O Segredo no Luar — Capítulo 16: Volume 2 – Capítulo 16 – Capítulo 16: O Lugar Onde a Lua Aproveita o Verão

O Segredo no Luar
Cap. 16
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O Segredo no Luar

Volume 2 – Capítulo 16 – Capítulo 16: O Lugar Onde a Lua Aproveita o Verão

Capítulo 16

2.929 palavras~13 min de leitura

O cheiro de café fresco e bacon grelhado começou a se espalhar pela Residência Gekkou de Veraneio, misturando-se com a brisa salgada que entrava pelas portas de correr totalmente abertas para o mar. Na cozinha, a calmaria durou pouco.

— Eu não acredito que perdi a Luna-chi virando comida de peixe logo cedo! — Chika exclamou pela terceira vez, sentada à mesa de madeira rústica, balançando os pés descalços com entusiasmo enquanto passava geleia em uma torrada.

Luna, que já usava um vestido de verão leve, da cor branca com um laço preso na cintura, apenas revirou os olhos, escondendo o rosto atrás de uma caneca de chá quente. Seu corpo ainda protestava silenciosamente contra as quedas na água gélida e o esforço de tentar acionar o Círculo Externo, mas ela se esforçava ao máximo para manter o “rosto de férias” que Hanako havia exigido.

Ao lado dela, Ryuu exibia um apetite que faria qualquer um desconfiar. Ele já estava no terceiro prato de panquecas americanas que Hanako havia preparado.

— Bom dia… — uma voz arrastada e sonolenta veio do corredor de madeira.

Haru apareceu na cozinha com o cabelo castanho comicamente bagunçado e os olhos semicerrados contra a claridade forte do sol de Okinawa. Ele vestia uma camisa de botão estampada, com pequenas pranchas de surfe, aberta por cima de uma regata branca. Logo atrás dele, Hana vinha bocejando, segurando um travesseiro pequeno contra o peito como se ainda estivesse presa ao futon.

— Olha só quem resolveu abandonar o mundo dos mortos! — Chika cantarolou, apontando para as cadeiras vagas. — Sentem aí, a tia Hanako fez um banquete. E vocês perderam a melhor fofoca do dia.

— Por favor, Chika, não começa… — Luna pediu, corando de leve.

— O que aconteceu? — Haru perguntou, puxando a cadeira para Hana se sentar antes de ocupar a sua. Ele serviu um copo de suco de laranja para si, tentando espantar a lentidão do sono. — Alguém se afogou na banheira?

— Quase isso! A Luna-chi inventou de ser poética e ver o nascer do sol com o Ryuu-kun, mas acabou levando um caldo da primeira onda que apareceu — Chika riu, cutucando Ryuu com o cotovelo. — E o Ryuu-kun, como um bom cavaleiro, teve que arrastar a nossa princesa aqui encharcada de volta para a terra firme.

Hana, que até então parecia estar dormindo em pé, piscou lentamente, fixando seus olhos analíticos em Luna e depois em Ryuu. Uma fagulha de entendimento passou por sua expressão discreta, mas ela apenas pegou uma panqueca em silêncio. Sendo quem era, Hana sabia muito bem que “ver o nascer do sol” com a tia Hanako por perto raramente significava apenas apreciar a paisagem.

— Você está bem, Luna? — Haru perguntou, olhando-a com uma ponta de preocupação genuína. — O mar daqui pode ser traiçoeiro se você não estiver acostumada com as correntes.

— Estou ótima, Haru, sério. Foi só um deslize — Luna mentiu, dando um sorriso amarelo. Por baixo da mesa, ela chutou levemente a canela de Ryuu para que ele parasse de comer por um segundo e a ajudasse.

Ryuu engoliu o pedaço de panqueca de uma vez e pigarreou, assumindo sua melhor expressão neutra. — É. A areia molhada estava escorregadia por causa da maré alta. Foi um erro de cálculo. Mas a Hanako-san já nos deu um sermão sobre segurança marítima.

— Exatamente — a voz firme de Hanako ecoou quando ela entrou na cozinha, carregando mais uma jarra de suco gelado. Ela exibia uma disposição invejável para quem estava de pé desde às quatro da manhã. — E para garantir que ninguém mais vai “escorregar” por aí, hoje o plano é puramente turístico. Vamos à cidade comprar suprimentos e depois levar vocês para os recifes de coral mais calmos.

Hanako cruzou os braços, lançando um olhar significativo que capturou Luna, Ryuu, Haru e Hana na mesma linha de visão. — Mas andem logo com esse café, se não perderemos a maioria das atividades do dia, e nós temos muito o que… explorar hoje.

Chika soltou um viva, já começando a planejar os sabores de sorvete de benimo (batata-doce roxa) que queria experimentar na cidade, enquanto o restante do grupo compartilhava um entendimento silencioso por trás dos sorrisos de fachada. A viagem de verão estava oficialmente em andamento, e o jogo de esconder a verdade seria tão exaustivo quanto o próprio mar.

