Fragmentos do Multiverso — Capítulo 7: Volume 1 – Capítulo 7 – Capítulo 7: Herói

Fragmentos do Multiverso
Cap. 7
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Fragmentos do Multiverso

Volume 1 – Capítulo 7 – Capítulo 7: Herói

Capítulo 7

2.931 palavras~13 min de leitura

Ao chegar ao lado de dentro do armazém, Anuk percebe que havia entrado em uma área ainda pior. Ao seu redor, o lugar estava lotado de caixas pretas e malas contendo dispositivos de destruição em massa.

— C-como? — Anuk questiona enquanto caminha, investigando o lugar.

C4, granadas e outros tipos de explosivos. Tudo estava ali, guardado como se fossem mercadorias, apenas esperando para serem utilizadas.

O coração do garoto acelera de uma forma que parece que vai saltar pela boca, mas, novamente, Anuk engole em seco e respira o mais fundo que consegue. Logo em seguida, pega seu celular e começa a tirar fotos de todo aquele armamento.

“O que gangues querem com tanto armamento? E não só isso, por que eles sequestrariam aquela garota?”

De repente, um barulho começa a se aproximar da sala. Eram passos fortes que pisavam sobre a superfície metálica que servia como chão do ambiente. Sem perder muito tempo, Anuk volta a se esgueirar entre as caixas, apenas observando de relance o que estava acontecendo.

— Ei, o Maicon disse que o Flávio sumiu.

— Pouco importa. Ele só não pode deixar alguém entrar aqui. O chefe tá no meio de um lance importante.

“Acho que acertei na mosca. Esse pessoal de gangue nem sempre é muito cuidadoso. Papel jogado e ninguém se importa com o sumiço de um aliado? É, eles têm que rever esse departamento de inteligência.”

— Vem, vamos voltar logo!

“É minha chance. Vou seguir eles o mais furtivo que der.”

Anuk começa a se esgueirar pelo galpão, seguindo os homens que haviam entrado na área onde ele estava.

“Só por via das dúvidas…”

Anuk começa a digitar o número da polícia, na esperança de conseguir ajuda caso precise.

Seguindo cada vez mais para dentro do lugar, Anuk percebe que não havia muito a ser observado. Era apenas um galpão enorme e vazio. As únicas coisas que realmente chamavam sua atenção eram as diversas caixas, que ele já presumia conterem mais armamentos.

Depois de alguns longos minutos, Anuk chega até o centro do lugar, onde um grande número de pessoas estava reunido.

“Ótimo. É claro que tinha que ter uma organização inteira aqui.”

Anuk corre para aproveitar sua furtividade e se mantém atrás de algumas das caixas.

“Já dá pra considerar que eu tô virando profissional em me esconder atrás de caixa, não?”

Os outros capangas se juntam ao grupo, até que, entrando pela frente do galpão, surge um homem de pele morena, grande e forte, com cabelo arrepiado, uma tatuagem de dragão no pescoço e uma feição que poderia destruir qualquer um apenas com seu olhar.

— Onde ela está? — o homem pergunta aos outros reunidos ali.

Assim que a pergunta é feita, todos os membros abrem caminho para dar passagem aos mesmos homens que Anuk havia visto naquele estacionamento. Atrás deles, estava o carro.

“Ok, achei! Mas e agora…”

Após esse pensamento, o garoto observa os homens abrirem o porta-malas do carro. Lá estava a garota, ainda amordaçada.

— Aqui, chefe!

O homem tatuado então se aproxima do carro e encara a garota.

— Você será nossa passagem de ida para o topo — diz ele, mantendo um sorriso assustador no rosto.

A garota, que até então apenas encarava o homem, faz um movimento que deixa todos surpresos. Erguendo rapidamente o corpo, ela leva a cabeça contra a do chefe.

“Ai… essa deve ter doído.”

