Mestre Espadachim das EstrelasSessão 7 – Capítulo 68 – Capítulo 68: Os Velhos Tempos Continuam
Capítulo 68Uma existência digna de ser chamada de extraordinária brilha em todos os lugares.
"Lá está! Rápido, vamos!"
"Que alvoroço!"
E todos eram obrigados a cobiçar aquela existência brilhante.
"...!"
Um cavalo negro fugia sob um céu noturno de tonalidade semelhante.
Ele havia abandonado seu dever como líder do grupo e viera procurar o garoto, carregando as lembranças daquele dia, mas a ganância dos humanos em possuir uma existência brilhante estava bloqueando o caminho para chegar ao garoto para seguir em frente.
[Kura: Eu acho essa cena muito linda, porque o cavalo realmente se conectou com o Vlad.]
Cordas repletas de feitiços sinistros voaram em direção ao cavalo negro.
Por toda parte.
No horizonte do mundo onde você e eu nos encontramos e nos tornamos um.
Um mundo mais amplo garantiria possibilidades maiores, mas o garoto que naquele dia havia enfrentado o verme da morte com ele não estava ali.
Por isso, o cavalo negro não teve escolha a não ser lidar com tudo sozinho.
Irrr-hii!
O relincho do cavalo negro ecoou sob a lua crescente.
[Kura: Essa frase “No horizonte…” meio que descreve a cena, ou a sensação que ambos tiveram juntos.]
Sob um ensolarado céu de verão, uma carroça cheia de feno atravessava um campo.
Um velho usando um chapéu de palha com uma criança sonolenta ao seu lado.
[Kura: Se refere ao Vlad.]
E também um jovem de queixo comprido conduzindo o cavalo enquanto carregava os dois na carroça.
Vê-los amontoados em uma carroça pequena parecia estar muito distante da imagem de cavaleiros ou espadachins.
"Para onde estamos indo?"
"Para Varna."
"Mas está tudo bem simplesmente relaxarmos assim?"
"Nós vamos chegar lá por conta própria."
Naquele momento, o grupo seguia tranquilamente pela estrada ascendente em direção a Varna.
Segundo Ramund, o cavalo que deveria ser um cavalo fantasma não era apenas rápido, mas também observava de longe o tempo todo e controlava se as pessoas viajavam em carroças ou carruagens.
"Esse sujeito tem intenções bem claras. Com certeza não é algo comum."
"...!"
Ao ouvir as palavras do velho, as lembranças daquele dia naturalmente vieram à mente de Vlad e Goethe.
‘Um cavaleiro sem cabeça em uma aldeia coberta pela névoa. Montado em um cavalo fantasma.’
‘Assim que o vi, percebi que ele era adequado para mim.’
"O céu está bonito. O vento também está soprando."
Independentemente das preocupações dos dois, Ramund parecia gostar da situação atual e seguia tranquilamente.
Ele puxou um talo de feno da carga, colocou-o na boca e começou a mastigá-lo de maneira descontraída.
"Há quanto tempo você aprendeu a usar Aura?"
"Faz cerca de três meses. Não, quatro meses..."
"Você aprendeu com Deirmar?"
"Sim."
"Hmm."
O velho ficou pensativo enquanto observava as costas do garoto através da abertura de seu chapéu de palha.
O propósito de ter vindo até ali, a princípio, era investigar o cavalo desconhecido, mas, para ser sincero, não faria muita diferença se não conseguisse encontrá-lo.
De qualquer forma, o principal motivo para Ramund permanecer em Sohara era o garoto à sua frente.
Tudo o que queria era ficar ao lado de Vlad por alguns dias enquanto procurava pelo cavalo, observá-lo, julgá-lo e, caso ele tivesse talento para alguma coisa, ensiná-lo.
"Três meses é um pouco rápido."
"O quê?"
Em resposta à pergunta do garoto, Ramund tirou o chapéu de palha e encarou Vlad.
"Comparado a quando acordei, minha Aura está mais forte. É surpreendente que você ainda não tenha encontrado a sua própria cor."
"..."
Quando o assunto sobre Aura surgiu, Vlad começou a ouvir atentamente o velho, embora não demonstrasse.
Jager e a voz sempre enfatizavam os fundamentos e não haviam ensinado muito ao garoto sobre Aura.