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Antes de saírem, Luna parou diante do espelho do corredor. Ela usava um vestido branco de verão, leve e fluido, que contrastava perfeitamente com a pele clara. Para completar o visual, pegou um chapéu de palha com um laço azul-marinho preso na lateral, combinando perfeitamente com os detalhes do vestido e dando um toque delicado que escondia totalmente a garota que, horas antes, estava lutando contra o mar de camisa preta encharcada.

Pouco depois, o jipe de Hanako já cortava a rodovia litorânea com a capota aberta. O vento quente e salgado bagunçava os cabelos de todo mundo, enquanto o rádio tocava um sanshin tradicional, criando a trilha sonora perfeita para as férias.

A primeira parada do grupo foi na famosa Kokusai Dori, a rua internacional no centro de Naha. O lugar era um turbilhão de cores, palmeiras e lojas de suvenires, exalando o aroma irresistível de doces fritos e culinária local.

Chika, com sua energia habitual, caminhava um pouco mais à frente, mas seus olhos insistiam em desviar discretamente para Haru. Como aquela viagem era o primeiro contato real entre os dois, ela ainda estava tentando entender como se aproximar daquele rapaz que sempre parecia tão calmo e reservado em Quioto.

— Ei, Haru-kun! — Chika chamou, diminuindo o passo para ficar lado a lado com ele diante de uma vitrine cheia de estátuas coloridas. — Olha aquilo ali. São os Shisa, os leões-guardiões de Okinawa. Você já tinha visto um de perto?

Haru, que caminhava com as mãos nos bolsos da bermuda, olhou para a vitrine e depois para ela, meio sem jeito pela iniciativa. — Ah… só em fotos de livros de turismo. Eles são bem diferentes dos guardiões dos templos de Quioto, não são? Mais… expressivos.

— Sim! Eles dizem que o que tem a boca aberta afasta os maus espíritos, e o de boca fechada guarda a boa sorte — Chika explicou, gesticulando com as mãos e imitando a pose de um leãozinho, o que fez Haru soltar uma risada genuína, quebrando um pouco da rigidez dele. — Sabe, eu estava pensando em levar um pequenininho para o meu quarto. Qual cor você acha mais bonita? O azul ou o vermelho?

— Acho que… o azul combina mais com o clima da ilha — Haru opinou, coçando a nuca, o rosto corando de leve sob o boné ao perceber o olhar animado de Chika. — Se você quiser, eu posso… ajudar a carregar a sacola se você decidir comprar.

— Sério? Combinado então! — Chika sorriu abertamente, dando um saltinho animado. Ela não o puxou pelo braço, mas a distância entre os dois já parecia bem menor do que quando saíram de casa.

Um pouco mais atrás, o restante do trio caminhava em um ritmo bem mais calmo, observando o início daquela interação. Luna segurava a aba de seu chapéu de palha para o vento não levá-lo, enquanto Ryuu carregava pacientemente as primeiras sacolas de suprimentos. Hana andava ao lado deles, chupando um picolé de Shikuwasa com sua expressão eternamente impassível.

— A Chika está se esforçando para quebrar o gelo — murmurou Hana, observando os dois mais à frente antes de olhar de soslaio para Luna. — E você, Luna? Como estão as suas “escorregadas” no mar?

Luna quase tropeçou nos próprios chinelos. Ela olhou rapidamente ao redor, checando se Hanako, que estava alguns metros à frente conversando com um comerciante, não estava prestando atenção.

— Hana! Não fala alto… — Luna sussurrou, sentindo as bochechas queimarem. — Foi só um imprevisto na praia.

— Um imprevisto que envolveu uma flutuação drástica na pressão espiritual às quatro e meia da manhã — Hana rebateu, com a voz plana e analítica. — Meu quarto fica de frente para a praia. Eu não vi a luz, mas senti o deslocamento de ar quando o seu disjuntor caiu. E a julgar pelo tamanho do prato do Ryuu-kun no café da manhã, ele gastou muita energia servindo de suporte.

Ryuu soltou um suspiro derrotado, ajeitando as sacolas no braço. — Você é assustadora, Hana. Não dá para esconder nada de você.

— Eu sou uma observadora. Só acho que vocês deviam tomar cuidado — Hana deu mais uma mordida no picolé. — O magnetismo de Okinawa é influenciado pelo oceano. Se você sobrecarregar a sua energia espiritual aqui, Luna, o estresse nos seus canais espirituais vai ser dobrado. Você sentiu a queimação, não sentiu?

Uma mistura de frustração e ansiedade apertou seu peito. Ela lembrou da dor aguda na madrugada, da sensação de que seu corpo rejeitava a força da Lua quando tentava acender a lâmpada do círculo.

