O Coadjuvante Aposentado Quer Viver em Silêncio NovelCAPÍTULO 179 - 176
Capítulo 179[Tradutor - Peptobismol]
[Revisor - Deus Demônio]
Capítulo 176 – Férias de Verão na Mansão do Duque (7)
Kirrin caminhava pelo corredor, perdida em pensamentos.
Então é assim.
Eu era a única tola.
A única estúpida o suficiente para agonizar por algo impossível, para sonhar com um futuro que nunca ia acontecer.
Nunca foi sequer uma opção.
Se era assim que as coisas iam acontecer, eu deveria ter sido ousada e perguntado ao Dian primeiro?
Teria sido diferente se eu tivesse reivindicado meu lugar antes de qualquer outra?
Mas Dian já tinha dito que não tinha interesse em casamento.
Então, no fim, não importava como as coisas acontecessem, nunca seria eu.
Talvez a minha vida nunca tenha sido sobre ganhar ou alcançar nada.
Eu nasci a mais nova na floresta do meu clã.
Por causa de que minha mãe era humana, eu era uma mestiça, e minhas habilidades naturais de assassina Elfa Negra eram fracas.
Então meu pai nunca teve muita fé em mim.
Ele sempre disse que eu era inútil.
Então, quando a aliança humana derrotou o Rei Demônio—depois que meu pai o traiu—ele finalmente viu uma utilidade para mim.
Mesmo que o Imperador nos tivesse concedido seu favor, o mundo ainda guardava ressentimento em relação aos Elfos Negros.
Então meu pai decidiu me enviar adiante como uma vanguarda, uma ponte entre nosso povo e a sociedade humana.
Ele me matriculou em uma academia pública, ordenando que eu estudasse, me formasse e garantisse uma posição na capital imperial ou em outra instituição chave.
Por pura sorte, eu me formei no topo da minha classe e, graças ao incessante lobby do meu pai, fui nomeada Diretora da Academia de Missões Especiais.
Mas foi só isso.
Pega entre a pressão de corresponder às expectativas do meu pai e as constantes tentativas da Segunda Princesa de me derrubar, eu lutava todos os dias.
Se eu fosse expulsa da academia, meu pai não me perdoaria—então eu tinha que trabalhar duro.
Mas se eu trabalhasse demais e cometesse um erro, a Segunda Princesa usaria isso como uma desculpa para me remover.
E então meu pai também não me perdoaria.
Um ciclo vicioso, um loop inescapável.
No fim, a única escolha era me esconder.
Não fazer nada.
A proteção do Imperador significava que eu não seria expulsa sem motivo, então eu decidi manter a cabeça baixa.
Claro, em algum ponto, a Segunda Princesa alegaria que a academia tinha declinado em qualidade e faria seu movimento.
Mas eu lidaria com isso quando acontecesse.
Porque meu pai era muito mais assustador do que ela.
Mesmo se eu voltasse para a floresta, a mãe que uma vez me abraçou calorosamente não estava mais lá.
Foi assim que a Academia de Missões Especiais caiu em seu estado atual.
Eu nunca tomei uma única decisão por conta própria.
Não ter nascido mestiça. Não ter ido para uma academia pública. Não ter me tornado Diretora.
Tudo foi orquestrado pelo meu pai.
Desde o começo da minha vida até este exato momento, ele era quem estava puxando as cordas.
Então por que eu pensei que poderia me aproximar do Dian, ou casar com ele, ou algo assim?
Parando em frente ao seu quarto, Kirrin enfiou a mão no bolso e puxou um pequeno bilhete dobrado.
Aquele que seus companheiros de clã mais velhos tinham dado a ela para passar para Dian durante a competição.
Ela leu, então balançou a cabeça e enfiou de volta no bolso.
…Não tem como eu fazer algo assim.
Naquela noite, todos se reuniram para uma festa de churrasco.
Mas este não era um churrasco qualquer—era um grande banquete, impregnado com o prestígio e a dignidade de uma casa nobre.