Apenas acenda-a e siga em frente.
"Um usuário de Aura é a personificação concreta de uma imagem. Não conseguir encontrar sua cor também significa que seu mundo ainda não foi construído."
"Como encontro a minha cor?"
Ramund falou enquanto olhava para os olhos azuis do garoto.
‘Ainda assim, você não deveria pensar demais nisso.’
Jager certamente deveria ter sua própria direção em mente.
"Exponha-se um pouco mais ao mundo. Não se esconda demais."
"O que isso significa?"
Ramund ponderou por um instante sobre a pergunta de Vlad e então abriu a boca, pensando que não haveria problema em explicar.
"Tente criar um dispositivo que traga o mundo dentro de você para fora. Os cavaleiros chamam isso de chave."
"Uma chave?"
Os olhos de Vlad se moveram rapidamente ao ouvir aquelas palavras pela primeira vez.
Ramund pareceu surpreso ao ver o garoto tentando absorver cada uma de suas palavras.
"Não é nada de especial. Você já viu cavaleiros que usam Aura?"
"Já."
"Você acha que eles simplesmente usam Aura?"
"...Então eles a usam de maneiras diferentes?"
"Você não tem capacidade de observação."
Ramund apoiou-se no monte de feno e deu ao garoto um sorriso significativo.
"Pense um pouco. Por que você acha que eles realizam certas ações antes de invocar a Aura?"
"Ações?"
Ao ouvir as palavras do velho, Vlad franziu a testa e começou a pensar profundamente.
Quando outros cavaleiros invocavam suas Auras, geralmente estavam em situações urgentes, então não havia tempo para observar aquilo adequadamente.
Porém, enquanto ouvia Ramund, várias cenas começaram a surgir em sua mente.
"Espada e escudo colidem..."
Pablo, o cavaleiro que o havia conduzido pelo caminho para se tornar um usuário de Aura.
Ele havia feito sua espada colidir contra o escudo e perguntado o nome do garoto.
O som daquele momento ainda permanecia vivo nos ouvidos de Vlad.
"Hã?"
Rutiger Bayezid, que havia matado o Verme da Morte.
Era como um vulcão ativo, e parecia ter movimentado a espada apenas com os dedos.
Vlad não podia ter certeza, pois havia visto aquilo de longe.
"E..."
Godín, o Cavaleiro do Luar Azul.
O primeiro mestre de Aura que o garoto havia visto.
"Talvez também seja porque você alinha a boca com a espada?"
"É possível. Trata-se de invocar intensamente o seu próprio mundo através de determinadas ações."
Essa era a chave.
Era uma ferramenta para abrir completamente o próprio mundo imaginário, como um ritual.
"Mas eu só uso."
"É justamente por isso que você está errado."
Vlad não tinha o que responder a Ramund.
De fato, comparada às Auras dos outros cavaleiros, a sua Aura apenas emitia um brilho fraco.
"Jager pode ter lhe dito quando é o momento certo, mas não seria uma má ideia começar a pensar nisso desde agora."
Uma consciência que abre o mundo completamente.
Como era uma técnica que apenas cavaleiros que haviam estabelecido firmemente o próprio mundo conseguiam utilizar, talvez ainda estivesse muito além do alcance de uma criança.
Sentindo a presença dos outros cavaleiros à distância, Vlad sentiu uma parte de seu coração se apertar e levantou a mão.
[Arco!]
"Arco!"
"...Hã?"
Ao ouvir os avisos repentinos da voz, Vlad instintivamente abaixou a cabeça.
Tump!
"Hã?"
Vlad soltou um som de surpresa e virou a cabeça em direção ao barulho.
Ramund estava ali, segurando uma flecha trêmula.
"As coisas não vão se resolver tão facilmente."
Os olhos de Ramund, vistos através do chapéu de palha, começaram a ficar ferozes.
"É um ataque!"
"É um grupo de bandidos! Todos, fiquem em guarda!"
A viagem foi interrompida.
Ao mesmo tempo, gritos ecoaram por todos os lados.
E flechas voavam da colina.
"Vire a carroça!"
"Para onde?!"
Ramund rapidamente apontou na direção de onde as flechas vinham.
"Montem nos cavalos! Não deixem nenhum deles escapar! Cocheiro!"
"Sim? Sim!"
