Todas Essas Heroínas Perdedoras!Volume 7 – Epílogo – Epílogo: Riko Shiratama, Turma 1-F
Capítulo 85CINCO DIAS HAVIAM SE PASSADO DESDE ENTÃO.
Olhando para trás, era difícil acreditar no quanto tínhamos sido imprudentes. Eu sempre tentei manter um perfil discreto para não causar nenhuma turbulência na minha vida escolar. E, mesmo assim, aqui estou eu, já metido numa confusão dessas logo no começo do segundo ano—
Pensando nisso, estacionei a bicicleta ao lado da entrada de casa.
Duas semanas de suspensão temporária das atividades do clube.
Essa foi a punição aplicada ao Clube de Literatura. Eu achava que tínhamos conseguido passar por tudo sem sermos pegos, mas tinha me esquecido completamente da Komari.
Simplesmente apagou da minha cabeça.
Komari havia invadido o local do casamento para nos ajudar a escapar, o que, como era de se esperar, causou uma bela confusão. Os funcionários do local estavam convencidos de que aquilo fazia parte de alguma surpresa preparada por Shiratama-san, então deixaram passar.
Os professores do Colégio Tsuwabuki presentes no casamento, porém, não foram tão compreensivos. Quanto ao que uma "suspensão temporária" realmente significava… Eu não fazia ideia. Nenhum de nós fazia.
— Cheguei~...
Suspirei ao abrir a porta de casa e ver os inúmeros pares de sapatos alinhados na entrada. Arrastando os pés, abri a porta da sala.
— Você demorou, Nukumizu-kun.
— P-Pense no que você f-fez.
...Todos os membros do Clube de Literatura estavam reunidos ao redor da mesa da sala. Não podíamos usar a sala do clube por causa da suspensão. Mas por que minha casa virou o novo ponto de encontro?
Shiratama-san rapidamente veio até mim e pegou minha bolsa.
— Bem-vindo de volta, Presidente. Hoje todo mundo está fazendo uma festa de boas-vindas para mim.
— Entendi. Ah, eu mesmo consigo tirar o blazer.
— Não precisa ser modesto. Aqui, eu penduro para você.
Isso mesmo. Riko Shiratama havia entrado oficialmente para o Clube de Literatura. Depois de unirmos forças e executarmos nosso plano com sucesso, nossos laços ficaram muito mais fortes.
— Olha só, está soprando a brisa dos veteranos! Velocidade do vento acima de cinco metros por segundo!
— E-Eu estou sendo l-levada pelo vento.
Yanami e Komari zombavam de mim do outro lado. Só para deixar claro, essas provocações eram um sinal de que nossos laços estavam mais fortes. Por isso eu não me importava com a Komari lendo o mangá que eu havia escondido atrás da estante, nem com a Yanami comendo meu pudim sem pedir.
Tudo isso era sinal da nossa amizade profunda. Com certeza.
— Ah, Nukkun voltou! Bem-vindo!
Yakishio entrou na sala enquanto secava o cabelo com uma toalha. Pelo visto, a distância entre a escola e minha casa era perfeita para o aquecimento dela, então ultimamente vinha aparecendo por aqui com mais frequência.
Tudo bem até aí. Mas eu agradeceria se ela não tomasse banho na minha casa. Isso me faz sentir coisas estranhas.
Shiratama-san entregou um copo de chá de cevada para ela.
— Aqui está, Yakishio-san.
— Valeu, Tama-chan!
Yakishio virou o chá de uma vez e então se juntou a Yanami e às outras na mesa de jantar. Sentindo-me um pouco deslocado, sentei no sofá, e um aroma adocicado veio de trás de mim.
— O cheesecake está pronto, pessoal!
Kaju saiu da cozinha carregando um cheesecake inteiro. Enquanto ouvia os gritos de comemoração da Yanami, baixei os olhos para o celular e percebi uma mensagem de Konuki-sensei.
...Pelo visto, em relação à suspensão temporária, Konuki-sensei tinha trabalhado bastante nos bastidores por nós. Considerando a situação, não teria sido estranho se o clube tivesse sido dissolvido de vez.
