O Coadjuvante Aposentado Quer Viver em Silêncio NovelCAPÍTULO 145 - A Visita da Academia de Lormane
Capítulo 145[Tradutor - Peptobismol]
[Revisor - Deus Demônio]
Capítulo 145 - A Visita da Academia de Lormane (11)
'Haha!'
Eu ri alto.
'O que diabos você está dizendo? E por que acha que tem o direito de fazer esse julgamento?'
'Não é nada.'
Lormane concedeu facilmente.
'Como você disse, não tenho o direito de interferir na sua vida, Dian. Isso está correto. Afinal, quem sou eu?'
Um sorriso escapou dos lábios de Lormane.
'Mas ainda assim, posso pelo menos oferecer um conselho, não posso? Às vezes, uma perspectiva objetiva de terceiros pode ser útil.'
Eu apenas a encarei, estupefato, enquanto ela continuava.
'Case-se com a Vice-Diretora Ismera, Dian. Ela é a pessoa certa para você. É muito melhor do que se envolver com alguma pessoa aleatória; uma colega competente que já foi aprovada é muito mais adequada.'
'Bem, isso é verdade.'
'Ela pode não ser habilidosa em tarefas domésticas, mas é para isso que você tem Olysia, não é? Não é um problema. E uma mulher capaz como ela não deveria ficar confinada em casa.'
Ela até sabia sobre Olysia? Que minuciosa.
'Se a Vice-Diretora Ismera fosse alguma mulher insignificante, eu não teria aprovado. Mas, felizmente, ela não é. Estou bastante satisfeita com ela.'
'Fico aliviado em ouvir isso. Mas, honestamente, ainda não entendo suas verdadeiras intenções.'
Lormane apenas sorriu, esperando que eu falasse novamente.
'É o fim?'
'Claro. O que mais poderia haver?'
'Não parece. Quais são suas intenções?'
'Minhas intenções? Você está sendo terrivelmente injusto. Já lhe disse: vim aqui para ver com meus próprios olhos se a Vice-Diretora Ismera é uma boa companhia para você, Dian.'
Lormane juntou as mãos de forma exagerada.
'Dian, sempre quis que você fosse feliz. Dez anos atrás, e mesmo agora, isso não mudou. Tudo o que fiz até agora foi unicamente para a sua felicidade.'
'É mesmo? Não tenho certeza se é verdade, mas mesmo que seja, é meio assustador.'
'Mesmo que meus métodos estivessem errados, espero que um dia você entenda que meus sentimentos eram sinceros.'
Lormane soltou as mãos juntas, ainda sorrindo.
'Dian, tudo bem se você duvidar de mim. Você pode pensar que sou uma louca, ou me chamar de cobra que só fala mentiras e desculpas. Não importa como você me vê. Mas.'
Lormane estendeu a mão.
'Mas continua sendo verdade que eu só desejo a sua felicidade, Dian.'
Ela apertou minha mão com força.
'Se alguém pode te fazer feliz, não importa se não sou eu. Apenas ver você viver uma vida feliz é o suficiente para me fazer feliz.'
'Uh. Obrigado.'
Eu disse, puxando minha mão para longe da dela.
'Então, posso ficar tranquilo que você não vai de repente sacar um machado ou faca e começar a atacar Ismera, certo?'
'Claro. Isso nunca ia acontecer em primeiro lugar.'
'E também posso parar de me preocupar com Maya me seguindo por aí e investigando meus assuntos?'
'Isso é diferente.'
A expressão de Lormane ficou fria e séria.
'Maya continuará escrevendo seus registros de pacientes. Dian, você não me concederia pelo menos essa pequena indulgência? Não vai causar nenhum problema para você.'
'Mas foi por causa desses registros que você veio aqui.'
'Você considera minha visita um incômodo, Dian?'
'Sim. A preocupação de que você possa perder o controle e causar problemas é um fardo. E se houver alguma tensão entre Ismera e eu, como posso ter certeza de que você ficará de fora?'
'Entendo... Então, sou um fardo para você...'
O rosto de Lormane escureceu enquanto ela assentia.