Embora fosse uma situação lamentável, Ramund avaliou rapidamente o cenário e começou a dar instruções a Vlad e Goethe.
Graças àquela resposta natural e ágil, Vlad e Goethe conseguiram recuperar rapidamente a compostura.
"O que é isso? São um grupo de bandidos mágicos?"
Vlad perguntou, espiando na direção de onde a flecha havia vindo.
"...Acho que são mais problemáticos do que esse tipo."
Um grupo de homens, pelo menos vinte deles, estava montado a cavalo em uma colina.
Roupas de couro desconhecidas e tatuagens cobrindo suas cabeças e rostos.
E até mesmo os gritos estranhos e incessantes.
"Eles são bárbaros."
"Bárbaros?"
Ao ouvir aquelas palavras inesperadas saírem da boca de Ramund, Vlad pareceu confuso.
Kwasik!
Naquele momento, uma flecha atravessou o lado de Vlad.
"..."
Um homem bárbaro segurando um arco estava em uma colina distante.
Vlad pareceu cruzar os olhos com aquele homem.
Duas pessoas com olhos semelhantes aos de feras se encararam.
Uma carroça envolta em chamas e fumaça densa. E os gritos dos bárbaros no auge da voz.
"Merda!"
E flechas voando.
Vlad, olhando para a flecha tremendo no chão, rapidamente usou a carroça como escudo e começou a observar a situação.
‘Nunca imaginei que as coisas chegariam a esse ponto.’
"Por que os bárbaros estão aqui?"
"..."
As pessoas do Norte não ignorariam os bárbaros que, segundo diziam, viviam além do Norte.
Vlad sabia muito bem que havia pessoas que rejeitavam os ensinamentos da Igreja e viviam em seu próprio território.
"Isto é o Condado de Bayezid? Por mais longe que se vá, estamos a apenas um dia de viagem de Sohara."
"Isso mesmo."
Porém, o problema era que aquele era o Condado de Bayezid, uma região muito ao sul de onde os bárbaros costumavam aparecer.
Até mesmo o experiente Ramund estava perdido em pensamentos, mordendo o lábio como se fosse a primeira vez que enfrentava algo assim.
Por mais que pensassem, não havia razão ou benefício para eles terem vindo ao Condado de Bayezid.
Mas as coisas haviam acontecido, e agora era hora de agir.
Croc.
"Achei que seria um pouco mais tranquilo."
Vlad reclamou que alguma coisa devia ter dado errado em sua vida e desembainhou a espada.
Ramund também sacou sua espada e instruiu Goethe.
"Ei, cocheiro. Coloque as selas nos cavalos. Precisamos montar e enfrentá-los."
Ramund já estava pensando em como lidar com aquela situação.
As rugas profundas em sua testa mostravam que a situação atual não era simples.
"Com exceção de alguns guerreiros, eles sequer conseguem enfrentar cavaleiros. Só precisamos neutralizar a mobilidade característica dos bárbaros."
‘Vamos pensar novamente.’
Vlad não teve escolha a não ser morder o lábio quando Ramund disse que todos eles, independentemente de idade ou sexo, eram excelentes cavaleiros.
Aquela questão relacionada às palavras era uma das dolorosas fraquezas do garoto.
"Escutem com atenção! Não queremos matar todos vocês!"
Os bárbaros, que haviam ameaçado a viagem lançando flechas durante algum tempo, agora desciam a colina fazendo barulho e avançando contra eles, como se tivesse chegado a hora.
"Vou poupar suas vidas, desde que paguem o pedágio!"
"..."
Em meio à multidão silenciosa, um homem que parecia ser um comerciante levantou a mão e gritou.
Ele era o principal líder daquela caravana.
"Eu pagarei o pedágio! Por favor, parem o ataque!"
Os cantos das bocas dos bárbaros começaram a se erguer ao ouvirem as palavras do comerciante, que soavam como uma rendição.
"Quanto vocês querem..."
"Tudo o que vocês têm!"
O líder dos bárbaros gritou enquanto encarava a expressão perplexa do homem.
"Vão embora de mãos vazias! Para aqueles que tiverem alguma coisa nas mãos, isso se tornará uma fortuna na vida após a morte!"
Os bárbaros comemoraram antecipadamente a vitória, circulando ruidosamente ao redor da caravana.