Mas parece que tivemos sorte porque havia pessoas de ambas as escolas no casamento que tinham alguma ligação com a Konuki-sensei. Não perguntei mais detalhes. Tenho medo demais de descobrir.
— Vou ter que agradecer direito depois...
De qualquer forma, a mensagem da sensei também sugeria uma visita domiciliar. Faz sentido. Como nossa orientadora, Konuki-sensei provavelmente está preocupada com a forma como estamos lidando com a suspensão temporária.
Certo.
Vou recusar educadamente a visita e depois pegar um pouco de cheesecake. Justo quando eu digitava a resposta, uma nova notificação de e-mail apareceu no topo da tela.
...Hã? É da Shiratama-san. Havia um arquivo anexado. Pelo título, parecia ser um romance.
— Nukumizu-kun, anda logo ou o bolo vai acabar!
— Já vou. Vocês podem começar sem mim.
Respondi a Yanami e abri o arquivo de Shiratama-san.
*
Relatório do Clube de Literatura
"O Exterminador do Cortiço ao Entardecer" — por Riko Shiratama
Partindo da torre de vigia de Sujikai, nos arredores do Castelo de Edo, e seguindo para o sul pela Rua Yatsukoji, acabava-se chegando ao mercado de peixes de Nihonbashi.
Em um pequeno cômodo de um cortiço fora da rua principal, um homem movia diligentemente um pincel. Ele aplicava uma mistura de samambaia e cola de tanino de caqui às varetas de um guarda-chuva de papel.
Depois de espalhar a cola uniformemente, o homem prendeu a respiração e pressionou cuidadosamente o papel impermeabilizado sobre a armação. Observou o papel com atenção, assentiu levemente, satisfeito, e voltou a estender a mão para o pincel.
Nesse momento, enquanto o céu começava a escurecer, o som de um sino ecoou. Eram seis da tarde. O sino da hora em Ishimachi tinha tocado.
O óleo estava caro ultimamente, e seria um desastre cometer algum erro sob pouca luz, então o homem largou o pincel.
— Yunosuke-san, estou entrando.
Antes mesmo de terminar a frase, uma garota pequena, com os cabelos presos, abriu a porta de correr. Ela parecia ter quinze ou dezesseis anos, com os lábios bem desenhados levemente projetados enquanto entrava pelo piso de terra.
— Veio na hora certa, Orin-chan. Estou sem um tostão agora.
Sem mudar de expressão, Orin subiu para a área elevada de tatame e se sentou. Começou a examinar os guarda-chuvas empilhados contra a parede, abrindo-os um a um.
— Certo. Três guarda-chuvas.
Ela disse isso enquanto embrulhava os guarda-chuvas em um pano e deixava no lugar uma moeda de isshugin.
(N/SLAG: Tipo de moeda usada durante o Período Edo.)
— Isso não é um pouco mesquinho? Estou cheio de dívidas por todo lado.
— Você recebeu um adiantamento outro dia. Já descontei esse valor.
A resposta da Orin foi fria, mas, ao ver a expressão de Yunosuke, pareceu amolecer um pouco. Ela tirou outra moeda de sua bolsinha de seda e a colocou silenciosamente sobre o tatame.
— Só desta vez.
— Obrigado. Agora finalmente posso comprar arroz.
Yunosuke guardou o dinheiro dentro da manga enquanto olhava para o rosto da Orin com preocupação.
— O que foi, Orin-chan?
— Você prometeu me ensinar aritmética. Já esqueceu?
Orin murmurou, emburrada. Yunosuke coçou a bochecha, constrangido.
— É melhor eu não pisar mais na Shirataya.
— Por quê? Se for por causa da onee-chan—
Orin começou a falar, mas mordeu o lábio e abaixou os olhos. ...Yunosuke havia sido escolhido no passado para se tornar genro da família Shirataya.
Shirataya era uma loja em Teruteru que vendia guarda-chuvas e tamancos de madeira. Para Yunosuke, quarto filho de uma família de samurais de baixa posição de Sanshu e sem qualquer herança, aquilo era uma oportunidade boa demais para deixar passar.
