O Coadjuvante Aposentado Quer Viver em Silêncio NovelCAPÍTULO 121 - Um Tapa Para Cada Centavo Encontrado
Capítulo 121[Tradutor - Peptobismol]
[Revisor - Deus Demônio]
Capítulo 121 - Um Tapa para Cada Centavo Encontrado (3)
Sem nem perceber que eu estava me aproximando, Hindrasta examinava os bolos com grande seriedade e finalmente apontou para um.
'Eu vou querer este. Coloque na conta do Professor Dian.'
'Colocar na minha conta, você diz?'
'Eek?!'
Hindrasta pulou para trás ao me ver.
'Sua pestinha. Eu limpei tudo o que você colocou na minha conta da última vez, e agora você está fazendo de novo! Aonde você pensa que vai correndo!'
Agarrei as pontas das maria-chiquinhas de Hindrasta enquanto ela tentava escapar.
'Ai!'
'Onde você gastou todo o seu dinheiro?! Knightley e a Vice-Diretora Ismera não te deram uma mesada naquela época?!'
'Aff, sério!'
Hindrasta afastou minha mão com raiva.
'Aquela mixaria já foi embora faz tempo! Você achou que ainda estaria por aí?! E já que estamos falando nisso! Você prometeu me deixar ir buscar meu dinheiro!'
'Ah, é verdade. Eu prometi.'
Eu tinha me esquecido completamente disso por causa da situação com Ismera.
Antes de vir para cá como aluna especial, Hindrasta trabalhava para o grupo mercenário Reblanc e ainda precisava resgatar seus ganhos.
Quando ela avançou para me matar, acabei arrastando-a para cá como aluna especial à força, então ela não pôde pegar aquele dinheiro.
Mesmo que ela seja uma dragão problemática, isso não justifica negar seu salário merecido.
'Tudo bem, você pode ir. Mas não durante a semana.'
Levantei meu dedo quando ela estava prestes a protestar.
'Você já tem muitos pontos de demérito. Você não espancou os alunos de honra da última vez, e também não tem faltado muito às aulas? Se você sair sem permissão durante a semana, será punida imediatamente.'
'Hah, essa academia amaldiçoada. Eu simplesmente vou sair se chegar a isso.'
Resmungando, Hindrasta olhou para a minha expressão e imediatamente recuou.
'Tá, tá bom! Eu saio no fim de semana!'
'E como você planeja chegar lá? Reblanc é bem longe daqui.'
'Eles têm uma filial nesta cidade. Eu só vou lá e dar um sacode neles. Não se preocupe com isso.'
Hindrasta acenou com a mão displicentemente e saiu do café. Que pirralha atrevida.
'Com licença, dono da loja. Quanto ela colocou na minha conta aqui?'
Perguntei enquanto pegava minha carteira, e o dono me deu o valor.
'O quê, quanto?!'
Ao ouvir o total, tive que perseguir Hindrasta e dar um bom cascudo nela.
Depois de encerrar a reunião matinal para o Departamento de Combate, eu estava saindo quando notei Ismera parada no corredor.
Ela estava lá de braços cruzados, parecendo bastante descontente.
'Bom dia, Vice-Diretora. Manhã adorável, não é?'
'Como você pode soar tão despreocupado agora?!'
Quando a cumprimentei, Ismera retrucou furiosamente.
Ao ouvir o grito dela, os outros professores se dispersaram rapidamente, deixando o corredor vazio, exceto por nós dois. No momento em que estávamos sozinhos, a expressão de Ismera relaxou.
'Senhor. O que você vai fazer neste fim de semana?'
'Este fim de semana? Vou à cidade com Olysia. Por quê?'
'Com que propósito?'
'Bem, para dar uma olhada, fazer algumas compras, comer algo gostoso.'
'Então eu vou me juntar a vocês, se não se importar.'
Ismera sugeriu com um sorriso.
'Tenho certeza de que você está planejando animar a Senhorita Olysia, que está cansada das tarefas domésticas, certo? Ela me ajudou muito durante a preparação para a competição, então é justo que eu a recompense também.'
Pensando bem, Olysia preparou lanches vegetarianos noturnos para Ismera, atendendo aos seus gostos exigentes. Ela tinha razão.
'Claro, claro. Vamos fazer isso.'
'Ótimo. Então me dê um beijo.'
Ismera fechou os olhos e fez um biquinho, e eu lhe dei um beijo leve.
'Tenha um bom dia hoje.'
Com um sorriso gentil, Ismera acariciou minha bochecha e então se virou, seus passos leves enquanto caminhava pelo corredor.
Essa é realmente a Ismera que eu conheço? Às vezes fico confuso porque o comportamento dela mudou tanto.
Ainda assim, é bom vê-la assim—tão alegre.
O fim de semana chegou.
Fui até o portão principal para supervisionar os alunos que estavam saindo para seus passeios de fim de semana.
O portão já estava lotado com uma multidão agitada de alunos que haviam solicitado licença.
'Olá, Professor.'
Quando me virei, vi Merilda se aproximando com Knightley, ambos me cumprimentando.
'Vocês dois vão sair juntos?'
'Sim. Knightley está me levando para um lugar legal.'
'Um lugar legal, hein?'
'O tipo de lugar que garotas jovens e vibrantes da nossa idade gostariam.'
Knightley respondeu com um olhar presunçoso.
Desde a competição, Merilda e Knightley se tornaram bem próximas.
Ambas eram alunas de honra, e Merilda parecia tolerar bem a personalidade arrogante de Knightley.
