Sinph StarVolume I – Capítulo 32 – Capítulo 32: Estou cansado
Capítulo 33Tudo está escuro. Sinto um frio incomum. Será que é com isso que a morte se parece? Não. Isso é... bom demais para ser a morte, tenho certeza de que ainda estou vivo. Onde estou? Além da óbvia escuridão, sinto uma brisa constante de vento, um vento bem gelado. Não consigo... sentir. Literalmente não tenho o senso de sentir meu corpo, mas como eu consigo dizer que está frio? Ou será que estou mentindo para mim mesmo?
Creio que estou aqui há algum tempo, ou será que não? Não sei dizer quanto tempo se passou. Tempo. Tempo? Acho que sim. Deveria? Poderia? Com certeza. Consigo sentir minha mão esquerda agora. Embora eu não sinta um braço, estou feliz em poder sentir algo. Nada faz sentido, será esse o meu inferno? Não saber de nada e pensar eternamente no que tudo pode ou deveria ser? Vejo memórias que não me pertencem, será que eu poderia as invadir? Será que o dono delas me odiaria? Provavelmente, mas quem liga? Se esse for meu inferno, que seja, acredito que as memórias desse homem me pertencem agora.
Estou parado, numa espécie de sala de aula. Devo ter uns catorze anos. Estou sentado no fundo da sala, pareço ser alguém amigável, tendo em vista que converso com diversas pessoas. A maioria são garotos de minha idade, mas algumas garotas estão na roda. Não consigo entender o que falamos, uma língua muito... pragmática. De repente, os olhos do garoto, meus olhos, param em uma garota do outro lado da sala. Sinceramente, não sei dizer o porquê, ela não chama muito atenção, está parada lendo algo em um livro, sem conversar com ninguém, o garoto não parece muito com ela. Talvez... seja isso que desperte o interesse. De repente, os olhos se encontram. A garota desvia o olhar em uma velocidade alarmante e volta a ler seu livro. O garoto, eu, continuamos a dar olhadelas enquanto conversamos sobre algo com o grupo.
Sinto minha mente voltar para o vazio. Não faço ideia do que acabou de acontecer, que memórias são essas? Eu deveria entender o que aquelas pessoas falavam? Provavelmente. Consigo sentir minha mão direita agora. Faço movimentos para me assegurar de que são minhas mesmo, fico muito feliz de estar de volta nessa espécie de corpo, pelo menos essa me pertence. Sinto minha mente sendo dirigida por algo ou alguém, como se quisesse me levar a algum lugar, ou algum momento.
Estou... parado em alguma espécie de pátio. Um de uma escola, uma escola consideravelmente grande pela quantidade de crianças à minha volta. Devo estar em um intervalo. Sinto uma sensação estranha no que deveria ser meu peito. Acho que é nervosismo. Olho para os lados, alguns dos garotos de antes estão ao meu lado. Eu não sei dizer o que estamos fazendo. Uma espécie de uma mesa com bonecos controlados por hastes e uma bola estão na nossa frente. Que... intrigante. O garoto à minha esquerda parece ser muito bom nisso, ao menos é melhor do que eu. Demoramos mais algum tempo nessa mesa. Nos cansamos disso, pelo que senti. Acredito termos andado alguns minutos pela escola, sem algum objetivo em mente, apenas pelo prazer da coisa. O garoto ou eu, tem apreço por esse sentimento. Embora a minha mente não saiba dizer qual.
De repente, a garota de antes. Sinto aquela sensação de novo, o nervosismo, mas então, algo muda. Do lado dela, um garoto aparece, um garoto de cabelos claros, estão rindo de algo e parecem se divertir com a conversa. Consigo dizer com certeza que algo no garoto/eu mudou. Algo se quebrou. Sinceramente, acredito que somos estúpidos, quer dizer, ele mesmo estava fazendo isso há alguns minutos, não? Que demais há nisso?