(N/SLAG: Sanshu era uma antiga região administrativa japonesa localizada onde hoje fica a província de Aichi.)
Orin nunca havia duvidado de que Yunosuke se tornaria seu cunhado até sua irmã, Mino, perder a vida.
— Não há lugar para alguém como eu numa grande loja como a Shirataya. Aquele acordo era bom demais para ser verdade.
— "Grande loja" é só nome. Mal conseguimos sobreviver vendendo guarda-chuvas para lojas realmente grandes.
Orin falou num tom maduro enquanto apertava contra o peito o embrulho com os guarda-chuvas.
— Estão falando em casamento para mim. Com o terceiro filho da família Sakakiya.
Yunosuke prendeu a respiração involuntariamente. Ele era quinze anos mais velho que Orin e ainda a enxergava como uma criança. E, mesmo assim, ali estava ela, já em idade de se casar—
— Entendo. Espero que dê certo.
Sakakiya era uma famosa loja de quimonos em Nihonbashi. Ultimamente, os negócios iam bem como fornecedores do xogunato, o que fazia deles um partido adequado sob qualquer ponto de vista. Ao ouvir a resposta indiferente de Yunosuke, Orin se levantou em silêncio.
— O próximo lote de materiais chega amanhã. Não se atrase.
Sem dizer mais nada, saiu do quarto, deixando Yunosuke sozinho, encarando a porta de shoji que permanecera entreaberta. Na mente dele, Mino continuava exatamente como era três anos antes.
E, para Yunosuke, o tempo também tinha parado naquele momento.
— Ah, então Orin-chan vai se casar?
Um jovem entrou pela porta enquanto falava. Ele colocou no chão o pequeno armário de tabaco que carregava nas costas e tirou do peito um cachimbo kiseru.
(N/SLAG: Cachimbo japonês comprido, comum em pinturas e representações do Período Edo.)
— Nukusuke, você estava ouvindo? Que hábito ruim.
— É difícil não ouvir nada neste cortiço caindo aos pedaços.
Nukusuke, o vendedor de tabaco, acendeu o cachimbo e soltou a fumaça com satisfação.
— O terceiro filho da Sakakiya tem uma péssima reputação. É conhecido pelas confusões que causa há anos.
— É mesmo?
Yunosuke respondeu sem interesse enquanto começava a guardar as ferramentas usadas na fabricação dos guarda-chuvas.
— A família tentou endireitar ele mandando para um dojô de espada, mas saiu pela culatra. Acabou se envolvendo com uma turma ainda pior. O mestre da Shirataya foi arranjar um belo problema.
As mãos de Yunosuke pararam completamente. Nukusuke deu de ombros e estendeu a mão.
— Como favor para um antigo companheiro, faço um desconto se quiser que eu investigue.
— Vai cobrar de um homem pobre?
Yunosuke murmurou, mas ainda assim colocou a mão dentro da manga e entregou uma moeda a Nukusuke.
— Obrigado. O resto coloco na sua conta.
Pegando a moeda, Nukusuke colocou novamente o armário de tabaco nas costas e se virou para sair, mas olhou mais uma vez para Yunosuke.
— O que foi? Por que não volta ao que fazia antigamente? O sangue na sua espada não vai desaparecer só porque você fica sentado aqui.
Yunosuke balançou a cabeça e apontou para as espadas encostadas na parede.
— As espadas de verdade foram empenhadas faz tempo. O que sobrou ali é só bambu.
— É mesmo? Ainda assim, seus olhos continuam com a mesma expressão daquela época.
Sem dizer mais nada, Nukusuke saiu, desaparecendo tão silenciosamente quanto tinha chegado.
...Quanto tempo se passou depois disso?
Depois de confirmar que Nukusuke havia partido, Yunosuke levantou o tatame gasto, revelando um compartimento secreto embaixo dele. De lá, retirou uma espada. Era a Mikawa no Kuni Kanetsugu, lâmina que seu pai lhe havia dado quando deixou sua terra natal.
