sós.
Eu tentei pensar – O que será que eles vão fazer? – Mas, no final, quase com certeza, eles chegarão à conclusão que todos estão pensando.
Foi algo que dois grandes adultos decidiram, pensando friamente em suas posições atuais. Se for assim, não há espaço para eu, que sou uma criança de fora, me intrometer.
...Eu entendo isso. Mas.
"Por enquanto, já vou sair."
Enquanto ficava pensando nisso sem parar, fiquei tonto de calor num instante. E deixei o banho mais cedo do que o normal.
Vesti rapidamente o yukata para trocar de roupa e me sentei na cadeira de massagem no espaço de descanso. Enquanto esperava pela Umi, eu estava pensando em esfriar lentamente minha cabeça tonta. Então,
"! Hã? Maki, você já saiu?"
"Umi... Você também está muito mais cedo do que o normal, não está? Normalmente, você demoraria muito mais."
"É verdade. Mas... Enquanto eu estava pensando vagamente sobre meu irmão e a Shizuku-san, de alguma forma, senti que fiquei tonta de calor num piscar de olhos."
"Entendo. Então, é igual a mim."
"Você também, Maki? Francamente, nós somos mesmo parecidos. Parece que, enquanto estou com você, Maki, até a intromissão foi completamente transferida para mim."
Sabendo que estávamos com os mesmos sentimentos um pelo outro, quando nossos olhos se encontraram, nós caímos na gargalhada ao mesmo tempo.
Sinto como se nossos corações estivessem conectados, mesmo separados. E, mais uma vez, fico aliviado.
"Ei, Maki."
"Sim."
"Nós, sabe, de agora em diante também, estaremos sempre juntos, não estamos?"
"...Sim. Como eu escrevi na purikura do outro dia. Estaremos sempre juntos."
"Hehe, obrigada. É verdade. Nós prometemos isso, não foi?"
Talvez ela tenha ficado aliviada com minhas palavras. A Umi relaxou sua expressão em um sorriso e se agarrou a mim, como se enterrasse o rosto em meu peito.
É comum ela se tornar uma bebê chorão de vez em quando, desse jeito. Mas, a Umi fica assim geralmente quando está insegura por causa de algo.
Como a Umi é uma preocupada, ela pode ter aplicado a atmosfera que flui entre o Riku-san e a Shizuku-san a nós mesmos, e acabou imaginando sem querer.
Para tranquilizar a Umi, que estava ficando quietinha, eu a abracei com ainda mais força do que antes.
"...Está tudo bem, Umi. Aconteça o que acontecer, eu não vou me afastar do seu lado."
"Sim. Obrigada, Maki. ...É a primeira vez que vejo de perto pessoas importantes para mim ficarem assim."
"Eu também não estou acostumado. Eu pretendia ter colocado um fim nos meus sentimentos sobre meu pai e minha mãe. Mas, afinal, ainda há vezes em que eles aparecem em meus sonhos."
Mesmo que eu ache que superei, nunca se torna uma boa lembrança.
Certamente, ainda preciso de um pouco mais de tempo.
"...Umi, hoje, vamos dormir juntos."
"Tudo bem... Mas, isso significa no mesmo futon, não é?"
"Sim. É um pouco apertado e pode ser abafado... Ah, claro, é apenas para dormir grudados. Eu absolutamente não vou tocar seu corpo no meio do caminho ou fazer algo pervertido assim."
"É mesmo? Mas, quando dormimos juntos, você, Maki, geralmente fica grande na parte de baixo—"
"Is-Isso... É um fenômeno fisiológico. Então, não conta."
Na hora da soneca e tal, eu estava tentando esconder bem, tomando cuidado. Mas, parece que ela também percebeu completamente.
...Realmente, não posso competir com a Umi em nada.
"De-De qualquer forma, vamos pedir para prepararem a cama para três pessoas, como ontem. E, na hora de dormir, eu vou para o lado da Umi."
"Sim. ...Obrigada por sempre, Maki."
"Eu que agradeço por sempre me deixar ser mimado, Umi. Realmente, você me ajuda muito."
Por causa dos olhares de outros clientes, paramos de flertar em público moderadamente e voltamos para o quarto.
Dentro do quarto, bem a tempo, a Shizuku-san estava preparando o nosso jantar.
"Bem-vindos de volta, vocês dois. Coloquei arroz neste recipiente aqui. Então, sirvam-se à vontade para repetir. Outra pessoa virá recolher a louça mais tarde."
"Entendido. ...Shizuku-san, você vai para o bar agora?"
"Sim. Estou deixando o Riku-kun esperando no saguão. Então, eu também tenho que me trocar e ir logo."