Os comerciantes ficaram perplexos com as exigências excessivas dos bárbaros, enquanto vários mercenários contratados para proteger a carga apenas demonstravam olhares trêmulos e falta de apetite.
“Mesmo que eu deixe minha bagagem, eles vão me deixar ir?”
"Eu não gosto desses desgraçados."
"Eu também tentei me dar bem com eles, mas não funcionou."
Ninguém do grupo esperava que as coisas terminassem daquele jeito.
Entretanto, a vida é sempre uma sucessão de acontecimentos imprevisíveis, e às vezes há momentos em que precisamos suportar em silêncio provações que chegam como um tufão.
Agora era um desses momentos.
"Vim aqui para caçar um cavalo. O que é isso?"
Mesmo que as coisas tivessem chegado àquele ponto, os bárbaros que se aproximavam provavelmente também não esperavam encontrar aquele grupo ali.
Vlad fechou silenciosamente o olho esquerdo e ouviu o som dos cascos dos cavalos que se aproximavam.
"Prepare-se."
"Sim."
Um cavaleiro aposentado e um garoto que queria se tornar um cavaleiro.
Embora nenhum dos dois fosse um cavaleiro em atividade, as espadas que empunhavam possuíam grande poder.
O único problema era que esse poder não conseguia alcançar o inimigo.
Diferentemente de Ramund, que segurava as rédeas do cavalo e se preparava para partir, Vlad tinha apenas uma chance.
Um único momento, quando eles se aproximassem da caravana.
Talvez aquela fosse a única oportunidade concedida a um garoto que não conseguia montar a cavalo.
"Ah..."
Vlad prendeu a respiração enquanto esperava os homens se aproximarem fazendo barulho.
Entretanto, a fraqueza do garoto não era apenas sua incapacidade de montar a cavalo.
Irrr-hiii!
“Tem alguma coisa ali!”
“Os cavalos se assustaram!”
"Merda!"
Vlad, que estava esperando silenciosamente pelos bárbaros, percebeu que as coisas estavam dando errado quando os viu parar de repente.
No fim, foi aquela estranha força que o garoto ainda não conseguia controlar que afastou os bárbaros.
“Pule! Agora!”
‘Maldição!’
‘Não conseguimos chegar tão perto quanto pretendíamos e sequer deceram dos cavalos.’
[Kura: Os cavalos se assustaram com o Vlad, a emboscada não deu certo e eles partiram para o ataque.]
‘Mas não podiamos esperar mais, aquele era o único momento que tinha para brandir minha espada.’
Embora Ramund fosse velho, ele esporeou o cavalo e avançou como um raio.
Seu corpo inteiro já estava coberto por uma Aura brilhante.
"O que é aquilo?!"
"Virem os cavalos! Aumentem a distância!"
Ao ver os dois avançando contra eles com um ímpeto incomum, os bárbaros tentaram recuar, mas Ramund já havia chegado perto demais.
"Vocês! Quem pensam que eu sou?!"
Ramund deteve os bárbaros com um grito ensurdecedor e começou a brandir sua espada ferozmente.
Como estavam destruindo a terra que ele havia dedicado toda a sua vida a proteger, não mereciam misericórdia.
Sangue vermelho começou a respingar sobre sua velha espada.
"É Aura!"
"Por que tem um cavaleiro aqui?!"
Os bárbaros, surpresos ao ver Ramund radiante, agarraram as rédeas e rapidamente começaram a virar seus cavalos.
"Para onde estão indo, seus desgraçados?!"
Embora tivesse chegado depois de Ramund, Vlad avançou com seus movimentos ágeis característicos e agarrou o bárbaro mais próximo.
[Acerte o cavalo!]
Seguindo o conselho da voz, ele cortou os joelhos do cavalo, e o bárbaro que o montava perdeu o equilíbrio e começou a cair.
"Ahh!"
Dor e medo.
O cavalo, tentando fugir de tudo o que Vlad lhe havia causado, começou a correr descontroladamente sem prestar atenção ao cavaleiro, e o garoto aproveitou a oportunidade para pegar rapidamente o bárbaro que estava montado sobre ele.
"Keuuk!"
"Sorria como antes! Seu desgraçado!"
A espada brilhou, cobrando o preço de ser manejada de maneira desajeitada.
Gritos de dor e sangue jorrando.