Mais uma vez, me vejo ou não, naquele vácuo. Estou começando a reparar em um padrão, tendo em vista que agora consigo sentir meu nariz, o que me deixa surpreso, aparentemente me vi esperançoso em sentir uma perna, mas é bom poder sentir o cheiro de algo, mesmo que aqui não tenha cheiro algum. Dessa vez, não sou arrastado até a memória, apenas abro os olhos depois de piscar.
Estou sentado, na mesma sala de aula de antes. Minha mão se levanta do nada, e a pessoa que parece a professora chama meu nome, mesmo que eu não saiba dizer qual é. Me levanto e caminho até a parte da frente da sala, estou com uma cartolina de alguma cor em minhas mãos. Surpreendentemente, apresento a coisa toda com certa confiança. Devo ser esforçado ao menos. Durante a apresentação, diversas faces me encaram, algumas com certo grau de respeito, algumas com tédio, poucas com inveja e apenas uma com o que pareço me importar. A garota de antes me encara como se eu fosse a coisa mais importante do mundo, pelo menos naquele momento. Meus olhos parecem a ignorar, e ela parece sentir isso. Concluo agora que somos estúpidos, com toda a certeza.
Depois de terminar minha apresentação, agradeço a atenção e volto para o meu lugar. Parecemos gostar dos aplausos, e novamente, desvio o olhar com a garota de cabelos longos e cacheados. Consigo entender o que o garoto sentia, aqueles olhos pareciam me hipnotizar, olhos escuros e firmes. Dessa vez, algo parece ter mudado em nós. Não mais sentimos aquilo de antes quando olhamos para a garota, e parecemos focados em nos distanciar. Que pena.
Eu esperava voltar ao vácuo e receber mais uma parte, me vi surpreso quando... me vi voltando para casa. Estou com dois amigos, caminhando lado a lado. Parecemos conversar sobre tudo e nada. Posso ter certeza de que estamos pensando na garota. Ah, a vida. Ficamos calados e deixamos os dois garotos falarem. De vez em quando respondo e dou uma risada até que nos despedimos. Minha visão fica turva. Estou no pátio da escola. Meu amigo me mostra algo em uma espécie de caixa, parecemos gostar das mesmas coisas. Nos divertimos por algum tempo. De repente, sinto um cheiro, aquele cheiro que já nos fez sentir o mundo. O cheiro da garota. Aparentemente, ela compartilha deste mesmo interesse. Me sinto feliz, e ofereço para que ela se junte a nós, ou foi ao contrário? Não sei dizer, os próximos minutos voam com o tempo, sinto que estamos realmente felizes.
Dessa vez, quando volto para o vácuo, sinto que poderia chorar, me vejo agraciado com minhas próprias orelhas e minha boca. Embora eu não saiba explicar como isso tudo funciona. Dessa vez, sinto uma brisa quente me puxando para a memória e posso dizer que a aceito de bom grado.
— Você gosta da ....... ?
— Eu não sei dizer.
Eu... consigo ouvir! Finalmente, consigo ouvir e entender. Céus, eu estava ficando louco sem uma conversa que não fosse comigo mesmo. Posso entender sobre o que falo, pelo menos com certeza, tenho deduzido tudo até agora.
— Entendi. Fiquei sabendo que ela vai embora, depois que terminarmos esse ano.
— Eu também. Meu pai quer que eu vá para a capital.
— Que azar.
Acredito que este seja meu melhor amigo, pelo tom de nossa conversa e pela facilidade com que conversamos. Estamos sentados em uma espécie de propriedade privada. Diversas árvores nos cercam, e tudo tem uma cara de abandonado, mas julgando pelo barulho, estamos próximos da escola. Tem um saco de pão e uma garrafa de suco aos nossos pés. Consigo dizer que me sinto seguro.
— Sabia que o ...... gosta dela? Quer dizer, ele tentou ficar com ela algumas vezes, mas parece que ela o rejeitou...
— Eu meio que sabia, quer dizer, ele não escondia mesmo. Sinceramente, acho que sempre gostei um pouco dela, mas não sei se vale a pena.
— Cê é cheio de "não sei". É bom tomar uma decisão.