Deixando um "estou indo", a Shizuku-san saiu do quarto apressadamente.
Não sei quando os dois vão voltar. Mas, quando nós dormirmos e acordarmos, tudo já deve estar decidido.
É um sentimento impaciente. Mas, se for uma conclusão que os dois tiraram conversando direitinho, tanto eu quanto a Umi vamos aceitar.
Comemos o jantar delicioso, como ontem, até encher a barriga. E, depois disso, beliscamos os doces e sucos que havíamos comprado com antecedência e fizemos um modesto banquete. Então, eu e a Umi entramos no futon sem esperar a volta do Riku-san.
Eu queria ficar acordado até ele voltar. Mas, quando o relógio passou da meia-noite, com o cansaço de hoje, realmente, não consegui manter as pálpebras abertas.
Depois de escovar os dentes depois do lanche noturno somado com a ida ao banheiro sem esquecer, voltei para o quarto. Então, a Umi, que estava me esperando antes, deu tapinhas no lugar ao seu lado.
"...Maki, vem aqui."
"Sim. Hm, com licença..."
Apaguei a luz do quarto e, como ela disse, me enfiei no futon. Então, a Umi se aproximou de mim, como se estivesse se esfregando.
Em sincronia, eu também passei o braço ao redor do corpo da Umi e a puxei para o meu peito.
"Hehe... Fazia muito tempo que a gente não dormia grudado assim à noite, não é? Desde aquela vez antes do Natal, não foi?"
"Sim. Realmente, esta posição pode ser a mais relaxante."
Também é bom colocar dois futons lado a lado e dormir de mãos dadas. Mas, para mim, esta forma, em que posso sentir a existência da Umi o mais perto possível, é a minha favorita.
O aroma doce que flutua levemente, o cabelo preto e liso que de vez em quando faz cócegas no meu nariz, a respiração suave, a pele branca e lisa, e a sensação do corpo macio... É um dos momentos em que me sinto mais feliz por estar com a Umi.
Quando abro as pálpebras, bem diante dos meus olhos, está o rosto fofo dela, me olhando com olhos sonolentos.
"...Umi, você não vai dormir?"
"Depois de confirmar que você dormiu direitinho, Maki, eu também vou dormir logo."
"Então, e se eu fingir que estou dormindo?"
"Claro, que pena. Eu percebo isso imediatamente pelo som do seu coração, Maki. ...A propósito, agora, está batendo um pouquinho mais rápido do que o normal."
"Eh, isso é incrí... Bem, então, vou me adiantar e dormir."
Realmente, não consigo controlar nem o som do meu coração. Então, desisti e fechei minhas pálpebras primeiro. E, lentamente, fui perdendo a consciência.
Estou preocupado com o olhar da Umi, que deve estar me observando fixamente bem perto. Mas, agora, eu já estou em um estado relaxado, entregando todo o meu ser para minha amada namorada. Então, isso não se torna um grande obstáculo para o sono.
Ontem e hoje, estou feliz por poder passar a noite com a Umi assim — Enquanto pensava nisso e estava prestes a cair em um sono agradável,
Tsun, tsun.
"...Nnh."
Alguns minutos depois, senti como se alguém cutucasse levemente minha bochecha. E eu abri minhas pálpebras levemente.
Então, como era de se esperar, bem na minha frente, estava a Umi com uma cara de sono.
"Umi, o que houve?"
"Hm, hm. Pensei - Será que o Maki já dormiu? - Vim confirmar."
"Eu estava a ponto de dormir. Você também está com sono, não está, Umi? Amanhã também é cedo. Vamos dormir juntos."
"Sim."
Puxei a Umi para mais perto novamente e fechei minhas pálpebras.
Ouvindo a respiração suave da Umi, pensei que, desta vez, o dia fosse terminar— Mas,
Tsun, tsun.
"........"
Tsun, tsun, tsun, tsun.
"...Umi."
"Hehe."
Estou com sono. Mas, realmente, quando ela me cutuca assim, eu fico preocupado.
Não aguentando os ataques de cutucadas intermitentes, abri os olhos. Então, a Umi travessa estava rindo bem ao meu lado.
"Umi, você ainda não está com sono?"
"Não, eu estou com bastante sono. Mas, sinto que seria um desperdício dormir assim."
"Ficar acordado até tarde não faz bem para o corpo. Foi você que me ensinou isso, Umi."
"Só um dia, está tudo bem. Né, Maki? Vamos mirar o limite do sono juntos?"
"Eu já estou quase no limite... Bem, o sentimento de 'seria um desperdício' também é o mesmo para mim. Então, vou conversar só mais um pouquinho."
"Hmph, esta noite, não vou deixar você dormir."