Era como assistir Ismera e Niertra.
Surpreendentemente, até Hindrasta construiu algum relacionamento com as duas.
Pode haver várias razões, mas talvez seja simplesmente porque elas a tratam igualmente sem saber que ela é um dragão.
Ou pode ser porque Knightley jogou algumas moedas de ouro para ela, sentindo pena dela.
No entanto, Hindrasta não estava aqui no momento.
'Então era ali que ela estava?'
Knightley riu incrédula.
Lá estava Hindrasta parada bem em frente ao portão bem fechado, praticamente pressionando o nariz contra ele, arrastando os pés impacientemente.
'Aff, estou com pressa... Por que não abre….'
Mas os passeios de fim de semana não eram permitidos até as nove horas. Não importa o quão cedo ela chegasse, o portão não abriria antes disso.
'Eu pedi para ela vir junto, mas ela me ignorou completamente e saiu do dormitório há uma hora para fazer isso.'
Knightley balançou a cabeça.
'Ela diz que vai pegar o dinheiro que ganhou trabalhando com os mercenários. Ela é tão ingênua.'
'O que você quer dizer com isso?'
Merilda perguntou, seu tom indicando curiosidade.
Knightley respondeu com um olhar que parecia dizer: 'Não é óbvio?'
'Pense nisso. Mercenários são apenas bandidos legalizados. Eles podem se chamar de mercenários, mas poderiam facilmente se tornar bandidos se lhes convier.'
'E?'
'Você acha que pessoas assim manteriam o dinheiro seguro para ela, segurando-o com a intenção de devolvê-lo algum dia? Provavelmente já foi embora sem deixar rastros.'
'Entendo….'
Ao ouvir a explicação de Knightley, Merilda olhou para Hindrasta com pena nos olhos.
Mas elas estavam esquecendo de algo. Hindrasta é uma dragão.
Se eles se recusarem a dar o dinheiro a ela, ela espremerá o óleo daqueles mercenários se precisar. Dragões têm uma obsessão quase patológica por ouro e tesouros.
Existe um ditado: se você quer matar um dragão facilmente, roube um tesouro de seu covil e jogue-o em frente à sua porta.
Dessa forma, o dragão queimará a casa até o chão sem fazer perguntas.
Às nove horas, o portão finalmente se abriu, e Hindrasta disparou na frente de todos os outros.
'Eu volto, Professor!'
'Eu vou trazer alguns lanches. Espere por mim.'
Depois disso, Merilda e Knightley chamaram uma carruagem e também partiram.
Depois de confirmar que todos os alunos haviam saído em segurança, voltei para casa.
Eu precisava trocar de roupa, já que ia para a cidade com Olysia e Ismera.
Quando cheguei em casa, Olysia já estava vestida e esperando por mim do lado de fora.
'Senhor Dian! Ande logo! O que demorou tanto?!'
'Está bem, está bem, estou indo.'
Olysia, como muitas garotas da idade dela, adora se entregar a pequenos luxos nos bairros comerciais da cidade.
No entanto, sendo uma órfã de guerra vendida a comerciantes de escravos durante sua infeliz infância e crescendo na remota Brunswell, ela havia reprimido esses desejos.
Mas agora que eu estava trabalhando como professor na academia, vivíamos em Calvasar, a maior cidade do continente. Não é à toa que ela estava tão ansiosa.
É por isso que ela estava constantemente ansiosa, temendo que eu fosse demitido do meu cargo e tivéssemos que voltar para Brunswell.
'Vamos, ande logo.'
Depois que troquei de roupa e saí, Olysia me empurrou em direção à carruagem.
'Ah, a propósito, a Vice-Diretora Ismera disse que iria se juntar a nós. Você se importa?'
'Vice-Diretora Ismera? Claro que não!'
Olysia, esperando que eu fortalecesse meus laços com aqueles em posições elevadas, não tinha motivos para se opor à vinda de Ismera.
Eu entrei na carruagem com Olysia em direção ao prédio principal.
'Vice-Diretora!'
Vendo Ismera à frente, Olysia se inclinou para fora da janela da carruagem e acenou.
'Senhorita Olysia.'
Vestindo um vestido esvoaçante e um chapéu de abas largas, Ismera acenou de volta com um sorriso brilhante.
Ismera parecia verdadeiramente linda.
O elegante vestido azul-celeste combinava perfeitamente com o sol quente do verão, fluindo naturalmente ao longo das curvas do corpo dela.
O material leve refletia a luz do sol com um brilho suave, e sua cintura estava presa com uma fita, destacando sua figura esguia.
Ela também usava um chapéu branco de abas largas adornado com uma fita azul-celeste combinando com seu vestido, e suas sandálias de tiras estavam amarradas cuidadosamente em torno de seus tornozelos.
Ela parecia a própria personificação do espírito do verão.
Ismera, usando uma roupa assim? Realmente inesperado.
Depois de entrar na carruagem, Ismera sorriu para nós.
'Vocês duas estão adoráveis.'
'Você está absolutamente linda, Vice-Diretora.'
Olysia, tentando agir da forma mais madura possível, trocou gentilezas e gritou animadamente.
'Tudo bem, vamos lá!'
A carruagem partiu rapidamente, deixando a academia para trás.
Do assento oposto, um aroma refrescante emanava de Ismera — como o cheiro de uma floresta na manhã do início do verão.
Então eu, me importando pouco com as aparências, fechei os olhos e respirei fundo, absorvendo o cheiro dela. Não que isso me torne um pervertido nem nada.
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