Todos os membros começam a se movimentar, e é possível ouvir alguns xingamentos, mas tudo cessa quando o chefe ergue a mão, rindo.

— Essa pirralha de garra… — ele diz enquanto passa a mão pelo queixo e limpa o pouco de sangue que escorre pelo nariz. — Muito bem. Não toquem nela, aconteça o que acontecer. Eu não quero que ela fique ferida.

Todos os membros ouvem a ordem e rapidamente se afastam do carro, seguindo o chefe até a entrada principal.

“Ok… acho que agora é o momento.”

Anuk dispara até o carro, aproveitando que todos haviam dado as costas para ele e estavam distraídos na grande entrada. O garoto toma as devidas precauções, observando constantemente ao redor para ter certeza de que ninguém estava olhando.

Ao chegar em frente ao carro, a garota nota sua presença. Seus olhos se arregalam enquanto ela começa a fazer alguns movimentos e tenta reproduzir alguns sons.

— Shhhh — Anuk sussurra. — Eu tô aqui pra te ajudar. Não faz muito barulho, senão eles podem notar.

A garota apenas o encara, piscando os olhos.

“Ok, como eu vou soltar ela?”

Anuk olha para o nó da corda, que estava muito bem amarrado, e então pega o pé de cabra que carregava.

“Espero que dê certo.”

Com a parte cortante e tomando todo o cuidado do mundo, ele passa o objeto pela corda, que logo se solta do corpo da garota.

“Beleza.”

Anuk ajuda a garota a descer do carro e começa a levá-la para trás das caixas. Em seguida, aproveitando que estavam protegidos pela cobertura, tira o pano que estava preso à boca da garota.

— Prontinho. Agora vamos tentar ser rápidos e discretos, ok? Antes que eles percebam que—

O raciocínio de Anuk é interrompido por um grito.

— A GAROTA SUMIU!

— Ah, ótimo… — Anuk resmunga.

É possível ouvir uma grande movimentação de todos os membros da gangue retornando para perto do carro.

— Vasculhem o lugar! Ela não pode ter ido longe. E achem quem ou o que pode ter ajudado ela a escapar! Mas lembrem-se: não machuquem ela! — ordena o chefe.

Anuk vê os homens se separando pelo lugar e rapidamente pega a mão da menina, levando-a por trás das caixas.

“Não vai demorar muito pra que eles comecem a olhar aqui atrás. Precisamos ser os mais rápidos que conseguirmos. Não é hora pra eu me distrair. Não posso sentir medo. Não agora.”

A garota que o acompanhava não esboçava nenhum tipo de emoção. Ao observá-la um pouco melhor, Anuk percebe que ela não deveria ser muito mais velha que ele. Além de ser mais baixa, tinha olhos vermelhos chamativos e um cabelo meio azulado-escuro. Seu rosto demonstrava uma aparência séria e madura, mas ele tinha certeza de que ela não era exatamente como sua aparência fazia parecer.

Depois de se esgueirarem por algum tempo, finalmente conseguem voltar pelo caminho que Anuk havia seguido com os homens. Dali, eles disparam até a saída dos fundos.

— Show! Agora é só fazer todo o caminho inverso e depoi—

— Ora, vejam só.

Ao chegarem à sala de armamentos, os dois se deparam com o outro guarda que estava do lado de fora.

— Ehhh… não teria como você deixar a gente passar? — Anuk pergunta em um tom despretensioso.

— Alô, chefe! Encon—

O homem é interrompido por Anuk, que usa a corrente para prender sua perna e derrubá-lo.

— É… eu imaginei que não.

— Seu pirralho! — O homem saca a arma e aponta na direção de Anuk e da garota.

— CUIDADO! — Anuk grita, pulando e empurrando a garota para longe dos tiros.

Ao fundo, era possível ouvir gritos se aproximando.

— SEU IMBECIL! NÃO MACHUQUE A GAROTA!