'Entendido. Vou dizer a Maya para se concentrar apenas em seus deveres como sacerdotisa da enfermaria.'
'Obrigado.'
'Eu já deveria estar indo. Já que minha presença parece ser um fardo para você, Dian.'
Lormane se levantou de seu assento e caminhou em direção à porta.
'Vamos, Dian. Você deveria me acompanhar até a saída.'
'Lormane.'
'Chega.'
Lormane disse firmemente, com a mão na maçaneta.
'Já chega. Consegui o que vim buscar, e você está tranquilizado. Vamos terminar isso em bons termos.'
Eu a observei por um momento, então assenti levemente.
'Tudo bem. Entendido.'
Quando saí com Lormane, uma carruagem estava esperando em frente à entrada do prédio principal.
Kirrin e Ismera, que haviam saído antes, estavam de pé com outros padres, esperando por nós.
'Agradeço mais uma vez pela sua hospitalidade.'
'Foi uma honra receber a Administradora-Chefe.'
Kirrin se curvou e apertou a mão de Lormane.
'Vice-Diretora Ismera.'
Em seguida, Lormane pegou a mão de Ismera e falou.
'Seja feliz.'
'Perdão...? Ah, sim... Obrigada.'
'Caso contrário, as coisas podem ficar bem complicadas.'
A expressão de Lormane endureceu por um breve momento, e Ismera engoliu em seco nervosamente.
'Professor Dian.'
Por fim, Lormane apertou minha mão, sorrindo.
'Quando nos veremos novamente?'
'Difícil dizer. O cargo de Administradora-Chefe é bastante pesado, não é?'
'Então, talvez se eu for excomungada e expulsa da Igreja, nos encontraremos novamente.'
Os padres atrás dela engasgaram.
'É uma piada.'
Lormane riu enquanto colocava o pé no degrau da carruagem.
'Ah, mais uma coisa.'
Pouco antes de embarcar, Lormane se virou para mim.
'Já que estamos nos separando por tempo indeterminado, você me daria um abraço como presente de despedida? Claro, isso também é uma piada.'
Os padres ficaram chocados, e Lormane riu novamente.
'Já vou indo. Desejo tudo de bom a todos.'
Enquanto Lormane entrava na carruagem, os outros padres se apressaram para embarcar na carruagem atrás dela.
'Maya. Você me escoltará de volta à Igreja?'
Lormane perguntou, olhando para Maya da carruagem.
Maya olhou para Kirrin.
'Vá em frente. Vá!'
Kirrin exortou Maya, empurrando-a para frente.
'Adeus a todos.'
Com a despedida de Lormane, a porta se fechou e a carruagem partiu.
'Ah, ela finalmente se foi...'
Somente depois que as carruagens passaram pelos portões da academia Kirrin respirou fundo, enxugando o suor da testa.
'Para uma sacerdotisa, pensei que ela seria calorosa e gentil, mas ela era absolutamente aterrorizante. Eu mal conseguia respirar.'
'Sim, de fato...'
Até mesmo Ismera, que havia falado ousadamente contra Lormane, parecia abalada, com um brilho de suor visível em seu nariz.
'Bom trabalho a todos. Sem vocês duas, hoje teria sido muito difícil.'
Kirrin deu tapinhas nos ombros de Ismera e meu, sorrindo em agradecimento.
Em vez de responder, eu apenas observei as carruagens desaparecerem à distância.
Lormane... O que diabos você está pensando...?
Dentro da carruagem voltando para a Igreja.
Lormane, apoiando o queixo na mão, olhou pela janela e falou.
'Maya.'
'Sim, Administradora-Chefe.'
Maya, sentada em frente a ela, respondeu.
'A partir de agora, não há necessidade de escrever mais nenhum registro de paciente sobre o Professor Dian.'
'Há alguma razão específica?'
'Há. O Professor Dian não gosta disso.'
'Entendido.'
Maya respondeu sem hesitar.
Com isso, Lormane ficou em silêncio.
A razão de Lormane para visitar a Academia era exatamente como Dian havia imaginado.
Foi por causa dos registros de pacientes que Maya havia escrito.
De acordo com os registros de Maya, Dian estava se relacionando com várias mulheres na Academia.