— Senti — Luna confessou, a voz caindo para um tom melancólico. — Parecia tão simples quando a tia Hanako e o Ryuu me explicaram a geometria dos círculos. Mas na prática… dá medo. Parece que vou quebrar por dentro se errar a dose.

— É para isso que serve o treinamento — Hana disse, dando a última mordida no picolé e jogando o palito no lixo ao passarem por um poste. — Seu corpo precisa se acostumar com a voltagem do Gaien. Só não tente resolver tudo de uma vez, ou vai acabar se machucando antes mesmo de as férias terminarem.

Luna olhou para a amiga, assimilando o conselho lógico de Hana. Ela respirou fundo, deixando a brisa quente afastar um pouco daquela cobrança interna.

— Ei! Vocês aí atrás! — o grito de Chika ecoou do final do quarteirão. Ela estava apontando para uma lanchonete colorida, enquanto Haru esperava ao lado dela, parecendo bem mais relaxado agora. — A tia Hanako disse que vai pagar sorvete de batata-doce roxa para todo mundo! Se demorarem, vai derreter!

— Sorvete? Estou indo — Hana mudou de direção instantaneamente, acelerando o passo.

Luna deu uma risadinha, sentindo o clima leve do verão retornar. Ela ajeitou o chapéu de palha e apertou o passo. A fachada de férias de verão ainda precisava ser mantida, mas, pelo menos por algumas horas, ela podia apenas aproveitar o sol com seus amigos.

A lanchonete de sorvetes era um ambiente vibrante, decorado em tons pastel e com um enorme letreiro em neon no formato de uma batata-doce. Assim que os pedidos chegaram, as reações foram instantâneas.

— Uau! É realmente muito roxo! — Chika exclamou, os olhos brilhando enquanto segurava sua casquinha de sorvete de benimo. Ela pegou uma colherzinha plástica, pegou uma porção generosa e, num impulso de pura animação, virou-se para o lado. — Haru-kun, você precisa provar isso! É super cremoso! Aaahm—

Haru, que estava prestes a lamber o seu próprio sorvete de baunilha, congelou no lugar.

— Ya-Yamada-san!? — ele gaguejou, piscando rapidamente, completamente desarmado pela proximidade e pela naturalidade dela.

— Ah! — Chika percebeu o que estava fazendo. Suas próprias bochechas ganharam um tom rosa-choque e ela recolheu a mão num solavanco, rindo de nervoso enquanto enfiava a colher na própria boca. — D-Digo! Você devia pedir um desse na próxima! É… é muito bom!

Hana saboreava seu sorvete com uma colherzinha, mantendo a expressão perfeitamente neutra, enquanto seus olhos se moviam de Chika para Haru como se estivesse registrando dados em uma planilha. Ryuu apenas soltou uma risada baixa, balançando a cabeça diante do colapso tímido de Haru.

Até Ryuu, que geralmente era quieto, havia sido tomado pelo ambiente festivo das férias de verão.

Depois do lanche, o grupo seguiu Hanako até o mercado público de Makishi. O cenário mudou de calçadas ensolaradas para um labirinto coberto, vibrante e barulhento, cheio de tias locais chamadas de Obaa gritando ofertas de peixes tropicais de cores berrantes — azuis, verdes e vermelhos — que pareciam saídos de um aquário de fantasia.

— Olhem o tamanho daquele caranguejo! — Chika exclamou, apontando para um tanque onde um crustáceo gigante mexia as garras de forma ameaçadora.

Ela deu um passo para trás assustada quando o bicho bateu no vidro, colidindo direto contra as costas de Haru. O rapaz, por puro reflexo de cavalheirismo, firmou os pés e segurou os ombros dela para que não caísse. Por um segundo, os dois ficaram muito próximos no meio do corredor movimentado do mercado.

— Cuidado — Haru disse, a voz um pouco mais baixa por causa do barulho ao redor.

— O-Obrigada… — Chika murmurou, os olhos arregalados, subitamente muito consciente das mãos dele em seus ombros.

Hanako, que liderava o grupo usando óculos escuros estilosos e uma sacola de palha no ombro, virou-se para trás com um sorriso radiante de quem estava se divertindo mais do que todo mundo.

— Muito bem, crianças! Suprimentos comprados, peixes encomendados para o jantar de mais tarde… Agora, quem está pronto para ver o verdadeiro mar de Okinawa? — ela apontou para a saída do mercado, onde o jipe as esperava sob o sol do meio-dia.

Depois de deixarem o mercado de Makishi, o jipe de Hanako seguiu em direção a uma praia mais afastada, longe do agito dos turistas. Quando o carro finalmente estacionou, a visão era de tirar o fôlego: uma longa faixa de areia branca e fina, cercada por rochas de coral e um mar que misturava tons de azul-turquesa e esmeralda sob o sol a pino.