"Mesmo com sono, você está animada, hein, Umi... Bem, já que é uma oportunidade, vou te acompanhar até o fim hoje."
"Era isso que eu queria ouvir. Como esperado do meu namorado."
"De nada."
Então, para acompanhar minha namorada fofa, que de repente se torna irresponsável na minha frente, a conversa noturna do segundo dia entrou em prorrogação.
Como já esgotamos quase todos os assuntos sobre a viagem, agora, a conversa é sobre coisas sem importância, como jogos e mangás, como sempre fazemos em casa. Mas, como é um lugar diferente, uma situação diferente, mesmo que o conteúdo seja o mesmo, sinto que é muito novo.
Esse tipo de coisa também, certamente, pode ser uma das coisas boas de uma viagem.
Bem, no meu caso, talvez qualquer coisa esteja bem, desde que a Umi esteja ao meu lado.
Não me lembro muito bem do que aconteceu depois. Mas, parece que, enquanto nós dois conversávamos e flertávamos, cada um chegou ao seu limite. E, nós dormimos tranquilamente, ainda abraçados um ao outro.
O futon está limpo e confortável para dormir. E o ar condicionado está funcionando bem. Então, mesmo estando grudados, não está abafado.
Se não tivéssemos planos de voltar amanhã, certamente, estaríamos respirando suavemente e dormindo profundamente até perto do meio-dia. Mas...
...Esta viagem, parece que não vai ser tão livre assim.
“Maki, Maki.”
"Ugh... Sim..."
Ouvi a voz de alguém me chamando e abri minhas pálpebras levemente. Como os arredores estão um pouco claros, em termos de tempo, será por volta do amanhecer?
Me virei na cama e olhei na direção de onde vinha a voz que estava me chamando.
"Riku-san...?"
"Sim. Desculpa, Maki. Acabei de voltar."
"Bem-vindo de volta... Parece que você passou a noite fora."
"Ah. Eu não bebi no final, porque ia dirigir. Mas, a Shizuku bebeu um pouco. Agora há pouco, eu a entreguei para a proprietária e acabei de voltar."
Olhei para o celular. O horário era por volta das cinco da manhã. A Shizuku-san saiu da pousada por volta das oito da noite passada. Então, parece que a bebedeira foi bem animada... Principalmente por parte da Shizuku-san.
Provavelmente, não é muito louvável passar a noite fora tendo um filho pequeno. Mas, em compensação, ela deve ter conversado direitinho e decidido claramente um ponto de acordo mútuo.
...Mas, apesar disso, aos meus olhos, o Riku-san está com uma cara ainda mais amarga do que ontem.
É um pouco maldoso. Mas, aqui, acho melhor perguntar claramente.
"...E então, o que houve? Você me acordou tão cedo... Parece que ainda falta muito tempo não só para o check-out, mas até para o café da manhã. Era tão ruim assim eu e a Umi dormirmos juntos?"
"Não, quanto a isso, sintam-se à vontade para fazer o que quiserem. Mas... hm, não é isso. É que eu tenho um assunto com você, ou melhor..."
"Logo de manhã cedo?"
"...Desculpa. Mas, de qualquer jeito, eu queria conversar. A sós com você."
"Comigo? E não com a Umi?"
"Ah. Se ela estiver aqui, parece que vai ficar barulhento."
Pelo jeito do Riku-san, parece que vai ser uma conversa complicada.
Esfreguei minhas pálpebras e limpei minha visão embaçada. Então, olhei para o rosto do Riku-san.
Era o rosto de alguém que está hesitando sobre algo. Ele está de cabeça baixa, movendo o olhar para a esquerda e direita, tentando não olhar para o meu rosto na frente dele. E suas bochechas estão levemente vermelhas.
Parece que o Riku-san não bebeu. Então, se não for influência do álcool... A possibilidade restante é.
"Maki, hm... Eu tenho um conselho para te pedir."
"Conselho... Especificamente?"
"Isso, hm..."
Embora hesitante, o Riku-san me confessou honestamente.
"Conselho amoroso... ou melhor."
"...Entendo."
Eu já sabia que algo tinha acontecido quando ele me acordou sozinho. Mas, na conversa a sós com a Shizuku-san, algo que abalou o coração do Riku-san, um sentimento que ele deveria ter esquecido, deve ter reacendido.
E, se for assim, não há muito tempo. O horário de check-out do “Shimizu” está previsto para as nove da manhã — Nas cerca de quatro horas restantes, o Riku-san precisa colocar seus sentimentos em ordem.
Julgar friamente como um adulto, ou então, confrontar honestamente a outra pessoa com seus sentimentos.
Para qual lado eu deveria empurrar as costas do Riku-san?
Traduzido por Moonlight Valley
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