Mas Lormane não havia levado isso ao pé da letra.
Maya era uma sacerdotisa novata que havia crescido na Igreja desde muito jovem.
Ela sabia pouco sobre relacionamentos românticos.
Então, ela tinha uma tendência a interpretar qualquer interação entre um homem e uma mulher como um envolvimento romântico.
Por causa disso, Lormane havia ignorado as entradas anteriores e se concentrado na última—sobre a elfa puro-sangue, Ismera.
O resto eram meras conhecidas. Esta elfa era a verdadeira.
Lormane estava curiosa.
Quem era essa elfa? Ela era realmente digna de Dian?
E como Dian se sentia sobre ela, mesmo dez anos depois?
Para resolver essas duas questões, Lormane havia feito a viagem especial para a Academia.
Depois de observar meticulosamente Ismera, Lormane decidiu: esta mulher era verdadeiramente excepcional.
Tinha sido um breve encontro, mas Lormane podia dizer.
E ela também confirmou como Dian se sentia sobre ela.
Como esperado, Dian desconfiava dela.
Afinal, havia os eventos de dez anos atrás, e eles não se viam desde então.
Para Dian, esses eventos ainda deviam parecer que aconteceram ontem.
Ela poderia mudar a mente dele agora?
Era improvável. Não quando já havia alguém como Ismera ao lado dele.
E mesmo que ela mudasse, o que isso significaria?
Lormane era agora a Administradora-Chefe da Igreja. Dez anos atrás, as coisas poderiam ter sido diferentes, mas agora, ela não podia simplesmente abandonar seus deveres.
Dian ainda não gostava dela, e ela não podia tirar seu manto de sacerdotisa. Enquanto isso, havia uma mulher esplêndida chamada Ismera ao lado dele.
Lormane decidiu que, dadas as circunstâncias, seria melhor apoiar totalmente a união de Dian e Ismera.
Em vez de se apegar a uma tênue esperança, era melhor para Dian encontrar a felicidade definitiva.
Lormane havia tentado incansavelmente fazer Dian feliz, apenas para falhar repetidamente.
Como resultado, Dian passou a desprezá-la, mas Lormane não se importava.
Contanto que alguém pudesse fazer Dian feliz, não importava se não fosse ela.
Apenas ver Dian feliz seria o suficiente para fazê-la feliz.
Porque para ela, Dian era praticamente um deus.
Não, talvez até mais que um deus.
Deuses poderiam fazer promessas elevadas para salvar o mundo algum dia, mas Dian já havia salvado Lormane.
Lormane nunca poderia esquecer o dia em que conheceu Dian.
Aquele dia estava insuportavelmente frio.
Mesmo aqueles que acreditavam que o inverno deveria ser frio teriam suas mentes mudadas se viessem aqui.
Esta era uma pequena vila chamada Gauni, situada nas encostas do norte do Império.
Aninhada em um vale, era um lugar onde o ar frio constantemente se instalava e não conseguia escapar.
O frio era tão intenso que havia até uma lenda de um monstro sendo expulso da vila, espancado com roupas congeladas e rígidas como porretes.
Nesta vila ficava um templo mal conservado.
A porta se abriu rangendo, e uma jovem saiu, caminhando com passos curtos e apressados.
Seu cabelo era castanho-avermelhado.
Um contraste gritante com a vila coberta de neve e os mantos azuis de sacerdotisa usados pelas mais baixas, as sacerdotisas noviças.
Em suas mãos estava um penico, usado pelo padre-chefe durante a noite.
Sua rotina diária como sacerdotisa noviça começava esvaziando-o e limpando-o com neve.
Depois de despejar seu conteúdo atrás de um arbusto coberto de neve, a jovem sacerdotisa se virou, apenas para encontrar um homem parado bem na frente dela.
'Você é a sacerdotisa noviça Lormane?'
Um homem alto com cabelo castanho desgrenhado, envolto em uma capa de pele, estava olhando para ela.
Atrás dele estava um homem com cabelo loiro e olhos azuis.
[Tradutor - Peptobismol]
[Revisor - Deus Demônio]
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