Todo o jardim tinha sido aberto para o evento, com mesas e cadeiras elegantemente arranjadas espalhadas pelo extenso gramado e terraço luxuoso.
O brilho quente das lanternas iluminava a noite de verão, enquanto luzes de fadas delicadas penduradas entre as árvores cintilavam como luzes das estrelas, aumentando a atmosfera romântica.
No coração de tudo, estava uma enorme churrasqueira.
Grossos cortes de carne chiando em cima das grelhas, liberando um aroma de dar água na boca que se espalhava por todo o jardim.
Enormes pedaços de carne bovina, cordeiro e uma variedade de frutos do mar grelhados à perfeição, criando um espetáculo tanto quanto um banquete.
Uma seleção de saladas frescas, pratos de vegetais e uma variedade de molhos e acompanhamentos foram meticulosamente preparados para complementar o prato principal.
E para completar, um suprimento infinito de vinho fino e champanhe fluía livremente.
Um lado do jardim abrigava uma mesa de sobremesas especial.
Estava adornada com bolos elegantemente trabalhados, tortas de frutas doces e guloseimas refrescantes como sorvete.
Em outro canto, um quarteto de cordas tocava uma melodia suave, elevando o ambiente luxuoso da festa.
Era uma cena absolutamente de tirar o fôlego.
Para uma simples reunião destinada a entreter cerca de uma dúzia de convidados da academia, a escala do evento era ridiculamente extravagante.
Era uma lembrança gritante de quão imensa era a riqueza do Duque.
Mesmo que seu poder político tivesse diminuído um pouco após a guerra, um Duque ainda era um Duque.
Junto com os membros da academia, vários convidados do círculo do Duque também estavam presentes.
Eles eram retentores da casa do Duque, assim como vários parceiros de negócios—embora eu não tivesse certeza de suas afiliações exatas.
No começo, eu presumi que eles não tinham conexão com a Academia de Missões Especiais.
Mas, como se viu, todos tinham vindo para ver Kaiden.
Ao contrário de mim, Kaiden era uma figura conhecida em todo o império—um mago renomado da Força Especial de Extermínio do Rei Demônio.
A chance de conhecer alguém como ele, mesmo que de passagem, era uma oportunidade única na vida.
E, com certeza, Kaiden foi imediatamente cercado por convidados ansiosos, bombardeado com inúmeras perguntas.
Mas, como sempre, ele respondeu com seu sorriso característico, desviando suavemente de cada pergunta com respostas vagas e evasivas.
“Dian, a propósito…”
O Duque, sentado ao meu lado, se serviu de uma bebida e se virou para mim.
“O que você acha de Knightley?”
“…Knightley?”
Eu hesitei sob o peso do olhar aguçado da Duquesa do outro lado da mesa.
“Ela está indo bem. Ela nunca perdeu sua posição como a melhor da classe.”
“Ah, entendo. Mas além disso?”
“…Além disso?”
O que mais havia para dizer?
Além de sua excelência acadêmica, ela não tinha qualidades reais que valessem a pena mencionar.
Ela menosprezava qualquer um que não fosse seu igual—por isso ela só tinha dois amigos.
“Aí está.”
O Duque olhou para sua esposa antes de continuar.
“Knightley atinge a maioridade no próximo ano, não é?”
“Tecnicamente, no final deste ano.”
“Ah, certo, certo. E você, Dian, você está…”
Nesse momento, a Duquesa soltou uma risadinha sabichona.
“Uma diferença de idade perfeita, não diria?”
“Exatamente. Sem problemas.”
Eu tinha meio que esperado que este tópico surgisse antes, quando fomos caçar.
Já que finalmente surgiu, decidi enfrentá-lo de frente.
“…Duque, o que exatamente você está tentando dizer? Certamente, você não está sugerindo que eu me case com Knightley?”
O Duque e a Duquesa trocaram olhares, mas não disseram nada.
