Todas Essas Heroínas Perdedoras! — Capítulo 72.2: Histórias Curtas Vol 6 – SS Tsukinoki – SS Tsukinoki: Primavera Azul e Vermelha

Todas Essas Heroínas Perdedoras!
Cap. 72.2
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Todas Essas Heroínas Perdedoras!

Histórias Curtas Vol 6 – SS Tsukinoki – SS Tsukinoki: Primavera Azul e Vermelha

Capítulo 72.2

818 palavras~4 min de leitura

A ENFERMARIA DO COLÉGIO TSUWABUKI era um santuário que havia acolhido incontáveis alunos problemáticos — e outros nem tão problemáticos assim.

Quem saiu pela porta que se abriu foi Koto Tsukinoki. Ela se virou e fez uma leve reverência.

— Então, por favor, cuide dela, sensei. O sangramento nasal da Basori-san está bem?

— Não se preocupe. Isso acontece com aquela garota o tempo todo.

A enfermeira da escola, Sayo Konuki, respondeu despreocupadamente enquanto aparecia à porta. A resposta dela, porém, não pareceu nem um pouco tranquilizadora. Koto fechou a porta com um sorriso.

— Ocupada até no último dia, hein, ex-vice-presidente?

— Por favor, não fique me provocando. Eu refleti bastante sobre aquela época, sabia?

Koto respondeu com um sorriso tenso. Konuki estendeu a mão e ajeitou a franja dela.

— Você ficou mais tranquila, Tsukinoki-san. Quando foi que ficou amiga da Basori-san?

— Bem, faz algum tempo. Ela veio me procurar hoje também.

Sim, Basori havia ido até Koto perto da fileira de árvores, com o nariz sangrando. Incapaz de simplesmente deixá-la daquele jeito, Koto a levara até a enfermaria.

Mesmo no último dia, Koto ainda não conseguia entender o que se passava pela cabeça daquela garota. E aquilo que ela havia murmurado em meio ao delírio sobre "Shintaro fazendo alguma coisa com o segundo botão do Nukumizu-kun"...

O que diabos aquilo significava?

— Fico feliz por ter conseguido ver você uma última vez, sensei. Por favor, cuide do Clube de Literatura.

— Deixe comigo. Estou começando a me divertir cada vez mais com todo tipo de coisa.

Embora aquilo fosse um pouco preocupante, quem estava partindo só podia observar em silêncio aqueles que ficavam para trás.

Depois de trocar mais algumas palavras com Konuki, Koto deixou a enfermaria.

Era hora de seguir para a sala do clube. Embora ainda fosse reencontrar seus calouros, usar o uniforme do Colégio Tsuwabuki pela última vez trazia uma inevitável sensação de despedida.

Saboreando aquele momento, ela caminhou pelo corredor, onde uma única aluna permanecia parada como se estivesse se fundindo às sombras.

Yumeko Shikiya.

Uma caloura com quem ela mantinha uma estranha relação, marcada por conflitos no passado e por laços que talvez surgissem no futuro.

Será que estava esperando por ela?

Shikiya virou o rosto na direção de Koto e balançou suavemente o corpo.

— Koto-san, não está se sentindo bem...? Foi para a enfermaria...?

— Estou bem. Basori-san parecia um pouco cansada, então só a acompanhei até lá.

— Aquela garota... sangra muito pelo nariz. Ela está bem...?

— A sensei também comentou isso, mas será que ela está mesmo bem? Pessoas que estão bem sangram tanto assim pelo nariz?

Shikiya assentiu novamente e então agarrou a manga do blazer de Koto.

— Ei, quero... tirar uma foto.

— Claro, sem problema. Vamos até a fileira de árvores?

Shikiya balançou lentamente a cabeça de um lado para o outro.

— Vamos... para a sala do conselho estudantil...

...A sala do conselho estudantil.

O lugar onde Koto havia passado cerca de meio ano como vice-presidente.

Lembranças amargas envolvendo Shikiya passaram por sua mente, mas, naquele momento, começavam lentamente a se transformar em recordações queridas.

Ir juntas até a sala do conselho estudantil para finalmente deixar aquelas lembranças no passado não parecia uma ideia ruim.

— Tudo bem, vamos. Hokobaru também vem?

— Não precisa... só nós duas... sem interrupções.

Parecia que, naquele dia, as garantias estavam em promoção.

Enquanto caminhava em direção à sala do conselho estudantil com um sorriso sem graça, Koto sentiu Shikiya se aproximar e apoiar a cabeça em seu ombro.

— Posso... segurar sua mão?

— Por mim tudo bem... mas precisamos mesmo entrelaçar os dedos?

— Porque... é o último dia...

Shikiya murmurou com uma voz tão baixa que parecia prestes a desaparecer.

Koto soltou um suspiro como se dissesse: "Me poupe".

— Podemos nos encontrar quando quisermos, sabia? Eu me lembro da nossa promessa de sairmos para comer alguma coisa. Vou para Nagoya, mas também vou voltar para cá de vez em quando.

— Posso... ir visitar você também...?

— Quando quiser. Eu mostro a cidade para você.

— Sério...? Posso... ir à sua casa também...?

— Claro. Talvez eu até cozinhe para você. Tenho praticado ultimamente.

— Posso... dormir lá...?

Koto congelou por um instante.

— Bem... ah... veremos. De qualquer forma, preciso preparar um futon para visitas.

— Não precisa. ...Podemos dividir um futon.

— Vou reservar um hotel.

Koto respondeu imediatamente, depois de sentir o perigo por puro instinto. Shikiya inclinou a cabeça, confusa.

— No mesmo quarto...?

— Não, eu tenho meu próprio lugar. Olha, chegamos à sala do conselho estudantil!

Koto encerrou a conversa à força e abriu a porta da sala do conselho estudantil.

Não havia ninguém lá dentro.

Enquanto era puxada por Shikiya, Koto balançou o smartphone na mão livre.

— Hokobaru respondeu. Ela está vindo para a sala do conselho estudantil agora.

— Trapaceira…

📖✨ Este capítulo foi traduzido por Slag e revisado por Shisui

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Fim da leitura

Capítulo 72.2 concluído

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