As próximas memórias vieram como um borrão. Estou de mãos dadas com essa garota em uma praça. A imagem muda e estamos discutindo, aparentemente o relacionamento não durou muito. Sinto que meu peito sentiu isso. De repente, voltamos a nos falar, depois de muitos anos. Estamos mais velhos. Dessa vez, sinto que estou considerando reatar o relacionamento. Na próxima imagem, estamos nos separando de novo. Agora, sinto que algo em meu peito quebrou. Vivo meses e meses com um machucado em meu coração. Vivendo dia após dia. Tento conhecer outras pessoas, outras garotas e por algum tempo, ocupo minha mente. Então, num dia aleatório, uma reconciliação vem e descubro que a garota por quem tanto senti, agora é mãe. Uma criança. Os olhos da mulher que tanto amei, no filho de outro homem.
Sinceramente, percebo que não éramos estúpidos em nos afastarmos naquela época. Essa relação toda não me parece nem um pouco saudável. Que pena sinto do garoto. A pena deve ser por conseguir sentir que ele ainda pode sentir algo pela garota. Acredito que ele a julgue como errada, mas quem não seguiu com a vida foi ele. Entendo não querer mais ficar com a garota; ora, eu mesmo não conseguiria. Mas ficar parado no tempo foi uma escolha dele. Acho que estou começando a entender o que estou fazendo aqui.
Revivi mais algumas memórias. Um passeio até um rio próximo, dias em casa, conversas sobre o futuro e até mesmo uma que julguei ser mais recente. Nessa, eles estavam juntos no aniversário do garoto. Pareciam bem, vivendo como um casal. Mas então vi que nunca mais se falaram depois dessa memória. Céus, como a vida parece complicada quando se tem vinte anos. Senti uma sensação boa. Na verdade, estive escutando um barulho chato por algum tempo, uma voz me chamando, repetitiva e incessantemente.
— Jin!
Que coisa. Estou no vácuo de novo. Sinto cheiro de terra. O que me deixa com um pé atrás, nunca senti cheiro de nada aqui. Minha visão fica turva por mais algum tempo e então, me vem a realização. Estou tentando resolver o quebra-cabeça da dungeon. Abro os olhos, meus olhos de verdade.
— Olha, ele voltou, Elise!
Uma mulher muitíssimo bonita me abraça. Ah, como eu amo a Elise.
— Quanto tempo fiquei lá dessa vez?
— Alguns minutos. Uns oito talvez?
Concordo com a cabeça. Deus, pareceram-me eras lá dentro.
— Quem você era dessa vez?
— Um pobre rapaz. Muito confuso com sua própria vida. E vocês, tiveram algum problema aqui fora?
Reid me encarou por alguns segundos, mas começou a falar com entusiasmo.
— Na verdade não. Alguns esqueletos, mas desde que matamos o Lich, nada de diferente apareceu. Mais ondas de esqueletos aparecem quando você está muito concentrado.
Faz sentido.
Me vi encarando a estátua do rapaz, o qual invadi a privacidade. Quantos sentimentos em uma mente tão pequena. Se ele tivesse tentado entender o lado da garota ou se ela tivesse respondido as tentativas, poderiam estar juntos.
— Jin, cê tá viajando de novo. — Reid me trouxe de volta, felizmente. Ele tem sido minha âncora.
— Estava pensando um pouco. Tudo bem, quantos foram até agora?
— Sete. Oito com o garoto. — Elise não saía do meu lado. — Você entendeu o que tem que fazer?
— Acredito que sim, pelo menos posso agir mais rápido com o próximo.
Os dois estão inquietos. É muito fácil dizer quando estão preocupados.
— Digam. O que querem me dizer? Se for sobre a mana, eu garanto que não tem nada saindo de meu núcleo.
Reid se coçou, mas ficou calado, pelo visto tinham discutido isso com antecedência. Quem falou foi Elise, no entanto.
— Estamos preocupados com você, o tempo que passa lá dentro parece aumentar com o passar das estátuas. Ficamos com medo de isso estar mexendo com sua mente.