O cabo, desgastado pelo uso, encaixou-se perfeitamente em sua mão, como se fizesse parte de seu corpo. Ele havia jurado nunca mais usá-la. Ou melhor, tinha convencido a si mesmo de que jamais precisaria usá-la.
— Existem coisas que simplesmente não dá para esquecer.
Murmurou de forma quase teatral, sentindo as engrenagens do tempo dentro de si voltarem a girar.
*
Um romance de época, hein?
Está surpreendentemente bem escrito. Bem escrito, sim, mas os nomes dos personagens e o cenário… É melhor não pensar demais nisso. Dá um pouco de medo...
— Presidente, você leu minha história, não leu?
Uma voz sussurrou no meu ouvido e me fez dar um pulo. Virei-me e encontrei Shiratama-san ao meu lado.
— Há quanto tempo você está aí?
— Quem sabe? Há quanto tempo você acha?
Ela contornou o sofá e se sentou ao meu lado com movimentos leves e graciosos.
— Fiquei feliz porque queria que você fosse o primeiro a ler meu trabalho. Minha primeira vez foi sua.
Essa garota disse isso de propósito. A forma como se movia. A escolha das palavras. Tudo naquela garota era calculado.
Eu sei disso. Sei muito bem. E é justamente por isso que a resposta madura é entrar no jogo.
Estou ciente do aroma doce e leitoso que ela está usando hoje e do fato de que a saia está um pouquinho mais curta que o normal. Eu percebi tudo.
Então vá em frente. Pode me enrolar à vontade. Mas, contrariando minha determinação, Shiratama-san adotou de repente um tom mais sério.
— O casamento daquele dia foi tão bonito.
O sorriso habitual desapareceu. Em seu lugar havia uma expressão simples e genuinamente feliz.
— A Onee-chan e meu cunhado pareciam tão felizes. Vendo os dois daquele jeito, eu fiquei muito feliz—
Kaju servia chá para todos na mesa atrás de nós. Shiratama-san olhou naquela direção e então se aproximou, sussurrando suavemente no meu ouvido.
— Eu teria ficado ainda mais feliz se você não tivesse fugido, Presidente.
...Ela me pegou. Mas não vamos interpretar errado. Como presidente, eu estava apenas cumprindo meu dever. Não significa que meu coração tenha sido realmente roubado. Dito isso, é difícil não ficar um pouco abalado quando uma nova integrante tão adorável age desse jeito.
— Ah, falando nisso, quer ver uma foto da onee-chan?
Sem que eu soubesse se ela percebia ou não o efeito que causava em mim, Shiratama-san tirou o celular e mostrou a tela. Na foto, sua irmã usava um vestido de noiva ao lado de Tanaka-sensei, de smoking.
A irmã, que se parecia muito com Shiratama-san, vestia um longo e elegante vestido e estava bem perto do Tanaka-sensei.
Nas mãos dela havia um buquê branco—
— Hã? Isso é—
O buquê que a Minori Tanaka segurava na foto era exatamente aquele que a Shiratama-san havia feito na sala do clube. Nós o deixamos para trás no local quando fugimos.
E, mesmo assim, ali estava ele nas mãos da irmã. Hã? Isso significa que a irmã dela já sabia?
Quanto exatamente ela sabe...?
Ergui os olhos, surpreso, e me vi encarando diretamente os olhos da Shiratama-san.
— Eu não consigo vencer a onee-chan. Ela vai ser uma adversária difícil.
Ela falou aquilo com uma risada leve. Depois de dar uma pequena risadinha, Shiratama-san voltou a ficar séria.
— Acho que comecei a entender um pouco por que me sinto tão tranquila quando estou perto de você, Presidente.
— Hã? Tranquila? O que você quer dizer—
Gaguejei, repetindo as palavras dela como um idiota, e os olhos de Shiratama-san se estreitaram levemente num sorriso.
— Perto da nossa casa havia um terreno vazio cheio de capim-dos-pampas. Quando éramos crianças, nós três brincávamos de esconde-esconde lá. No outono, quando o capim secava, soltava um cheiro que me lembrava meu cunhado. Onee-chan e eu costumávamos rir disso.
Shiratama-san cheirou levemente o ar, quase sem perceber.