O capanga que estava no chão toma um susto e, quando se vira, vê Anuk e a garota correndo em direção à sala de armamentos. Rapidamente, ele tenta se levantar para acompanhar os dois.

— Acho que essa é uma aventura e tanto, né? — Anuk diz, olhando para a garota e tentando quebrar o clima.

Ela, porém, continua com o rosto sério.

“Acho que eu tô tentando mais me confortar do que confortar ela.”

Ele olha para as próprias mãos, que não param de tremer. Dessa vez, porém, não havia tempo para ficar imóvel. Movido pela adrenalina, seu corpo precisava continuar correndo.

Os homens logo começam a alcançar os dois, até que Anuk para na sala dos armamentos e pega uma das granadas.

— Bem, acho que isso deve atrasar eles. LÁ VAI BOMBA! — Anuk grita enquanto joga uma granada de fumaça, criando uma enorme cortina que abre uma oportunidade para os dois saírem dali.

“Ótimo. Tudo está dando certo… Certo até demais.”

Anuk sente um mal pressentimento.

Quando chegam do lado de fora, o pressentimento se prova realidade.

Eles estavam cercados por vários membros da gangue.

— O chefe disse para não machucar a garota! Apenas capturem os dois! — exclama um dos homens.

— Hehe… pessoal, vamos conversar. Calminha, calminha… — Anuk diz, tentando ganhar tempo.

“Que ótimo. É claro que ia ter uma emboscada. SEMPRE TEM UMA EMBOSCADA! Ok, Anuk, fica calmo. Você precisa proteger a garota…”

Depois desse pensamento, Anuk encara a garota em silêncio.

— Eu preciso que você confie em mim. Eu vou abrir caminho pra você e você corre — ele sussurra.

— Correr? Pra onde? Não tem como fugir deles! — a garota retruca.

— Tem sim. Eu vou ganhar tempo. Você se esconde e depois foge pra algum lugar seguro.

— Eu… não tem lugar seguro.

— Então você vai pro seguinte endereço.

Anuk começa a descrever a cafeteria onde trabalha.

— Tem um velhote dono de cafeteria. O nome dele é Edward. Fala que o Anuk mandou você e diz que precisa de ajuda! Se ele não acreditar, diz que eu vou dedurar ele por forçar uma criança a pagar pra morar no lugar onde ela trabalha!

— Q-que? — A garota pergunta, confusa depois de receber tanta informação.

— Não importa. Apenas faça o que eu falei!

— M-mas e você?

— Eu vou ficar bem! Agora vai! — Anuk grita.

A menina, sem pensar mais, começa a correr na direção da abertura por onde Anuk havia entrado e segue para o lado de fora.

— Olha só que bonitinho, gente. Ele tá querendo bancar o herói! — um dos capangas zomba de Anuk.

“Ótimo. Agora eu só preciso ganhar tempo. É Anuk Rose: quando se trata de proteger alguém, você nem sequer pensa. Mas quem eu tô querendo enganar? Agora que ela se foi, eu tô tremendo mais que um carioca em noite fria no Rio de Janeiro.”

— Bem, pelo menos tô melhor que vocês. Homens adultos sequestrando uma garotinha tinham que ter vergonha! Isso é o que, trauma porque ninguém queria sair com vocês no colegial é? — Anuk responde à zombaria.

— Ora, seu fedelho…

O homem parte para cima de Anuk.

Por alguns segundos, o mundo parece congelar.

Ninguém ali percebe, mas uma pequena luz vermelha vinda do colar que Anuk carregava se acende de maneira muito fraca.

Então, as ações continuam acontecendo normalmente.

Anuk desvia sem dificuldade do ataque do homem e, logo após, desfere um soco cruzado de direita que faz o homem desmaiar.

— M-mas o quê? — Anuk se questiona, espantado.

Ele sempre soube que era mais forte que o normal, mas aquilo foi rápido demais. E assustador.