Bom, é verdade que minha mente tem tido dificuldades com toda a coisa, mas não chega a me afetar permanentemente. Meu núcleo branco me mantém forte, mesmo com a maldição.
— Olha, eu entendo, mas a não ser que algum de vocês dois me garanta que consegue entrar e sair, eu não vou deixar assumirem meu lugar.
Nenhum deles me respondeu, finalizando essa discussão. Na verdade, eu não planejo entrar de novo, não por enquanto ao menos. Já descobri o segredo desse lugar. Se meus instintos não me falham, a mudança deve ocorrer agor—
A porta atrás de nós se escancarou, mesmo tendo previsto, não consegui suprimir uma breve risada com a entrada triunfal de nossos companheiros. Reid e Elise já tinham sentido a aura massiva de Allastor se aproximando, mas não conseguiram conter o susto.
— Vocês demoraram. — imaginei que arrancaria uma risada dos três, mas céus. Estão em um clima horrível.
— Jin, vamos embora. As crianças não...
Vi Trevor e Valky se endireitarem, saindo de seus próprios pensamentos. O garoto foi o primeiro a falar.
— Estamos bem. Vamos finalizar, não passei por aquilo por nada.
— Pois é. Quero alguma bugiganga qualquer.
Olhei para Allastor por algum tempo e ele me deu uma confirmação sutil com a cabeça. Pelo visto o outro trio teve problemas diferentes.
— Não se preocupem. Acredito que já chegamos na parte final. Reid, tente entrar na câmara de novo.
O garoto me olhou com pouca crença nos olhos, compreensível, já tentamos isso umas quatro vezes, mas ele assim o fez, tentando entrar na câmara que o Lich guardava.
— Só para que vocês saibam, o Lich que matamos era uma imitação mal feita. A coisa de verdade vai acordar assim que nos vir aqui. Lembrem-se das aulas.
Ninguém pareceu se importar muito com o que eu disse. Imaginei que seria assim. De certo modo, foi tudo tão fácil até agora, nenhum deles imaginou que ficaria assim até o final.
A sala que estávamos pareceu rodar com uma suavidade assustadora, Reid devia ter conseguido entrar na câmara. Se o que imaginei estiver certo, ele não vai voltar agora. Enquanto rodávamos, consegui sentir uma alteração mediana na mana ambiente, algo com um núcleo equivalente a um núcleo amarelo. Uma espécie de garoa começou a cair dentro da caverna.
— Jin! Se lembre de sua mana!
Escutei Allastor gritando de onde estava. Que... inferno. Talvez eu devesse mesmo me livrar desse núcleo. Então, eu senti a presença da criatura, de maneira bem breve. Estava muito bem disfarçada no caos criado, mas não o suficiente.
— Precisamos matar a coisa! Valkyrie, condense uma bola de fogo bem forte e solte no meu sinal. Trevor, proteja nosso flanco!
Nenhum dos dois garotos hesitou, o que eu não esperava, pensei que teria que repetir instruções ou algo do tipo. O velho eu ainda existe aqui dentro, pelo que posso ver. Allastor e Elise me olharam com aqueles olhos que bem conheço, os de antigamente, esperando ordens. Bom, não posso deixar que os mais fracos trabalhem e os mais fortes fiquem de mãos para o ar.
— Como era mesmo o nome daquele golpe que você sofreu para aprender?
— Foram vários, mas acho que você esteja falando da "Condenação Inféril". Tem certeza que posso usar aqui? Quer dizer, confio na Elise e em você para não se machucarem, mas e as crianças?
— Não se preocupe, Elise vai proteger as crianças. Antes que fale algo, preciso que tenha um pouco de fé em mim, Allastor. Não preciso de mais pena, não de você.