— Você tem exatamente o cheiro daquele capim seco, Presidente. É um aroma muito tranquilizante.
...Espera. Eu cheiro a capim seco? Estou morrendo ou alguma coisa assim?
— Agora a onee-chan saiu de casa, e eu não posso mais depender do meu cunhado como antes. Dá uma sensação meio solitária. Então, sabe—
Ela pousou delicadamente as pontas dos dedos no meu joelho e se aproximou do meu ouvido.
— Eu ficaria muito feliz se você virasse meu onii-chan, Presidente.
Hã? Depois da brincadeira de irmã mais velha, agora vem a de irmã mais nova?
Quer dizer, eu já estou acostumado a ser irmão mais velho...
Nesse exato momento, um arrepio percorreu minha espinha, como se um bloco de gelo tivesse sido encostado nas minhas costas.
Sinto uma sede de sangue!
— Onii-sama, gostaria de um pouco de chá?
— Hã!?
De algum modo, Kaju havia aparecido atrás de mim segurando uma xícara e um bule, com um sorriso ao mesmo tempo doce e aterrorizante. Meu corpo parecia frio como no inverno, mas uma única gota de suor escorreu pela minha testa.
— H-Hã, sim. Já que você preparou, aceito.
Gaguejei enquanto recebia a xícara com as mãos trêmulas. Kaju começou então a servir o chá de uma altura anormalmente elevada, mantendo uma calma inquietante.
O líquido formou um arco perfeito enquanto o vapor se espalhava ao nosso redor, criando uma névoa espessa no ar. A xícara ficou cheia até a borda e, no instante em que parecia prestes a transbordar, Kaju parou com uma precisão assustadora.
— Pronto, onii-sama. Por favor, aproveite enquanto está quente.
— Ah, sim. Vou aproveitar...
Com o chá perigosamente equilibrado no limite da xícara, levei-o com cuidado aos lábios.
Até alguns segundos atrás estava soltando vapor. Mas, de algum jeito, agora o chá está gelado.
Como isso sequer é possível...?
Enquanto eu tremia e bebia o chá congelante, Shiratama-san falou com um sorriso radiante.
— Você se importa muito com seu irmão, Kaju-chan. Eu queria ter um onii-chan assim.
— Que pena. A única irmãzinha do onii-sama é a Kaju. Por favor, não fique decepcionada demais.
— Bom, acho que por enquanto vou ter que me contentar em ser apenas uma caloura.
— Sim. Por favor, faça o possível para suportar isso. Para sempre.
— Hehe, você é tão fofa, Kaju-chan.
Sorriso. Sorriso. Sorriso.
As duas trocaram sorrisos calorosos. Era para ser uma cena comovente.
Então por que diabos minhas mãos estão tremendo tanto...?
Certo. Aquelas três idiotas. Se alguém conseguir quebrar essa tensão, são elas.
Olhei desesperadamente em busca de ajuda. Mas elas já estavam indo em direção à porta.
— Espera aí, onde vocês estão indo?
— Nukumizu-kun, estou morrendo de fome, então vou à loja de conveniência!
— Eu preciso voltar para o treino!
— N-Nukumizu, não esquece de comprar o p-próximo volume daquele m-mangá.
Com essas palavras de despedida, as três garotas acenaram e saíram da sala. Essas garotas me abandonaram. Enquanto o desespero tomava conta de mim, Kaju se jogou no meu colo com um leve baque. Shiratama-san sorriu ao ver aquilo, com uma expressão cheia de alegria.
— Presidente, você parece ser bem próximo da Kaju-chan.
— Sim, nós somos muito próximos. Não é, onii-sama?
— Hã... sim, somos...
Murmurei constrangido, mantendo os olhos fixos na superfície do chá.
Riko Shiratama, Turma 1-F. Uma integrante um tanto peculiar que havia se tornado o quinto membro do Clube de Literatura.
E assim começava um novo capítulo para o Clube de Literatura, marcando o início do que certamente seria um ano bastante agitado.
📖✨ Este capítulo foi traduzido por Slag e revisado por Shisui
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