“…Oh-hohohoho!”
Eventualmente, a Duquesa riu, acenando com a mão de forma desdenhosa.
“Bem, veja, Professor Dian, nenhum pai pode vencer contra seu filho.”
Eu fiquei em silêncio, esperando para ouvir o resto de sua explicação.
“Knightley está prometida desde a infância. Ao filho de algum marquês—embora ela nunca tenha visto o rosto dele.”
“Eu não sei todos os detalhes, mas estou ciente de que ela fugiu para a academia para evitar isso.”
“Precisamente. Ao contrário de outras crianças nobres, ela se recusa a aceitar seu destino. Ela veio para a academia e teimosamente se recusou a sair desde então.”
A Duquesa cobriu a boca com uma risadinha educada.
“É uma situação bastante problemática. Poderia até ser vista como uma desgraça para nossa família. Mas então, há alguns dias, recebemos uma carta de Knightley.”
“…E o que dizia?”
“Ela se ofereceu para voltar para casa—se permitíssemos que ela mudasse seu noivo.”
“E a pessoa que ela pediu para se casar foi… eu?”
“Oh-hohohohohoho…”
“Eu ouvi tudo. O Professor Dian fez algo muito importante durante a guerra, certo? Então, do meu ponto de vista, se Knightley fizer algo assim, eu ficaria realmente grato.”
“Isso mesmo! Dian, aquele cara! Deixe-me te contar o quão ótimo ele foi!”
O Duque começou a recontar entusiasticamente a situação da época.
Hindrasta, que estava de tocaia, preparando-se para causar problemas na rota de retirada do exército nobre, foi avistado pela nossa inteligência. Linus e eu corremos em direção ao acampamento do exército nobre, onde encontramos o Duque Toulouse pela primeira vez.
Naquela época, o Duque Toulouse era um dos comandantes e, a princípio, pensou que fazíamos parte de um plano do palácio imperial para levar o exército nobre à ruína intencionalmente.
No entanto, após uma persuasão persistente de Linus e de mim, mudamos ligeiramente o caminho de retirada e, entretanto, nós dois entramos no vale onde Hindrasta estava escondido.
Lá, como crianças brincando de esconde-esconde, espancamos o animado Hindrasta e o afugentamos, resgatando o exército nobre.
Pensando bem, é estranho que Hindrasta esteja sentado bem ao meu lado na mesa, rasgando a carne. Quais são as chances?
De qualquer forma, eu preciso deixar minha posição clara.
Essas coisas têm que ser resolvidas de forma decisiva; se eu mostrar uma reação morna, as coisas podem ficar problemáticas.
“No entanto, devo dizer que nunca pensei em casamento, e especialmente não com Knightley, que era uma das minhas alunas…”
“Pai!!!”
Naquele momento, alguém soltou um grito alto do portão principal e correu em nossa direção.
Eu me virei para ver um homem com o uniforme de um oficial do Exército Imperial vindo em nossa direção.
Quem é aquele?
“Aquele é meu segundo filho, Dian.”
O segundo irmão mais velho de Knightley? Mas por que o filho de um nobre está vestindo o uniforme do Exército Imperial?
“Bem-vindo! Você chegou bem a tempo!”
O Duque se levantou de braços abertos, mas o segundo filho passou por ele e parou na minha frente.
“É esta a pessoa que meu pai mencionou? Aquele que expulsou Hindrasta? Espere um momento…”
O segundo filho examinou meu rosto cuidadosamente e perguntou cautelosamente.
“Você já participou da Batalha de Bueno Goji…?”
“Eu estive lá.”
“Então, aquele… o que foi jogado ao pico da montanha por uma catapulta…?”
“Oh, sim…”
“Inacreditável!”
O segundo filho se ajoelhou.
“Encontrar o herói da Batalha de Bueno Goji aqui!”
[Tradutor - Peptobismol]
[Revisor - Deus Demônio]
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