(Hum, desculpe) Eu Reencarnei! NovelCAPÍTULO 36 - Capítulo 030 – Um Encontro com o Desespero
Capítulo 36030 – Um Encontro com o Desespero
Publicado em 18 de agosto de 2016 por crazypumkin
Editor: Poor_Hero Kun e Lazaruz22
Após ver minha magia, Sensei John, que estava transbordando de interesse, de alguma forma conseguiu suprimir seu espírito acadêmico para conversar sobre os eventos que haviam acontecido.
"…… E assim, procurei por ele."
Sem entrar em muitos detalhes, expliquei como capturei três homens suspeitos tentando furtar documentos no escritório do pai. Além de como cheguei à conclusão de que Sensei poderia estar em perigo evoei para verificar.
Enquanto escutava, Sensei franzia os lábios de tempos em tempos. Achei que ele tivesse decidido que resolver a situação era mais importante do que seu espírito de estudo. No final, além de interromper para agradecer por eu tê-lo salvado, ele escutou silenciosamente minha história até o final.
"Quero uma explicação clara de como você fez tudo isso depois... "
Sensei, seus olhos afiados penetraram em mim ao falar.
N-o-!!
Por favor, não me disseque! Eu confio em Sensei, então não vire um cientista louco comigo!
… Pelo menos não trate-me como um rato de laboratório…?
Tremeram-me, e após conter a vontade de fugir, convidei Sensei a continuar.
"Como você achou, isso certamente foi obra da facção Anti-Reino."
Sensei deixou escapar um suspiro profundo, seu rosto demonstrando uma mistura de surpresa e preocupação. Provavelmente, estava pensando em seu pai e irmão.
Er... Sensei, sua aura negra estava à flor da pele! E de alguma forma consegui ver relâmpagos no fundo, como se estivesse sendo atingido por um raio! … Talvez a atribuição de Sensei fosse Raios? Como um certo rato?
… Parecia que um raio cairia se Sensei realmente ficase furioso…
Enquanto esperava timidemente, Sensei de repente encolheu os ombros, como se estivesse tentando manter o equilíbrio.
"Mas primeiro… "
Ele olhou firmemente para mim.
"No futuro, você evitará comportamentos perigosos assim, certo?"
Sensei disse, com um sorriso no rosto.
… Isso definitivamente não foi uma pergunta…
Respondi na velocidade da luz.
Com meus 21 anos de experiência, 17 no mundo antigo e 4 aqui, adotei a postura mais eficaz em situações como essas. Abaixei a cabeça e me desculpei.
"Peço desculpas! Não farei de novo!"
―――― Exatamente, uma desculpa sincera!
Não era porque Sensei fosse assustador. De jeito nenhum. Apenas, veja bem, fazer isso da forma mais rápida exigia ceder um pouco.
"… Hm, aceito sua palavra."
Olhar para o Sensei desconfiado me deixou desesperado e tentei mudar de assunto.
"Eu… Não estou preocupado com o pai, mas e esses invasores?"
… Não era só para distrair o Sensei. Pensava seriamente na segurança e na ordem pública na residência. E a melhor maneira era resolver esse incidente o quanto antes. É isso mesmo.
E deve ser minha imaginação que Sensei simplesmente olhou para mim com espanto.
"Isso mesmo… Não adianta especular agora. Vamos encontrá-los primeiro, certo?"
Não tinha motivo para recusar a sugestão de Sensei, então, após concordar, teletransportamo-nos de volta ao escritório. Eu chamei de 'Teletransporte', mas neste mundo, era apenas um feitiço normal de 'Transferência'. Pensei nisso enquanto recitava o feitiço para teleportar ambos e Sensei John entendeu.
Mas era realmente impressionante como podíamos nos teleportar só ao som da minha voz!
"《転移》" [1]
◆
―――― Pouco tempo depois de Will deixar a residência――――
"… Por quê…"
Foi a primeira coisa que disse ao acordar. Não entendia.
Não que eu não tivesse memórias do que aconteceu, mas… Como uma Sombra, esse comportamento era impensável. Falar em terreno inimigo… Mesmo assim, eu estava numa situação em que não podia mover um milímetro.
Tentei torcer meu corpo, mas a dor intensa que se estendia por todo meu corpo me fez franzir o rosto. Dessa vez, fiquei em silêncio. Como uma Sombra, esse era um treinamento em mim: não fazer barulho, não importa a dor. E segui essa regra. Mas, por outro lado, aprendi também a matar.
Talvez por esse motivo.
Rolei pelo chão, tentando observar o ambiente. Não havia ninguém além de nós. Como estava, os outros dois ainda estavam inconscientes.
No entanto, comecei a desconfiar. Mesmo estando inconscientes, deixar a gente 'Sombra' sozinhos e sem supervisão era bastante negligente. Somos profissionais. Temos habilidades para escapar até das amarras mais fortes.
E ao tentar mover meu corpo, fiquei surpreso.