Chika foi a primeira a saltar do carro, soltando um grito de alegria e correndo em direção à água, agitando os braços enquanto Luna a seguia em um ritmo mais calmo. Enquanto Ryuu ajudava Hanako a descarregar as caixas térmicas do jipe, os gêmeos ficaram um pouco mais atrás, sob a sombra de uma palmeira.

Haru cruzou os braços, observando a silhueta de Chika que pulava na beira da água, tentando espirrar espuma em Luna. Ele ajeitou o boné, visivelmente pensativo, e deu um passo para o lado, aproximando-se de sua irmã gêmea.

— Ei, Hana… — ele chamou, mantendo a voz baixa para que os outros não ouvissem.

Hana, que estava ocupada ajustando a alça de sua bolsa de praia, ergueu os olhos na direção dele.

— Hum? O que foi?

— É sobre… a Yamada — Haru pigarreou, com uma expressão sem jeito. Ele olhou para o mar e depois voltou a atenção para a irmã. — Nós acabamos de nos conhecer no início dessa viagem. Quero dizer, ela é amiga da Luna, mas… é normal alguém se aproximar assim? Tão… descaradamente? Aquela coisa no mercado, e na sorveteria…

Hana piscou lentamente. Por um breve segundo, o silêncio pairou entre os dois. Então, os cantos de lábios da garota se curvaram para cima, e ela soltou uma risadinha baixa e abafada — uma reação extremamente rara para o seu padrão habitual.

— Do que você está falando, Haru? — Hana perguntou, tombando a cabeça levemente para o lado com um olhar de pura inocência teatral, fazendo-se de completamente desentendida. — Ela só estava sendo gentil dividindo o sorvete. E no mercado, o caranguejo era realmente assustador. É natural procurar proteção.

— Hana, não começa — Haru resmungou, cerrando os olhos ao perceber a provocação sutil. — Você sabe exatamente do que eu estou falando. Ela estava… quase me alimentando na lanchonete!

— Ah, a colherzinha? — Hana colocou o dedo indicador no queixo, fingindo puxar pela memória — Pensei que fosse um costume local de Okinawa dividir os nutrientes. Você não gostou da batata-doce roxa?

— Não é o sabor do sorvete, sua idiota — Haru exclamou, exasperado, embora mantivesse o tom de voz controlado. Ele passou a mão pelo cabelo castanho bagunçado. — É só que… Eu fico sem saber como reagir.

Hana deu um tapinha leve e irônico no ombro do irmão gêmeo, voltando à sua expressão plana, mas com um brilho divertido nos olhos.

— Relaxe, ela é agitada assim mesmo, agora vá lá ajudar ela com o protetor solar antes que ela venha pedir para você passar nas costas dela.

— Hana! — Haru protestou.

Antes que ele pudesse rebater, Chika se virou da beira da praia, acenando freneticamente na direção deles.

— Haru-kun! Hana-chan! Venham logo! A água está perfeita!

Hana apenas deu as costas ao irmão, caminhando calmamente em direção à areia.

A cena corta para Luna caminhando pela beira da praia, onde a areia branca e fina começava a ceder sob o toque da água cristalina. O vento que soprava do oceano fez o seu vestido branco ondular suavemente ao redor das pernas, e ela precisou levar uma das mãos à cabeça para segurar a aba do chapéu de palha, impedindo que o laço azul-marinho se soltasse.

Afastando-se um pouco do barulho que Chika fazia ao tentar convencer Haru a entrar na água, Luna respirou fundo. O ar ali era puro, mas, como Hana havia pontuado mais cedo, carregava uma densidade diferente. Havia uma pulsação sutil na atmosfera daquela ilha.

Ela olhou para as próprias mãos, fechando-as em punhos de leve. Na luz do meio-dia, a pele pálida de seus dedos parecia completamente normal, mas na sua memória ainda estava bem vívida a imagem das linhas prateadas que haviam dançado por seus braços na madrugada.

“Um clique…”, pensou, lembrando-se do conselho de Ryuu e do comando rigoroso de Hanako.

Ela olhou para o horizonte infinito, onde o azul do mar encontrava o azul do céu. Agora que sabia onde ficava o interruptor de seu Círculo Externo, o desafio não era mais encontrar o poder no escuro, mas sim aprender a conviver com ele sem medo. O mar continuaria quebrando na praia, onda após onda, e ela precisaria ser forte o suficiente para não ser levada na próxima madrugada.

— Luna-chi! Olha o tamanho dessa concha! — o grito distante de Chika quebrou seus pensamentos.

Luna sorriu, deixando de lado as preocupações por um momento, ela virou-se de volta para os amigos, caminhando levemente pela areia quente, pronta para aproveitar o restante daquela tarde de verão.

Fim da leitura

Capítulo 16 concluído

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