Os outros membros da gangue também têm a mesma reação, porém não deixam que isso os abale e partem para cima de Anuk.

— Ah… gente, um de cada vez, viu? — Anuk diz enquanto começa a correr.

Mesmo assustado, Anuk ainda tenta comprar o máximo de tempo possível para a garota fugir. Ele desvia de um, dois, três ataques e depois revida. Até mesmo quando os homens se juntam para atacá-lo, o garoto consegue saltar e fazer uma acrobacia, como um mortal para trás, desviando dos golpes.

— Deve ser vergonhoso, um bando de adultos perdendo pra um adolescente, hein! — Anuk provoca os homens.

“Espero que a provocação deixe os ataques deles mais desorganizados. Mas, ainda assim… isso é incrível. Nunca lutei assim antes!”

Os homens continuam partindo para cima de Anuk, cada vez mais irritados. Parecem ter esquecido que o objetivo era pegar a garota. Enquanto isso, com acrobacias cada vez mais inacreditáveis e velozes, Anuk continua desviando de um ataque após o outro e derrubando cada homem que chega perto.

“Abaixa.”

“Agora chuta.”

“Não perde o foco, Anuk. Você precisa aguentar. Por ela!”

Era realmente algo que parecia ter saído de outro mundo. Um adolescente aplicando golpes de artes marciais em adultos com extrema facilidade, como se fosse estupidamente mais rápido que todos ali.

— A-a gente tá perdendo pra um garoto? Sério? Um garoto?

— Segurem ele! Não podemos deixar nossa imagem ser manchada assim!

Os homens tentam agarrar Anuk, mas isso apenas permite que o garoto use alguns deles como escudo contra os socos que poderia receber, levantando-os como se não fossem nada.

— Vocês vão precisar de bem mais do que isso se quiserem me pegar! — Anuk diz, debochando dos homens.

— Eu concordo!

Uma voz soa de forma rápida e certeira, vindo de longe, seguida por um grande estrondo.

Um barulho muito familiar.

Todos param para olhar na direção da voz, enquanto Anuk cai com um dos joelhos no chão, mantendo a outra perna firme para não ser derrubado.

— M-mas o que…? — indaga o garoto.

Quando Anuk percebe, está sentindo uma enorme dor.

Só então entende o que aconteceu.

— E-eu levei um tiro?

— E mesmo assim, você não está sofrendo de dor. Impressionante… — A voz continua se aproximando, acompanhada de palmas.

Finalmente, chegando à frente de Anuk, o líder da gangue aparece segurando sua arma.

— Você derrubou vários dos meus homens, garoto. Tô impressionado! — ele diz, com um rosto sério, mas uma voz carregada de admiração. — Me diga, como fez tudo isso?

— Ah, sabe como é, né? Um pouco de treino, um pouco de exercício… E eu acho que você deveria contratar homens mais competentes também, né? — Anuk responde em um tom totalmente irônico.

— Fazendo piadas numa hora dessas? Realmente, você deve ser muito corajoso! — o chefe responde com uma pequena risada. — Onde tá a garota?

— Em um lugar bem longe, que você nunca vai achar! — Anuk responde com seriedade.

— Você não sabe no que está se metendo, pirralho. Já mandei meus homens irem atrás dela e, quando acharem, vão matar todos que estiverem junto dela. Então, por que você não abre o jogo e, sabe… salva vidas, herói? — O homem diz, colocando a arma embaixo do queixo de Anuk e forçando-o a olhar para cima.

“Droga! Max e o velhote… Mas eu não posso simplesmente confiar nesse cara ou, muito menos, entregar a garota. Me desculpem por botar vocês nessa furada. Espero que fiquem bem.”

Anuk pensa enquanto seu rosto demonstra claramente preocupação e medo, mas, ainda assim, ele mantém a postura séria.

— Vai pro inferno! — Anuk responde.