――――Não consegui me mover.
Embora nada parecesse estar prendendo-nos, eu não podia nem mover um dedo. Sentia meu corpo como se tivesse virado chumbo, enquanto a parte de mim como Sombra analisava calmamente, e a outra parte sentia um medo estranho, fazendo suar frio. Conformei-me, pensando que o suor vinha da dor intensa.
Na verdade, esse pedido deveria ser fácil.
Nosso cliente atraiu o chefe dessa casa para fora e deixou apenas as criadas. Era para entrarmos sorrateiramente, pegar os documentos necessários e a criança, e pronto. Só isso.
Não sabia quem era o cliente. Apenas segui as ordens do meu dono. E, na verdade, nem tinha escolha: tentei várias vezes, usando qualquer método para removê-la, tentando quebrá-la freneticamente, repetidamente.
Mas até agora ainda sinto ela no meu pescoço.
――――[ Coleira da Escravidão ], uma ferramenta mágica. Neste país, a escravidão há muito foi banida e acreditava-se que a [Coleira da Escravidão] havia desaparecido.
… Até aquele dia.
Eu era órfão.
Nem lembrava dos rostos dos meus pais, mas estava tudo bem para mim. Contudo, não poderia dizer que era feliz. O orfanato onde cresci tinha rumores de negócios subterrâneos e mal me alimentavam. A primeira coisa que aprendi, já um pouco mais velho, foi como escapar às ruas. Estava em um ambiente onde sempre era tratado de forma injusta. Hostilidade, maus-tratos, zombarias.
Naquela idade, naturalmente, aceitei que aquilo fosse o que eu era.
Porque eu era claramente diferente das outras crianças.
―― Um Beastman.
Em vez das orelhas arredondadas nas laterais da cabeça, tinha duas orelhas peludas no topo.
Mas, ao sair às ruas com um capa com capuz, percebi que esse mundo era pequeno, mas ao mesmo tempo enorme. Então decidi que sairia de lá o mais rápido possível e me tornaria um aventureiro que viajaria pelo mundo.
Mas que sonho curto. O dia em que coloquei meu coração nisso foi o dia em que fui vendido.
Era uma noite como todas as outras, e eu dormia numa cama dura e desconfortável. Agora, pensando bem, era estranho eles terem me alimentado naquela noite. Deve ter sido dopado com uma poção de sono.
Quando acordei, uma coleira fina de metal preto estava presa ao meu pescoço e então começou o treinamento.
Treinamento para desaparecer minha presença.
Treinamento para suportar dor.
Treinamento para ficar acostumado com veneno.
… Treinamento para matar.
No começo, tentei resistir desesperadamente, mas mesmo assim, meu corpo obedecia às ordens. Era como se minha mente e corpo estivessem separados. Houve algumas vezes em que pensei que, mesmo morrendo, meu corpo continuaria a agir sozinho — e ainda cumprir as ordens.
Com o passar do tempo, desisti de resistir e apenas segui as ordens. Talvez por causa das mãos manchadas de sangue, senti que não merecia ser salvo. O trabalho de uma Sombra abrange muitos campos, mas geralmente era designado para assassinatos ou sequestros.
Junto com mais duas pessoas, cada uma com uma constituição diferente, executávamos as ordens que recebíamos. Acho que as outras duas também passaram pelo que eu passei… O cara alto e o de porte médio mal falavam. E isso incluía eu. Não tínhamos ideia do que cada um pensava.
Antes que percebesse, já estava acostumado a matar.
… Será que fiquei convencido com esse pedido, me perguntei.
Não. De jeito nenhum.
Nunca aconteceria enquanto essa coleira ainda estivesse aí. Mesmo com ela obrigando-me a ser totalmente fiel, até agora meu corpo ainda não se movia.
E ainda não tinha ideia do que tinha acabado de acontecer.
Treinados para nos mover na escuridão, não precisávamos de iluminação enquanto vasculhávamos o escritório escuro em busca do documento 'necessário'. Como precaução, o cara alto recitou 《影》[1], que fundiu nossos corpos às sombras.
Então, de repente, ouvi a voz de uma criança e, por reflexo, liberei minha arma naquela direção. Mas não ouvi som de metal penetrando carne, e em vez disso, perdi a consciência.
… Uma criança fez isso?
Não seja ridículo, preciso reconsiderar isso. Eu não seria enganado.
Mesmo com tudo acontecendo de forma inesperada, mantive a calma. E senti-me ligeiramente feliz por estar resistindo às ordens da coleira de se mover.
Foi então.
Ouvi o barulho de duas pares de passos e a lâmpada foi acesa.
Então apareceu na minha frente um homem de cabelo preto. E, seguindo-o, uma criança linda que parecia um anjo.
Nota: Provavelmente no próximo capítulo, essa série de incidentes será resolvida!
E pode ser a primeira aparição de …….!
Comentários do capítulo 36
Converse sobre este capítulo. Marque spoilers para proteger outros leitores.