Ele não me respondeu. Apenas se virou e começou a entoar algum encantamento. Acho que só o vi usando essa técnica umas duas vezes, desde que a aprendeu. Uma delas, infelizmente, foi contra Straph. Assim como nas outras vezes, assim que ele começou a fazer a dança com a espada, meu pulmão começou a falhar. Não é que não tinha ar para respirar, mas Allastor estava roubando-o para si. Conforme a dança continuava, mais difícil ficava para continuar de pé. Dar um passo me custaria muito de minha energia. Era como se a gravidade fosse afetada. Tenho que confessar, foi mais fácil das últimas vezes.
De repente, a câmara parou de girar em um movimento brusco, esse foi o sinal que eu esperava.
— Agora, Valky! Na parede com o desenho azul!
Me surpreendi com a intensidade do feitiço da garota. Uma cor azul marinho predominava a maior parte da bola de fogo, ela voou com uma intensidade linda. A parede foi se derretendo camada por camada, até parar em um baque. A criatura, a mente do lugar, conjurou uma barreira de mana pura, forte demais para a mana de Valkyrie.
Allastor, como se estivesse adiando o final de sua dança para este momento, saltou, desenhando sua lâmina pelo ar. Cada milésimo parecia uma pintura. Sua lâmina rasgava o ar com uma magia lúdica agraciando o fio de sua lâmina. Cada giro, mais forte a cor ficava e mais difícil era para o homem manter a consistência. De repente, me lembrei do porquê Allastor estava tão preocupado conosco. A magia, que estava sedenta por consumir um alvo, pingava no chão da caverna, buscando algo para se alimentar.
Elise foi muito rápida em correr para proteger as crianças. Cortando o chão com sua espada, ela criou uma espécie de ravina, na qual a magia de Allastor graciosamente se jogava.
— Trevor! Inundação, força máxima!
O garoto foi pego de surpresa com meu grito. Demorou alguns segundos para que guardasse a espada, mas era rápido com o encantamento, então conseguiu produzir o feitiço a tempo. A magia de Allastor lutava contra a de Trevor, mas pareceu se acalmar, devorando tudo o que podia dentro da pequena ravina.
Escutamos um baque estrondoso, que sinalizava que a batalha tinha terminado. Allastor tinha matado a criatura. Infelizmente, a magia no fio da lâmina de Allastor era tão forte, que não sobraria nada do corpo.
— Sabe o que era aquilo?
Ele voltou de dentro do buraco na parede. Estava bem cansado, pingando suor.
— Uma espécie de mente coletiva. Os esqueletos eram para nos estudar. Imagino que isso aqui foi o julgamento da criatura do que seria o suficiente para nos confundir até desistíssemos.
— Faz sentido, creio que não vem ninguém forte aqui há muito tempo. As estátuas... elas são?
— Sim, são pessoas que desistiram. O "lich" também era uma pessoa, antigamente, até ser assimilada. Embora eu lamente que sua magia tenha consumido a criatura, seria bom sairmos daqui.
— Vocês não estão esquecendo do Reid? Ele sumiu quando entrou naquela sala.
Valkyrie apontou para onde Reid tinha entrado.
— Ele já deve estar voltando.
Escutamos um barulho de passos vindo por trás e lá estava o garoto.
— Olha o que achei!
Ele estendeu a mão com um pergaminho nela. Era bem antigo, pelo que pude ver.
— Um pergaminho de teletransporte. Raridade. Onde o encontrou?
— Dentro da sala. Tá cheio de coisas maneiras lá, mas tinha algo escrito sobre só poder pegar uma coisa. Tentem entrar!
— Se importa de me emprestar o pergaminho?
Era um autêntico. Já usei um desses uma vez.
— Esse aqui funciona como um farol. Quando você imbuir magia nele, pense em um lugar. O pergaminho vai te levar até ele. Tome cuidado no entanto. Se não for um lugar de qual se lembra com certeza, pode acabar gastando o pergaminho com nada.
Reid aceitou o pergaminho de volta de minhas mãos e o guardou em seu anel dimensional.
— Tudo bem, hora das recompensas. Escutaram o que o garoto disse, uma coisa e saiam. Assim que todos escolhermos algo, vamos embora.
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