— Sabe, eu admiro muito os heróis. E não poderia deixar de admirar você. Realmente, sua coragem e bravura te trouxeram até aqui. Você não só conseguiu salvar a garota, como também deu esperanças para ela novamente. Isso é realmente impressionante. Porém…

O chefe começa a apontar sua arma na direção de Anuk.

— Heróis não têm vez nesse mundo.

“Merda. Eu vou morrer? Merda, merda… Meu corpo não se mexe. MERDA!”

— Adeus, herói!

Quando o líder estava prestes a puxar o gatilho, todos naquele lugar ouvem o som de sirenes se aproximando.

— Merda! Chefe, a polícia!

O homem olha na direção do barulho, extremamente irritado.

— Todos, comecem a subir acampamento! Temos que dar o fora!

“E-eu tô salvo?”

Anuk ainda segura a respiração, com o coração disparado.

O líder olha mais uma vez para Anuk, mas, dessa vez, levanta uma das sobrancelhas ao encarar seu pescoço.

— O que é isso…?

Ele arranca o colar de Anuk.

— EI! ME DEVOLVE ISSO! — Anuk grita, tentando partir para cima do líder.

Nesse momento, antes mesmo que pudesse reagir, Anuk apenas ouve um alto barulho que faz seus ouvidos zumbirem. Seu corpo, aos poucos, perde os movimentos e, quando finalmente percebe, o líder havia atirado em seu peito.

Anuk cai no chão, tentando estabilizar a respiração, tentando se manter calmo, tentando estancar o sangue, mas sem sucesso em nenhuma de suas tentativas. Ele olha para o homem com uma expressão extremamente irritada, mas, ao mesmo tempo, amedrontada.

— Nesse mundo não há finais felizes, garoto. Você mexeu com o dragão. Essas são as consequências. Agora, adeus pra sempre, pequeno herói! — o “dragão” diz enquanto vira as costas para Anuk, deixando-o para trás. — Se livrem do moleque. Não quero que ninguém encontre ele!

A mente de Anuk grita, mas ele já não sabe se é por desespero, raiva ou medo. Nesse momento, nem consegue ouvir a própria voz. Aos poucos, mesmo lutando e se forçando a levantar, sente seu corpo ficar mais leve e suas forças se esvaírem. Sua visão começa a ficar pesada, e sua respiração vai aos poucos cessando.

“E-eu vou mesmo morrer?”

O mundo vai parecendo cada vez mais escuro. Ele nem ao menos consegue sentir os capangas carregando seu corpo.

“Eu… não queria morrer. Ainda tinha tantas coisas que eu queria fazer, mas… por que eu não me sinto triste? Será que é porque eu salvei a garota? Espero que ela esteja bem… E que o velhote não dê trabalho pra ela.

Ah, é… tem a Max…

Desculpa. Me perdoa, Max. Acho que não vou poder mais cuidar de você, mas você é forte… Espero que seja feliz.

Eu fiz… o certo… né, Max?”

E então a visão de Anuk se apaga.

No meio da escuridão, ele apenas se sente satisfeito, mas, ao mesmo tempo, uma dor toma seu coração. Ele não queria deixar sua amiga sozinha. Não queria ser incapaz de cumprir a promessa que havia feito a ela.

Então, uma das últimas coisas em que Anuk consegue pensar é nela e em como adoraria conseguir protegê-la por mais tempo.

Em meio à escuridão, uma pequena luz vermelha se acende. Era possível ver uma pequena chama, que aos poucos começava a se apagar.

Então, como uma pequena estrela vermelha no meio da escuridão, rasgando os céus, a luz desce até a chama, que enfim havia se apagado.

Depois de alguns minutos de silêncio, a chama que havia se apagado ressurge com uma enorme intensidade, cobrindo toda aquela escuridão com um fogo tão grande que era capaz de iluminar tudo mais uma vez.

Fim da leitura

Capítulo 7 concluído

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