O ânimo dos bárbaros começou a se agitar diante dos dois que haviam surgido repentinamente.
"Volte, Vlad! Vá proteger as pessoas!"
Embora o ataque surpresa tivesse sido parcialmente malsucedido, os dois conseguiram derrotar os bárbaros com suas próprias habilidades.
"Aaaah!"
"Não, não!"
Mas a caravana era extensa, e os únicos homens enfrentando os bárbaros eram Vlad e Ramund.
Isso porque os bárbaros estavam fugindo, usando as pessoas que gritavam como sacrifícios.
"Esses desgraçados."
Vlad amaldiçoou baixinho os bárbaros que fugiam, mas era inevitável.
Eles eram simplesmente bárbaros e não tinham motivo para arriscar a vida em uma situação tão desfavorável.
"Capitão!"
Pelo menos Goethe lutava bravamente com uma espada, mas ele era bom em segurar uma espada, não em manejá-la.
Havia sangue e gritos por toda parte.
[Consolide lentamente seu território. Você não pode proteger todos aqui.]
'Maldição...'
A voz estava certa.
A ponta da espada de Vlad não conseguia deter os bárbaros que atacavam e fugiam constantemente.
Não se sabe se ele conseguiria se mover junto com eles a cavalo, mas Vlad era apenas alguém preso ao chão.
"Merda!"
‘Desça e lute.’
‘Não aja como um covarde.’
Entretanto, como se zombassem dos pensamentos do garoto, os bárbaros, como um enxame de abelhas, continuavam cercando a caravana, roubando, matando e ferindo pessoas.
Cavalos e mobilidade.
As pessoas atropeladas pelas táticas características dos bárbaros não tinham escolha a não ser permanecer no chão e soltar gritos desesperados.
"Mãe, mãe!"
O pai coberto de sangue agarrou a criança, que estava caída em meio à confusão no chão, e a abraçou.
Ao ver aquela cena terrível, Vlad rapidamente procurou por Ramund, mas ele também estava em uma situação difícil.
O cavalo de Ramund era um cavalo de carga, e isso, por si só, não era suficiente para alcançar e deter os ágeis bárbaros.
Pelo contrário, mesmo em condições tão ruins, a capacidade de Ramund de derrubar um homem que parecia ser o líder dos bárbaros e expulsá-lo da caravana já deveria ser considerada extraordinária.
O garoto ficou furioso ao se ver impotente mais uma vez.
O mundo possui inúmeras aparências diferentes.
É tão alto que você não consegue alcançar, tão grande que não consegue controlar e tão rápido que não consegue capturar.
Vlad mordeu o lábio ao sentir as diversas limitações que o cercavam.
Aconteceu novamente.
Irrr-hiii !
Houve um som que alcançou os ouvidos de Vlad em um instante, um som que ele não conseguiria suportar sozinho.
"...!"
Era um som que não ouvia havia muito tempo, mas que reconheceu imediatamente.
"O que é aquilo?!"
"É ele!"
"Então ele escapou!"
Um ponto negro começou a se aproximar de longe.
Entretanto, em um piscar de olhos, uma presença surgiu atravessando os bárbaros.
Vlad percebeu que aqueles olhos negros, semelhantes ao céu noturno, que agora corriam em sua direção, estavam procurando por ele.
"Estou aqui!"
A luz do sol brilhou sobre a espada erguida.
“Olhe, estou aqui.”
O garoto que não conseguia se mover e o cavalo que precisava desviar do laço reconheceram um ao outro.
"...!"
A noite escura que havia passado rapidamente deixou uma estrela montá-la..
Vlad ergueu os olhos de repente e estendeu a mão, assim como havia feito naquele dia, inconscientemente.
O fluxo de ar entre seus dedos falou.
"Vamos!"
Irrr-hiii!
‘Eu posso correr agora.’
‘Você não precisa mais suportar isso.’
A espada que não tinha para onde ir se ergueu.
O mundo que fluía através do olho esquerdo do garoto.
Um chifre branco que se erguia suavemente sobre um cavalo negro.
Os dois mundos começaram a se encontrar no limite das limitações um do outro.
[Kura: Pessoal, peço perdão pela demora novamente, e pela qualidade do cape. O conteúdo em inglês está horrível, e fez o possível para que vocês entendessem a cena.]
Traduzido por Moonlight Valley
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